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Entrevista Funk

MC L da Vinte, expoente do Funk mineiro

“Eeeeeeeu, parado no bailããão…”. Você conhece esse refrão?! “Parado no Bailão” é uma das músicas do momento e um dos autores dela é o mineiro MC L da Vinte. Autor também de “Coração“, “Já Tá Na Hora” e “Hoje É Dia de Plantão“, o cantor trocou uma ideia com o Portal KondZilla sobre o grande momento que vive o funk de Minas Gerais, sua carreira, seu amor pelo trap e pelo reggaeton e, claro, sua ligação com o pintor Leonardo da Vinci (sim, o nome artístico do MC é inspirado nele).

Aqui no Portal KondZilla, já explicamos a importância do funk de Minas Gerais para o Brasil e como ele revolucionou no quesito “produção musical”, sendo o movimento liderado pelo MC Delano. Mesmo sendo da “nova geração”, MC L da Vinte se diz “feliz com o passado e presente do funk de Minas”, mas acredita que o futuro vai ser ainda melhor.

“A gente quer evoluir ainda mais. A galera de Minas trabalhou muito pra chegar onde estamos hoje, o resultado e o reconhecimento faz parte dessa parada. Queremos chegar num lugar melhor ainda, vamos chegar mais longe. Somos falado por todo o Brasil, mas ainda não estamos em alta. Vamos evoluir muito ainda”.

Logo de cara, uma das coisas que chama a atenção é o nome artístico que Leonardo Miranda de Souza, de 19 anos, usa. Uma referência clara ao pintor italiano Leonardo da Vinci. Porém, no melhor estilo “pode copiar, mas não faz igualzinho”, o cantor deu uma adaptada na situação.

“No começo, meu nome artístico era MC LD, meio que uma abreviação de Leonardo. Mas tinha um outro MC com o mesmo nome, daí pra não ter confusão decidi trocar e escolhi L da Vinte. Eu sou fã dele como um artista, ele foi foda não só pintando, é uma referência e tem o seu nome lembrado. Eu quero isso também, quero as pessoas lembre de mim daqui anos e anos”.

Para ser lembrado, é preciso ter trabalhos consagrados. Se o pintor da Vinci tem Mona Lisa, o da Vinte tem “Parado no Bailão”, que já bateu mais de 60 milhões de visualizações no YouTube em menos de 3 meses de publicação. Porém, se engana que o moleque de Minas tá emocionado com os contadores da internet.

“A música foi feita na hora mesmo, eu e o meu parceiro MC Gury fomos pro estúdio e fizemos a música na hora. É tipo uma conquista, né?! Eu sempre quis bater um milhão. Bateu 10, eu já quero bater 100 milhões”, conta, emocionado. “É algo que fico feliz, é uma coisa legal ver seu trabalho reconhecido e na boca do povo, mas não fiquei emocionado não”.

Leonardo explica que o funk tá na veia desde criança, muito por conta dos funks cariocas que invadiram Minas Gerais e o Brasil como um todo – e depois se seguiu da onda dos paulistanos que dominaram o mercado na virada da década. Agora, o cantor diz que tá na onda do trap e do reggaeton e já imagina parceria com artistas da gringa.

“Quando criança, sempre curti os MCs do Rio, como o Tikão e o Frank. Depois, vi uns moleques como o MC Pedrinho cantar e meio que me espelhava nele, ele era moleque igual eu e tava ali, cantando e fazendo sucesso. Foi daí que surgiu minha vontade de cantar funk. Hoje, escuto muito trap e reggaeton, sou fanzaço do 6ix9ine e do Ozuna, eles influenciam muito no que é o artista L da Vinte. Agora eu quero muito aprender outras línguas para fazer uma parceria internacional”.

Com o estilo mineiro de cantar e produzir uns sons autênticos, o funk de Minas vem ganhando seu espaço no disputado mercado do funk. Parado no Bailão é sucesso e ainda vai tocar bastante nos bailões de rua.

