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Comportamento Matérias

Nitro Point na visão das minas

Aqui no Portal da KondZilla você já deve ter lido o artigo explicando o que é a Nitro Point, e também conferido os registros fotográficos do Jeferson Delgado no maior encontro de todos os bailes com equipes de som e paredões em São Paulo. Desta vez, você vai ler a visão do ponto de vista de uma mina. Colei na última edição do evento da Nitro que rolou no Estádio da Portuguesa, para poder deixar aqui um pouco da vivência pra vocês. Mas não para por aí, o rolê foi tão foda que além da minha perspectiva como mina funkeira, rolou fotos, uma troca de ideia e depoimentos que vão somar com meu relato. Se liga na visão.

Como eu disse, a ideia inicial desse texto era colar na Nitro para relatar minha visão como funkeira, só que virou uma coisa maior, vou usar o espaço deste texto pra mostrar como as minas se divertem e desconstruir alguns preconceitos. Porém, antes de tudo, vou contar um pouquinho sobre minha história no funk pra vocês.

Tudo começou com a onda Furacão 2000, aproveitando as quermesses e as festinhas de família. Com 14 anos, naturalmente, eu me rendi ao movimento funk, e foi com Os Hawaianos, MC Magrinho, MC Menorzinha, Zói de Gato e tantos outros, que em meados de 2010 comecei a curtir bailes na zona sul de São Paulo. Inclusive, umas das minhas melhores lembranças são as meias na canela, bonde da juju, ecko red e aqueles aquecimentos que todo quebrada tinha no Motorola V3.

Dos bailes pros fluxos foi um pulo. Lembro como se fosse ontem, quando fui pro baile de Paraisópolis com meu irmão Gustavo. Assim fui conhecendo outros fluxos, como os bailes da Dz7, Helipa, 12 do Cinga, Pantanal, JB, Iraque, Elisa Maria e tantos outros. A parada sempre foi ir pra dançar (o que sempre me senti bem a vontade nesses espaços), ouvir uns graves bem alto, conhecer pessoas como eu e claro, conhecer outras quebradas.

Baile da Nitro Point – Estádio da Portuguesa, a visão das mina

Eu amo essa cultura que, por mais que não pareça, é democrática. Qualquer um pode encostar e é comum ver todo tipo de gente fazendo parte desse movimento. Sem falar nas misturas musicais que os sub-gêneros do funk agregam.

Outro ponto positivo é a dança, e dançar sempre foi uma parada que me fez colar em qualquer baile. Eu e minhas amigas sempre presenciamos momentos de liberdade, mesmo que, como em todo lugar, tenham os loucos que não respeitam as minas. Só não dá pra generalizar e dizer que isso é papo somente de baile funk, né?!

Na verdade, as vivências provam um outro lado não apresentado pelo senso comum. Para você entender melhor essas ideias, mostrei as pessoas reais do baile e um pouco de suas vivências.

Camila e Kaylane foram duas das minas que mais chamaram minha atenção. As duas parceiras dançando me lembraram os roles que eu também faço com minhas amigas. Estavam dançando demais, com um sorrisão na cara e, óbvio, presentes com um estilo original. Kaylane Sales (de cabelo cacheado) é da quebrada do Lauzane, zona norte. Ela contou que gosta de ir pro baile pra ouvir bem alto as músicas que ela curte, dançar e ficar com os parceiros. “Nossa, eu gosto bastante de dançar, principalmente funk. Inclusive tem vários vídeos meus dançando [na internet]. Pra mim não importa a hora ou lugar, o funk bate e eu desenrolo’’, conta Kaylane.

Falando em desenrolar, encontrei vários bondes de minas, com seus próprios drinks, portando os kit chave e o melhor de tudo: sem depender de homem pra nada. “Isso é bom pra mostrar pras mina que nós, mulheres, não dependemos de homens pra curtir o baile’’, comenta Dayene da quebrada da Jova Rural, Zona Norte.

Ainda no papo sobre não depender de homem com Dayene, que tem 23 anos e cola há 9 anos no baile, ela soltou umas ideias muito fodas sobre como cada dia que a passa as mina das vilas conquistam seu respeito. “Nunca dependi de homem. Eu trabalho, vou atrás das minhas coisas. Se for pra sair, eu que pago o meu e não dependo de ninguém. As mina que tava comigo é na mesma caminhada que eu’’, relata Dayene.

E não para por aí, Dayene ainda disse que às vezes tem uns emocionados no baile, ou seja, sem postura, que tentam mexer com as minas. Mas como ela mesmo disse: “nós colamos de bonde, se for preciso, a gente cola na bala. São outros tempos graças a Deus, a cada dia que passa nós mulheres ficamos mais independentes’’. Isso mostra um pouco do que eu disse pra vocês sobre a parada da liberdade das mina no baile. É isso, nós temos mudado as visões da nossa cultura!

Outra parada foda que rola na Nitro é que menor de idade pode colar, desde que esteja com uma autorização legal ou na presença dos pais. Você pode pensar: que pai ou mãe vai querer colar no baile? Pois é, pega essa visão.

Conversei com a Mônica Venâncio, de 41 anos, e Gabrielly Venâncio, de 15 anos, mãe e filha na Nitro Point curtindo um domingão ensolarado com muito funk. Perguntei a Gabrielly se ela se incomodava com a presença da mãe ali. “Eu amo quando ela vai, porque ela se diverte muito e fica feliz. Na maioria dos ‘pião’, ela aproveita muito mais do que eu. Antes eu não gostava muito, achava estranho ir com a mãe pro baile, por medo dela achar que eu poderia usar droga, porque infelizmente tem gente que usa. Mas ela é consciente e diz que isso tem em todo lugar, que não é coisa só do nosso movimento não’’, relata Gabi.

