Tudo sobre o Observatório do Funk, em BH

Foto: Reprodução // Instagram

Desde os bailes black e do consciente nos anos 1980 até o cavaco do Delano, Belo Horizonte é uma parte importante da história funk. Nos últimos anos, além de inovações musicais influentes, os mineiros também fortaleceram o movimento com debates políticos e sociais. Um desses expoentes é o Observatório do Funk, coletivo político cultural que nasceu há um ano, formado por advogados populares, jornalistas e produtores culturais do Aglomerado da Serra — um dos maiores conjuntos de favelas da América Latina, composto por seis vilas com cerca de 80 mil habitantes. Tive o prazer de ser convidado para o evento roda de conversa “Mídia, Funk e Favela” e conto aqui, no Portal KondZilla, como anda os trem de Minas.

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No último sábado, o Observatório realizou o debate “Mídia, Funk e Favela”. Participei ao lado de Gabi Coelho, do jornal carioca Voz da Comunidade. Quando fiz a série de matérias sobre a história do funk mineiro, descobri muitas histórias importantes que foram estavam esquecidas. Aprendi que Belo Horizonte, assim como no Rio de Janeiro, também teve um movimento de bailes black. Conheci também o álbum coletivo “Fábrica Ritmos” (1992), produzido pelos DJs Joseph, DJ A Coisa e Marcelo (do grupo União Rap Funk), que deixa clara a relação embrionária entre o funk e música eletrônica afro-americana. Percebi como a mídia, ainda muito formada pela elite cultural, é míope para as culturas periféricas. E, aos poucos, estes músicos, obras e movimentos artísticos vão sendo apagados da história da música brasileira. A cultura periférica é condicionada ao esquecimento.

Desde o surgimento do Observatório do Funk, eles têm dialogado diretamente com a Polícia Militar e a Secretaria de Cultura da cidade, buscando melhores formas para realização do Baile da Serra. Além disso, o coletivo promove atividades como a Incubadora do Funk, que realiza oficinas e debates sobre o funk. “Muita gente passou a pedir pra tocar no Baile da Serra. Nós não pagamos cache. Pra ninguém. Até hoje. Galera pede pra tocar de graça. Era tanta gente pedindo que passamos a entender que precisávamos de uma escola de funk. Assim surgiu a Incubadora”, diz Maíra Neiva Gomes, uma das organizadoras do Observatório.

Também foi levantada a questão da criminalização dos negros e moradores de favela. É o caso da morte do estudante Marcos Vinícius, de 14 anos, na favela da Maré, no Rio de Janeiro, mais uma vítima criminalizada.

A conversa serviu para apontar e discutir em grupo sobre essas questões mais amplas, mas também foi um ótimo momento para ouvir. A Emily Roots, cantora iniciante, reclamou da invisibilidade dos MCs LBGTs e a dificuldade de se apresentar nos espaços do funk e do rap, por exemplo.

Felizmente a internet tem impulsionado os encontros e as trocas entre as culturas periféricas do Brasil. Eu, em Recife, estudei as raízes do movimento carioca e seus desdobramentos. Em cada região, o funk adquire uma particularidade, um sabor diferente: o bregafunk de Pernambuco, o beat fino do Espírito Santo, a atabacada do Rio, o pagodão de Salvador, o minimalismo de BH. E tudo isso vai se conectando, instigando a criação de novos sons.

Ao fim das quase três horas de debate com um monte de pessoas interessada no funk e na periferia (artistas, pesquisadores, fãs), a sensação é de que o funk se fortalece. Belo Horizonte já tem MCs de grande porte, como Rick, Kaio e L da Vinte. Mas esse trabalho de formação aponta para o futuro promissor.

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Ser LGBT+ é uma questão de orgulho também

Muito que bem, dia 28 de junho é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT+. Há anos, eles vêm conquistando seu espaço e lutando por igualdade – o que não é “pedir muito”, diga-se de passagem. Respeito é bom e todo mundo gosta. Nesta data, o Portal KondZilla vai reforçar a importância deste dia, quando surgiu e outros detalhes. Bora lá!