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Mano Brown e Sabotage, juntos, em nova música

É meus caros amigos e amigas, vocês não leram o título errado não. O grande maestro do Canão e o líder do Racionais MC’s estarão presentes em uma mesma faixa e o Portal KondZilla te conta em detalhes como vai rolar essa parceria do eterno Sabotage ao lado do Mano Brown, chega mais.

Quem nunca imaginou esses dois monstros do rap nacional cantando juntos?! Então chegou esse momento. Sabotage e Mano Brown, grandes nomes da música de periferia brasileira, uniram suas vozes na faixa “Love Song” (A Maior Dor de Um Homem). A música será algo mais romântico, falando sobre amores e suas dores.

A produção original é do Daniel Ganjaman, os arranjos por conta do DJ Kalfani e Duani Martins e, para fechar com chave de ouro, a faixa terá a participação dos filhos do Sabotage, a Tamires e o Sabotinha.

Vale a pena lembrar que assim como o disco de estréia de Sabotage, “O Rap É Compromisso“, o segundo álbum – que foi lançado após sua morte, em 2016 – também foi produzido pelo selo musical Instituto, liderado pelo próprio Ganjaman, Tejo Damasceno e Rica Amabis e teve o próprio Mano Brown como produtor fonográfico.

As gravações do single “Love Song” renderam uma série de 4 episódios que serão exibidas no canal oficial de Sabotage durante as quintas-feiras do mês de novembro. Já o lançamento oficial da música está programado para dia 22 de novembro. Para muitos é um marco na história do rap nacional. Eu estou ansioso, você também está ansioso para esse grande lançamento?!

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Histórias que inspiram Entrevista

De Dadinho a Acerola, Douglas Silva representa o cinema nacional

Todas as fotos por: Rui Mendes // Divulgação

Há diversos casos de pessoas que são de periferias que ganham o mundão através de arte, nas mais variadas vertentes. Nós, do Portal KondZilla, trocamos ideia com uma figura que representa isso muito bem. Douglas Silva é uma das referências da periferia nos filmes nacionais, tem no currículo “Cidade Deus” e “Palace II“, que são dois dos principais trabalhos nacionais, reconhecidos mundialmente, isso sem falar nos prêmios individuais e seu mais novo trabalho na Netflix, como um dos personagens na série “Samantha“.

Certamente você já ouviu falar do personagem “Dadinho” do filme Cidade de Deus ou do Acerola no filme e série “Cidade dos Homens”, ambos interpretados por Douglas Silva, cria da Favela da Kelson. Silva começou cedo no teatro e acabou ganhando as telas do país a fora com seus personagens marcantes que representam a vivência do jovem negro carioca, seja pelo acesso ao mundo do crime desde pequeno como Dadinho, ou como viver cercado de problemas sociais como Acerola. Conversamos com o ator que estrelou nesse ano a série Samantha e foi um prazer bater um papo com ele.

KondZilla.com: Fala, Douglas! Pra começar, quero saber se você sempre mexeu com arte…
Douglas: Cara, comecei fazendo teatro com 8 anos de idade, um projeto da ONG Enda Brasil na escola onde eu estudava, EM Prof Souza Carneiro na Penha, do lado da comunidade que eu morava, eu sou da Favela da Kelson [Zona Norte do Rio de Janeiro].

KDZ: Foi daí que surgiu a oportunidade de participar do Cidade de Deus?
Douglas: Nesse tempo de teatro, acabei fazendo teste para o filme, fiz as oficinas e acabei passando para um teste pro “Palace II”, que foi um curta metragem que a O2 Filmes fez para o Brava Gente, isso tudo dentro das filmagens do “Cidade de Deus”. “Palace II’ foi meu primeiro trabalho na televisão.