Gabrielly ainda passou uma ideia muito responsa sobre o quanto prefere a mãe com ela no baile do que em casa preocupada, sem dormir e a esperando chegar. A mãe, Mônica, contou que gosta de funk e curte acompanhar a filha pra conhecer os bailes de SP.

“Existe muito preconceito de quem nunca foi ou não faz parte da cultura baile. Acham que todo mundo vai pra usar droga ou arrumar brigas, mas a maioria vai pra curtir. Lógico que como em qualquer lugar tem todo tipo de gente”, explica a mãe Mônica. “Gosto de ver a molecada e dançar. Claro que algumas letras soam pesadas e ofensivas, mas percebi que os jovens cantam numa naturalidade que talvez o duplo sentido esteja na cabeça de quem não conhece um baile funk’’.

Bruna (de short com estampa militar), de 18 anos, me disse que sofre muito preconceito por ser funkeira. Acham que as meninas de baile não prestam, ou ainda, que sofrem algum tipo de abuso. ‘’Hoje em dia o fato de você colocar um shorts e rebolar a raba já vão te chamar de puta. Já falaram pra minha mãe que eu estava liberando pra geral no baile. Isso dói’’, confessa Bruna.

‘‘O paredão é o ícone da festa. É como se eles controlassem o baile pela música, já que todos estão ali para isso’’, comenta Renata (a de regata amarela), uma mina super gente boa da equipe do famoso Paredão Terrorista. Ela ainda disse que os manos a respeitam e quem é da equipe tem disciplina. Não é assim, tudo bagunçado como as pessoas acham.

Não posso terminar esse texto sem falar da picadilha. A mulherada trajando cada kit chave, extremamente arrumadas e independentes. Perfume exalando, os alongamentos de gel e cílios (que estão na moda), as pratas no pescoço e inclusive tem mina que é do bonde da Oakley, de lupa, colete e umbrella.

O papo é esse, a gente pode ter umas ideias erradas sobre aquilo que não fazemos parte, sobretudo, o que é criminalizado, de preto ou de pobre, como o funk que é um cultura pertencente às quebradas. Sempre vivenciei situações que provam que o baile não é o que o senso comum acredita ser. Principalmente, na visão de uma mina.

Enfim, foi um rolê foda, junto com meu parceiro Roney Silva no toque das fotos. Enquanto eu trocava um papo ele ficava no registro. E para finalizar, curte ai mais umas fotos pra ver um pouquinho mais do que pegou na nitro.

 

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Musica Funk

Anitta e Black Eyed Peas juntos em novo videoclipe

Em homenagem ao Rock in Rio, Anitta se une ao Black Eyed Peas em “eXplosion“, clipe cheio de cores que mostra os artistas em um morro carioca. Pra comemorar o lançamento, Anitta ainda anunciou que fará uma participação no show do Black Eyed Peas, no dia 5 de outubro, no evento. Brota aí pra saber mais sobre essa novidade.

As parcerias internacionais da Anitta estão cada vez mais surpreendentes. Dessa vez, ela aparece no som “eXplosion”, do grupo Black Eyed Peas, formado pelo Will.i.am, Apl.de.ap e Taboo, e durante alguns anos, também contou com a cantora Fergie. O grupo fez muito sucesso nos anos 2000 com sons como “Don’t Phunk With My Heart“, “Pump it“, “Where is the Love?” e muitas outras.

O Black Eyed Peas se apresenta no Rock in Rio no sábado, 5 de outubro, no Palco Mundo, e a participação especial da Anitta já está confirmada. No mesmo dia, às 18h, a cantora brasileira fica responsável por abrir a programação do palco principal do festival tocando seus maiores hits.

E aí, quem ficou ansioso pra ver como vai ser o encontro do trio com a funkeira no Rock in Rio? e o mais importante: qual será o próximo feat internacional da Anitta?

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Comportamento

Cinco modelos de 12 molas pra largar de vez o tamanquinho

Pra todas as vilãs que precisaram largar o nikão 12 molas quando ele saiu de linha e investiram nos tamanquinhos, nós temos uma boa notícia. Chega usar o tamanquinho mas na vontade de usar aquele 12 mola chave de verdade (e confortável). A gente já cantou a bola que o tênis febre dos anos 2000 voltou, mas se você ainda não sabe qual comprar, se liga que a gente te ajuda.

Recapitulando: o Nike Shox TL, mais conhecido como 12 molas, foi um grande sucesso nos anos 2000. Principalmente no funk e MC Kauan cantou explicando: “é que as meninas é o terror, é que as meninas é tenebrosa, invés de usar tamanquinho, elas usa nike de mola“. Agora, o 12 mola foi relançado pela marca, mais exclusivo que nunca, e claro que o nosso Coringa ia fazer um som sobre essa volta, né?! Em “Elas Não Usam Tamanquinho 2”, Kauan conta que as arlequinas largaram o tamanquinho e voltaram pro nikão de mola.