A diversidade é o que faz nosso mundo ser tão legal de viver. Minha mãe já dizia: ‘o que seria do amarelo se não fosse o verde’, né não? A intolerância e o preconceito, seja com relação a comunidade LGBT+, seja com o funkeiro, pretos ou qualquer outro grupo, atrapalha a evolução do ser humano como um todo. Outra coisa que nossos pais nos falava, era: ‘o seu direito acaba quando começa o meu’. E em outras palavras é: o que eu tenho a ver com a condição do outro?

Ter preconceito com a condição sexual alheia é bem errado. Isso sem mencionar que com o monte de informação disponível que temos atualmente, percebemos que as escolhas que as pessoas tomam, não as tornam extraterrestres. Sempre convivemos com a diferença de opiniões. No universo funk, principalmente (que ainda hoje recebe diversos olhares críticos) já mostrou que acolhemos os diferentes e estamos acima disso, convivendo com todos.

Quem não se lembra da dançarina Lacraia? Lá atrás, nos anos 2000, uma transexual assumida era ícone do movimento e aceita por todos. Atualmente, temos diversos outros nomes importantes no cenário brasileiro, como: Thammy Miranda, Pabllo Vittar, Fernanda Gentil, Laerte, Glória Groove, Daniela Mercury, entre outros muitos que nos mostram o quão importante e legal, é viver num mundo diverso. Mostrando que as diferenças ajudam em todos os sentidos. E se olharmos pra música, você vai deixar de cantar um som que você gosta por uma escolha pessoal do artista? São esses questionamentos que devemos fazer num dia como o de hoje, que é lembrado sobre muita guerra.

O Dia do Orgulho LGBT+ foi criado nessa mesma data, em 1970, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em conjunto com a primeira parada do orgulho LGBT+. O evento aconteceu como uma forma de protesto, pois um ano antes, o bar Stonewell, localizado na mesma cidade da primeira parada e conhecido como um ponto de encontro LGBT+, foi alvo de constante perseguição policial, o que revoltou a galera. Foi por conta dessa opressão que foi criado esse dia.

Pelo mundo, o mês de junho é marcado por eventos para lembrar o “LGBT pride” (ou orgulho LGBT, em tradução livre da língua inglesa). Claro que no Brasil não seria diferente. A parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, inclusive, está entre as principais do planeta Terra. Comparando com outras festas tupiniquins, o evento paulistano perde apenas para o Carnaval carioca em número de participantes.

paradagayFoto: Arquivo // Wikimedia

O universo LGBT+ e o universo baile funk têm mais coisas em comum do que você imagina, principalmente porque ambos cresceram sobre a repressão da sociedade e do Estado. O funk pode ser visto como uma espécie de casa segura pro movimento LGBT+, com diversos artistas de espelho, como, Linn da Quebrada, Iasmin Turbininha e Tati Quebra Barraco, que inclusive são símbolos dessa galera.

Então, já sabe, né? Hoje é dia de botar a cara no sol e afrontar geral. Mesmo sendo uma comunidade com um número de mortes por ano que assusta, os LGBT+ também têm o que celebrar, até porque a vida também é muito mais colorida pra eles.

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Artistas pra você conhecer no Dia do Orgulho LGBT+

Hoje, dia 28 de junho, é o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Essa galera está presente no mundo do funk há uma cota e sempre em papéis de destaque – até porque, o movimento do baile funk é um dos poucos que está aberto aos LGBT+. O Portal KondZilla separou cinco músicas pra você ter a absoluta certeza que essa galera é um verdadeiro babado.

Mc Tehh Queiroz

Essa é uma pra tocar nos bailões da vida. Em “Ergue e Bate”, o MC Téhh Queiroz contou com a produção do Estúdio KondZilla e do DJ RD. Então é certeza de boa qualidade, né não?!

Mulher Pepita

Cantora, compositora e produtora, Pepita é um dos maiores nomes no mundo da música LGBT. Em “Uma Vez Piranha“, Mulher Pepita faz uma bela canção ao ritmo do hino do Clube de Regatas Flamengo! Sim, amigxs. Esse é um verdadeiro hino – com o perdão do trocadilho.

Lia Clark

Lia Clark é mais uma artista do funk que rompeu as barreiras do ritmo. Conhecida também no mundo pop, os trabalhos da artista são sucesso de público, e suas parcerias. Lia tem no currículo trabalhos como Heavy Baile, Kika Boom, Tati Quebra Barraco, Pablo Vittar, entre outros.

