5 músicas na playlist do Rincon Sapiência

UAAAAAAU! Dando seguimento na série da seleção de músicas mais tocadas nas playlists de cantores, DJs e produtores – a primeira foi com o DJ RD -, trocamos uma ideia com o Rincon Sapiência – vulgo Manicongo, certo?! Ele contou ao Portal KondZilla o que mais tem escutado. Spoiler: tem muito pagodão baiano, saca só:

Rincon Sapiência é um dos principais nomes da música brasileira da atualidade. O rapper que mistura rap com funk, sempre metendo dança, foi um dos destaques do Prêmio Multishow 2017, levando os troféus de “Melhor Produtor”, “Melhor Capa de Disco” e “Artista Revelação”. No currículo, o cantor tem sucessos como “Ponta de Lança“, “Afro Rap“, “Meu Bloco” e “Linhas de Soco“. Rincon colou no estúdio da KondZilla para gravar uma música com o NGKS e aproveitou para revelar suas cinco músicas mais escutadas.

#ÀTTØØXXÁ – Caixa Postal

A primeira é da banda ÀTTØØXXÁ, banda da Bahia. Meus parcas lançaram o último single deles “Caixa Postal”, eles migraram muito pra trazer o pagodão da Bahia, misturando com a linguagem digital, mas nessa música eles ousaram mais ainda e trazem alguns flertes com funk. Na minha opinião, essa banda tem o maior guitarrista atualmente no Brasil, que é Chibatinha. Então, os riffs de guitarristas dessa música são incríveis, gosto muito.

#MC Pedrinho e Rincon Sapiência – Beber Enlouquecer

Vou jogar ao meu favor, vou falar de MC Pedrinho e Rincon Sapiência, “Beber e Enlouquecer”, que é uma música que quando gravei meu disco, me abstive de querer gravar muitas coisas de trap. Queria trazer uma linguagem nova e depois que gravei o disco, eu disse: ‘agora posso fazer tudo que gosto’. O Kalfani [produtor] mandou benzão na produção, e eu acho que eu e o Perinho mandamos bem também na nossa parte.

#Banda Parangolé – Tacadão no Paredão

Eu gosto desse trabalho do Parangolé Ao Vivo e essa música é boa demais. É muito diferente do que o ÀTTØØXXÁ faz, mas traz um pagodão com timbres diferentes. Eu, como produtor musical, me atento muito com os timbres que a galera usa pra fazer, os arranjos, acho bem criativo. Ele usa uma cítara – que eu sei que é digital, mas mesmo assim é muito ousado. Tacadão no Paredão é bom demais!

#Burna Boy – Koni Baje

Ele é um cantor nigeriano. O último disco dele todo é incrível, mas essa faixa eles misturam inglês com yoruba, e essa música é de uma beleza incrível, tem até um ponto de tambor que lembra muito o candomblé, mas com o andar da música entre outros timbres, guirra e tudo vira outra coisa, ele é nigeriano mas é sucesso internacional, principalmente na Europa.

#Péricles – A Linguagem dos Olhos

Agora vou de Péricles, “A Linguagem dos Olhos”, sempre ouço essa música. Gosto muito, acho uma letra linda. Na música do ÀTTØØXXÁ, falei do melhor guitarrista do Brasil e acho que o Péricles tá no topo de melhores cantores atualmente: afinação, qualidade, tudo. Acho um dos mais incríveis.

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Bem Estar

“Desabafo” – um relato íntimo sobre saúde mental

O colaborador Gabriel Gilini mandou este poema pra gente concluir o mês do Setembro Amarelo. Gabriel sofre de transtorno bipolar, recebeu diagnóstico errado de depressão, foi medicado com antidepressivos que só pioraram o quadro, mas atualmente segue estável com o tratamento correto. Em um dos seus períodos mais negros, no meio de um episódio depressivo que se arrastou por mais de meio ano, ele escreveu um verso no meio da madrugada em claro. Leia agora no Portal KondZilla este relato de quem sofre com a doença:

Eu queria poder uma vez pra variar abrir a boca pra algo que não seja reclamar.

Uma notícia boa ou uma palavra de apoio, mas minha mente tá caótica parece que só passa enrosco.

É tanto stress que to com a boca doendo, noite passada acordei me mordendo.

Tive um sonho ruim, um pesadelo recorrente, sonhei que de tanto morder acabei quebrando um dente.

Eu já nem sei mais se o lítio ajuda, na memória distante quase lembro da angústia que sentia antes, mas a vida segue pressionando como um torno implacável.

Tem dias que eu de verdade não sei se vou aguentar, primeira coisa que penso é na dor que posso causar.

Amo minha família e mulher mais que tudo, não teria força pra deixar eles sozinhos no mundo.

Não se preocupa mãe que não vou desistir, só sinto pena de saber que aquele filho forte não tá mais aqui.

Onde ele foi parar também não sei, uma memória distante de um futuro brilhante.

