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Rap

Em “AmarElo”, Emicida está em paz

Nesta quarta (30), Emicida lançou seu novo álbum “AmarElo“, com 11 faixas e participações que vão de Zeca Pagodinho a Pabllo Vittar. A sonoridade brasileira faz parte de toda composição, propondo um olhar sob a grandeza da sociedade e o interior de cada um. Cola no Portal KondZilla para destrinchar esse álbum comigo.

Lembro exatamente a primeira faixa que ouvi do Emicida, o primeiro clipe que assisti e o primeiro show que presenciei. A voz dele me acompanhou em diversas fases, sempre foi sinônimo de paz, por isso todo lançamento do rapper me deixa com um frio na barriga, as semanas antecedentes me causam ansiedade, o sentimento é muito doido. A expectativa cria um laço que me puxa pra perto no primeiro play, estou acostumada a ser surpreendida por seus sons, mas dessa vez me soou diferente.

Depois de anos esperando esse momento e das várias pistas do que estava por vir, principalmente por conta do videoclipe de “AmarElo”, eu só tinha uma certeza: ele iria mostrar uma visão que a gente não conhecia ainda, mas eu não fazia ideia de como seria isso.

A primeira faixa “Principia“, com Fabiana Cozza, Pastor Henrique Vieira e Pastoras do Rosário, começa na calmaria soando como um poema cantado em meio às vozes do coral que nos remetem aqueles corais grande de igrejas. O som é marcado por batidas fortes da bateria e contrabaixo. A letra nos leva às raízes, à infância, ao prazer das pequenas coisas. Mas não perde de vista a que veio: “Enquanto a terra não for livre eu também não sou”, diz Emicida em um dos versos cantados.

Em “A Ordem Natural Das Coisas“, com participação de MC Tha, o som envolve através do saxofone e o autotune delicado nas vozes dos cantores tem uma pegada lo-fi com jazz, conta a história de uma mulher fictícia cantando sua rotina, construindo o dia a dia onde há o momento de estudar, trabalhar, só depois o retorno e descanso acontece.

A terceira faixa “Pequenas Alegria da Vida Adulta” fala sobre ter um motivo para não desistir da vida adulta, que é difícil, mas os momentos de alegria fazem tudo valer a pena. Mais uma vez com toques de jazz a faixa nos prepara para o samba que se encontra na quarta faixa com nada mais nada menos que Zeca Pagodinho, “Quem Tem Um Amigo (Tem Tudo)“. Essa música fala da grandeza e gratidão de ter amigos do seu lado, levanta a importância de se reunir e criar laços para que nos dias mais difíceis possamos nos aliviar por ter quem confiar ao nosso lado.

Paisagem” pode-se dizer a faixa mais sincera do álbum, nela Emicida reflete seu interior falando abertamente sobre seus medos e anseios, dúvidas e da única certeza que pode ter é a escolha de apreciar as flores independente da frequência do vento em sua vida, o som explora suas referências de rock com muita guitarra e bateria com (novamente) um toque singelo de lo-fi. Na música seguinte “Cananéia, Iguape e Ilha Comprida“, a introdução é um áudio gravado em uma conversa com sua filha mais nova, as gargalhadas de sua filha puxam os instrumentos que narram a poesia e celebração da vida, novamente, fala sobre seu interior e visão sobre o que é a vida.

Chegando na metade das músicas, “9nha” tem participação de Drik Barbosa, a letra dessa faixa fala sobre uma linda história de amor, falando sobre parceria contando entre os versos as diferenças do seu amor para ele, mas no final se completam e permanecem juntos. A love song do disco mistura MPB com jazz na faixa mais cantada do álbum. Aqui, as duas vozes se complementam lindamente.

Ismália” com participação de Larissa Luz e Fernanda Montenegro, que faz sua bela entrada recitando Alphonsus poema de Guimarães. “…80 tiros te lembram que existe pele alva e pele alvo. Quem disparou usava farda […]”. Em meio aos versos essa forte faixa fala sobre racismo e suas consequências, a mensagem confronta as estruturas sociais e faz referências à casos de violência que repercutiram pelo país, o som é um grito.

Em “Eminência Parda“, primeira faixa divulgada do projeto, o trap pesado que conta com abertura de Dona Onete e Jé Santiago, novamente fala sobre racismo e questiona as estruturas da sociedade, mas nessa faixa a dor se transforma em conquista: “Caminho sobre as água da mágoa dos pangua / Que caga essas regra que me impuseram /Era um nada, hoje eu guardo um infinito”.

A penúltima faixa leva o título do álbum, “AmarElo” com Pabllo Vittar e Majur. O sample de Belchior reinventa o pop brasileiro com toque de hip-hop nunca explorado antes, uma das faixas mais fortes do álbum fala sobre sobrevivência em tempos difíceis, fala sobre chegar em um estágio onde não há perspectivas de mudança e traz esperança, pois assim como dias bons passam dias ruins também passarão e isso nos deixa mais fortes.