Nesse relançamento do 12 mola, alguns modelos novos surgiram, e por isso, hoje fizemos um apanhado de cinco modelos pra você decidir qual é mais sua cara:

Nike Shox TL Gradient

Pra você que curte mandar aquele boot coloridão que rouba a cena em qualquer lugar, o Nike Shox TL Gradient é a sua cara. O modelo vem com tons de amarelo, laranja e vermelho.

Nike Shox TL Orange

Se você curte uma cor diferentona, o Nike Shox TL Orange foi feito especialmente pra você. O boot vem naquele laranjão com detalhes em prata.

Nike Shox assinado pelo Neymar

Se você é fã do menino Ney e curte um 12 mola, vish, o Nike Shox TL Black Gold tem que ser seu. O tênis foi desenvolvido pelo Neymar e veio em preto, com detalhes em prata e dourado, bem estilera, mas ainda assim discreto pra quem não curte ser muito chamativo.

Nike Shox TL Red

O Nike Shox TL Red é um clássico naquele vermelhão vivo que dá destaque em qualquer kit.

Nike Shox TL Triple White

Pra quem é mais discreto e ainda tá no hype dos tênis brancos, o Nike Shox TL Triple White é perfeito. O boot é todo branco, com alguns detalhes cinzas que, pra quem não curte ousar muito nas cores, é a pedida certa porque vai com qualquer look.

Os 12 molas estão a venda em algumas lojas de tênis espalhadas pelo Brasil e em sites online numa média de preço de R$ 500 a R$ 700.

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Rap Musica

Drake faz seu primeiro show no Brasil sob chuva no Rock in Rio

O mega festival Rock in Rio, sempre criticado por revezar há décadas as mesmas bandas de pop rock e heavy metal, vem tentando fugir desse estigma e há algumas edições traz em seu line up artistas de outros gêneros, como as divas Rihanna (em 2015) e Beyoncé (em 2017). Agora foi a vez do Rio de Janeiro receber o canadense Drake, um dos maiores nomes do rap internacional e em seu primeiro show no Brasil.

O show foi marcado por algumas polêmicas antes mesmo de começar. Acontece que antes do show, a produção do astro resolveu vetar não só a transmissão ao vivo no Multishow, e também os fotógrafos oficiais do evento e agências de notícias. As redes sociais não perdoaram, especulando se o veto viria por questões legais, ambição, ou apenas má vontade do cantor. Ou seria apenas a conhecida marra dos rappers internacionais? Segundo reportagem do Extra, o canadense pensou em cancelar o show pois não teria aprovado o som e iluminação do show. Dentre tantas confusões, o show aconteceu e o evento conseguiu tirar algumas poucas fotos, mas não teve transmissão.

Ainda assim os fãs que enfrentaram uma chuva fortíssima, testemunharam um showzaço com muitos hits e também muita falação. A apresentação começou com Aquarela do Brasil na voz de João Gilberto, interrompida por um breve medley de hits do cantor, que logo parou o som para começar a falar. Ele propôs uma divisão em lado esquerdo e direito da plateia e ao estilo de Freddie Mercury no memorável show do Queen no Rock in Rio de 1985 reger a multidão. Manobra ousada para logo a primeira música, mas o pior é que deu certo.

Se o cantor chegou no Brasil num jato era caro (na casa dos 10 milhões) o show foi de econômica, Drake estava acompanhado apenas do DJ, sem dançarinos ou cenário. No telão, imagens do rapper em contra luz revezavam com um Cristo Redentor atingido por raios que combinou totalmente com o clima chuvoso. Ele não economizou no auto-tune, de maneira que um desavisado poderia jurar que tinham três ou quatro caras diferentes no palco, tamanha a discrepância no tom da voz do canadense.

Voltando a falar de música, não faltou hit na apresentação. Desde “Started From the Bottom“, “Know Yourself“, “Mob Ties” até “Work” (parceria com ela mesma, a Rihanna). Só que não sei porque, o cara quando se empolgava e o show engatava as músicas eram interrompidas por falação. Esse problema não foi diferente nem com o mega-hit “Hotline Bling”, cortado antes mesmo de chegar no refrão. Parecia um daqueles rolezinhos onde o dono da caixinha bluetooth tá bicudaço e fica pulando as músicas, a falação seriam aquele momento em que entra o anúncio. Vacilo hein Drake, logo no 1º show no Brasil.

A medida que a chuva apertava e a Cidade Olímpica ia se esvaziando, dando espaço apenas a uma multidão de fãs de capa de chuva cantando todas as músicas, a bola do rapper foi baixando e seus elogios à plateia e a cidade maravilhosa soaram até sinceros. Verdade seja dita, o público brasileiro é um dos mais atirados do mundo e amoleceram o cara, que repetiu várias vezes que aquele foi o melhor show da sua vida. A apresentação foi encerrada com “God’s Plan”, está sim tocada de cabo a rabo. Mais tarde, pelo twitter, Drake lamentou o cancelamento da transmissão, dizendo que o clima chuvoso o deixou incerto a respeito do resultado do show.

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Rap Musica Matérias

É Hungria no pagode e Ferrugem no trap em projeto da Axe

Artistas e fenômenos da música brasileira, o pagodeiro Ferrugem e o cantor de hip-hop Hungria gravaram um videoclipe unindo duas músicas de sucesso: “Eu Sou Feliz Assim” e “Beijo com Trap”, em parceria com a Axe. O clipe mistura dois sons que já estão disparados nas ruas e traz os artistas se aventurando na vertente musical um do outro. O Portal KondZilla trocou uma ideia com os cantores para entender mais desse trabalho.