Olhar pra frente é a única opção, se eu acreditasse rezaria pra ter coração suficiente pra cobrir a razão que diz não ter salvação esse buraco que cavei com as minhas próprias mãos.

——-

O autor deixou claro quando pediu para colaborar com o #SetembroAmarelo: se alguém quiser chamá-lo pra conversar, pode chamar sim!

Gabriel Gilini está no Twitter

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A saúde mental dos artistas de periferia
Conversamos com uma psicóloga sobre saúde mental
Explicando em detalhes: Setembro Amarelo

M-V-F 2018 premia o audiovisual brasileiro

Quer colar num rolê que tenha shows, palestras e experiências em realidade virtual?! O Music-Video-Festival é o lugar certo para isso, além do mais, você ainda curte shows de artistas nacionais e internacionais que estão em alta. O evento é focado no audiovisual brasileiro, premiando diretores e trabalhos como videoclipes e curtas, e acontece nos dias 28, 29 e 30, lá no MIS. Chega mais pra saber com o Portal KondZilla informações desse festival que traz mostras com o que existe de mais interessante na produção mundial de videoclipes, conteúdos audiovisuais inéditos.

O M.V.F é um festival de multi linguagem internacional que surgiu em 2012, buscando sempre ter um olhar apurado para a estética audiovisual das produções. Em suas cinco edições, o festival já reuniu mais de 35 mil pessoas, premiou 23 videoclipes e recebeu mais de 50 profissionais nacionais e internacionais da área, quem fica na responsa dessa produção toda é a Cinnamon.

Entre os dias 28, 29 e 30 de Setembro, acontece o evento em São Paulo, a sexta edição será realizada no MIS, e como já citei acima, terá shows de artistas e alguns são Gabz, o projeto paulista de cypher Psicopretas, Djonga com participação de Karol Conká e outros.

No último dia do evento, no domingo, acontecerá também a premiação m-v-f- awards, com os vencedores das categorias “Melhor Direção” em Videoclipe Nacional e Internacional. Outra categoria interessante é do “Videoclipe Revelação” para diretores estreantes e também o “Melhor Videoclipe de Inovação/Animação”. Foram selecionados 30 finalistas de uma lista concorrida de 800 projetos enviados.

Vou deixar aqui a programação completa pra vocês, espero encontrar todos vocês lá também:

#Sexta, 28 de setembro:
m-v-f- market day #1

Auditório – das 10h às 19h
Programação completa e venda de ingressos, aqui.
Premiere “Ponto Cego”​ ​(Blindspotting), com presença do diretor Carlos Lopez Estrada

Auditório – a partir das 20h30
Sessão fechada para convidados

#Sábado, 29 de setembro – gratuito:
Foyer MIS

– das 13h às 20h – Instalação de realidade virtual
“Battlescar” (visitação por ordem de chegada)
Auditório MIS (distribuição de senha: 1 hora antes de cada talk – sala sujeita à lotação)

– das 13h30 às 14h30 – Talk Future Pop
– 2DE1 com o diretor Alexandre Vianna: estreia de clipe m-v-f- commission “Transe”
– YMA com a diretora Gabriele Diola: estreia do clipe m-v-f- commission “Par de Olhos”
– Gabz com o diretor Ronaldo Land: exibição do clipe “Bota a Cara”

– das 15h às 16h – Talk diretor internacional
Carlos Lopez Estrada

– das 16h30 às 17h30 – Talk m-v-f- future talents by spcine
Jaloo e Lucas Santtana com a equipe Guilherme Nabhan, Julia Takamori, Poppy Rennó, Rafael Monteiro: estreia do clipe “Cira, Regina e Nana”

– das 18h às 19h – Talk Unha & Carne
Drik Barbosa com os diretores Adilson MP e Ana Carolina Basilio

– das 19h30 às 20h30 – m-v-f- awards internacional
Exibição dos 15 videoclipes finalistas
Área externa MIS
13h às 13h30 – Pocket show 2DE1
14h30 às 15h – Pocket show YMA
16h00 às 16h30 – Pocket show Gabz
17h30 às 18h – Pocket show Jaloo part. Lucas Santtana
19h às 19h30 – Pocket show Drik Barbosa

#Domingo, 30 de setembro – gratuito
Foyer MIS

– das 13h às 20h – Instalação de realidade virtual
“Battlescar” (visitação por ordem de chegada)
Auditório MIS (distribuição de senha: 1 hora antes de cada talk – sala sujeita à lotação)

– das 13h30 às 14h30 – Talk Unha & Carne
Cypher Psicopretas com o coletivo Narceja de diretores: estreia do clipe “Cypher Psicopretas 2”

– das 15h às 16h – Talk Unha & Carne Made in Bahia
– Xênia França com os diretores Fred Ouro Preto e As Diabas: pré estreia do clipe “Nave”
– Luedji Luna com Joyce Prado: estreia do clipe “Notícias de Salvador”

– das 16h30 às 17h30 – Talk Unha & Carne
– Karol Conká com os diretores Johnny Araújo e Jorge Brivilati
– Djonga com o diretor Naio Rezende