A última faixa dançante fica por conta de “Libre” parceria internacional com as irmãs franco-cubanas Ibey e mistura uma batida inspirado no funk com ritmos latinos para levar uma mensagem de liberdade interior e exterior.

No decorrer dos 48 minutos ouvi um Emicida diferente de todos seus trabalhos anteriores. Ele brinca com suas experiências ressignificando vivências, nos levando ao conhecimento interior, não apenas dele, mas essa experiência pode ser sentida pelo público.

Ele que sempre foi uma referência por conta da sua história ser parecida com a de muitos que vivem nas favelas. Ele perdeu o pai cedo, foi criado pela mãe e passou por muitas dificuldades, sempre falou sobre superação e sonhos em seus discos e usou a própria voz para levantar gritos por todos os povos.

Esse trabalho também veio para confrontar, mas “AmarElo” também é sobre alegrias, amizade, amor, autoconhecimento e um grande carinho no peito. É uma luz de esperança e da melhora. Esse trampo representa o artista plural que Emicida é.

“AmarElo” com certeza vai nos acompanhar de manhã no ponto de ônibus quando a gente sair de casa para correr atrás dos nossos sonhos, nos momentos difíceis pra nos lembrar de não desistir e para estar lá com a gente quando atingirmos nossos objetivos. Foi feito para ouvir sem parar no meio do caos ou da calmaria. E que seja como Emicida diz “se o gueto acorda, o resto que se foda”. O zika está de volta!

Escute o álbum e conte em nosso Instagram qual sua experiência ouvindo os novos sons. Se prepara o show de lançamento que vai ser no Theatro Municipal de São Paulo e fará parte da semana da programação especial da Consciência Negra da Prefeitura de São Paulo. Emicida promete fazer história mais uma vez.

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Funk

MC Kauan pode ser preso? Entenda o caso

Segundo o jornal A Tribuna,  o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o MC Kauan, o Koringa do funk, a quatro anos de prisão por tráfico de drogas. O MC havia sido preso em flagrante no ano de 2014, acusado de tráfico de drogas, mas teve sua liberdade provisória concedida dois dias depois e, desde então, aguarda o processo em liberdade.

Segundo o jornal, no dia 22 de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos (2×1), acolheu o recurso do Ministério Público para condenar o MC. Os desembargadores que votaram pela condenação, reconheceram o crime de tráfico de drogas na condição privilegiada, ou seja, atenuou a pena e tirou o caráter hediondo (horrível) do crime.

Já o Desembargador que apresentou voto diferente dos outros, considerou a ausência de provas para caracterizar o tráfico de drogas, explicando que a acusação deveria ser pelo consumo próprio e, nessa hipótese, o crime já estaria prescrito.

De acordo com a banca de defesa do MC Kauan, formada pelos advogados Marcelo Cruz e Yuri Cruz, muito embora a determinação da expedição do mandado de prisão, o voto divergente possibilitou um novo recurso ainda em 2ª Instância, o que inviabiliza a ordem de prisão nesse momento. Isso significa que o caso poderá ser reavaliado pelo time de desembargadores.

Os advogados ressaltaram que o recurso de Kauan será apresentado assim que a decisão oficial seja publicada pelo Tribunal de Justiça.

Entenda o caso

Em 2014, MC Kauan foi pego em flagrante com dinheiro e uma sacola com dois tipos de droga na orla da praia do Gonzaguinha. Ele alegou na época que o dinheiro era dele, fruto do que ele recebeu nos bailes, mas que a sacola de droga não era dele, e que o flagrante teria sido forjado.

Na época, Kauan e seus advogados ainda alegaram que o MC realizava mais de 35 shows por mês de forma que todo seu dinheiro vinha da profissão lícita e, por Kauan possuir uma legião de fãs, tendo mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, não seria possível que ele estivesse exercendo o tráfico de drogas em local público e a poucos metros de uma base da Polícia Militar onde haviam viaturas com giroflex ligado e com policiais presentes.

A Juíza da 1ª Vara Criminal de São Vicente/SP, Dra. Fernanda Menna Pinto Perez, absolveu MC Kauan em razão da falta de provas. O Ministério Público recorreu da sentença absolutória e pediu a condenação de Kauan.

Os advogados do funkeiro seguem trabalhando no caso e continuam sustentando que o MC é inocente. Kauan, em seus stories do Instagram, se pronunciou. “Provei minha inocência faz tempo. Vocês me conhecem, conhecem minha índole”, disse ele. “É loucura falar que eu me envolvo com coisa errada. Meu bagulho é cantar funk”.

