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Funk

Visão – 2017

O SoundCloud é uma ferramenta fundamental no trabalho dos profissionais de música. Gratuita e de fácil acesso, a plataforma recentemente passou por alguns problemas financeiros (fato que já abordamos no Portal KondZilla nessa matéria aqui), mas continua ativa no mercado junto com outros “monstros” do streaming. No documentário “Next Wave”, da própria SoundCloud, o episódio “Visões” passa a visão do movimento de funk no Brasil. MCs, produtores, DJs e figuras importantes da cena falam sobre as particularidades da cultura e a importância do SoundCloud para a cultura musical underground, espelho do baile funk como um todo.

O vídeo retrata a história dos personagens: MC Bin Laden, MC 2K, Yuri Martins, MC WM, DJ Polyvox e a DJ Iasmin Turbininha.

Ano: 2017
Diretor: Robert Semmer

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Funk

Funk Carioca – A Música Eletrônica Brasileira – 2013

“Funk Carioca – A Música Eletrônica Brasileira” é uma série de quatro episódios, do programa Doc Mix, da MixTV, que retrata a história e a evolução do funk carioca desde os anos 80 até a década atual. Com depoimentos dos principais personagens do movimento, como Mr. Catra, DJ Sanny Pitbull e DJ Marlboro, a série especial é um bom retrato de como o funk carioca se moldou com o passar dos anos, e ficou marcado como um movimento de resistência e voz popular.

Ano: 2013

Diretor: MixTV

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Comportamento Funk

Design e funk se juntam no “Modernismo Funkeiro”

O funk é um movimento cultural que resulta em diversos tipos de sentimentos nas pessoas, além de envolver muita criatividade. Uma das características mais marcante do movimento são os videoclipes, que retratam essa vertente de uma forma cinematográfica. Mas teria outra forma? A carioca Paula Cruz, 26, decidiu criar a página Modernismo Funkeiro, inspirado no movimento de design conhecido como Modernismo (começo do século XX) e projetou a cultura atual no formato de antigamente, com alguns “lambe-lambe“, sabe? Falamos com a designer para entender mais dessa ideia, veja agora no Portal KondZilla.

Natural do Rio, seria difícil a carioca não ter contato com funk. Com o ritmo batendo a sua janela e com um apreço ao funk – ela conta que escutava bastante a equipe Furacão 2000 -, Paula decidiu fazer seu primeiro cartaz em 2013, depois que ouviu a música “Beijinho no Ombro”, da cantora Valesca Popozuda. A ideia aqui foi transformar som em imagem, ou melhor, letras.

“Fiz [o cartaz] por brincadeira, utilizando a letra que era bem interessante. Publiquei no Facebook e a galera começou a comentar, elogiar”, diz, em entrevista pelo telefone. “Eu curti, pois me divirto com música e design, e comecei a fazer com outras letras”.

Cruz se utiliza da linguagem do movimento de arte chamado Modernismo nos seus trabalhos – movimento que refurmou a linguagem, muito por conta de novas tipografias (letras) e também do lema dessa vertente: “Design para todos”.

“Tem música que eu ouço uma vez e já me vem a imagem do cartaz na cabeça, algo quase que automático”, explica a designer. “Isso acontece quando a batida é muito forte ou a letra é algo marcante, daí o processo acaba ficando mais fácil. Em outros casos, acabo fazendo alguns testes e sempre procuro experimentar, porque o funk dá essa abertura”.

Com quatro anos de trabalho, a designer se diz feliz com o que conquistou e com a propagação do seu projeto, que não fica só na internet e agora conta com vendas online: tanto de cartaz como também camisetas e moletons com as artes feitas.

“Muito desse crescimento é por causa do compartilhamento da galera, algo bem orgânico e que acontece por conta da popularidade do funk. A coisa foi crescendo, a galera foi pedindo pra eu vender os cartazes e eu nem sabia quanto cobrar pelo serviço”, comenta Paula, que hoje trabalha na agência Relâmpago, que também tem trabalhos envolvidos com funk, como com movimento Heavy Baile. “Hoje, espero contribuir com o cenário, na forma da galera ver o funk. Isso é o que me motiva”, finaliza.

A mescla do funk com design deu mais que certo. Os trampos ficaram muito legais e a galera vem aprovando. Quem sabe esse projeto inspire mais pessoas a terem uma visão diferente do funk?