– das 19h às 20h – m-v-f- awards nacional
Exibição dos 15 finalistas

– das 20h30 às 22h00 – Cerimônia de premiação m-v-f- awards 2018
Área externa MIS
13h às 13h30 – Pocket show Cypher Psicopretas 1 e 2
14h30 às 15h – Pocket show a ser confirmado
16h às 16h30 – Pocket show Xênia França
17h30 às 18h – Pocket show Djonga part. Karol Conká

 

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Bem Estar Matérias Funk

A saúde mental dos artistas de periferia

Já mostramos aqui no Portal KondZilla a importância de cuidarmos da saúde mental e como ela pode afetar a todos, inclusive artistas. Desta vez, separamos algumas histórias de pessoas envolvidas no mundo da música e no funk que enfrentaram problemas de depressão durante suas carreiras e também conversamos com especialistas sobre como os problemas na mente impactam no corpo também. Saca só:

Em 2008, Deize Tigrona vivia o ápice da sua carreira. Aos 29 anos, ela tinha subido ao palco do Rock In Rio Lisboa e levado o pancadão para Alemanha, Suíça, Dinamarca e Suécia. Foi em meio ao sucesso que ela tomou um baque. Ao descobrir que sua irmã, dependente química, abandonaria o filho recém-nascido, Deize entrou em curto circuito. Após lutar na Justiça pela guarda do sobrinho, a cantora da Cidade de Deus entrou em depressão, ficando seis anos afastada dos palcos.


A cantora Deise Tigrona – Foto: Reprodução // Facebook

“Eu tinha uma turnê imensa na Europa, tinha conseguido um visto pro Canadá, tava tudo indo de vento em popa quando tomei essa porrada. Perdi meu rumo, perdi meu chão”, relembra Deize, que passou a trabalhar como gari e voltou a cantar há dois anos. “No momento eu não tinha sentido que aquilo atrapalharia minha vida e nem mesmo vi como depressão. Foi uma sobrecarga. E com o tempo eu fui percebendo que minha mente não tava aguentando, até que eu fui parar no hospital e depois de fazer uma bateria de exames o médico falou que eu tava com depressão”.

A história de Deize Tigrona não é um caso isolado. A depressão e outros tipos de transtornos mentais são mais comuns do que imaginamos no mundo do funk. “É o gênero musical mais alegre do Brasil e é também o que mais fabrica pessoas depressivas”, resume o compositor carioca Praga, que teve tendências suicidas após a morte de sua primeira esposa por câncer, em 2015, e conviveu com MCs que passaram por depressão.

Autor de clássicos como “Vida Bandida”, interpretada pela MC Smith, ele acredita que existem duas causas principais para o ambiente do funk ser tão propício a este tipo de transtorno: a velocidade do sucesso e o convívio com a violência nas periferias.

“Somos de um estilo musical que lida diretamente com a periferia, então é preciso ter um equilíbrio muito grande para poder conseguir lidar com essa ascensão e com uma possível queda. É tudo muito rápido. Nem todo mundo consegue assimilar isso com facilidade. Às vezes o cara trabalha ali num emprego comum e de repente ele tá ganhando o Brasil. E depois, daqui a dois meses ele não é mais o cara do momento”, comenta Praga, relembrando o caso do MC Goró, da dupla Márcio e Goró, que se suicidou em 2000 após um súbito declínio na carreira.


O compositor Praga – Foto: Vincent Rosenblatt // vincentrosenblatt.photoshelter.com

Para o compositor, a violência é um fator determinante por abalar a autoestima e por tornar vulnerável a vida de morador de favela. “Se você convive com a insegurança, com o medo de você tomar uma bala perdida a qualquer momento ou de se deparar com uma guerra entre traficantes e milícia, polícia ou exército, não tem como você não ficar deprimido porque você percebe que pode perder o teu bem maior, que é a vida, numa guerra que não é sua. Você passa a ser um refém psicológico da violência”, avalia.

Psicanalista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fábio Belo explica que a exposição à violência pode desenvolver ainda outros tipos de transtornos, além da depressão. “Não há nenhum tipo de dúvida de que populações de risco não só podem desenvolver depressão como também o que chamamos de síndrome do stress pós-traumático. Na verdade a gente poderia até começar a falar de um traumatismo permanente, em especial entre a população negra, pobre e marginalizada, que vive em constante ataque, em constante violência. Isso exige um monte de defesas específicas que deixam o sujeito esgotado”, indica.

Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Ibope sob encomenda da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) demonstrou a relevância dos fatores sociais atrelados aos transtornos psíquicos. De acordo com o levantamento, as classes C e D são as mais vulneráveis à depressão – foram identificados sintomas depressivos em 25% das pessoas dessas camadas sociais, contra 15% das classes A e B.


O psicanalista Fábio Belo – Foto: Reprodução // YouTube

Fábio Belo reitera que a depressão é causada tanto por motivos individuais quanto por coletivos e sociais. Portanto, fatores como classe social, raça e gênero também são importantes.