Assim como DJ Rennan da Penha, MC Kauan foi inocentado em primeira instância na justiça por falta de provas, mas depois de anos, a justiça voltou atrás e pediu a condenação do MC, ignorando a primeira instância.

Apesar de ter sido condenado, o mandado de prisão ainda não foi feito, então Kauan continua solto.

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Educação

A primeira etapa do ENEM é neste domingo

O Enem é a principal prova para estudantes ingressarem no ensino superior. Neste ano a prova será realizada em dois domingos, o primeiro dia do exame é nessa semana, dia 3 de novembro, e a segunda parte no próximo, dia 10 de novembro. Já falamos muitas vezes como é importante fazer a prova para conseguir entrar na faculdade, seja ela pública ou privada. Então, não vacila, avisa os amigos, coloca o celular para despertar e cola no Portal KondZilla para saber mais.

É importante descobrir o local que você vai prestar o Enem para evitar perder a prova, para saber basta entrar na “Página do Participante” e a Nanda, robô online do site, irá te ajudar e te guiará na realização do login. Já tenha em mãos seu CPF e senha.

No dia 3, os módulos aplicados serão: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação, Ciências Humanas e suas Tecnologias. É obrigatório levar caneta de tinta preta em material transparente e documento oficial original com foto. Não será aceito qualquer documento online, então se liga e organize o que irá levar com antecedência.

A prova começa 13h30 e tem duração máxima até às 19h, totalizando seis horas de prova o que já traz fome só de pensar, por isso é permitido a entrada de alimentos fechados como bolacha, salgadinhos, frutas em potes, água, danone, chocolates e por aí vai. Separa o que mais gosta e leve na sacola, mas se liga que é proibida a entrada de boné, lápis, corretivo, óculos, réguas, fones de ouvidos ou qualquer receptor de som e imagens.

Na entrada da sala será entregue um envelope porta-objetos para guardar todos os itens proibidos que deverão ser guardados debaixo da mesa com os eletrônicos desligados.

Fique atento ao horário de abertura dos portões que se inicia ao 12h e fecham às 13h, portanto dá aquela pesquisada no trânsito e descubra o melhor caminho para realizar o percurso, não deixe para verificar isso na última hora e saia antes pois imprevistos podem acontecer. Se prepare e boa prova.

Saiba tudo sobre o ENEM pelo site.

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Rap Notícias

Trilha sonora de “Irmandade” vai de Racionais MC’s ao pagode

A série “Irmandade” estreou mundialmente na Netflix na sexta-feira (25). A trama nacional traz o espectador para a realidade do sistema carcerário do país a partir da visão do preso, como falamos aqui. O seriado tem chamado atenção em diversos sentidos seja pelo roteiro, atuação, fotografia direção ou música. Cola no Portal KondZilla porque hoje é dia de falar da trilha sonora.

Filmes e séries utilizam diversos recursos para prender a atenção do público durante a narrativa, um deles é a trilha sonora que embala as vivências dos personagens. Uma boa trilha é um indicativo de qualidade por isso sua escolha é tão importante, pois compõe a história, auxilia na construção dos personagens e na sensibilização do público porque  associamos diretamente o som com cena ou personagem. 

Muitos seriados mandam bem e acabam eternizando músicas ao decorrer dos episódios, em “Irmandade” não foi diferente. A trilha foi idealizada por Rica Anabis, Nick Graham Smith, Tejo Damasceno e André Lucarelli e se encaixa perfeitamente com a história dos personagens. É possível sentir a representatividade e extensão da narrativa para fora das telas por meio dos sons.

A trilha conta com nada mais nada menos que Racionais MC’s, o maior grupo de rap da América Latina. Logo no primeiro trailer podemos ouvir “Capítulo 4, Versículo 3“, música que compõe um dos álbuns mais importantes do rap nacional, o “Sobrevivendo no Inferno”, música que logo na sua introdução faz um protesto contra a violência policial vivenciada por jovens negros devido ao preconceito. 

Para compor a trilha, ainda tem nomes pesados como o grupo Sistema Negro, Pavilhão 9, Thaíde e Dj Hum, em cada cena nos confrontam com as mensagens diretas que ecoam como um grito. Nos momentos mais emocionantes e vibrantes quem assume o embalo são os grupos: Sem Compromisso, Só Pra Contrariar, Negritude Junior e o cantor Amado Batista.

Dá uma conferida na trilha sonora pesadíssima completa: 

 






 

A trilha sonora traz representatividade exatamente como a trama, é importante ouvir músicas dentro da série que relatam histórias reais para que jovens da quebradas se vejam também por meio do som. Outra série da plataforma com a mesma pegada é “Sintonia” na qual a trilha é composta por muito funk e foi um grande sucesso por representar o estilo musical dos moradores.