KDZ: Como foi protagonizar a infância do Dadinho, no Cidade de Deus?
Douglas: Então, na época eu não tinha muita noção da importância do meu personagem pro longa. Foi legal ter a preparação de dois meses para fazer o personagem. Depois de ver o trabalho feito e ver a repercussão do trampo, pô foi um máximo né?! Eu faço parte do filme que marca o cinema brasileiro. Brasileiro não, mundial né?!

KDZ: Até hoje, tem muita gente que conhece o Dadinho, ele foi um personagem que marcou o cinema brasileiro mesmo. Quando você percebeu a importância do seu personagem?
Douglas: Na verdade, eu só fui ter noção depois de gravar “Cidade dos Homens” e ver quantos países o filme estava indo, quantos países o filme estava sendo lançado, as matérias dos jornais, só depois que fui perceber esse aspecto de representatividade. Eu, um garoto de favela, retratando a realidade de outro garoto de favela, mesmo sendo realidade opostas dos personagens….. até hoje a ficha não cai. Ano passado mesmo, acabei indo viajar pra China, para um festival de cinema e “Cidade de Deus” era um dos filmes que estavam por lá como clássico. Mano, eu fui falar na China, uma parada muito louca!

KDZ: E agora trazendo um pouco pro Acerola, personagem do “Cidade dos Homens”. Como você viu essa transição entre Dadinho e Acerola?
Doulas: É engraçado que são duas realidades opostas, com aquela violência ali presente né?! São épocas diferentes, mas você vê que a vivência é a mesma. Um flertou mesmo com o tráfico, namorou, casou e o outro não. Interpretar o acerola foi importante porque a gente retratava a realidade atual das comunidades, realidade de um garoto jovem, que tem 16 anos, vai ser pai, não tem o auxílio dos pais, não tem o pai presente e a mãe trabalhadora que tem que sustentar a família, onde ele tinha um amigo que fechava com ele pra tudo e pronto. O bom é que [a série] Cidade dos Homens, cada temporada retratava um problema social diferente e o mais importante de tudo é saber que eu fiz um trabalho que representa várias pessoas dentro da favela, que quando eu ia pra pista a galera se identificava, tinha uma galera da pista se identificando. Ali no Cidade dos Homens que caiu a ficha, virei referência.

KDZ: E sobre seu mais recente trabalho, a série Samantha! Foi muito diferente de fazer?
Douglas: Então, é um comédião né (risos)?! Eu fiz o teste pra participar da série e pô, foi um desafio. Eu nunca tinha feito nada nessa linguagem, é um personagem novo, um personagem diferente, mais cômico. Como desafio, foi muito bem feito. O diretor gostou, rolou muita entrega da nossa parte, rolou química por conta da família. O Cauã Gonçalves e a Sabrina Nonato me ajudaram a me sentir parte dessa família.

KDZ: Seus grandes trabalhos foram sempre falando sobre realidades e coisas atuais, é uma questão de se sentir representado no papel?
Douglas: É sempre bom a gente falar sobre assuntos atuais. Hoje em dia estamos bastante polêmicos de um ponto de vista positivo, politizado, querendo falar sobre tudo e isso é bom, porque a gente passa as informações. Tem coisa que minha filha mesmo viu, coisas que ela não sabia e me perguntou. E eu tendo que explicar para minha filha de 6 anos, saca?! É muito bom ela se interessar sobre alguns assuntos, as crianças estão cada vez mais espertas.

KDZ: Com 16 anos de carreira, qual foi o maior perrengue que você já passou?
Douglas: Eu posso te dizer que hoje em dia não, mas antigamente tinha a questão das opções de papéis pra fazer, personagens para interpretar. Na minha geração só tinha um nicho de personagens, hoje em dia não.

KDZ: Isso está ligado a estereótipos?
Douglas: Foi basicamente isso. Por ser negro, na minha época poucos autores e diretores convidam negros para atuar como advogados, médicos… Hoje em dia não, é por isso que esse boom de séries [Samantha] eu tô achando um máximo, são variedades de personagens e essas empresas estrangeiras têm uma visão maior sobre diversidade, se comparado aos autores e diretores daqui.