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Matérias Funk

Iasmin Turbininha promove a renovação do funk carioca

“Sejam bem vindos, pode ficar à vontade! Bota o sofá pro lado, aumenta o volume porque a partir de agora vai começar o baile mais esperado do Rio de Janeiro”. Essa é a abertura do novo podcast da DJ Iasmin Turbininha, 19, a sensação do Rio de Janeiro. O lançamento está marcado para outubro e conta com participações de peso do Rio: Os Hawaianos, MC Nem, MC Pocahontas… só a nata carioca. Caso você ainda não associou o nome a pessoa, Turbininha é a DJ que ajudou na promoção do ritmo Arrocha-Funk e 150BPM na capital carioca, num período em que as atenções do universo funk eram todas voltadas para São Paulo. Confira agora na matéria Portal KondZilla a história desta garota que com um canal do Youtube, renovou o funk carioca.

A DJ de apenas 19 anos é nascida e criada na Mangueira, mas hoje mora no bairro Lins, há dez minutos do estúdio da “Tudo 2” – por onde já passaram MC Duduzinho e o veterano DJ 2T, que lançou o primeiro arrocha-funk pelo canal da Turbininha. É de lá que são produzidas suas mixagens, vídeos e podcasts que lotam suas redes sociais. O amor dos fãs por Iasmin é palpável não só através das redes sociais, que foi onde tudo começou, mas também nas ruas. Por onde quer que passe as meninas gritam e se aglomeram para tirar pelo menos uma selfie com a rainha do live no Facebook, que chega a acumular mais de 50 mil visualizações (já falamos desse fato na cobertura do Rio Parada Funk 2017).


Iasmin no RPF 2017

Iasmin é uma típica millennial, com o interesse fluindo em diversas áreas criativas. Completamente autodidata e com o dom natural da sua geração de se comunicar através da internet, o YouTube era o lugar perfeito acalmar o fogo criativo que consumia a garota. “Tipo, na época que fiz o canal [2012] eram mais aqueles vídeo traçados, que é aquilo, passa várias fotos correndo no ritmo da música”, conta a DJ, que abriu a porta do estúdio para a nossa entrevista. “Eu fiz o canal pra lançar esse tipo de vídeo. Só que tipo assim, eu não sabia editar os vídeos (risos)?! Era mais pra divulgar as músicas dos amigos DJ’s. Mas aí eu pensava: ‘se eu gostava [do som], os outros iam gostar também'”.

Toda essa introdução explica bem uma juventude que faz por onde, sem esperar pela sua vez. Apesar de não ter um computador na época, isso nem de longe foi um problema. A DJ produziu todos os seus primeiros vídeos da lan-house do bairro, e o interesse do público inscrito no seu canal, por sons que a DJ andava escutando, só crescia. Ela conta que “sempre dava uma visualização boa”.

E como geral já sacou, a vida não é um conto de fadas. Desse começo quando estava com seus 15 anos, até a Iasmin virar o sucesso que é hoje, houveram alguns contratempos, muito por conta da falta de equipamento. “Depois de um tempo parei de ir na lan-house também, [como eu] não tinha computador e parei de postar os vídeos no canal”.

Iasmin no estúdio Tudo 

Para solucionar esse problema, a DJ viu uma oportunidade de ganhar uma renda extra fazendo flyers de festas, enquanto catava latinhas para ajudar em casa. “Foi nessa época que eu comecei a criar interesse por fazer flyer. Pedi pra minha tia um notebook pra fazer em casa, fazia cada um a R$20, R$30″, explica a DJ. “Eu fazia o bagulho rapidinho e geral precisava”. E não é que a parada deu certo?! Em menos de um mês, a tia mandou o notebook de Brasília. “Aí já fiquei como? Só felicidade, né! Comecei a fazer vídeo, fazer foto, vários bagulhos. Foi aí que aprendi a fazer os vídeos direitinho”. O trampo com flyers morreu ali, agora Iasmin era 100% música.

Nessa época, em 2015, com a produção de vídeos traçados a milhão e o canal crescendo, fechou com o DJ 2T para fazer lançamentos exclusivos das músicas que ele tocava no baile em seu canal – que contava com quase 45 mil inscritos e hoje tem perto de 150 mil inscritos. A sacada da DJ foi procurar pelas novidades mais quentes da capital carioca e promover o canal. Essa iniciativa tem abertura para muita gente adivinha onde estourou o primeiro arrocha-funk, o “Arrocha das Comunidades” (uma homenagem pras novinhas da Mangueira, Jacaré e Tuiuti)? No canal da DJ, é claro, lá em 2015.