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Musica

Hoje MC Daleste completaria 27 anos, relembre seus sucessos

Hoje quarta-feira, 30 de outubro, Daniel Pellegrine, mais conhecido pelo vulgo MC Daleste, completaria 27 anos de vida se estivesse entre nós. O artista se destacou no funk por sua facilidade de compor, além de seu carisma, o que levou Daleste a conquista de muitos fãs e o respeito da massa funkeira. Para manter o legado do artista o Portal KondZilla relembrou três sucessos estourado por ele.

1 – “São Paulo”

O videoclipe de “São Paulo” foi lançado 7 dias depois de sua morte, que aconteceu no dia 7 de julho de 2013 enquanto fazia apresentação em uma comunidade em Campinas, município de São Paulo. A trajetória do MC que tinha apenas 21 anos na época foi interrompida a tiros. A música “São Paulo” lembra o funk ostentação em São Paulo. No clipe, Daleste exibe muito luxo, bebidas e até um rolê de helicóptero para ilustrar a capital das notas de R$100.

2 – “Mãe de Traficante”

Daleste iniciou sua carreira no funk cantando o famoso proibidão. Foi nessa vertente que conquistou visibilidade antes mesmo de aderir a ostentação. Entretanto, diferente de muitos MCs da época, o artista mandava o funk de relato. “Mãe de Traficante” é apenas uma das músicas que aponta o quanto Daleste era talentoso e sabia contar de uma forma única os acontecimentos de dentro da favela. A música relata a saudade de uma mãe que perde seu filho para vida do crime, no caso o tráfico de drogas.

3 – “O Gigante Acordou”

Uma das musicas marcante de MC Daleste é “O Gigante Acordou”. O som que não chegou a fazer tanto alarde nas pistas, mostra o quanto o jovem MC era consciência sobre causas sociais e políticas. Dentre os acontecimentos dos protestos também conhecidos como (manifestações dos 20 centavos) que marcaram o Brasil no ano de 2013, o artista lançou a música que chama os brasileiros para as ruas e disserta sobre mudança para os jovens, adultos e crianças, citando questões como ainda impunidade, juros abusivos, corrupções e falcatruas.

Mesmo tendo falecido muito cedo o vulgo MC Daleste é sinônimo de funk. Afinal, depois de anos de sua morte o artista ainda é exemplo para muitos MC’s que iniciam carreira musical no funk, além, de ser referência também para quem já está na cena a algum tempo. O funk respira grandes talentos, lamenta a morte de MC Daleste e pede paz para a arte das comunidades. #EternoDaleste

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Pega a visão

Bronks, o torto de “Sintonia”, lança série no YouTube com temas de quebrada

Conhecido por sempre passar o papo reto, É O Bronks, o Torto de “Sintonia“, tem um canal no YouTube com quase 150 mil inscritos onde ele troca ideia com os cria de quebrada através dos conteúdos postado lá e também no Instagram. Inspirado em sua passagem na série da Netflix, Bronks lançou “Os Manos da Responsa”, projeto que também retrata as vivências da favela e em apenas duas semanas bateu a marca de 200 mil visualizações. O Portal KondZilla foi atrás de entender mais sobre essa pegada, então cola com nós.

Com aproximadamente 16 minutos, o primeiro episódio de “Os Manos da Responsa” aborda um assunto infelizmente corriqueiro vivido não só por moradores da quebrada, mas pela sociedade no geral: o feminicídio, um homicídio cometido contra mulheres, que é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. Afinal, dados do primeiro semestre do ano levantados pelo G1 mostra que a cada duas horas uma mulher morre vítima de violência.

Pensando nisso, podemos enxergar visivelmente a importância de produções que conscientizam as pessoas como “Os Manos da Responsa”. Além do Bronks, outros atores de “Sintonia”, como Binho X, o Caneta, e Leonardo Campos, que vive o Lindão, dão aquela palinha na roda que mostra como cobrar o vacilão que agride a mulher dentro da comunidade na hora das ideia.

Em entrevista, Bronks explica que a série vai tratar de outros temas do dia a dia. “Na verdade, o projeto aborda vários temas polêmicos que acontecem na favela e no asfalto, não só o feminicídio”. Bronks já presenciou casos de feminicídio, bem como a roteirista também do vídeo. “Eu e minha equipe optamos por ter como primeiro episódio o feminicídio já que eu presenciei isso. Além disso, a roteirista que me ajuda viveu isso. A violência contra a mulher está na casa de todo mundo, desde favela até classe alta”, concluiu ele.

Com 200 mil visualizações em apenas 2 semanas de lançamento no YouTube, o público abraçou a produção, mesmo que caseira, por ter se visto representado nela. “O público da favela se reconheceu, podemos perceber pelos comentários embaixo do vídeo”. Bronks ainda contou uma curiosidade dos dias de gravação, que aponta que não aceitamos mais casos de feminicídio e temos que intervir. “Inclusive, um senhor com um pedaço de pau que não fazia parte do elenco ouviu os apelos da atriz e saiu correndo para socorrê-la. A produção teve que impedir”, comenta ele.