Yasmin Turbininha

Um dos principais nomes do funk em 150BPM, Iasmin Turbininha também é uma das divas do mundo LGBT+. Seus podcasts e lives na internet não só mapeiam tudo o que tá rolando no cenário carioca do baile funk como dão voz pra muita gente. Aliás, já trocamos uma ideia com ela e falamos sobre tudo isso e um pouco mais. Leia o papo todo aqui.

Linn da Quebrada

Multiartista, Linn da Quebrada leva a quebrada no nome, e não é atoa. Paulistana, ela utiliza do funk para retratar sua vida em suas canções. Sobre cantar a funk, a artista disse em entrevista ao jornal Zero Hora: “O funk faz parte do meu contexto. Ele movimenta, é a poesia da quebrada. Fala de realidades marginalizadas que não são levadas em conta”.

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É, galera, o mundo gira

Mais um jogo do Brasil, mais uma crônica do Leandro Marçal ao Portal KondZilla:

Chamou atenção ver o Mateus sozinho, esperando carona, ao fim da vitória do Brasil por 2 a 0 contra a Sérvia. Garantimos nossa vaga nas oitavas de final. E ele garantiu presença em mais um jogo da Copa do Mundo com nosso grupo de amigos.

Não negou um sorriso acolhedor a cada novo assunto. Antes da partida começar, gargalhou ao lembrar sua chegada para os jogos de quatro anos atrás. Encostava o carrão invocado na esquina e batia à porta, bem vestido, ao lado da esposa elegante. Pedia ajuda para carregar as sacolas de bebidas e carnes. Todas de primeira.

Sua vida parecia um comercial de margarina e ele chorou compulsivamente no 7 a 1, com a companheira dando abraços para consolá-lo. Quando a mesma Alemanha chorou por se despedir ainda na primeira fase depois de 1.449 dias, Mateus falou pela primeira vez a frase que tanto repetiria.

– É, galera, o mundo gira.

E comentou do divórcio. Parece que seu casamento não era tão feliz quanto tentava nos mostrar. As brigas constantes e o excesso de ciúmes desarrumaram a elegância da ex-esposa e o comercial de margarina chegou ao fim.

A crise não parou por aí, pelo visto. Quando comentei sobre a reviravolta da classificação em cima da hora dos argentinos, Mateus lembrou o carro amado. Sua chave foi o último objeto a ser entregue quando os sinais negativos se acumulavam nas tantas contas bancárias. Precisou se reinventar e voltou aos metrôs antes que o fundo do poço afundasse mais.

Uns pensavam no divórcio, pensão e pendências jurídicas para a falência. Nada disso. Foi a perda de muito dinheiro com investimentos errados, uns calotes e a demissão. Teve que abrir mão dos luxos.

– Foi desse jeito, tudo muito sutil, nada de uma hora para outra – contou no meu ouvido apontando para a televisão. A gritaria diante do leve toque de primeira de Paulinho aos 35 do primeiro tempo, abrindo o placar em Moscou, ofuscava o balançar de cabeça do Mateus.

Tudo bem, é Copa do Mundo, essa entidade tão rara de aparecer por aqui, mas o assunto da derrocada do meu amigo era tão interessante quanto a bola rolando na Rússia. Queria deixar um olho mirando a TV e o outro o encarando, questionando, com questões sobre seu estado psicológico.

– Olha, a pancada mesmo foi a morte do meu pai. Não soube o que fazer, era como se tivesse uma dor de cabeça sem fim. Aliás, será que a do zagueirão ali não doeu também depois de uma porrada dessa?

A pergunta veio aos 23 do segundo tempo, quando o Thiago Silva acertou a cabeçada com tanta força que a bola sequer morreu no fundo das redes: voltou sozinha, como quem pedia o reinício da partida.

A classificação do Brasil já estava consolidada. O Mateus lembrou que a última vez que a seleção brasileira foi embora na primeira fase foi na distante Copa de 1966, na Inglaterra. Também recordou as tantas vitórias contra o México, próximo adversário, nas oitavas de final. E ressaltou que o mundo da Copa gira depois da fase de grupos, não dá para bobear.