“Temos trabalhado com fatores externos associados à desigualdade econômica e com a hipótese de que quanto mais a gente se afasta do modo de vida proposto como ideal na nossa sociedade — isto é, um modo de vida em que a gente tenha comida, tenha casa, condições de dar segurança pros filhos —, maior é a chance da gente ter depressão”, detalha Fábio. “Nesse sentido, as classes mais desfavorecidas são também as classes que mais adoecem do ponto de vista do sofrimento psíquico”.

Depressão não é frescura

Em 2017, a Organização Mundial de Saúde publicou dados que mostravam o crescimento da depressão no mundo. De acordo com o estudo, a doença afeta 322 milhões de pessoas no planeta. O Brasil tem 5,8% da população diagnosticada com depressão, sendo maior índice da América Latina e o segundo das Américas, atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos. Apesar do crescimento da doença e de campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo, a depressão ainda é um tabu. Na periferia, esse quadro se agrava.

“No meio do funk e na periferia em geral, a depressão é uma doença que muita gente não trata como doença mesmo. As pessoas acham que é frescura, que a pessoa simplesmente tem que esquecer e trabalhar”, afirma Praga.

“É um tabu das comunidades”, confirma Deize. “Pobre não pode ter depressão porque a gente tá sempre na correria, só que as pessoas têm que entender que a depressão é complicada, é lenta e ela te transforma por dentro”.

Ainda de acordo com os dados da OMS, são poucas as pessoas que buscam tratamento médico (menos de 10% dos casos). Nas favelas, os centros religiosos acabam tomando o papel do médico. “A gente costuma brincar aqui que psicólogo de pobre é o pastor, é a igreja”, comenta Praga, relembrando o caso de Tonzão, do grupo Os Hawaianos, que virou pastor e passou a cantar funk gospel. “Na periferia em geral, eu vi muita gente recorrer à igreja ou outras denominações religiosas e espirituais. Nunca ouvi uma história de um funkeiro que foi atrás de um psicólogo”.


Tonzão, ex grupo Os Hawaianos – Foto: Reprodução // Facebook

No entanto, o tratamento clínico com psicólogo ou psiquiatra são fundamentais. E ao contrário do senso comum, é possível encontrar este atendimento gratuitamente na rede pública de saúde ou em faculdades dessa especialidade. Segundo o Ministério da Saúde, todos os municípios com mais de 15 mil habitantes precisam oferecer esse tipo de atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) — veja aqui a lista de unidades do Caps em São Paulo. Muitas universidades também possuem clínicas-escolas que disponibilizam tratamento gratuito. Ainda é possível encontrar atendimento em redes de saúde municipais, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

Deize admite que o primeiro passo no combate a doença é se abrir e procurar auxílio. “Muita gente realmente tem vergonha de dizer, de falar que está sofrendo depressão. Aí guarda aquilo, se fecha e se apega a droga, se apega às coisas erradas e pensa que tá indo pra frente quando na verdade tá se afundando mais. Acho que o primeiro passo é buscar conversar com um psicólogo, se apegar à família e aos amigos mais próximos”.

E como uma pessoa pode reconhecer que seu parente ou amigo está deprimido? “É importante reconhecer os sinais mais ou menos do senso comum, que são bem típicos”, diz Fábio Belo. “Ver se a pessoa não está estabelecendo contato social como de costume, se ela deixa de sair ou de se divertir. A tristeza ainda é diferente da depressão, nem sempre o deprimido vai manifestar isso. Mas ainda aparece com muita frequência. Então se ele aparece triste, se chora sem motivo, se dá sinais de uma tristeza sem razão, se ele não consegue localizar o motivo da tristeza são sinais”.

E o que fazer nessa situação? Como proceder? “Na impossibilidade de encaminhar para as redes de saúde do município (que sempre devem ser buscados) é importante estar ali do lado, conversar sem ter pressa de resolver nada, sem exigir desse sujeito que já está em sofrimento que ele responda de uma maneira muito rápida, que ele reaja muito rápido”, orienta Fábio. “É importante acolher. Ser uma presença sensível ao sofrimento, se disponibilizar a ouvir um pouco, mas sempre que possível encaminhar para as psicoterapias”.

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25 anos de Prêmio Multishow

Com direito a transmissão no Canal KondZilla, o Prêmio Multishow 2018 reuniu a nata da música brasileira na maior premiação do ramo, que completou 25 anos. Se em 2017, a KondZilla já invadiu o evento, neste ano não foi diferente e fizemos uma cobertura especial de tudo o que rolou na noite desta terça-feira, 25 de outubro. Agora, o Portal KondZilla te conta mais detalhes do que rolou e quem foram os vencedores.

Antes da premiação ter início, a KondZilla já estava presente na parada. O maior canal do YouTube na América Latina, com mais de 40 milhões de inscritos, fez uma transmissão ao vivo direto do tapete vermelho da premiação, com direito a apresentação de diversos artistas como MC Kekel, Dani Russo, MC MM, MC WM, Jerry Smith….a lista é grande.