Não tem conversa, trombou homem agredindo mulher é levar diretamente para as ideia ou ligar no 190. Se você conhece alguém ou está passando por isso o telefone 180 (central de atendimento à mulher) pode te dar toda a assistência. Abra os olhos, não queremos que você faça parte das estatísticas.

Os próximos episódios

Para conferir a produção é só colar diretamente lá no canal do Bronks, que já está para sair mais uns episódios de “Os Manos da Responsa”. “Os próximos vídeos estão no forno, serão lançados nas próximas semanas, sempre atendendo os pedidos do público e assuntos recorrentes”.

Pega a visão, se você mora na favela sabe que o que vem por aí é um dos assuntos mais comentados na quebrada. “O segundo episódio traremos ladrões de ubers e motos”, concluiu Bronk.

Acompanhe Bronks nas redes sociais: Instagram // Youtube

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KondZilla Notícias

Funk foi destaque no Prêmio Multishow 2019

Nesta terça-feira (29), aconteceu a 26ª edição do Prêmio Multishow, premiação que visa homenagear os maiores nomes da música brasileira. A cerimônia aconteceu no Rio de Janeiro e teve vencedores como Kevinho, DJ Rennan da Penha, Ludmilla e muita funk envolvido. Se você perdeu, cola no Portal KondZilla para ver os melhores momentos dessa celebração musical.

O tão aguardado evento começou no tapete roxo onde os artistas passaram com seus looks e levaram os fãs à euforia, além de ficarem perto dos ídolos conferiram os shows exclusivos que foram transmitidos pelo youtube do canal. Para abrir a noite, o  Kevin o Chris chegou cantando os maiores sucessos de sua carreira e não deixou ninguém ficar sem dançar. Logo depois, Pocah também chegou chegando com seus hits, e ainda teve a Tainá Costa junto do Mateus Carrilho para cantar “Toma“, o brega funk que fez todos dançarem. Já Jerry Smith roubou a cena cantando “Kikadinha“.

Os shows continuaram com apresentações de Vitão, Day, Carol Biazini e Yasmin Santos. Um dos grandes destaques da noite foi a nossa sapequinha Lexa, que ao lado de Pedro Sampaio, tocou seu mais novo hit, “Chama Ela“. Lexa ainda voltou e mostrou “Sapequinha” e “Provocar” durante a premiação. Poderosa sim ou não?

Para fechar os shows do tapete vermelho, o MC JottaPê chegou cantando o hino de “Sintonia”, “Te Amo Sem Compromisso“, do MC Doni, personagem que ele interpreta na série. Óbvio que ainda rolou “Sentou e Gostou” pra todos os cowboys do mandelão que estavam presentes.

A cerimônia foi comandada por Anitta e Paulo Gustavo, que deixaram a premiação mais divertida. A abertura ficou por conta do cantor Alok, em seguida teve a apresentação de duas grandes rainhas: Ivete Sangalo e IZA. A premiação ainda celebrou a mistura dos ritmos que são a cara do Brasil e pra isso, Perícles se apresentou com Baco Exú do Blues cantando “Flamingos” do último disco do rapper baiano, “Bluesman”.

Uma das apresentações mais esperadas da noite era de Kevinho e Anitta, com o hit “Terremoto“, desta vez o público viu o som de uma forma diferente. A música mais tarde levou o prêmio de “Clipe TVZ do Ano”,  e Kevinho subiu ao palco pulando e agradeceu aos fãs.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi o anúncio da “Canção do Ano”, da categoria especial do Super Júri, que foi para “Hoje Eu Vou Parar na Gaiola”, de MC Livinho e DJ Rennan da Penha. Lorenna, esposa do Rennan, subiu no palco para receber o prêmio e falou como o DJ iria se sentir melhor por ter seu trabalho reconhecido. No palco, as pessoas pediram liberdade para o Rennan da Penha e falaram que “DJ não é bandido”.

Quem levou o prêmio de “Música do Ano” foi Felipe Araújo e Ferrugem com “Atrasadinha“, o disco do ano ficou na conta do Black Alien com “Abaixo de zero: Hello Hell”.

 

Outro grande destaque do funk na premiação foi Ludmilla. A cantora levou duas categorias: “Música Chiclete”, com “Onda Diferente“, hit com Anitta e Snoop Dogg, e “Cantora do Ano”. A funkeira não conteve a emoção e dedicou o prêmio para todas as meninas faveladas, pediu para que todo mundo que saiu da favela não deixar que os outros determinem seus futuro e que todos precisam acreditar em seus sonhos. Lud ainda subiu no palco para cantar vários sons que marcaram sua carreira.