Quem bobeou fui eu, que andando para lá e para cá depois do jogo não notei o passar do tempo, o giro do mundo, o meu amigo esperando uma carona. Percebia a tempo. No caminho, comentou outra vez a ressurreição dos hermanos, o choro contra a Alemanha numa época em que só ria, o riso contra os germânicos em tempos que tanto chora, da empolgação pela fase seguinte.

– Mas precisa ter cuidado, o mundo tá girando rápido demais, viu?

Nem sempre para o mesmo lado.

——–

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É claro que vai ter a KondZilla no Prêmio Multishow 2018

*Foto: Divulgação // Multishow

O Prêmio Multishow é tido como o maior prêmio da música brasileira e, neste ano de 2018, a premiação completará 25 edições. Uma das maiores plataformas de música do país, a KondZilla, fez parte dessa história e claro que esse ano não seria diferente, com a produtora concorrendo em duas categorias. O Portal KondZilla vai te apresentar todos os indicados nas 10 categorias e contará como será a premiação, que acontecerá no dia 25 de setembro.

Criado em 1994, o Prêmio Multishow tem como principal missão destacar o que aconteceu de melhor na música popular do Brasil. Desde sua criação, já foram premiados diversos artistas como: Frejat, Cássia Eller, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, NX Zero, Paula Fernandes, Luan Santana, entre outros. Algo que sempre fica bem evidente na premiação, é a pluralidade dos candidatos e a sintonia em premiar os trabalhos que estão em alta com o povo brasileiro.

Daí você pensa: prêmio de música + cultura em alta com o povão = KondZilla. A maior referência quando o assunto é música de periferia tinha que fazer parte dessa história. Em 2015, a produtora concorreu ao prêmio de melhor videoclipe, na categoria de júri especializado, com “Tombei“, da Karol Conka e Tropkillaz, que teve direção do Kond. Em 2017, a KondZilla invadiu o prêmio com o pé na porta: além de concorrer ao prêmio de melhor videoclipe com “Tô Apaixonado Nessa Mina“, do Kevinho, que contou com a direção do Gabriel Zerra, diversos artistas da casa, como o Kevinho, Dani Russo e o MC Kekel, fizeram apresentações durante a entrega dos prêmios.

Esse ano não mudou muita coisa. A KondZilla está presente em duas categorias: Música Chiclete, com “Rabiola“, do Kevinho, e Melhor Videoclipe, com “Ta Tum Tum“, do Kevinho e Simone e Simaria, e que contou com a direção do Gabriel Zerra.

Sabendo de tudo isso, já separe a pipoca porque no dia 25 de setembro, uma terça-feira, acontece a premiação, com as apresentação de Tatá Werneck e Anitta. As votações acontecerão até um dia antes da premiação, 24 de setembro – já aproveita pra entrar no site e votar.

Vote por neste link.

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KondZilla Wear lança novos modelos do CapZilla

O CapZilla é um dos carros-chefes da KondZilla Wear. Sucesso de público desde 2012, o boné com o símbolo do maior canal brasileiro no YouTube ganhou uma nova coleção recentemente, com muitas novidades para os mais variados gostos e estilos. Ah, e essa é só uma das várias novidades da marca para 2018. O Portal KondZilla vai te dar alguns spoilers!

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A nova coleção da KondZilla Wear, focada nos CapZillas, promete agradar todos os públicos, com os mais variados estilos e formatos: tem boné de aba reta, aba curva, cores mais extravagantes, cores simples… enfim, tem pra gregos e troianos. No total, são 12 novas opções na loja on-line da marca.

O segundo semestre promete chegar com tudo. A marca planeja fazer lançamentos de novos modelos de maneira mensal, trazendo novidades pro público a todo momento. Além disso, também há previsão do lançamento de peças exclusivas pro público feminino, o que também é uma novidade na KondZilla Wear.

 

Se você ficou interessado, não perde o tempo e entra lá no site da loja KondZilla Wear e aproveite. Pra você que é aniversariante do mês, tem desconto: é só se cadastrar no site que você ganha 10% de desconto. Essa é a sua chance de portar os melhores kit da KondZilla! Acesse a loja da KondZilla Wear e aproveite.