A premiação contou com a apresentação da Tatá Werneck e da Anitta, que, aliás, roubou a cena. A cantora diva cantou diversos sucessos que marcaram os 25 anos da premiação e refrescou nossa memória. Além dela, também subiram ao palco Kevinho, MC Kekel, Zezé di Camargo e Luciano, Ferrugem, Isa, Baiana System, Dinho Ouro Preto (vocalista do Capital Inicial), Samuel Rosa (vocalista do Skank) e outros artistas que deram um exemplo de quão diversificada é a nossa música brasileira.

Um dos pontos altos da noite foi uma homenagem ao eterno Mister Catra. Um dos seus 32 filhos, o MC Juninho, subiu ao palco acompanhado do MC Marcinho e de Jerry Smith para cantar “Adultério”, um dos maiores sucessos do papai. Além da transmissão, a KondZilla esteve representada também pelos seus artistas Kevinho e MC Kekel, se apresentando durante o prêmio também, com direito a banda. Coisa fina.

Neste ano, Anitta também se destacou nos prêmios, faturando nas categorias de “Música Chiclete” e “Melhor Clipe”. Além dela, Luan Santana levou o prêmio de “Melhor Cantor” e a Iza levou o prêmio de “Melhor Música” com “Pesadão”. Ficou curioso pra saber quem levou qual prêmio? Vamos lá:

Voto popular:

#Melhor Grupo:
Rouge

#Melhor dupla:
Jorge e Mateus

#Melhor cantor:
Luan Santana

#Melhor cantora:
Ivete Sangalo

#Melhor show:
Marília Mendonça

#Fiat Argo Experimente:
Hungria Hip Hop

#Melhor música:
“Pesadão”– Iza part. Marcelo Falcão

#Música chiclete:
“Vai Malandra” – Anitta

#Melhor Cover Web:
Day – Cover: “Ao Vivo e a Cores”

#Melhor Clipe TVZ:
“Vai Malandra” – Anitta, Mc Zaac, Maejor ft. Tropkillaz & DJ Yuri Martins

Superjúri

#Melhor Disco:
Anelis Assumpção – ‘Taurina’

#Canção do Ano:
Baco Exu do Blues – ‘Te Amo Disgraça’

#Artista Revelação:
Baco Exu do Blues

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“Sobrevivendo no Inferno”, do Racionais MCs, vira livro

A cultura é uma ferramenta de transformação social. Uma música pode mudar o cenário de uma cidade, um estado, um país. O álbum “Sobrevivendo no Inferno” (1997), do Racionais MCs, é um exemplo disso. Um dos clássicos do rap nacional, ele foi eleito como obra obrigatória do vestibular da Unicamp e agora virou livro. O Portal KondZilla apresenta agora os detalhes dessa história.

Lançado em 1997, “Sobrevivendo no Inferno” foi o quinto álbum de estúdio dos Racionais MCs, sendo um verdadeiro divisor de águas na carreira do grupo formado por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay. Aclamado pela crítica, ele vendeu mais de um milhão de cópias e ficou conhecido como um verdadeiro registro do que rolava nas periferias de São Paulo na violenta década dos anos 1990, com músicas como “Capítulo 4, Versículo 3“, “Mágico de OZ“, “Diário de um Detento“, “Fórmula Mágica da Paz” e “Periferia é Periferia“.

Mesmo com mais de 20 anos de história, o álbum continua bastante atual. Em lista publicada em 2007, a revista Rolling Stones, uma das publicações de música mais conceituadas do país, colocou a obra na posição 14 entre os 100 melhores álbuns da música brasileira. Em 2015, o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, presenteou o Papa Francisco com o disco, durante uma visita ao Vaticano. Que moral, hein?! A última novidade envolvendo o álbum ficou por conta da Universidade de Campinas (Unicamp) que incluiu o álbum entre as 12 obras de leitura obrigatória para o vestibular 2020.

Dessa vez, em parceria com a Companhia das Letras, as letras do álbum viraram livro. Em fase de pré-lançamento (o lançamento oficial está previsto para 31 de outubro), a obra tem além das letras, fotos inéditas, textos do rapper Criolo e do poeta Sérgio Vaz.

“Foi com Sobrevivendo no inferno que a juventude negra e periférica se formou. Por causa deste disco muita gente se graduou em autoestima e não entrou para a faculdade do crime”, disse o poeta.

Ritmo e poesia, é disso que o rap é formado. “Sobrevivendo no Inferno” é um dos maiores exemplos de como essa mistura pode ser impactante. Se você ficou curioso e já quer comprar o livro, corre porque a pré-venda online já tá comendo solta.