KDZ: Deixa um recado para a galera que quer seguir o corre do teatro e é de periferia!
Douglas: Independente das adversidades, a gente tem que ser persistente no nosso sonho. Eu, por exemplo, não vou falar que nunca pensei em largar minha carreira de ator, lógico que já pensei, nenhuma profissão são somente flores, mas quando você faz aquilo que você gosta você tende a suportar certas coisas.

Em qualquer profissão você vai engolir sapo, se é o que você quer mesmo, pode persistir e insista que você vai conseguir, um grande exemplo fora do teatro é o Nego do Borel, a história dele é sensacional e olha onde ele tá. Hoje é referência, faz hits internacionais, veio da favela, o cara insistiu no sonho dele. Essa é a mensagem que eu passo pra galerinha que vai ler, vamos virar referência. Não pode se perder, a gente já saiu de um lugar que é marginalizado, então vamos virar referência pra essa galera, há caminhos, o tráfico tá ali de butuca, a violência está ali escondida, mas a arte também está.

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WhatsApp libera stickers para usuários

*Foto por: Divulgação // WhatsApp

Fim das eleições, é hora de reatar as amizades e os laços familiares no nosso querido WhatsApp. Pra ajudar nessa missão (ou não), você terá uma nova ferramenta: os stickers, aquelas imagens não animadas. A plataforma liberou essa novidade recentemente e o Portal KondZilla te dá mais detalhes dessa novidade que promete agitar os zapzap por aí. Saca só.

O WhatsApp é uma das maiores redes sociais do mundo. No Brasil, são mais de 120 milhões de usuários na plataforma. A rede, que é pouco tempo atrás anunciou a chegada dos GIFs, agora divulgou que quem usa WhatsApp poderá interagir com stickers. Os stickers, que são uma espécie de “figurinhas”, já estavam presentes em outras redes, como o Telegram, Instagram e Facebook.

Pra usar os stickers, os usuários precisam instalar a versão 2.18.329, para Android, ou 2.18.100, para iOS. “Ah, mas ainda não chegou pra mim…”. Pode ficar calmo, porque esse processo pode demorar algum tempo dependendo do seu aparelho celular. Com a atualização, os usuários terão acesso a um “kit” de stickers, que contarão com 25 opções. No entanto, o WhatsApp oferece mais 11 opções de “kits’ com mais de 250 figurinhas pra você encher o grupo da família. Além disso, você pode criar os seus próprios stickers – o site oficial do WhatsApp te explica como, clique aqui.

Sem dúvidas, o WhatsApp é uma das principais ferramentas de comunicação no Brasil. Tanto que a maioria das empresas de telefonia te dão um boi e oferecem pacotes onde o zapzap não gasta dados. Agora com os stickers, a interação com famílias, amigos e crushes promete ficar ainda mais daora.

15 anos de Palco MP3

Outubro é o mês de aniversário da plataforma e nesse ano se comemora 15 anos de Palco MP3. Podemos dizer que ela é a plataforma gratuita que mais promove novos artistas e bandas do cenário musical do Brasil, grandes artistas da KondZilla estão presentes na plataforma como MC Kekel, Dani Russo, Kevinho e MC MM. Para registrar a comemoração foi produzido um vídeo em homenagem à trajetória, se liga só.

O criador do Palco MP3 é o Studio Sol, uma empresa brasileira de tecnologia responsável pelas maiores plataformas de música do Brasil: Cifra Club, Letras.mus.br e o Palco MP3. O ano da criação foi em 2003, a ideia foi fortalecer e ser um ponto de referência para quem quer descobrir o melhor da nova música brasileira. Com essa ideia a plataforma atende desde artistas que estão buscando progresso no início da carreira até os que já estão consolidados.