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Univesp é uma universidade pro século XXI

Fazer um curso superior é o sonho de muita gente Brasil adentro. Como já falamos aqui no Portal KondZilla, estudar não é a única opção para um adulto, porém é uma alternativa interessante. Pra quem tá nessa bala, não tem dinheiro e tá em busca de uma opção que possa conciliar com o trampo, o Portal KondZilla apresenta uma opção pra você: a Universidade Virtual de São Paulo (Univesp), que é gratuita e no formato de EaD (Ensino a Distância). Ficou interessado? Te explicamos todos os detalhes.

Criada em 2012, a Univesp tem como objetivo universalizar o ensino, oferecendo um ensino de qualidade e gratuito. Atualmente, a universidade conta com cerca de 35 mil alunos espalhados por todo o Estado de São Paulo e mais de 243 polos de ensino.

No total, a instituição oferece sete opções de graduação: Engenharia da Computação, Engenharia de Produção, Licenciatura em Biologia, Licenciatura em Física, Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Física e Pedagogia. Os professores da universidade também dão aula em outras instituições do Estado, como a USP e a Unicamp. Mesmo se tratando de um curso em EaD, provas e outros exames são feitos de maneiras presencial.

Assim como em outras universidades, a forma de ingresso na Univesp é por meio de vestibular – são dois exames por ano, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre. A instituição é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo, além de ser credenciada pelo Conselho Estadual de Educação e pelo MEC.

Hoje o Estado oferece diversas opções para quem deseja estudar, inclusive quem não tem uma grana razoável para pagar parcelas ou mora em cidades distantes de pólos universitários. Principalmente nesse segundo caso, a Univesp pode ser uma boa opção!

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Funk

A dança “Passinho” vira patrimônio cultural do Rio

Parece repetitivo, mas é sempre bom lembrar: o funk é cultura. Nessa quarta-feira, 20 de junho, tivemos mais uma prova disso. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que dá ao passinho o título de Patrimônio Cultural Imaterial do povo carioca. Muito mais que um título simbólico, essa é mais uma conquista para um dos pilares da cultura baile funk – que também é considerado patrimônio cultural. O Portal KondZilla te explica essa história tim-tim por tim-tim. Saca só:

Como já explicamos aqui no Portal KondZilla, a história do baile funk no Brasil pode ser contada através das suas danças. Cada momento da história da música, teve também sua dança característica. No começo dos anos 2000, quando o funk subiu os morros, o “passinho foda” nascia, chegando ao seu auge no final da década e sendo “modelo” para os paulistanos criarem o “passinho do romano” e o “passinho dos maloka”.

Se pra ser oficial tem que estar no papel, então agora é oficial. O projeto surgiu em 2017 e é de autoria da vereadora Verônica Costa (MDB), e estava em tramitação desde o ano passado. “É preciso que se reconheça e incentive a cultura gerada nas comunidades. Vivemos um momento delicado … A dança é responsável por amenizar a tensão entre diferentes favelas, uma vez que os dançarinos têm a capacidade de ultrapassar barreiras que separam territórios comandados por traficantes rivais”, explicou a vereadora, em entrevista ao G1.

Em outubro do ano passado, trocamos uma ideia com alguns dançarinos cariocas que reforçaram essa ideia. “No Rio de Janeiro temos as rivalidades de facções, por exemplo, e a pessoa de tal morro encontra dificuldade pra frequentar outra comunidade. Mas pra gente que vive de passinho, a situação é outra”, explica Marcelly, moradora do Morro dos Macacos, na Zona Norte. “O dançarino é reconhecido como um profissional, tem o respeito mesmo”, disse Marcelly IDD, uma das dançarinas do grupo “Os Clássicos do Passinho” (CDP).

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Foto: Reprodução // Facebook

Para entendemos melhor essa história, trocamos uma ideia com duas pessoas importantes para o cenário do carioca: Mateus Aragão, um dos idealizadores e integrante do coletivo “Eu Amo Baile Funk”, além de organizador do Rio Parada Funk, e William Severo dos Santos, o Severo, também integrante do coletivo “Eu Amo Baile Funk” e um dos líderes do grupo “Imperadores da Dança“.

“Essa é uma conquista não só do movimento do passinho, uma dança totalmente original, mas de todo o movimento funk, que teve uma das suas danças mais importantes reconhecidas, o que é algo muito legal. Torcemos agora para que isso tenha algum resultado prático, principalmente no que diz a perseguição que essa cultura sofre”, diz Mateus.