Depois veio o “Arrocha da Penha” (385 mil no canal da Turbininha), do MC Flavinho, que foi mais um estouro. “Aí já foi, filha”, conta Turbininha, sobre uma longa fase de arrocha-funk no canal. Outros dois dos sucessos foram: “Afronta é Guerra” (168 mil visualizações), do Mc Jefinho, e mais tarde o “Arrocha das Amantes” (804 mil visualizações), com a MC Nem. E foi no terreno virtual onde tudo aconteceu. “A galera começou a reconhecer na rua, [as músicas do canal] já estavam tocando em vários lugares. O povo me gritava: “Turbininha do afronta!”.

Iasmin e Jota, seu agente, decidiram abordar uma estratégia inteligente para a carreira da moça. Ao invés de enfrentar o machismo que existe no movimento com artistas mulheres, eles procuraram festas ‘alternativas’, que estão mais abertas ao trabalho do artista do que com seu gênero.”Decidimos ir pra outro lado. Como no baile não dão espaço, estamos fazendo mais festas”, comenta Jota. Com a estratégia traçada, a dupla seguiu em frente. E deu bom. As festas “Puff Puff Bass” e “BateKoo“, onde Iasmin é cultuada e sempre lota as pistas de dança, adoram o trabalho de Turbininha.


Turbininha na festsa BateKoo 

Jota comenta da dificuldade no mercado do funk para mulheres, e que essa falta de mulheres para outras garotas se inspirarem no funk não é jogada de marketing para a dupla. O mercado é limitado e apesar de continuar existindo já foi muito pior. A MC Nem, veterana do funk com 16 anos de estrada e quem canta o hit “Arrocha das Amantes”, explica como vê a cena para as meninas que estão chegando. “Eu acho que quem ta vindo agora tá assim… não vou falar que tá sendo fácil, porque fácil não é pra ninguém, mas é isso, tá sendo ‘mais’ fácil que era antes”, conta. “O funk hoje tem seu espaço, hoje é [visto] como cultura, tem gente que defende. Por isso quem tá vindo agora, tá pegando uma situação mais favorável para entrar em outros meios”.

O caminho parece, de fato, favorável para elas, apesar de Turbininha ainda não considerar a fama como indicador definitivo de sucesso. “Eu não chamo [o momento atual], tipo, como um sucesso. É um sucesso, mas pra mim, é como se fossem só várias pessoas e eu sou como todas elas. Tipo, eu acho maneiro parar e conversar, zoar, responder tudo porque querendo ou não são eles [fãs] que fazem tudo acontecer”, conta. “Se hoje me sustento no funk, é por causa deles”.


MC Nem e Iasmin

Atualmente, com a agenda cheia de eventos e o retorno positivo do público, Iasmin foca em se aperfeiçoar nas mixagens e começa a produzir algumas faixas como a “Vem Me Ver”, do MC Thorugo, e “Escurinho da Favela”, do 2Jhow, que ainda serão lançadas. Os vídeos ao vivo que transmite pelo seu facebook mostram o quanto a galera está ansiosa em acompanhar seus próximos passos.

Se esse sucesso é definitivo ou não, só o tempo vai nos mostrar, mas se depender de quem consome o que ela produz, parece que a caminhada está muito bem traçada. Para todos os casos, a fala da fã chorosa do Morro do Borel que Iasmin sempre conta, foi a que mais a emocionou até hoje, e parece ser bem usada aqui. “Você merece todo sucesso do mundo. Quem critica é porque não aceita, mas fala assim pra eles ó: Atura ou Surta!”.

Acompanhe o trabalho da DJ Iasmin Turbininha nas redes: Facebook // SoundCloud // Youtube.

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Funk

Prêmio MultiShow reúne o melhor da música com muito funk

O Prêmio MultiShow é um dos principais prêmios de música do Brasil. Pra quem não conhece, o canal MultiShow se firmou como uma das principais plataformas de música e entretenimento da TV fechada brasileira, e há 23 anos realiza a premiação com grandes nomes da música nacional. Falando em música brasileira, não poderia faltar funk, e se tem funk, tem KondZilla. Os artistas da KondZilla Records e o diretor KondZilla estiveram no Rio de Janeiro e participaram da festa, e o Portal KondZilla conta pra você tudo o que rolou por lá.