A comemoração dos 15 anos da plataforma veio através de um vídeo, com a presença de diversos artistas contando sobre a importância do Palco MP3 para suas carreira. Desde o mais conhecido até quem está começando há pouco tempo: MC MM, Péricles, Aldair Playboy e Gustavo Mioto são alguns que estão presentes na celebração.

Se você está buscando uma plataforma que conta com diversidade musical, no Palco MP3 você terá, com opções para acessar pelo site ou aplicativo Android e iOS você encontra mais de 60 estilos musicais, totalizando mais de 114 mil artistas na plataforma. A facilidade oferecida é para todos, seja para quem deseja criar um perfil artístico e publicar o trabalho ou para quem deseja ouvir e baixar as músicas disponibilizadas por artistas. Se está buscando uma plataforma para ouvir grandes hits, como “Solteiro Nunca Está Só“, “Só Quer Vrau“, “Pega a Receita” ou mostrar seu mais recente trabalho musical a plataforma é uma boa escolha.

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Funk

MC Mirella e MC Zaac juntos no 150BPM

*Todas as fotos por : Felipe Max // Portal KondZilla

A novidade carioca, em acelerar a batida do tamborzão para os 150BPM (que já cansamos de explicar), parece que fez cria em terras paulistas e a galera daqui começou a soltar produções aceleradas também. Já tivemos o MC MM e DJ RD dando um gostinho em “Só quer Vrau”, e agora, dois ídolos do movimento, MC Mirella e MC Zaac, lançam uma produção própria no ritmo também. Separamos algumas fotos do lançamento “Pra Sentar”, confira agora:

Alguns comentaram que era questão de tempo pra batida acelerada chegar em São Paulo, cidade natal da “batida de lata” e do “funk do ostentação”. Mas como não da pra negar o sucesso que é movimento carioca, já surgem as produções paulistas nesse formato também.

Mirella e Zaac já são artistas consagrados do movimento paulistano. Ele, estourou a nível Brasil com “BumBum Granada” ao lado do parceiro Jerry e também tem no currículo “Vai Embrazando” com MC Vigary, “Te Jurupinga” e outros sucessos.

Enquanto ela, uma musa do funk e ativa no instagram, já lançou muita música com uns clipes bem fodas, caso de: “Tô Solteira ta Normal” com a MC Savion , “Eu não perdi, Eu me livrei“, “Cansei Vacilão” e “Te amo Piranha” com a MC Bella ( o meu favorito é o “Ela não é Santa“).

A direção do videoclipe ficou com Felipe Schmidt, a locação usada foi o espaço FunCast que é ideal para sessões de fotos. Os diversos ambientes permitem esse intercâmbio de cenários de forma rápida e prática.

Em pouco tempo no ar, o videoclipe já alcança a marca de 3 milhões de visualizações. Enquanto cresce, o momento é esperar e ver mais artistas aderirem ao ‘ritmo acelerado’.

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GPS sem bateria

*O Portal KondZilla convidou o escritor Leandro Marçal para retratar, através de um crônica, um pouco do momento político do país.

Pensei em ligar para Catarina e jogar conversa fora. Nos últimos tempos, tenho sentido mais vontade de dialogar que o normal. Nem todo mundo quer ouvir, me parece. Olhei sua foto de perfil, refleti. Desisti de discar seu número quando revivi mentalmente nossos últimos dias juntos.

Tudo começou a terminar na tradicional viagem de férias, quando o grupo de 10 ou 12 amigos aluga uma casa grande para os últimos dias do ano. Cidade do interior, sem o barulho das grandes metrópoles. Comprei pela internet um GPS para me ajudar, não sou muito bom em lembrar caminhos.