Para fechar a cerimônia o funk dominou tudo com um medley começando por MC Zaac, que se apresentou com ” Sexta do Mal“, depois Lexa chamou Glória Groove para cantar “Provocar”, um dos hits do carnaval de 2019. Para fechar, Luisa Sonza cantou “Fazendo Assim”.

O Prêmio Multishow 2019 foi uma grande homenagem à diversidade e ao funk. Com muitos shows de nomes conhecidos, discurso sobre o DJ Rennan da Penha e Ludmilla e Kevinho sendo premiados, a noite mostrou que o funk está cada vez mais forte na grande cena e que ninguém pode pará-lo.

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Educação

Das escolas públicas para os cursinhos pré-vestibulares: as minas no ensino superior

O ENEM é o tipo de processo que muda muita coisa na vida de quem escolhe os estudos e uma vida acadêmica, ainda mais se você for um jovem ou adolescente de quebrada. As pessoas recorrem aos cursinhos pré-vestibulares ou grupos de estudos para entrar na corrida de um sonho. Muita gente não imagina como é difícil essa trajetória com obstáculos, por isso troquei ideia com três minas que vivem esse corre pra mostrar aqui no Portal KondZilla, chega mais!


Foto: Jeferson Delgado

O que infelizmente dificulta o acesso de muitas pessoas da periferia ao universo acadêmico é a falta do preparo no ensino médio das escolas públicas. Basta perceber que em 4 anos o investimento em educação no Brasil caiu em 56%. Existe uma defasagem na qualidade e nas estratégias para possibilitar a entrada de jovens negros e periféricos nesse universo, não é atoa que muitos movimentos sociais lutam pela equidade por meio de políticas públicas que possibilitem o acesso.

Trocando um papo com Nathalia e Lorena pude relembrar a minha época de cursinho no ano de 2012. Infelizmente, nossos perfis são semelhantes: jovens negras ou periféricas pressionadas a não ser estatística, entre o sonho e a sobrevivência econômica, concorrência com gente que tem grana, morando em extremos, dentre outros. Bom, mas bora pro papo porque vocês entender melhor essas narrativas.

Nathalia Oliveira, de 20 anos, do Grajaú, veio de escola pública com condições precárias. Ela conta que a defasagem era grande e ensino fraco, por isso está fazendo cursinho pra ter a chance de entrar numa universidade pública e cursar gestão ambiental. Periférica e negra, Nathalia me disse que o esforço e a cobrança são bem maiores.

Perguntei como ela se sentiu ao ter contato com o cursinho, já que nele buscava suprir o que faltou na escola. “Foi triste, me senti perdida. Conteúdos que nunca tinha estudado, maioria dos alunos vindos de escolas particulares. Pensei em desistir por me sentir inferior”, relata.

Ainda, sabendo do quanto isso abala o psicológico de um jovem, principalmente por saber que o processo seletivo pode mudar toda uma trajetória, Nathalia fala sobre sua saúde mental. “Embora agora eu veja o mundo com outros olhos e tenha pensamento crítico, a pressão aumenta todos os dias, as crises de ansiedade estão presentes em todos os momentos”.

A jovem acrescentou que é revoltante ter que pagar cursinho. E quem não ficaria, afinal? “Tive que abrir mão de muita coisa pra poder pagar o cursinho sendo que tudo que estudo lá a escola tinha o dever de ensinar”.

Lorena Santos, 18 anos, é da quebrada Vale das Virtudes (Zona Sul), nova na idade, mas com uma visão muito forte sobre a realidade dos estudos. Quando perguntei sobre sua caminhada na escola pública, ela mencionou o quanto o sistema nas quebradas não prepara os adolescentes para as ideias de estudo. “A escola vira uma rotina chata em que você não tem vontade de aprender. Somos ensinados a terminar a escola, mas não aprender tudo o que ela oferece”.

Medicina veterinária é o curso que a Lorena quer estudar, inclusive um daqueles cursos de difícil acesso pra quem é de periferia, por isso o jeito é se jogar nas públicas porque desenrolar a grana não é uma possibilidade. Portanto, o cursinho foi a escolha dela, bem como da Nathalia, a minha e de tantas outras como nós.

“Ele foi muito importante porque desenvolvi coisas que não foram trabalhadas nas escolas. E é foda isso pois tem pessoas que só vão pra dar aquela relembrada, e outras que passam 5 anos, principalmente os que prestam pra medicina, é cansativo”, comenta a jovem sobre a importância do cursinho na vida dela e de outras pessoas.