Em 2017, o Prêmio MultiShow teve como tema “Música é o Poder” e contou com transmissão ao vivo no canal da TV e no YouTube. Realizado no espaço Rio Arena, o prêmio reuniu nomes importantes da música brasileira como Anitta, Caetano Veloso, Nego do Borel, Luan Santana, entre outros, e foi apresentado pelos comediantes Fábio Porchat e Tatá Werneck.

A KondZilla estava na disputa do prêmio de melhor videoclipe com o videoclipe “Tô Apaixonado Nessa Mina“, do MC Kevinho, com direção de Gabriel Zerra. Infelizmente não foi dessa vez que levamos o prêmio, e a estatueta acabou ficando com o cantor sertanejo Luan Santana, com o clipe de “Acordando o Prédio“. Já a KondZilla, está virando “convidado VIP” no Prêmio MultiShow. Em 2015, a produtora concorreu também ao prêmio de melhor clipe, mas na categoria de Júri Especializado, com “Tombei“, da Karol Conka e Tropkillaz, dirigido pelo próprio KondZilla.

“Eu queria um pouco de drama e comédia, mas nada que fosse difícil de entender. Algo para entretenimento e de fácil compreensão. Ao mesmo tempo, indiretamente, eu criei uma linguagem que valoriza a imagem da mulher, evitei erotismo e trabalhei a beleza e sensualidade de maneira bem limpa”, disse Gabriel, sobre o videoclipe.

Durante a premiação, os artistas da KondZilla Records animaram a galera presente no Rio Arena. MC Bin Laden, Dani Russo, MC Kekel, MC Guimê e MC Kevinho, por um momento, fizeram a galera pensar que estavam assistindo um Baile do KondZilla no Rio de Janeiro. Rolou também uma cobertura de pré-evento, que contou com a participação do Mitico DJ, mais um artista da KondZilla Records.

A edição desse ano deu grande destaque para a música brasileira. Sons que retratam melhor a realidade do povo brasileiro e a diversidade de culturas existentes no país. Artistas do Norte ao Sul do país, com sotaques, estilos e características totalmente diferentes e que mostram o valor da música na vida de cada um. Uma mudança está acontecendo, e levando o tema do prêmio, a “música é o poder” dessa mudança.

Confira mais vídeos do evento pelo link: MultiShow

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Musica Histórias que inspiram Entrevista Funk

“Ninguém vive de fama”: Praga, o ‘Caneta de Ouro’, conta sobre os bastidores da composição

Para muitos envolvidos com funk, a fama e o reconhecimento são formas naturais de ver que seu trabalho deu certo. Para um MC, o termômetro do sucesso é ver geral cantando a música que ele escreveu. Ou não, pois a essa altura do campeonato você já tá ligado que tem muito MC que não compõe suas músicas – o que está longe de ser um demérito. Para os compositores, a regra da fama e do reconhecimento não se aplica de forma constante. Na verdade, dá para contar nos dedos os caras que escrevem letras de funk e tem algum reconhecimento, e entre eles está o carioca Thiago Jorge Rosa dos Santos, 32, ou melhor, o Praga, autor dos sucessos “Vida Bandida I e Vida Bandida II“, clássicos interpretados pelo MC Smith, “10 Mandamentos“, interpretado pelo MC Menor do Chapa e MC Pedrinho, e o mais recente “O Crime Tá Aí“, cantado pelos MC Orelha e MC Menor do Chapa.

Autor de diversos sucessos, principalmente do funk carioca, Praga – apelido que ganhou do tempo de escola – é um cara de voz mansa (pra não dizer tímido, já que nossa conversa foi por telefone), mas de frases bem elaboradas e concisas. O talento de compor vem desde a infância – Thiago escreve letras de músicas desde os oito anos de idade -, mas esse papo de ser celebridade, famoso, não está nos planos do “Caneta de Ouro”. Seu desejo é ver cada vez mais suas músicas rodarem as pistas.

“O compositor trabalha nos bastidores, então é natural [a falta de reconhecimento]. Quando você faz uma música pro MC, é lógico que quem vai colher os frutos é o próprio MC. É natural a gente falar: ‘ah, a música do Roberto Carlos’, mesmo não sendo ele quem compôs. Então acho que o compositor, de funk ou de qualquer outra vertente, tem que ter essa noção”, explica, durante entrevista por telefone ao Portal KondZilla.

“Hoje somos festa, amanhã seremos luto” – Vida Bandida

No entanto, devido a quantidade de sucessos que Praga escreveu, pelo menos pra ele, o reconhecimento é uma marca já atingida. E não foi só porque já tem uma galera pedindo composições pra ele, mas também elogiando as já feitas. O trabalho de Praga também já trouxe certa recompensa financeira. “Não posso – nem quero – mentir, consigo viver com o dinheiro das minhas composições. Mas tenho que complementar aqui e ali, não é uma maravilha”.