Depois de mais de três horas dirigindo, a bateria do equipamento eletrônico acabou. E uma bifurcação serviu de divisor de águas para nosso relacionamento. Estávamos na metade do percurso. Teimei que precisávamos virar à esquerda. Catarina bateu o pé, gritava que se não nos curvássemos à direita, iríamos perder mais tempo para chegar ao destino naqueles dias tão esperados.

Estávamos perdidos. As placas anunciavam rotas vagas, sem sentido, nebulosas.

Ficamos exaltados. Parei o carro, liguei o pisca-alerta. Optei pelo caminho de Catarina e o outro casal presente no carro ficou com os olhos arregalados e as bocas fechadas. Chegamos ao lugar de descanso, mas nunca mais conseguimos nos entender.

Catarina não cansava de criticar meu descuido por esquecer a bateria reserva. Eu não a perdoava por me obrigar a fazer um caminho péssimo. Tudo era motivo para briga e foi questão de tempo para cada um ir para o seu lado.

Antes disso, trocamos acusações a todo instante, em qualquer encontro: no bar, na casa dos amigos, na rua. Se a viagem foi péssima, a ressaca foi pior.

Nos últimos dias, ligo a TV, passo o dedo pela tela do celular, encaro grupos do WhatsApp e atualizações do Facebook: só lembro os gritos de Catarina.

Quando começam os comentários cheios de raiva nas postagens de apoio a este ou àquele candidato, revejo o GPS sem bateria, a falta de calma, a indecisão para qual lado virar o carro antes de chegar à casa das férias.

Nos grupos de WhatsApp, revivo as trocas de farpas entre eu e ela, como duas crianças mimadas, sem maturidade para conviver com as diferenças, sem o equilíbrio necessário para entender que o caminho tomado era o menos relevante: o mais importante era chegar a um lugar que nos trouxesse a paz das férias.
As fake news para desqualificar o adversário e ganhar votos são como os gritos relembrando uma e outra mancada de meses antes dos dias de trevas, que nos levaram para o poço sem fim dos fins de relacionamentos.

Ao notar pessoas perdendo amizades pelas diferenças políticas, recordo as últimas mensagens trocadas e outras não respondidas. Já não era possível convivermos juntos. Cada um tinha certeza que o outro era culpado. Estávamos perdidos e sem bateria, usando a irracionalidade como desculpa pelos caminhos errados.

Se vejo gente agredida por expressar seu posicionamento político, sou capaz de ouvir a voz de Catarina me ofendendo, minha garganta dói e seca como nos dias que a acusei de ser mimada pela mãe.

Ninguém ganhou, nós dois perdemos. Por muito tempo, para a vida inteira.

Tenho a impressão que há algum GPS coletivo e nacional sem bateria, também. Acho até que ele está desatualizado, faltam informações para nós, eleitores. E gritar, brigar ou agredir não é o suficiente para fazê-lo funcionar de um jeito que nos indique qual o melhor caminho a seguir, para qual lado devemos dar seta.

Olhei a foto de perfil de Catarina por alguns minutos, mas desliguei o celular. Nunca mais voltamos a ser os mesmos, nossas perdas foram irreparáveis. Algumas viagens são um caminho sem volta.

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Leandro Marçal acabou de lançar seu novo livro, “No Caminho do Nada”. Você pode adquirí-lo neste site.

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Horário de verão começa só no dia 4 de novembro

O horário de verão é motivo de polêmico por aqui: tem uma galera que gosta e uma galera que não curte muito. Em 2018, essa mudança do nosso cotidiano gerou ainda mais polêmica, com mudanças na data de início e até uns celulares mudando o horário antes do começar oficialmente o horário de verão. O Portal KondZilla vai te deixar a par do que aconteceu e te ajudar a se programar pra essa novidade, saca só.

Anote na agenda: o horário de verão no Brasil começará dia 4 de novembro, num domingo, em todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal). Com isso, se você mora nessas regiões terá que adiantar seus relógios em uma hora.