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Sérgio Vaz fala sobre música, juventude e periferia
A nova geração de rap carioca

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Diversidade Bem Estar Entrevista

Conversamos com uma psicóloga sobre saúde mental

O mês de setembro é conhecido como Setembro Amarelo pela prevenção ao suicídio e debate sobre questões de saúde mental. Recentemente, o Portal KondZilla falou sobre a importância da data, seu surgimento e como ela acontece pelo mundo. Desta vez, trocamos uma ideia com a psicóloga Elânia Francisca sobre a importância da gente cuidar da nossa saúde mental também. Confira:

Elânia Francisca é psicóloga clínica, especialista em gênero e sexualidade. Ela trabalha no Centro de Cidadania LGBTI, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, principalmente com homens, mulheres, transexuais e travestis, a população que mais tenta suicídio no Brasil.

No papo com o Portal KondZilla, Elânia reforçou a importância de procurarmos um profissional adequado para cuidarmos da nossa saúde mental, pois todos podemos sofrer problemas, além de abordar como os jovens e seus pais lidam com essas questões. “Ser rebelde” nem sempre é uma fase de adolescente.

KondZilla.com: Oi Elânia! Me fala um pouco como é o seu trabalho.

Elânia: Eu trabalho no atendimento a população periférica. Na verdade, sou da periferia também e atendo essa população, em especial meninas negras periféricas. [A sociedade] tem o estigma do adolescente como rebelde, sempre a sociedade enxerga ele como quem atrapalha a ordem social, mas na verdade, ele questiona essa ordem com atitudes, com o corpo.

O funk é um desses instrumentos de questionamento do jeito que a sociedade funciona. Os adolescentes produzem reflexões e isso causa um certo preconceito também. Na psicologia, há uma dificuldade com os adolescentes e adultos, muitos adolescentes me procuram e pedem pro pai ou mãe não saber, só que tem uma questão ética nisso. Uma das minhas missões é fazer com que o adolescente se sinta a vontade pra falar.

Existe um “sintoma” para detectar algum problema de saúde mental?

Em algum momento da vida a gente vai ter a saúde mental mais fragilizada, todo mundo vai sofrer. Mas alguns de nós, diante de algum sofrimento, não temos a rede afetiva, que nada mais é que um grupo disposto a escutar e acolher. Muitas vezes a solidão enfrentada por esses meninos e meninas, no que diz respeito a famílias, amigos, redes de saúde, é muito grande. Então, essa pessoa sente mais. Aliás, escutar sem julgamento é muito importante, pois muitas vezes o adolescente quer saber de algo que o adulto não está disposto a escutar ou ensinar, isso faz com que os meninos e meninas se entristeçam. Pra finalizar, quero apontar que pertencer e estar em um grupo fortalece a saúde mental, já o contrário, ser rejeitado, gera uma fragilidade.

Ah sim, mas ainda tem muita gente que vê a depressão como frescura ou que é um problema passageiro. Como fazer nessa situação?

Na nossa sociedade, a gente é acostumado a lidar com o que conseguimos ver. Se a pessoa está com a perna quebrada, eu consigo ver, tem o gesso, a tala, algo tangível. A depressão, as questões de saúde mental, não são fraturas expostas, são adoecimentos subjetivos, é como se fosse o ar. Às vezes, o sofrimento é visto como frescura. Se criou algo que é coisa da adolescência ficar rebelde, nervoso… Têm coisas que são fase mesmo, e têm coisas que não, que é do humano.

O suicídio traz consigo duas pergunta: ‘pra que estar vivo?’ e ‘pra que viver no mundo’? Isso não é frescura. O racismo é algo importante e um exemplo de como a sociedade tem que ficar atenta, porque faz com que meninos e meninas se sintam isolados. O racismo faz com que eles tenham em mente que aquele sofrimento não é real, que isso é ‘mimimi’ e que não precisa procurar ajuda para questões de saúde mental. Mas, se não fosse importante, não existiria uma data para lembrar, certo?!

Todo mundo que tem depressão, também tem pensamentos suicidas ou tentam suicídio?

Tem pessoas que têm depressão e não tentam suicídio, e têm pessoas que tentam suicídio por n motivos: por terminar um relacionamento, não conseguir um emprego ou qualquer outra coisa. Nem todo mundo que tem depressão tenta suicídio e vice-e-versa. Uma coisa não necessariamente leva a outra.

Você poderia falar um pouco do seu trabalho com o público LGBT?

Eu trabalho com os LGBTs em geral. Minha função é mais de escutar essa população, principalmente trans – homens e mulheres. Pensando que o Brasil é o país onde mais se mata essa população, isso por si só já gera um sofrimento, de pensar se vai estar vivo amanhã. Outra coisa é a transfobia, quando você não é respeitado por existir e daí pensa que não existir é a solução. Eu trabalho fazendo escuta individual e em grupo, atividades educativas, eventos aberto etc. Trabalha num núcleo com uma pedagoga e uma advogada, onde tentamos minimizar a transfobia que esse pessoal vive, os fortalecendo mentalmente.

Como o Estado ajuda nesse atendimento de saúde mental?