O compositor de sucesso de hoje, já tentou ser MC no passado. Lá em 2003, quando ainda era um adolescente, Thiago começou a carreira no funk segurando um microfone, mas a vergonha foi deixando a tarefa mais difícil. Subir no palco era quase um desafio.

“Eu era muito envergonhado, tremia tudo quando ia cantar. Meu negócio era compor, eu até ganhava um dinheirinho com as minhas letras”, explica o compositor, que soube reconhecer onde mandava bem, e onde errava. “A vontade de ser MC foi acabando aos poucos”.

“Quem conhece a violência, sabe dar valor a paz” – Vida Bandida 2

Entre tremores no palco e algumas letras vendidas, chegou 2008. Eis que uma luz surgiu na vida do compositor e MC Smith, um dos maiores expoentes do funk carioca, bateu em sua porta, oferecendo uma parceria compositor-intérprete.

“O Smith me chamou pra trampar com ele, isso por intermédio de um amigo em comum. Ele pediu pra escrever umas músicas, e eu ganharia um dinheiro com isso. A primeira música que lançamos foi ‘Visão de Cria‘, e daí fomos desenvolvendo uma parceria legal”, explica.

Praga faz questão de conjugar o verbo lançar na primeira pessoa do plural – nós. E ele não está errado, a composição é uma parte fundamental numa música. Ainda mais quando falamos de funk consciente, especialidade do carioca em questão. Não é querer aparecer ou algo do tipo, é só reconhecer a importância do trabalho.

Além de “Visão de Cria”, Thiago e Smith têm um histórico de sucessos, entre os principais está “Vida Bandida“, que deu tão certo que ganhou uma segunda versão. No entanto, por motivos meramente profissionais, a parceria acabou em 2012. Foi então que o “Caneta de Ouro” firmou outra parceria das boas, dessa vez com o MC Menor do Chapa.

“Dono do ouro e da prata é Jesus, e ninguém leva nada da Terra” – Visão de Cria

Thiago também faz questão de dividir o pão, e aproveita para citar sobre o trabalho de “colegas compositores”, como os cariocas Léo da Zona Sul e Lano, os paulistanos 2N e B.Ó., além do já falecido MC Felipe Boladão. Morador da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, o compositor reconhece o valor e a importância das novidades que surgiram recentemente no funk carioca, como o arrocha-funk e o 150BPM, mas destaca que o consciente nunca perderá seu valor.

“O [funk] consciente tá voltando. O 150BPM é legal nos bailes, as coisas evoluem. Não dá pra ficar só no tamborzão”, opina. “Mas cada um tem seu espaço, o espaço do 150, por exemplo, é nos bailes, nas festas. Não conheço ninguém que fica escutando música em 150BPM no carro. Se a pessoa quiser escutar uma música com uma letra mais elaborada, tem que ser em 130BPM, pra poder assimilar a mensagem. E, cada um na sua, o funk só tende a evoluir”, finaliza.

Mas por quê um dos maiores compositores de funk carioca continua fazendo parceria com MC, sendo que ele poderia ganhar muito mais dinheiro vendendo suas composições por aí? É, parece que a realidade é outra, pois o sistema para ele conseguir receber o dinheiro que lhe é cabido pelas suas composições não funciona, e isso é o que mais chateia Praga.

“Falta respeito ao pessoal do funk. Pra você ter uma noção: quando registro uma letra, preciso fiscalizar onde minha música tá tocando, pra repassar a informação pros órgãos responsáveis e receber o dinheiro que me é devido. Agora, você imagina eu indo por aí, de baile em baile, vendo quando minha música vai tocar? Sem dúvidas, ganho mais dinheiro com minhas parcerias com MCs”, desabafa.

“A paz vira negócio onde a guerra prevalece” – O Crime Tá Aí

Essa realidade faz com que a carreira de compositor fiquei mais difícil do que já é, inclusive por quem trabalha no funk. A falta de profissionalismo, de reconhecimento, de pagamento justo, entre outras coisas, fazem com que ser compositor no funk se torne algo quase que indesejado. Porém, quando se tem talento e dedicação, tudo isso vem com o tempo.

Acompanhe o trabalho do Praga pelas redes: Facebook.