Tradicionalmente, o horário de verão começa à meia-noite do terceiro domingo de outubro. Ainda no final do ano passado, o presidente Michel Temer já tinha anunciado que mudaria o início da alteração do horário para 4 de novembro, para não atrapalhar o segundo turno das eleições, que acontece no dia 28 de outubro. No entanto, houve uma falha técnica e alguns celulares mantiveram a atualização para o terceiro domingo de outubro – no caso, dia 21.


Não meta o louco e ajuste seus relógios – Foto: Renato Araújo // Agência Brasil

Ou seja, agora o horário de verão começa no dia 04 de novembro e termina no dia 16 de fevereiro de 2019, às 23h59. Com isso, se você for fazer o ENEM nos dias 4 e 11 de novembro, fique atento com o horário de verão. Inicialmente, o governo tinha adiado o início do horário de verão para 18 de novembro, mas recuou e manteve para o dia 4.

A grande intenção do governo com essa medida é a economia de energia, já que aproveitamos mais a luz do dia. Segundo dados oficiais, nos últimos 10 anos a medida ajudou na redução de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo. Então, mesmo que você não curta o horário de verão por conta da mudança no relógio biológico, pense o seguinte: há males que vem para o bem.

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Funk

MC Kevin o Chris, MC Lan e DJ Yuri Martins juntos!

Não é só no rap que você vê parcerias fodas. No funk, de tempos em tempos têm uns feat que chamam a atenção de todo mundo. A mais recente parceria que já fez geral ficar atento foi Kevin o Chris, MC Lan e DJ Yuri Martins, que já deram um gostinho do que estar por vir. O Portal KondZilla te dá mais detalhes dessa novidade, cola com nóis.

Se você esteve em Marte nos últimos tempos e não tá ligado quem são esses três, vamos te passar a visão. DJ Yuri Martins é um carioca que já pode se dizer paulistano. O produtor é responsável por sucessos como “Vai Malandra“, “Agora Vai Sentar” e “Amar, Amei” – e, diferente do que falam, ele dá atenção sim e já até trocou uma ideia com o Portal KondZilla.

Kevin o Chris, é uma das novas revelações cariocas e vem quebrando tudo com “Dentro do Carro“, “Eu Vou Pro Baile da Gaiola” e “Finalidade Era Ficar em Casa“. Pra fechar a parceria, tem o MC Lan que, com sua voz rouca e seu estilo maloqueiro louco, vem arrastando multidões e empilhando sucessos como “Rabetão“, “Grave Faz Bum” e “Julieta“.

Chamamos Kevin o Chris, pra trocar uma ideia no zap e ele confirmou essa parceria – que, segundo ele, vem braba mesmo. E já adiantou novidades. “Bagulho vai vim brabo, mano. Vamo lançar essa com o MC Lan. Vim até São Paulo, a gente se trobou ontem e gravamos. Essa vai vir em 140BPM. Ah, e também vai vir uma com o MC Don Juan“, adiantou o cantor carioca.

O verão está chegando e geral começa a se aquecer pra lançar as brabas. Nem preciso falar onde você deve ficar ligado pra saber das novidades, né?!

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Comportamento

Slam das Minas é feito pelas e para as minas

*Todas as fotos por: Kamila Oliveira // Portal KondZilla

No último sábado, 06 de outubro, aconteceu a final do Slam das Minas. O evento foi realizado no Sesc Parque Dom Pedro, em São Paulo e trouxe um público animado para a batalha, todos que foram pro rolê acompanharam do começo até o final todas as minas que participaram. O coletivo também convidou a artista Drik Barbosa, cantora e compositora de rap e R&B e junto com seu pocket show, também rolou a apresentação da parceria de Drik com o coletivo: a música “Trincheira #ElasSim”. O Portal KondZilla esteve no evento e te conta um pouco mais sobre o Slam e sobre a importância desse evento.