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Foto: Reprodução // Facebook

“Fiquei muito feliz com a notícia, mas não fiquei surpreso. Pra mim, o passinho foda sempre foi cultura e um ato de resistência. Nossa dança é algo muito popular, foi destaque nos Jogos Olímpicos, a Dilma, ex-presidenta, já dançou, e foi parar também no Teatro Municipal. Essa foi a primeira vez que o funk entrou lá, com todo mundo de regata e bermuda”, explica Severo. “O passinho foda não é uma moda, e isso agora tá registrado”.

A pergunta agora é: quando o funk de São Paulo também terá esse reconhecimento?

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Do Jardim Peri para o mundo

Jardim Peri, um bairro simples e modesto da zona norte de São Paulo, acolhe e já acolheu grandes talentos brasileiros, tanto no esporte como na música. Um bairro que teve sua primeira residência em 1950, pertencente a família do construtor português Antonio Dias da Silva (emigrante em busca de melhores oportunidades), acolhe hoje uma população de 80 mil pessoas e talentos como MC Livinho e Gabriel Jesus. Se a região que se vive é determinante na construção de talentos, Peri (também) é um dos bairros que tem a receita do sucesso.


Foto: Reprodução // Instagram

Domada pelo movimento funk e pelo futebol, recheada de fluxos de rua e campos improvisados, a comunidade movimenta milhares de pessoas aos finais de semanas e feriados. Não foi diferente no dia 07/05/18; quando o bairro completou 67 anos e na Avenida Pery Ronchetti, principal avenida do bairro, organizadores reuniram a periferia e comemoraram a data no estilo pancadão.

Pery Ronchetti, caso não conheça, o fundador do bairro, era um italiano que adquiriu uma grande área do bairro que até então era conhecido como Guaraú. Foi lá que Pery fez o loteamento denominado “Jardim Pery” – e só teve seu reconhecimento 45 anos depois da chegada de Ronchetti em 1996.

Inspirado nos Mcs e nos jogadores de futebol, a garotada da quebrada adota o movimento funk como estilo; naipe de artista, pique de jogador; corte de cabelo, roupa, acessórios e linguajar típicos são aderidos pela juventude que mantém o sonho (de uma vida melhor) vivos na esperança de ser MC ou jogador.

Difícil apontar a maior inspiração dessa molecada, arrisco a dizer que no ano da Copa da Rússia, Gabriel Fernando de Jesus, 21, mais conhecido como Gabriel Jesus, se destaca. Criado no Jardim Peri, jogador do Manchester City da Inglaterra e vestindo a camiseta 9 da seleção brasileira na Copa da Rússica. Filho da Dona Vera, ela conta que desdobrava entre faxinas para fazer de tudo por eles, “Eu era rígida por que tinha que ser mãe e pai de quatro filhos”, explica em uma matéria da TV Palmeiras no Youtube.’”Gabriel nunca deu trabalho, sempre foi sapeca, mas era muito educado.’’.


Gabriel Jesus em 2014, o sonho do menor | Foto: Reprodução // Instagram

A história do jogador é como mais uma de quem morou na favela: começou na escolinha de futebol da região “Pequeninos do Meio Ambiente’’. Aos 15, se destacou no time “Associação Atlética Anhanguera” e em um amistoso contra o Palmeiras, olheiros do clube convidaram o menino do Jardim Peri a realizar testes no CT de Guarulhos.

Bom, daí até a seleção, a carreira do Jesus subiu igual foguete. Em 2013 foi contratado pelo Palmeiras, em 2015, ele levou a torcida ao delírio contra o Bragantino, assim como em julho do mesmo ano, quando obteve seu primeiro título pela Copa do Brasil.

Já na seleção brasileira de futebol, em 2016, realizou o sonho de todo brasileiro: vestir a camisa 9. Convocando para fazer parte do seu elenco de craques do Manchester City, o brasileiro em sua despedida chora e diz ‘’ Sou muito agradecido por estar aqui, espero que vocês nunca esqueçam de mim, porque eu nunca vou esquecer de vocês’’.