Os postos de saúde têm uma equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Estratégia Saúde da Família (ESF). Aqui em São Paulo, esses equipamentos públicos tem uma equipe formada por profissionais que podem acolher as pessoas com ideias suicidas. Pra quem já tentou [o suicídio] a indicação é procurar o CAPS. Tem também a questão de você chegar em casa e ver que a pessoa tentou suicídio, a primeira coisa é chamar o SAMU e ir pro Pronto Socorro, sempre prestando atenção no atendimento, que muitas vezes, infelizmente, é relapso. As pessoas que têm qualquer sofrimento podem procurar os mesmos serviços, elas têm que receber um tratamento humanizado dentro do SUS. A política do SUS prevê que as pessoas têm direito a saúde – e esse atendimento humanizado está incluso.

Elânia, muito obrigado pelo papo! Tem algum assunto que você ainda queira destacar?

Acho que é importante falar da prevenção. Dois assuntos que não falamos e tem muita gente que se ferra bastante porque não falar são: sexualidade e suicídio. Quando não falamos de suicídio, não conseguimos prevenir. É importante a gente pensar em formas de se fortalecer para não lidarmos com o sofrimento dessa maneira, de pensar em alternativas pra estar vivo, para que as pessoas não pensem mais em suicídio, para que isso não seja uma forma de resolver problemas. Parece clichê, mas prevenir é sim o melhor remédio.

Se você tem um amigo ou familiar que esteja passando por uma situação complicada, ofereça aquele ombro amigo. O SUS oferece um serviço especial para essa questão e você também pode procurar dicas junto ao Centro de Valorização da Vida via telefone (188), e-mail, chat on-line ou via Skype. Nunca é demais reforçar que saúde mental é coisa séria e precisa de atenção.

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Funk

5 músicas na playlist do DJ RD

Tá afim de novidade? Então chega mais que vou te contar uma em primeira mão. A partir de agora, toda sexta-feira no Portal KondZilla, iremos trazer uma lista de cinco músicas que não podem faltar na playlist de diversos cantores, produtores, DJs, etc. Pra começar, convidamos um cara que é responsável pela produção de grandes hits deste ano: o DJ RD contou pra gente quais são as cinco músicas que não saem da sua playlist de jeito nenhum.

“Vamo que vamo, pode chegar pra cá que vai começar o bailão, em”. Certamente você já ouviu essa frase em algum rolê ou até na televisão. Essa é a intro da música “Só Quer Vrau”, produzido e cantada pelo DJ RD. O carioca radicado em São, tem no currículo sucessos como: “Sarra Novinha no Grau“, do MC GW, “Eu Sou Patrão, Não Funcionário“, do MC Menor do Chapa, “Pa Pum“, do Kevinho e “Amor de Verdade“, do MC Kekel e MC Rita. E por conta desse currículo, ele indicou outros trabalhos que escuta também.

#Busta Rhymes – Make It Clap (Remix Video) ft. Sean Paul, Spliff Starr

“Isso é antigo pra caralho! Daqui que eu tiro as ideias pra fazer o raggafunk de hoje. Pra mim, isso é uma referência pra fazer o que eu faço hoje. Por exemplo, “Amor De Verdade“, do MC Kekel com a MC Rita, foi baseado nisso aqui. Essa música não sai da minha playlist não, pode anotar (risos). Isso aqui era daqueles DVDs Hip Hop Tracks, não sei se vendia aqui em São Paulo, mas lá no Rio vendia muito, aí eu comprei uma vez, escutei essa música e gostei”.

#MC Troia – Pode Balançar

“Agora vamos dar uma variada, eu adoro essa música porque você vê que o Brasil é tão grande e tem tanta coisa, tem tanta diversidade nisso aqui. Cada canto do Brasil tem sua representação e essa aqui, por exemplo, representa bastante o Nordeste. Eu fiz uma música do MC Brankim com Mitico DJ que tem funk no começo e tem um pouco dessa pegada aqui no restante da música”

#DJ Luan Lima – Escorregou Abaixa e Pega

“Essa daqui representa o funk do Rio cara, o funk do rio que eu adoro escutar no banho, eu adoro isso. Acho que o funk do Rio de Janeiro tava passando por um momento um pouco difícil, até que chegou o 150BPM com muita luta, porque no começo teve muito rejeição. Eu, inclusive, também não gostava muito. Apesar da rejeição, eles conseguiram o espaço deles”.

#MC Eiht – Straight Up Menace

“Agora vocês vão ficar de bobeira. Eu gosto dessa música por que ela é muito relaxante, conheci essa na MTV, mas na MTV raiz mesmo, na época tinha até aquela série que passava no SBT, ‘OZ‘. O principal intuito dela tá na playlist é que ela é relaxante, acho ela tão gostosa de escutar, gosto muito por isso”.

#Bruno Mars – Finesse (Remix) [Feat. Cardi B]

“Agora eu vou fechar com uma atual, trap lá fora é algo básico, o funk é isso também, musicalmente é algo básico mas que passa sua mensagem, assim como o trap passa, mas isso aqui é o som que me representa, musicalidade”

E aí curtiu o Top 5 do DJ RD ? Fica tranquilo que esse é só o primeiro de muitos artistas que vão contribuir com suas cinco músicas que não saem da playlist pro Portal KondZilla.