A rapper Drik Barbosa no Slam das Minas

O Slam das Minas surgiu em Brasília, em 2016, tendo como integrantes: Mel Duarte, Jade Quebra, Pam Araújo, Carolina Peixoto e Luz Ribeiro. Elas decidiram expandir o movimento e criar o coletivo também em São Paulo, sendo que somente mulheres podem participar dos eventos, mostrando assim que mulheres também podem ocupar espaços como saraus e slams. Durante todas as apresentações, estão presentes minas de todos os lugares para recitar suas poesias e suas rimas, todas sendo uma forma de protesto e luta contra o machismo, racismo e homofobia.


Pam Araújo, Mel Duarte, Jade Fanny e Carolina Peixoto

Aproveitamos o evento para trocar uma ideia com a Pam, uma das líderes do Slam das Minas sobre o evento e a importância dele para as minas. “A final da batalha do Slam foi muito importante para gente porque além de reunir todas as ganhadoras, é um evento que nós nos colocamos totalmente dentro dele de corpo e alma. Nós queremos sempre que seja do jeito que gostamos, com pessoas que gostamos, por isso chamamos a Drik. Então, para nós, o projeto ele tem que acabar com a alegria de estarmos todas juntas, independente de quem ganhou, todas são maravilhosas e poetas ótimas.”

Na batalha final, estiveram presentes as 12 vencedores das batalhas realizadas anteriormente por toda São Paulo. No total, cada mina tinha três minutos para mostrar seu trampo autoral e cativar o público. A vencedora da batalha foi Laura Conceição, de 22 anos, que veio direto de Juiz de Fora, Minas Gerais, e emocionou o público com sua poesia. Com a vitória no Slam das Minas, Laura também conquistou a oportunidade de competir na final do Slam BR. Se liga quem foram as participantes da final:


Tawane Theodoro, 19 anos, Capão Redondo/SP


Ingrid Martins, 22 anos, Taipas/SP


Stella Yeshua, 32 anos, Centro/SP


Kimani, 25 anos, Grajaú/SP


Patrícia Meira, 31 anos, zona leste de SP


Bruna Mara, 26 anos, Jardim São Luiz/SP


Aline Anaya, 26 anos, Jardim São Luiz/SP


Gabi Nyara, 23 anos, Grajaú/SP


Jéssica Brito, 19 anos, Jabaquara/SP


Midria, 19 anos, zona leste de SP


Fabiana D’Alcântara, 25 anos, BH


Laura Conceição, de 22 anos, Juiz de Fora/MG

Laura recitou os seguintes versos:

“… A verdade é que eu cheguei aqui no rap
Se não me conhece procure saber
O mundo abre suas portas pra mim
Eu me abro pro mundo me conhecer
E não me esquecer
Amadurecer
Pra te enlouquecer
Com facilidade
Busco liberdade…”

Durante o bate papo, Pam também contou do retorno que estão tendo com esse projeto e também os acontecimentos que se orgulham. “Ficamos muito felizes por ter tido tantos retornos positivos e legais. O acontecimento maior depois que surgiu o Slam das Minas foi que as minas estão em todos os slams! E elas estão ganhando muito, sabe? A gente não via tantas meninas nas finais dos outros slams e agora eu chego a dizer. que a maioria são minas. O Slam das Minas virou uma base de treinamento. para guerra. Agora as meninas têm essa possibilidade de chegar em outros slams tão forte e achamos isso maravilhoso”.

O Slam das Minas dá a oportunidade para todas as mulheres, de todos os lugares, se expressarem, falar de suas vivências, dificuldades e até mostrar como superar algumas situaçõe através da poesia falada e da arte, além de mostrar a representatividade, empoderamento e visibilidade à toda literatura feminina, mostrando sempre lançamentos de trabalhos de artistas independentes. Todo terceiro domingo do mês elas se reúnem e fazem o evento acontecer. Por isso, esse movimento é tão importante entre as mulheres. Trata-se de vida, poesia, amor, arte e muita resistência.

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