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Funk

MC Guimê partiu para Dubai e gravou com K2RHYM

O MC Guimê pode ser considerado uma espécie de embaixador do funk. O cara já rodou o mundo levando a música e a cultura do funk para diversos países ao redor do globo, sempre fazendo questão de lembrar de onde veio. Mais uma mostra de como o cria de Osasco é versátil é o mais recente trabalho com o rapper tunisiano K2RHYM, “Escobar 2“, que teve videoclipe dirigido pelo KondZilla e foi gravado em Dubai. Vai segurando, moleque!

Poucos lugares no planeta Terra podem representar tão bem essa parada de ostentação como Dubai. Com uma economia baseada no petróleo, a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é considerada a 27ª cidade mais rica do mundo.

A cidade também é conhecida por curiosidades como seu mercado de ouro, o Gold Souk, ou a polícia usar uma Lamborghini para patrulhar a cidade. Outra característica da cidade é a quantidade de prédios, entre eles o maior arranha-céu já feito pelo ser humano, o Burj Khalifa, com 828m de altura e 160 andares.

A viagem para Dubai, além do que cita a música “No Auge“, foi para gravar o videoclipe da música “Escobar 2” com o K2RHYM. Pra quem não conhece, o K2RHYM é um rapper que nasceu na Tunísia e, aos 15 anos, se mudou para França. Depois de fazer sucesso pela Europa, o cantor se aventurou em algumas collabs com ninguém menos que: Snoop Dogg, T-Pain e French Montana. Com um currículo mais que interessante, ele decidiu voltar para o Oriente Médio e disseminar a cultura do rap por lá também. K2RHYM chegou a concorrer ao prêmio de melhor artista do Oriente Médio pelo EMA, um dos maiores prêmios de música do mundo, e em 2015, faturou o prêmio de melhor rapper do Oriente Médio pela MC International Awards. Nada mal, hein?

Se o K2RHYM curte trabalhar com gente grande, ele acertou em cheio na escolha do MC Guimê para somar em “Escobar 2”. O cantor da Tunísia tem uma relação legal com o Brasil, e podemos dizer que Guimê também tem uma boa relação com o Oriente Médio. Na verdade, parece que o funkeiro chegou a prever o futuro. No seu último lançamento, “No Auge“, Guimê destaca em certa parte da música: “falando em passagem, partiu! Tô indo pra Dubai”. E ele foi mesmo!

Para entendermos um pouco melhor sobre como foram as gravações, trocamos uma ideia com um dos diretores da KondZilla Filmes, Felipe Schmidt, que participou das gravações em Dubai.

“É muito legal fazer essas viagens internacionais, poder levar o funk para fora do país, até porque, fora do Brasil, ainda não associam a KondZilla ao baile funk diretamente. O feedback também é legal, a galera elogia nosso profissionalismo e o resultado final”, explica Schmidt.

Quem acha que o funk não tem espaço pra crescer, tá muito enganado. Esse trampo do Guimê com o K2RHYM é só uma prova de como o baile funk se tornou uma cultura global e vem chamando a atenção de muita gente. Se você ainda não viu o resultado desse trabalho, é só chegar no Canal KondZilla e conferir.

Acompanhe o trabalho do MC Guimê pelas redes sociais: Facebook / Instagram
Acompanhe o trabalho do K2RHYM pelas redes sociais: Facebook / Instagram

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Funk

Cooperifa comemora 16 anos com a 10ª Mostra Cultural

A Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), conhecida por propagar cultura pelas quebradas paulistanas, realizará entre os dias 21 e 29 de outubro sua 10ª Mostra Cultural. Com uma programação totalmente gratuita e que contempla música, dança, cinema, teatro e outros eventos, a mostra cultural também vai celebrar os 16 anos do Sarau da Cooperifa, que rola toda terça-feira no Bar do Zé Batidão – e que o Portal KondZilla fez questão de conhecer pessoalmente. Confira a programação completa da 10ª Mostra Cultural da Cooperifa neste link.

Com 15 anos de existência, a Cooperifa nasceu da ideia do poeta Sérgio Vaz de promover cultura na Zona Sul de São Paulo. Hoje, a Cooperifa é conhecida em todo o país e incentivou a criação de diversos saraus Brasil adentro.