Durante a gravação, os artistas estavam bem à vontade com a mescla dos ritmos e se mostraram contentes com o projeto desenvolvido pela Axe em parceria com a KondZilla Filmes. “Estou feliz pra caramba. É uma realização para a minha carreira sem dúvidas. Essa é a primeira propaganda que faço e ainda com um cara que sou fã”, diz o pagodeiro Ferrugem se referindo ao trampo com o Hungria. “E ainda com um videoclipe de uma super produtora. É só lucro”.

Hungria comentou sobre o projeto e o clima que o dia proporcionou ao elenco que esteve presente no set de gravações. “É muito louco trabalhar com pessoas que transpiram o bem né?! Quando a gente trabalha com pessoas assim tudo dá certo, tudo se torna alegria. Eu costumo falar sempre para minha equipe ‘vamos sentir isso com a alma, e eu consegui sentir esse projeto com a alma'”, conclui Hungria.

Sendo reconhecido pelo seu trabalho no pagode, Ferrugem mostrou se muito fã de rap e até já gravou algumas músicas no gênero. “Cara eu gosto demais de rap, é sempre positivo quando você se arrisca em um outro segmento e acaba se descobrindo dentro dele também, assim que aconteceu com o rap. Sempre fui ouvinte de rap, inclusive fui a poucos shows de pagode pra ser sincero”.

Já Hungria chegou a se aventurar no sertanejo com artistas como Gusttavo Lima, na música “Eu Vou Te Buscar“, mas nunca teve muita intimidade com o pagode sendo este o primeiro trabalho. Quer dizer, a não ser nos churrasquinhos com cerveja como disse ele em entrevista. “Cantar pagode ou rap é uma coisa só. Depois que parei pra pensar que o Ferrugem estava no rap e eu no pagode”, comenta Hungria. “Sem contar que os dois ritmos são de favela, então você fica completamente à vontade. Não tem como você ficar preso nem no pagode, nem no rap, nem no funk. Chegamos aqui hoje e nos divertimos”, finaliza Ferrugem.

É natural que dois artistas tão grandes da música estivessem no maior canal de música do Brasil e do mundo. “A KondZilla é pioneira do meio digital. Pra mim, ela tem uma importância muito grande pela maneira que foi construída”, disse Hungria. Ferrugem ainda dissertou sobre os clipes e a proporção que a KondZilla tem para ele. “A Kondzilla representa a imagem que deixou para o mundo que aqui no Brasil pode se fazer clipe de qualidade e produção grande, com a mesma qualidade que eles tem no exterior. Se estou na Kond, eu estou para o mundo”.

Inspirado na história da KondZilla, Hungria ainda deixou uma frase de motivação pra quem tá no corre da música. “Um dia me falaram que para um sonho se tornar realidade existe uma palavra no meio e é ‘acreditar’. Não é o seu vizinho que tem que acreditar no seu sonhos, é você. E se alguém falar pra tu que não vai dar certo e você estiver na vibe que vai da certo vai acontecer e acabou”.

Aguardem pois a qualquer momento pode vir bomba em forma de música por aí. Depois de um dia inteiro de gravações e de um clima descontraído entre os artistas Ferrugem e Hungria, foi perguntado se teria uma possível parceria entre os cantores, em algo criado por eles mesmo, e o garoto do hip-hop, sorrindo, disse. “Nós já estávamos até conversando no camarim sobre isso”. Ferrugem completou dizendo “já tem até a música”. Agora é aguardar pelo lançamento.

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Assista agora a união do rap com pagode:

https://www.youtube.com/watch?v=mFN5rqkov3o

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Funk

MC Lynne é convidada para o projeto “Escute as mina” do Spotify

O Spotifyf Brasil convidou a MC Lynne, uma das vozes mais potente do funk atual, para gravar um single no projeto “Casa de Música Escute as Minas”. Lynne é uma das 24 artistas escolhidas que acolhe cantores de diferentes gêneros musicais buscando valorizar cada um deles. Entre vivências e workshops as artistas poderão se capacitar em cima de 4 pilares: Criação, Produção, Divulgação e Circulação. O Portal KondZilla te explica mais sobre essa ação.

O projeto “Casa de Música Escute as Mina” visa dar mais representatividade as mulheres dentro do cenário musical. Durante os meses de funcionamento a casa terá 12 produtoras e 24 artistas trabalhando em cima desse feito todo dirigido por mulheres.

Para que isso tudo aconteça o Spotify disponibiliza para as artistas um sistema analogico-digital de gravação e uma série de equipamentos para captação dos hits que vem por aí.

Conheça mais sobre MC Lynne

Aline Freire de Campos Souza, 21, é conhecida pelo nome artístico MC Lynne. De origem evangélica, ela vem das quebradas do Campo Limpo trazendo uma voz potente cantando o funk consciente, um gênero pouco explorado por mulheres. Dentre suas músicas que estão rodando nas pistas ela tem “A Favela Venceu“, “Fora do Padrão“, “Vou Acelerar” Part. MC MM, Além de ter participado da “Gangue do Consciente” que reúne artistas como MC Menor MR, MC Negão do Arizona, MC Paulin da Capital e entre outros.