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Festivarte Ermelino é cultura na Zona Leste de SP

Um debate que sempre está em pauta é a falta de eventos culturais nas quebradas Brasil a dentro. Pensando em resolver esse problema, o curso “Criando Criadores” tá aí – já falamos desse projeto no Portal KondZilla. Nesse domingo, 23 de outubro, rola o Festivarte Ermelino, evento organizado pelos formandos e que contempla teatro, saraus, slams, hip-hop, entre outras coisas. Fica ligado nos detalhes.

A Mostra Cultural Festivarte Ermelino, evento que tem como iniciativa “contemplar a ocupação do espaço público como forma de garantir acesso à cultura produzida pelos artistas, coletivos e agentes culturais atuantes nas periferias”, é uma espécie de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do “Criando Criadores”, que nada mais é que um curso de formação técnica em produção cultural. No total, 40 produtores da Zona Leste de São Paulo se formaram.

Amanda Ferreira Gomes, produtora executiva do evento, explicou a importância do curso. “Os participantes do curso já possuem uma atuação importante na produção cultural da periferia. A partir da participação no curso Criando Criadores, eles têm a oportunidade de colocar em prática esse aprendizado num evento real e aberto aos moradores do território, fator que aumenta a responsabilidade deles, além de valorizar o seu conhecimento adquirido ao longo do curso”.

Em 2017, o Portal KondZilla colou no evento, também realizado em Ermelino Matarazzo e que contou com artistas com Rincon Sapiência e MC Sophia. Neste ano de 2018, o evento acontecerá no domingo, 23 de setembro, na praça Benedito Ramos Rodrigues, das 13h às 18h, com entrada gratuita e aberto ao público em geral, e presença de artistas como Drik Barbosa e Sombra, além de DJs, o grupo Forró das Minas e o sarau do coletivo “Alcova“.

Foram investidos cerca de R$60 mil na mostra, sendo que esse aporte financeiro surgiu pela parceria com a consultoria com foco em investimento social Cingulado, o Movimento Cultural Ermelino Matarazzo e a ArcelorMittal, que patrocina o projeto por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Quer conferir a programação completa? É só acessar esse link aqui. Então já sabe, já separa um tempinho na agenda e bora incentivar a cultura das periferias, porque é a partir desses eventos que os artistas crescem.

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Rincon Sapiência grava música com o NGKS

*Todas as fotos por: Jeferson Delgado // Portal KondZilla

Rap e funk é a mistura do momento, você já deve tá ligado nessa história – inclusive, já falamos disso aqui no Portal KondZilla. O rapper Rincon Sapiência visitou os estúdios da KondZilla Records para uma parceria musical com o grupo NGKS. Além de música boa, com certeza vem muita dança por aí. Tá curioso pra saber mais sobre isso? Vamos te contar todos os detalhes que podemos, saca só.

Rincon Sapiência é um dos destaques da cena do rap nacional. Com cerca de 10 anos de carreira, o MC da Zona Leste de São Paulo é conhecido pelos seus trabalhos com muita influência dos ritmos africanos e por trazer um swing pro rap, como em “Ponta de Lança“, “Afrorap” e “Coisas de Brasil“. Já a banca do NGKS vem despontando na cena de São Paulo com o passinho dos maloka e um som bem original.

“Foi uma inspiração pra mim”, fala Sorriso, vocalista do NGKS, sobre a parceria. “É um trabalho diferente, ele [Rincon] coloca muita alegria e inovação nas letras dele. Fui até pego de surpresa com essa parceria, gostei demais de estar lá e poder fazer essa participação com ele. É mais um avanço, um passo importante na nossa carreira”.

Nesta quarta-feira, 19 de setembro, Rincon colou no estúdio para mandar brasa em uma futura colaboração com o NGKS. Esse não é o primeiro trabalho do rapper com o funk. Fã declarado de outros MCs como Neguinho do Kaxeta, Livinho e Cidinho e Doca, Rincon tem no currículo uma parceria com o MC Pedrinho, “Beber Enlouquecer“, que contou com a produção do DJ Kalfani.

Ambos ritmos periféricos, o funk e o rap bebem da fonte um do outro, com o rap surgindo primeiro, se destacando entre os anos 90 e 2000, e em seguida dando espaço para o funk, que cresceu em São Paulo a partir da década de 2010.

“O funk tem mais signos brasileiros que o rap”, explica Rincon. “O rap surgiu com todo um contexto na São Bento em SP, próximo dos movimentos sociais, etc. O funk já veio mais com signos brasileiros, como a sensualidade, o ser despojado. Acho que um acabou contemplando o outro. Eu diria até que teve um período de entressafra do rap, que quem fez a cabeça da periferia foi o rap”.

Isso é o que podemos soltar na banca, mas podem ter certeza que essa parceria promete. Fica ligada no Portal KondZilla e nas redes sociais da KondZilla Records para mais novidades.

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