Aniversário de 31 anos do Núcleo de Consciência Negra

Esse depoimento é forte, pois mostra como o psicológico das pessoas ficam abalados. Pensa você ser de quebrada e perceber que não vai “relembrar conteúdo”, mas sim ir atrás de anos de ensinamentos que deveriam também ser seus. Isso reflete muito no cursinho, ambiente que também pode ser extremamente estressante.

Perguntei se ela também acha que tem fazer um esforço maior pra sair na frente desse jogo, assim como a Nathalia. ‘’Com certeza, mas depende dos lugares. Por exemplo, eu não sentia isso no cursinho Núcleo de Consciência Negra, na USP, porque ali realmente tinha gente de periferia que queria as mesmas coisas que eu. Agora é diferente quando vou fazer simulados ou o próprio vestibular, pessoas com camisetas de outros cursinhos mais conhecidos e caros. Como se tudo que estudei não chegasse perto daquelas que dizem ‘ vou roubar sua vaga’ ou ‘ as melhores  cabeças’. Isso tudo causa insatisfação total’’, desabafa.

Por fim, bora falar das conquistas? Hany Gabriele, de 21 anos é bolsista 100 % no curso de Publicidade e Propaganda na Universidade Anhembi Morumbi. Sua bolsa é uma vitória conquistada pelo ENEM. Cria da Zona Leste, também fez cursinhos e passou por todos perrengues.

‘’Tive que correr 5x mais do que quem sempre teve um ensino bom e tudo dentro de casa pra poder subir na vida. Estamos preocupados com o que vamos comer e vestir amanhã e não no que podemos investir!’’, relata Hany sobre a busca de seu sonho.

Ela acrescenta que o cursinho é essencial pois a atenção e o foco no vestibular são bem maiores do que em qualquer escola. ‘’Se não fosse o cursinho acredito que não teria chegado até aqui. É sempre bom dar uma pesquisada, nessas pesquisas eu achei vários cursinhos pra quebrada, ou alguns que ofereciam bolsa pra pessoas sem grana/com baixa renda’’.

Uma coisa é certa, por mais ruim que seja pensar que um dos motivos dos cursinhos existirem é pela falta de assistência de escolas públicas, a ideia é uma forma de muita gente ir atrás do sonho dos estudos. Esse texto não é pra romantizar o esforço de ninguém, mas sim tornar como exemplo pessoas reais.

Além disso, tentar quebrar mais uma vez aquela história triste de que todos somos iguais ou de que é só ‘tentar que dá’. Pode dar certo, e de fato dá quando os quebradas entram com o pé na porta.

Um salve para  as Nathalias, Lorenas e tantas Hanys que estão no dia a dia resistindo. Que as narrativas dessas minas possa te inspirar, então pense em novas possibilidades. Você também pode ser a referência de alguém.

 

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Rap

As dicas de “Ritmo + Flow” pra quem quer ser cantor

Quem curte rap não pode deixar de assistir “Ritmo + Flow“, o reality show da Netflix que mostra a busca por um novo nome do rap. O programa é apresentado pelo trio Cardi B, Chance the Rapper e T.I, que dispensa comentários. Nós do Portal KondZilla já assistimos o reality e vamos te falar um pouco sobre ele.

“Ritmo + Flow” funciona bem como os outros programas de competição de cantores, os primeiros episódios mostram a busca por novos talentos em diversas cidades. A primeira parada do trio de jurados é em Los Angeles, onde se passa o reality, depois os três se separam e cada um vai pra sua cidade natal. Cardi vai para Nova York, T.I para Atlanta e Chance para Chicago. Vale ressaltar que em cada cidade os rappers convocam mais grandes nomes do rap pra ajudar nessa busca, como Snoop Dogg, Quavo, Big Boi, Lupe Fiasco e por aí vai.

O mais daora do reality show é que além de ter muita história massa por trás desses novos talentos, além de poder conhecer também novos nomes que tão na caminhada pra estourar na música, é que pra quem quer ser rapper, “Ritmo + Flow” é um prato cheio pra aprender muita coisa. Se liga nas dicas:

Identidade

Uma coisa que é muito importante quando se faz música é ter uma identidade, correto? Não adianta querer passar uma mensagem no som que não tem nada a ver com você. Tudo tem que estar alinhado, a sua arte, a sua personalidade, sua estilera e comportamento. Uma coisa que os jurados falam muito na série é que “não adianta querer fazer rap, tem que viver a cultura do rap”. Isso serve também para o funk e pra todos os estilos musicais! Outra coisa nesse sentido de identidade é que é legal que você fale sobre suas vivências nos seus sons porque assim as pessoas vão conhecer mais sobre sua história e podem até se identificar com as coisas que você já passou!