É nesse momento que voltamos pro dia 07/05, em sua despedida. Engana-se quem acha que isso é puro marketing, O jogador frequentemente está no bairro, organizando festas, ações beneficentes e marcando presença nas residências dos velhos amigos que o apelidam de “Tetinha”. “Ele é bastante brincalhão com os amigos, mas tímido com a imprensa, jogávamos futebol junto na rua, mas o que ele gostava mesmo era de pipa” conta Denis Souza Araújo, 31, amigo e ex-jogador da categoria de base do Palmeiras.

A despedida do craque para a Europa foi realizada em grande estilo na companhia dos amigos. Eles preparam uma festa para mais de três mil pessoas, com muito Funk, shows do MC Neguinho do Kaxeta, Hariel, Amaral e Mc Nego Blue, na Rua Koshun Takara, mais conhecida como Sucupira, local de referência do Jardim Peri para os fluxos aos finais de semana.


Foto: Reprodução // Facebook

MC Nego Blue, que é de Cidade Tiradenes, usou o ídolo como tema da música ”É Gol”’. A letra retrata a comunidade, dificuldades e conquistas do jogador. Uma história que se repete em infinitas quebradas Brasil afora.

Moradores do bairro se orgulham e afirmam que o local é um celeiro de talentos, tanto na música quanto no futebol e principalmente para quebrar o preconceito de ‘quem nasce na favela é bandido’. Gabriel é prova viva de que todos podem alcançar seus sonhos, independente das condições e lugares em que vivem. Sendo assim, os mais de 80 mil habitantes do bairro, e também o restante do Brasil, estão na expectativa para presenciar um garoto de família humilde, que saiu da periferia com a missão de representar sua comunidade e nação para o mundo.

Se a comunidade admira Jesus, a mãe teve papel fundamental em toda essa história. Ela conta que sempre incentivou seus filhos, sem deixar que desistissem dos seus sonhos. A mãe sempre o acompanhou nos jogos e diz que se emocionou quando milhares de torcedores cantou o bordão: “Glória, Glória, aleluia é Gabriel Jesus”. Agora é esperar a bola na rede pra cantar de novo.

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Instagram lança plataforma para vídeos verticais

A cada dia que passa o mundo ganha uma novidade tecnológica. Nesta terça-feira, 20 de junho, o Instagram anunciou a IGTV, uma ferramenta de vídeo para o aplicativo que, até ontem, era focado em fotos ou vídeos de até 15 segundos. Agora, o IGTV vai permitir a transmissão de vídeos de 15 segundos até 1 hora de duração, todos no formato vertical. Atentos às novidades, a KondZilla e o Portal KondZilla já estão presentes nessa nova plataforma e te dão detalhes de como essa parada vai funcionar. Saca só:

Uma publicação compartilhada por IGTV (@igtvreal) em

 

O objetivo principal da nova plataforma é oferecer um serviço de vídeos próprio para celulares, com vídeos na vertical (com o celular em pé), dando uma experiência diferente do que estamos habituados (com o vídeo deitado, na horizontal). Os conteúdos poderão ser publicados em resolução 4K, com duração de até 60 minutos e, assim como plataformas como o YouTube, qualquer um poderá publicar o seu vídeo no IGTV.

“Assim como acontece ao ligar a TV, o IGTV começa a tocar assim que você abre o aplicativo. Você não precisa pesquisar para começar a assistir ao conteúdo de pessoas que você já segue no Instagram e outras que você possa gostar com base nos seus interesses”, disse CEO do Instagram, Kevin Systrom.

Como dissemos, a KondZilla Filmes e o Portal KondZilla não estão moscando e já estão no IGTV, e você pode assistir videoclipes como “Olha a Explosão“, do MC Kevinho e “Popotão Grandão“, do MC Neguinho do ITR, além dos conteúdos do kondzilla.com, como o quiz sobre “La Casa de Papel”, com o MC MM e o DJ RD, e uma matéria especial de Dia dos Namorados com a Tati Zaqui e o MC Kauan.

Quer testar a novidade? Então, é só entrar na Apple Store ou na Google Play, baixar o aplicativo IGTV do Instagram e ver a novidade que promete revolucionar a forma de acompanharmos vídeos na internet. Aos poucos, os usuários do Instagram vão receber a atualização que permite ver os vídeos diretamente do Instagram.

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