Conheça ainda mais sobre MC Lynne em “Do gospel ao funk, MC Lynne quer viver da arte de cantar

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Conte aqui sua historia Histórias que inspiram Matérias

“Fui ao inferno, queimei e ressurgi das minhas cinzas”, a superação de Andreia Souza

Nesta nova edição da campanha Conte Aqui Sua História, Andreia Souza conta para nós sobre sua vida, suas dores e como ela passou por tudo sem desistir. Ela lutou contra o abandono paternal, as dificuldades da vida de uma mulher negra mãe solo e uma depressão que a perseguiu por muitos anos. Andreia é um exemplo de que as coisas podem melhorar, mesmo quando parecem que não.

“Nasci no mês de junho de 1970, sem celebração ou enxoval. Sou resultado de um descuido. Nos primeiro mês de vida, quase morri de pneumonia por ter nascido no inverno de São Paulo. Ao começar a engatinhar, me queimei com um ferro de passar que estava largado no chão, as marcas de queimadura no joelho duram até agora. Hoje falaríamos que foi negligência, mas naquela época não havia nome.

Ao aprender a falar, ainda pequena eu corria para a casa da minha querida vó Celina, pedindo ajuda porque meu pai batia na minha mãe. Era sempre assim, meu pai feriu minha mãe muitas e muitas vezes. Usuário de drogas desde os 14 anos, ele tinha ataques de fúria, vendia os pertences de casa, batia, gritava e chegou a quebrar o nariz de minha mãe. Mas esse homem me amava e dizia que eu seria um gênio.

Cansada de tanta violência, minha mãe foi embora. Me deixou com minha avó, mas a mesma tinha câncer e não podia ficar comigo. Fui morar com minha tia-avó Magale, que, na verdade, tinha criado meu pai também. Meu pai foi preso várias vezes e minha avó deixava tudo para ir visitá-lo aos domingos no Carandiru. Fui visitar; era um lugar cinza e feio, mas nas festas era todo enfeitado com flores e cores, tudo de isopor.

Paulistana nata, estudei em excelentes colégios e morava em bairro nobre. Lembro que ao voltar de férias escolares, ao perguntarem na redação sobre como havia sido o período, contei que havia ido visitar meu pai no Carandiru e todos me olharam de forma meio estranha, diferente. E eu não queria ser diferente. Na época eu era a única negra da escola.

Fora da prisão, só vi meu pai uma vez, numa saída de Natal, em que ele me deu de presente o livro “Viagens de Gulliver”, que tenho até hoje. Ele me disse que ler é saber. Quando ele saiu da cadeia, já refém da loucura, pôs fogo nas roupas que ganhou da minha mãe Magale e dias depois foi morto com um tiro na cabeça. Enfim seu sofrimento acabou. Minha avó havia falecido meses antes. Creio que ela o levou para cuidar dele e para que tivessem paz enfim.

Referente a minha mãe, tenho uma lacuna, me considero órfã de pais. Eu não me encontrava, buscava além de mim o pedaço que faltava, era como um mosaico, peças quebradas e estranhas que com esforço e criatividade a gente transforma. Criei uma personagem, me transformei em quem eu gostaria de ser. Sempre quis ser independente, morar sozinha, ser livre… Parece simples, mas no início dos anos 1990 não era.

Um dia tarde da noite, andando pela Pompeia, onde eu vivia, um homem me abordou e me fez acompanhá-lo até uma casa abandonada do bairro. Lá naquele chão sujo ele me estuprou, a única coisa que fiz foi pedir: “por favor goze fora”. Ele olhou para mim e no fim fez o que pedi. Cheguei em casa e não disse nada a ninguém. Tomei banho e agradeci por ele ter me atendido. Nessa época, não sabíamos muito sobre doenças, sobre Aids e tal, a única preocupação era ficar grávida.

Segui os rumos do meu livro de cabeceira, “Viagens de Gulliver”, não queria criar raízes, Queria conhecer o mundo, viajar, morar perto do mar. Oceanografia se tornou a opção. Meu sonho de consumo era um concurso pra entrar na Petrobras, trabalhar e me aposentar aos 40 anos. Ledo engano, na época, mulher na plataforma, nem pensar.

Tive a grande honra e satisfação de ter sido funcionária da Empresa de Viação Transbrasil. Esse foi um momento feliz de minha vida, mas me veio a depressão. Eu dormia 14 horas por dia e trabalhava. Nas minhas folgas, no máximo eu ia ao shopping, tinha compulsão por compras, principalmente por bonecas, mesmo tendo já 24 anos.

Enfim após uma tentativa de assalto traumática em SP, resolvi largar tudo e mudar para o Nordeste de vez. Já com 27 anos, comecei a almejar a maternidade. Conheci o homem ideal, me lembrava tanto o espírito livre de meu pai. Mas junto ao pacote, vinha o espírito livre, o estado ébrio e os vícios constantes.

Ao ficar grávida, voltei pra minha cidade natal. O futuro pai chegou enfim, veio morar em SP e para mim eu teria a vida perfeita e a família que não tive, mas não foi bem assim. A gravidez foi solitária, a depressão voltou. O bebê ficou 16 dias internado antes de vir para casa. Quando chegou eu nem sabia o que fazer. Nesse momento, o pai me ajudou muito, mas depois parou e eu dependia totalmente dele por não ter nenhum emprego. Logo eu, que sempre quis ser independente. Um dia por um motivo qualquer, me deu um tapa na cara. Meu primeiro impulso foi terminar. Ele acabou voltando pra Natal, no Rio Grande do Norte, mas como eu queria tanto ter uma família perfeita, também acabei voltando.