Tem que ter um show daora

Gravar um som foda pode ser até “fácil”, vamos dizer assim, mesmo que ela seja gravada em casa ou em um estúdio. Mas se a música anda, os shows podem aparecer e é preciso entregar um espetáculo foda pro público querer consumir mais e mais a sua arte. Ter um show daora não significa fazer um espetáculo à la Beyoncé, mas é necessário se doar pro pessoal que tá alí pra te ver. Tem que fazer o pessoal se divertir, e tentar de tudo pra galera se envolver mesmo com você, seja com interações ou com aquela presença de palco foda. Assim, mesmo que você erre alguma coisa [acontece e tudo bem!], a galera vai estar tão feliz que não vai nem notar. Ou como o próprio T.I diz se errou, faz carão.

Trabalho em equipe

Pode ver que tem muita gente que começa gravando som em casa sozinho mesmo, mas quando as coisas vão andando, produtores vão aparecendo, DJs e a equipe vai crescendo por isso uma dica boa que os jurados passam é que tem que saber trampar com uma equipe e sempre tirar uma lição daqueles que tão querendo te ajudar. Às vezes um produtor sabe o que encaixa mais no seu som do que as ideias que você tem, então deixa o cara trabalhar, sacou? Nesse corre da música também tem hora que chegam parcerias com outros artistas e é necessário saber colaborar com os outros, saber ouvir as ideias dos outros sempre na humildade.

Como fazer um videoclipe

Muita gente pode achar que pra fazer um videoclipe é muito difícil, mas com poucos recursos e criatividade, já dá pra desenrolar. No episódio em que os participantes têm que fazer um clipe, a Cardi B fala que já fez um muito bom com 4 mil dólares, e por mais que ainda seja bastante dinheiro, a visão que ela quer passar é que dá pra fazer com o que temos na mão e mesmo assim ficar parecendo um clipe caro. A dica que eles passam é que o videoclipe tem que ter a ver com a música, toda a historinha do videoclipe precisa conversar com a mensagem do som. Isso vai ajudar as pessoas a entenderem melhor tanto a música quanto o videoclipe.

Respeito acima de tudo

Apesar de “Ritmo + Flow” ser uma batalha onde muitos competem, mas só um vence, uma coisa que fica muito clara em todos os episódios é que o respeito entre todos os participantes é muito importante. Todos deixam muito claro que se respeitam acima de tudo, acima de todas as brincadeiras e batalhas e também respeitam profundamente os jurados e todos os produtores e geral que trampou ao lado deles durante o reality. Isso mostra muito como é necessário sempre manter a humildade e o pé no chão independente de tudo.

“Ritmo + Flow” tem apenas 10 episódios e todos já estão disponíveis na Netflix. O reality é aqueles que te faz rir, te faz chorar e, principalmente, se descabelar de tanto torcer pelo seu participante favorito. Vale o play porque é diversão e aula ao mesmo tempo!

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A série “Irmandade” retrata a guerra vivida dentro do sistema penitenciário brasileiro

Estreou globalmente na Netflix na última sexta-feira (25), a série nacional “Irmandade“. A trama retrata o surgimento da facção “Irmandade” dentro de uma penitenciária ambientada nos anos 1990 e é marcada pelo reencontro dos irmãos Edson (Seu Jorge) e Cristina (Naruna Costa). Após anos sem se verem, ambos se pegam em lados oposto da moeda na história contada pela série. Cola com o Portal KondZilla e entenda mais.

Criado por Pedro Morelli, diretor da 02 Filmes, “Irmandade” conta a história de Cristina, uma advogada honesta e dedicada que descobre que seu irmão Edson está preso e lidera uma facção em ascensão.

Forçada pela polícia, a advogada é obrigada a virar informante e trabalhar contra seu irmão. Infiltrada na facção, ela volta a ter contato com Edson que não via há anos e se pega questionando os seus próprios princípio ao perceber que o sistema é falho. A série rola em São Paulo e ambientada nos anos 1990.

A primeira temporada conta com oito episódios com aproximadamente 50 minutos de duração e será transmitida para os 190 países contemplados pela Netflix.

Periferia nas Telas

Pode-se notar que a plataforma da Netflix vem dando espaço para que as histórias que em sua grande maioria são passadas nas favelas, não só de São Paulo, mas de todo o Brasil e até mesmo do mundo sejam retratadas da forma mais profunda e próxima da realidade. Só no ano de 2019 tivemos nas telinhas “Olhos que Condenam”, que fala sobre racismo e injustiça social, “Sintonia”, o retrato da história de vida de três amigos nas favelas de SP, e agora “Irmandade”.

https://www.instagram.com/p/B4FmY8dHWAO/

Séries como essas são importantes para que jovens da favela se sintam representados. Bem como forma de protesto e informação para pessoas distante das realidades da favela no caso de “Sintonia” ou da realidade dos presídios no caso de “Irmandade”.

Por isso, assistam Irmandade e nos contem em nossas redes Instagram como você se viu representado por essa série.

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A quebrada se viu representada em “Sintonia”