“Em 2000, estava lendo sobre a Semana de Arte Moderna e falava sobre antropofagia, que era pegar a cultura europeia e traduzir para brasileira, daí pensei que poderíamos pegar as coisas do centro da cidade e transformar em periféricas, uma antropofagia periférica. Eu estava acostumado a ver shows no Bexiga, e pensar: “Por que não tem isso na quebrada?”. Tinha um amigo que cuidava de uma fábrica abandonada e logo tive o estalo que aquele espaço era ideal para fazermos algo. Sonhador é foda, vê uma nuvem e já acha que vai ter enchente. Foi assim o ponta pé inicial da Cooperifa, que hoje tem diversos projetos e o grande destaque é o Sarau da Cooperifa, que já passou por vários lugares e hoje reúne centenas de pessoas toda terça-feira no Bar do Zé Batidão, no Jardim Guarujá”, contou o poeta Sérgio Vaz, em entrevista recente ao Portal KondZilla.

Sobre a 10ª Mostra Cultural, Sérgio relata que esse tipo de evento é importante para reforçar a importância da cultura em territórios periféricos. É importante reforçamos que, além da mostra cultural, a semana também será de festa pelos 16 anos do Sarau da Cooperifa.

“É uma prova que a periferia resiste a tudo. Nós temos que colocar nossa arte na rua, e a 10ª mostra serve pra dizermos que estamos vivos e queremos ser felizes através da cultura, da arte. A nossa arte ainda luta por direitos humanos, por cidadania, e a Cooperifa mostra a resistência a tudo e a todos que tentam tornar a periferia um lugar difícil de viver”, resume o poeta.

Então é só separar um tempinho na sua agenda e aproveitar a programação, que está completa e conta com a participação do próprio Sérgio Vaz, além de Cocão Avoz, Wagner Moura, Negro Belchior, os MCs Junior e Leonardo, Rincon Sapiência, entre outros nomes. Como dizem: “É só chegar, povo lindo e povo inteligente!”

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Funk

Os números não mentem: a KondZilla é o maior canal da América Latina

O Canal KondZilla recentemente atingiu a incrível marca de 20 milhões de inscritos e 10 bilhões de visualizações. Talvez não fique claro, mas, em outras palavras, existem 20.000.000 pessoas que assinam o canal para receber as novidades e acompanhar os lançamentos diários da produtora e os vídeos do canal foram assistidos mais de 10.000.000.000 vezes. Para dar uma noção maior sobre o quão expressivo são esses números, o Portal KondZilla separou dez números e fatos interessantes para comparar com as nossas marcas. Ah, e pra você que é supersticioso: hoje é dia 20 de outubro, ou 20/10. 20 e 10, sacou?

Como mensurar a quantidade de 20 milhões de inscritos no Canal KondZilla? É difícil dizer por se tratar de uma nova métrica, mas tendo o parâmetro que o canal surgiu no dia 21 de março de 2012 e em 6 anos, conquistou um público cativo no canal e fomentou o cenário de audiovisual do baile funk, podemos dizer que foi uma conquista e tanto. Além de ter esse público inscrito no canal, também atingimos a incrível marca de 10 bilhões de visualizações, tornando o Canal KondZilla o maior canal de música no Brasil e o 27º maior do mundo – segundo o SocialBlade.

Mas como podemos dar a dimensão dessas marcas? Vamos pensar no seguinte:

#1 – Terra
O planeta Terra tem aproximadamente 7 bilhões de habitantes. Se pensarmos nos 10 bilhões de visualizações, podemos fazer a comparação de que cada pessoa na Terra já assistiu pelo menos 1,4 vezes um dos nosso vídeos.

#2 – Lua
Se pensarmos na dimensão da Lua – nosso satélite natural – lá, é estimado que caibam 1,5 bilhões de pessoas (quase a população da China). Se essa fosse a quantidade máxima de habitantes na Lua (1,5 bi), cada pessoa já teria visto pelo menos 6,6 vezes algum dos nossos videoclipes.

#3 – Brasil
Agora vamos voltar aos inscritos, se pensarmos uma comparação interessante poderia ser a seguinte: No Brasil, existem aproximadamente 200 milhões de pessoas. Nossos inscritos representam 10% da população brasileira.

#4 – Cidade
Se existisse uma cidade chamada KondZilla com 20 milhões de habitantes, ela seria a cidade mais populosa do país (para você ter uma dimensão, São Paulo é a cidade brasileira mais populosa e conta com 12 milhões de pessoas).