Resolvi ser o melhor pai que uma mãe poderia ser. Um dia estava sem leite pra fazer mingau pro meu filho e ele me disse pra fazer com água. Precisei pedir ajuda pra família dele e ele me mandaram fazer faxina, desprezando todo meu preparo e experiência profissional, como se eu por ser negra, não pudesse ser graduada.

Meu filho hoje tem quase 20 anos. Acho que não fui a melhor mãe, mas tentei. Para sobreviver dava aulas de Inglês, trabalhava de tradutora, recepcionista e garçonete. Como garçonete, tive o contato com as garotas que as pessoas sempre rotulam de vida fácil, mas que de fácil não tem nada, se fosse todo mundo faria.

Os garçons tratavam elas com desdém, mas eu não. Quando elas iam acompanhadas ao restaurante, elas me pediam ajuda pra traduzir coisas, pois sabiam que eu era fluente em inglês. Elas me tratavam muito bem, tinham orgulho de falar que eu era a professora delas. Dalí pra ser professora de inglês foi um pulo. Com elas, sendo professora de prostitutas, que sobrevivi e criei meu filho.

Minha depressão voltou quando Celeste, a negra mais linda que eu conhecia, morreu assassinada. O medo da morte me tocou. Fui morar na Praia de Pipa, um paraíso. Quis recomeçar, a vida me sorria, quase esqueci de todas as tristezas. Empregada, morando em uma bela casinha, com plantas, cachorro. O futuro prometia. Nisso conheci um homem da Tunísia num site de relacionamentos. Atravessei o oceano para conhecê-lo e namoramos por nove semanas e as coisas começaram a dar errado. Íamos casar e ele me abandonou e eu tinha acabado de descobrir que estava grávida. Descobri que ele mandava as mesmas coisas que mandava pra mim para muitas mulheres da América Latina. Ele ainda zombou quando descobriu que o bebê era uma mulher.

Minha filha nasceu e eu adoeci novamente. Perdi tudo. Só hoje, seis anos depois, que aceitei minha doença e busquei a cura. Posso dizer que enlouqueci, fui ao inferno. Eu queimei e ressurgi das minhas cinzas. Eu sou a Fênix.
Tento me reconstruir. Me esforço a cada dia. O ódio não me domina mais. Tenho que filtrar, eu não posso exigir que a escuridão forneça luz, mas vou banir, vou exorcizar esse escuro que insistiu em me habitar.

Não sei se alguém vai se identificar com a minha história. Mas para você que já viveu ou passa por algo parecido, resista. Não vai ser fácil, não vai ser simples. Mas passo a passo a gente consegue. Quando cair, levante. Mas não desista porque a gente tem um propósito. E mesmo os que nos fazem mal, tem um propósito na nossa vida, mesmo que não saibam. Sem eles talvez nunca conhecêssemos nossos limites e nossa força.

Continuo quebrada de grana, mas me aproximo de meu filho e minha filha a cada dia. E eu desisti de desistir. Apesar de tudo, eu acredito em dias melhores”.

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Musica

Rock in Rio 2019 começa hoje com show do Drake

Chegou o fim de semana musical mais esperado aqui no Brasil. Começa hoje o Rock in Rio 2019, que vai até o domingo, 29, e depois volta nos dias 3, 4, 5 e 6 de outubro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. Hoje, o rapper Drake encerra o 1º dia do festival com seu primeiro show no Brasil. Brota aí pra saber mais sobre o evento.

Além do Drake e as bandas de rock, o Rock in Rio desse ano vai ter bastante artista de funk, a começar pela Anitta, que se apresenta no dia 5 de outubro. No mesmo dia, DJ Marlboro se reúne com o DJ Meme e também tem o show do Cidinho e Doca.

O destaque principal do dia 5 é a homenagem ao MC Sapão, que participaria do festival, mas acabou falecendo em abril deste ano. Quem esta no especial é o Kevinho, que ao lado de Ludmilla, Fernanda Abreu e Buchecha, homenageiam um dos mestres do funk.

Nesta edição, o Rock in Rio ainda celebra a cultura das favelas no Espaço Favela, um palco destinado pra mostrar a diversidade da arte dos morros, com shows de artistas de vários ritmos musicais diferentes.

Além dos shows, o Espaço Favela ainda vai ter uma área gastronômica especial só com empreendedores de quebrada que viraram de vida trampando com comida.

As apresentações são o foco principal do Rock in Rio, mas ainda vai rolar muita coisa, como a Gameplay Arena e os camarotes, como o Heineken Lounge, e outros.

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Histórias que inspiram Matérias Funk

Liga do Funk reestreia com aulas de MCS e apresentações

Jovens de diferentes quebradas marcaram presença na volta do projeto social Liga do Funk. A reinauguração ocorreu ontem (26) e contou com rodas de conversas, aulas de música e com a apresentação da MC Lynne, artista da KondZilla. O curso gratuito será realizado na última quinta-feira do mês, no espaço Ação Educativa, Vila Buarque, região central de São Paulo.

O empresário e atual presidente da Liga Marcelo Galático esteve presente no evento de retorno e destacou as expectativas. “É muito satisfatório ver um projeto que criei em 2012, se manter firme. Um trabalho que já lançou diversos MCS renomados, certamente pode dar oportunidade para outros. Vamos buscar novidades pra molecada”, disse.

A noite começou com uma roda de conversa e com a apresentação dos participantes. Durante o papo, Marcelo Galático ressaltou a importância dos jovens correrem atrás dos objetivos. “Os seus sonhos não dependem de mim. Cada um sabe onde quer chegar. Então corram atrás”, concluiu.


Marcelo Galático, Fundador e presidente da Liga do Funk

O vice-presidente da Liga, Rogério Hernandes, 36, mais conhecido como MC Gerinho, é a prova de que o funk abre portas. Ele ficou recluso no sistema prisional durante 13 anos e o projeto lhe deu novas possibilidades. “A Liga me resgatou e me acolheu. Aqui eu consegui oportunidade de trabalho. E hoje a minha alegria é ver essa molecada feliz. É algo que parte de dentro de nós”, explica.


Vice-presidente da Liga do Funk Rogério Hernandes, vulgo MC Gerinho

O evento seguiu com aulas de postura de palco. Quem instruiu a molecada foi Ezequiel Soares da Silva, 34, vulgo MC Necx. Com vasta experiência musical, ele ensinou para os jovens a importância da presença de palco e como a intensidade do MC pode interferir de maneira positiva nas apresentações.


Aula de postura de palco com MC Necx

A nova voluntária Allana de Oliveira, 23 anos, artisticamente conhecida como MC Marry fez parte da Liga no ano passado, antes do projeto entrar em pausa. Em sinal de gratidão por tudo o que aprendeu, ela decidiu contribuir com o grupo ministrando as aulas de dança.

“Várias pessoas da periferia não têm oportunidade e aqui as portas estão abertas para elas aprenderem. Aulas de postura de palco, de canto ou de dança tem o valor muito alto, e aqui é gratuito. Temos que valorizar isso”, relata a MC.

Allana começou a cantar funk com 16 anos inspirada no irmão que era MC. Na época morava em Taubaté, município do interior de São Paulo, mas decidiu se mudar para capital em busca de novos objetivos.


Allana de Oliveira, artisticamente conhecida como MC Marry

Após conhecer a Liga do Funk através de um amigo, se apaixonou pelo projeto social. “Queremos alcançar mais pessoas e ampliar esse trabalho. E eu vou contribuir nisso”, conta.

Por meio da música, MC Marry questiona os estigmas sociais. “O funk ainda é visto como um movimento de baixo nível, mas está presente nas festas de casamento, nas comemorações de quinze anos. Por tanto, temos que desconstruir esse estereótipo e a Liga contribui isso”, afirma.

Outro objetivo da cantora é expressar o direito e a liberdade da mulher no funk. “Se a mulher canta uma determinada letra ou dança, é malvista e considerada vulgar. Por meio do funk, eu busco libertá-las desse pensamento”, relata.


Aula de dança com MC Marry

O jovem Gabriel Pereira dos Santos, 20, artisticamente conhecido como MC Persan, participou pela primeira vez da aula da Liga e, apesar da ansiedade, gostou. “Por ser o único gay aqui, eu fiquei com um pouco de receio, mas a galera me recebeu muito bem”, conta.

O MC é de Limeira, região centro-oeste de São Paulo, e se mudou para capital com o irmão para dedicar-se à carreira no funk. Para ele, tem espaço para todos no mercado musical, desde que seja um material de boa qualidade.


Gabriel Pereira dos Santos, artisticamente conhecido como MC Persan

Durante o evento, ocorreu também o microfone aberto. O programa oferecia aos MCS, espaço para cantarem no palco. Maicon Pereira Barboza, 36 anos, mais conhecido como Mayk ZN, veio de Coelho Neto, Rio de Janeiro para acompanhar a Liga e participou das apresentações. “A Liga do Funk não é um projeto que cria apenas artistas, mas forma seres humanos capazes”, afirma.

No último quadro “Cadeira elétrica”, em que artistas renomados participam de uma entrevista coletiva, o ex-professor de canto da liga e produtor musical da Kondzilla Junior Maia e a MC Lynne destacaram a importância de projetos sociais que fomentam a cultura na periferia, mas ressaltaram que o sucesso também depende do MC.

“Eu sempre digo aos jovens para persistirem e terem paciência. Não desistam que uma hora acontece. E quando você entra em uma produtora grande como a Kondzilla, o trabalho não para. Pelo contrário, o MC continua trabalhando e muito”, relata a MC Lynne.

O produtor Junior Maia aconselhou: “Vários artistas renomados como MC Kekel, MC João, MC Menor da VG, MC MM saíram daqui. Então persistam e mantenham a humildade”.


Produtor Junior Maia e MC Lynne no quadro “Cadeira elétrica”

A conversa entre os músicos já consagrados na cena com os jovens que estão começando é um incentivo para Luan de Morais, 18 anos, vulgo DJ Luan Original, que participou pela primeira vez da Liga do Funk. Diferente de outros participantes, ele quer se tornar um produtor musical e relata que está estudando e juntando dinheiro para comprar os equipamentos.

“É a primeira vez que estou colando aqui e estou gostando muito. Olhar pra essa galera que conseguiu chegar lá é uma inspiração pra mim. Vou colar todo mês na Liga”, relata Luan.

O diretor social da Liga Willian Lages, vulgo Wilshow, de 49 anos, foi o responsável pelo retorno da Liga do Funk e sente-se grato pelo apoio. “Eu fiquei contente pra caramba pelo comparecimento da galera. Tanto dos MCS mais novos e dos veteranos. Só tenho a agradecer a todos”, conclui.