#5 – País KondZilla
Agora se a KondZilla fosse um país, ela seria o 58º país com maior quantidade de pessoas. Ficando a frente de países como Chile (18 milhões pessoas), Holanda (16 milhões de pessoas), Bélgica (11 milhões de pessoas), e pouco atrás de países como Síria (23 milhões de pessoas), Austrália (23 milhões de pessoas) e Coreia do Norte (25 milhões de pessoas)

#6 – Av. Paulista
Na Avenida Paulista cabem 650.000 pessoas se pensarmos numa proporção de 4 pessoas por metro quadrado por toda sua extensão. Se fizessemos uma festa só com os inscritos do canal, seriam necessárias 30 Avenidas Paulista pra caber todos os inscritos do Canal KondZilla.

#7 – Estádio
O maior estádio do mundo (Rungrado May Day/Coreia do Norte) suporta 150.000 espectadores. Seriam necessários cerca de 133 estádios iguais ao Rungrado May Day pra caber todos os inscritos no Canal KondZilla.

#8 – Placas
Atualmente, o Canal KondZilla é o canal de música que mais cresce no mundo. Há algum tempo atrás, a quantidade de vendas de discos lançado era a métrica para determinar o “sucesso” de algum artista, com discos de platina, ouro e diamante. Segundo a Pro-Música Brasil, responsável por essa contagem de vendas no país, para uma música (single) ganhar a certificação de diamante são precisos 600 mil vendas. Pensando assim, o Canal KondZilla ganharia 66 placas de diamante, se cada um dos 20 milhões de inscritos contasse como um single vendido.

#9 – Música
Já nos tempos atuais, o número de visualizações no YouTube se tornou referência para se medir o sucesso de um artista ou trabalho. Outro canal que fala de música, no caso americana, é o canal ‘Trap Nation’, focado na trap music. Eles estão com 15 milhões de inscritos, cinco milhões a menos do que o Canal KondZilla. Respeita nóis, gringos!

#10 – Contagem
Se você começar a contar AGORA de 0 até 20 milhões, você vai precisar de aproximadamente 460 dias, se a gente desconsiderar que os números variam de tempo e colocar uma métrica de cada número você levará um segundo, pois é mais fácil falar “um” do que “novecentos e setenta e quatro”, por exemplo. Pra simplificar: se você for contar de 0 a 20 milhões, você demora UM ANO E TRÊS MESES.

Para encerrar, você já é inscrito nosso canal? Participe dessa família chamada KondZilla! #somos20milhões

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Funk

DJ Pernalonga deixará saudades

Faleceu na madrugada da última quarta-feira, 18 de outubro, o carioca DJ Pernalonga. Conhecido por discotecar e dar visibilidade aos bailes do Jacarézinho e da “Árvore Seca”, André Luiz Fontana, 45, era da região norte do Rio de Janeiro. A morte foi sentida por toda a comunidade do funk carioca, com citações do fotógrafo francês Vincent Rosenblatt, que há anos retrata o baile funk carioca, o produtor DJ RD da NHMC Charada, entre outros diversos amigos do DJ. Confira mais detalhes sobre esta notícia trágica no Portal KondZilla.

Em seu currículo, o DJ conta com trabalhos em diversas equipes, como: Big Mix, A Glamurosa, O Som do Negão (do Mr. Catra) e muitas outras, além de ter montando a sua própria equipe, homônima, “Equipe Pernalonga“. Com pelo menos 20 anos de carreira no funk, ele também foi personagem de destaque no “Baile do Jacarézinho”, na Comunidade do Jacaré, que faz divisa com diversos bairros da Zona Norte carioca

Pernalonga era lembrado pelos trabalhos: “Festa do Índio”, do MR. Catra, “As Novinha do Pistão”, do MC Tarapi, e “Agora Chora”, da Juliana da Portela.

Fora todos esses bailes e equipes por onde passou, André já trabalhou com o Mr. Catra na produção, divulgação e chegou até ser empresário do cantor. Outro com quem trabalhou foi o MC Mascote. O DJ também era conhecido como “ouvido de ouro”, apelido que recebeu por descobrir novos talentos do funk carioca.

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Foto: Reprodução / Facebook

Segundo relatos no facebook, o DJ faleceu em casa, às 21h da última quarta-feira (18). André vinha passando por problemas de saúde e já estava muito debilitado devido a uma hepatite, enquanto também enfrentava uma tuberculose. A causa da morte ainda não foi divulgada, mas a comunidade do funk lamenta pela perda de um grande profissional, que atuou desde o começo do movimento até os dias de hoje.

No próximo sábado, dia 21 de outubro, o “Baile da Árvore Seca” fará um minuto de silêncio em homenagem ao DJ.