Os cursos serão realizados toda última quinta-feira do mês, no endereço Rua Gen. Jardim, 660, Vila Buarque, região central de São Paulo, das 14 horas às 18 horas. Além das aulas de postura de palco e de dança, também terá o quadro “Cadeira elétrica”. A entrada é gratuita e aberta para todos.

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Chegou a hora da quebrada mostrar seu talento no edital #AmorpeloBrasil

O Ministério da Cidadania abriu edital que incentiva jovens a mostrarem seus talentos através do audiovisual. Com R$ 2 milhões em prêmios, o edital #AmorPeloBrasil vai premiar 351 vídeos gravados exclusivamente por celular. Para participar, os jovens devem ter de 12 a 18 anos e serem brasileiros. Já os prêmios variam de R$ 3 mil a R$ 20 mil e as inscrições devem ser feitas neste link, tendo como prazo dia 12 de novembro. A inscrição é totalmente gratuita e você ainda tem aproximadamente um mês para não perder essa oportunidade. Ficou interessado? Cola que o Portal KondZilla te explica direitinho como proceder nessa caminhada.

O edital foi criado para que jovens amantes do audiovisual possam dar seus primeiros passos na carreira. Os vídeos devem ser gravados em celular, na horizontal (ou seja, com o celular deitado) e publicados em plataformas digitais gratuitas e abertas, como: Vimeo, Youtube e Dailymotion. O vídeo deve ter entre 1 e 2 minutos e os temas precisam ser relacionados a pessoas e projetos que tenham mudado a vida do jovem de favela. Podendo envolver atores, famílias, moradores, lideranças locais, artistas, ou seja, pessoas que fazem a diferença.

Você pode ainda explorar os espaços físicos da comunidade (ruas, praças, escolas, associações, centros culturais, instituições públicas ou privadas). Será automaticamente desclassificada a inscrição de vídeo que traga discurso de ódio e discriminatório, bem como propaganda política partidária, entre outros itens. Então fiquem ligeiros.

No total, a premiação oferece R$ 2 milhões do Fundo Nacional da Cultura (FNC), entre prêmios diretos e capacitações. A seleção, promovida pela Secretaria do Audiovisual, vai funcionar em duas etapas: na primeira, os 12 melhores vídeos de cada estado e do Distrito Federal receberão R$ 3 mil cada um. Ou seja, você já pode ganhar R$ 3 mil só na primeira etapa. Na segunda etapa, todos os vídeos serão analisados em conjunto, aí não tem mais distinção de estados. O vídeo classificado em primeiro lugar vai receber R$ 20 mil; o segundo, R$ 15 mil; o terceiro, R$ 10 mil; o quarto, R$ 8 mil; e o quinto, R$ 6 mil reais. Os premiados que ficarem entre o sexto e o vigésimo sétimo lugares vão receber R$ 5 mil. As chances de você se classificar e concorrer aos prêmios são grandes.

Os classificados em primeiro lugar de cada estado na primeira etapa participarão da etapa nacional, que consiste na realização de capacitação na área audiovisual. O tema e a data da capacitação da segunda etapa, que pode te levar ao prêmio de até R$ 20 mil, serão divulgados assim que finalizada a primeira fase. As passagens aéreas e demais despesas do primeiro colocado (e do responsável legal durante o período da capacitação) serão custeadas pelo Ministério da Cidadania, o que deixa tudo ainda mais tranquilo.

Para se inscrever, o responsável pela produção do vídeo vai precisar fornecer as seguintes informações: RG; CPF; município de residência; UF de residência; identificação do projeto (título do vídeo); resumo do vídeo; link de acesso ao vídeo e informações bancárias (agência e conta corrente ou poupança).

Pra te ajudar com essa oportunidade, fizemos um perguntas e respostas mais frequentes para sanar todas as suas dúvidas.

Quem pode participar?
Jovens entre 12 e 18 anos de idade de todo o Brasil.

Tempo de duração do vídeo?
Mínimo de 1 minuto (60 segundos) e máximo de 2 minutos (120 segundos)

O Ministério da Cidadania oferece celular para gravar o vídeo?
Não, o celular é de sua responsabilidade

Onde me inscrevo?
As inscrições devem ser feitas neste link: cultura.gov.br/amorpelobrasil

O que preciso para me inscrever?
CPF; município de residência; UF de residência; identificação do projeto (título do vídeo); resumo do vídeo; link de acesso ao vídeo e informações bancárias (agência e conta corrente ou poupança).

Valor da premiação?
A premiação varia entre R$ 3 mil e R$ 20 mil.

Como serão as classificatórias?
Na primeira etapa, serão selecionados 12 vídeos de cada estado e do Distrito Federal com base nas avaliações da comissão avaliadora. Os projetos receberão notas de zero a cinco para cada um dos seguintes quesitos: relevância da ação para a promoção da cidadania; aspectos de criatividade; e objetividade na descrição da história.

Com isso, dos 12 vídeos selecionados na primeira fase, somente o primeiro colocado em cada estado e no DF será classificado para a etapa nacional em Brasília, ainda sem data prevista.

Onde vão ser entregues os prêmios?
Brasília.

Não tenho dinheiro para ir até Brasília. E agora?
As passagens aéreas e demais despesas do contemplado e do responsável legal durante o período da capacitação serão custeadas pelo Ministério da Cidadania.

Com qual equipamento eu preciso gravar?
Somente com a câmera do celular.

Eu preciso ter experiência para participar?
Não.

Eu nunca participei de edital, posso me inscrever?
Sim.