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Conte aqui sua historia

“Superei a vontade de morrer de quando as pessoas me olhavam como se eu fosse um monstro”, conheça o MC Duduzinho da CT

Hoje é sexta-feira e temos mais capítulo do Conte Aqui Sua História, nosso projeto que abre as portas da KondZilla pra você nos contar do seu corre. Quem aparece por aqui hoje é o MC Duduzinho da CT, de apenas 9 anos, que superou o bullying e sonha em construir uma carreira no funk.

“Olá meu nome é Richard Eduardo, sou mais conhecido como MC Duduzinho da CT. Tenho 9 anos de idade, sou da Cidade Tiradentes, e desde que nasci fui diagnosticado com glaucoma congênito (doença rara que afeta crianças e que pode causar cegueira) no olho direito.

Minha mãe sempre me levava ao médico, mas meu olho sempre foi um maior que o outro. Por isso, eu sempre me senti mal na escola pelo fato das crianças ficarem zombando de mim. Isso acontecia em todo lugar, na escola, nos parque, em festas. Eu estava perdendo até a vontade de viver. Certo dia não aguentava mais os alunos da minha escola me zombando e disse para professora que estava com dor no peito só pra sair da escola. Minha mãe me levou para o hospital e tal, fiz isso várias vezes, mas sei que deixei minha mãe mal e preocupada.

Então ela conversou comigo e eu falei a verdade, que eu não queria voltar mais pra escola, não queria ver o mundo. Minha mãe conversou comigo e perguntou o que eu queria ser quando crescer e eu respondi que tinha o sonho de ser MC. Ela começou me apoiar.

Meu sonho é ser MC porque o funk mudou minha vida, eu sofria muito bullying. Hoje tenho 19 músicas que eu mesmo escrevi. Já gravei uma e estou na luta pra gravar as outras. Agora eu não ligo mais para o que as outras crianças falam de mim. Eu me dedico e foco somente nos estudos e na minha música. Eu superei a vontade de morrer quando alguém me olhava como se eu fosse um monstro. Quero ser espelho para outras crianças.

Sou fã do MC Alê porque ele vem da comunidade que nem eu e ele é muito humilde. Sei que assim como ele sonhou e realizou, eu também estou sonhando e vou realizar.

A dica que eu dou pra quem sofre bullying é não se deixar se abater, conversar com quem tá te zoando e perguntar se ele tá se sentindo bem zoando os outros. Não precisa brigar. Você ainda é criança, tem que seguir em frente, seguindo seu sonho, brincar, ser alegre.

Bom essa é minha história de superação eu sei que sou novinho, mas foi muito difícil superar isso. Eu mesmo não me amava, hoje sou meu fã.”

Pequeno, mas brabo. O MC Duduzinho está no corre para inspirar outras crianças, que assim como ele, sofreram com o preconceito.

Quer nos contar sua história? Manda um e-mail pra gente: conteaquisuahistoria@kondzilla.com e não esqueça de nos mandar fotos e o seu celular pra nois entrar em contato. Fechado?

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Bastidores

Heavy baile remixa o sucesso “Ja é sensação” no ritmo do 150BPM

Depois do remix 150 BPM de “Rap Glamurosa” com Tati Quebra Barraco e Tati Zaqui, mais uma grande novidade: o Heavy Baile remixando “Já é Sensação”, do MC Andinho em um videoclipe que vai te dar aquela vontade de sair metendo o passinho foda por aí. Chega mais que o Portal KondZilla marcou presença na gravação pra falar com os meninos do Heavy Baile.

https://www.youtube.com/watch?v=uQg4btQWpAM

“Já é Sensação” é a principal música do MC Andinho, um dos primeiros MCs a se destacarem no começo do funk carioca. O som foi lançado nos anos 2000 e faz a galera dançar até hoje em qualquer lugar do Brasil. Pra comemorar todas as evoluções do funk, a Skol convocou o Heavy Baile pra fazer um remix em 150 BPM de “Já é Sensação”.

O Heavy Baile, formado por MC Tchelinho, DJ Thai, Sheick e Léo Justi é tipo um coletivo multimídia de funk. Os caras surgiram em 2013 com uma nova proposta de som e já até apareceram na KondZilla antes, com “Toca na Pista”, música com o Tropkillaz e a MC Carol.

Óbvio que os próprios meninos do Heavy Baile já embrazaram muito ouvindo o hino do Andinho. “Eu não era nem nascido quando saiu”, brinca Tchelinho. “A gente curtia muito ela na Matinê do Emoções, no Castelo das Pedras [casa de show]. Era hitzão. Cheguei a ver o Andinho tocar lá”, completa ele.

“É uma alegria enorme fazer uma releitura de um clássico do funk com a nossa pegada”, diz MC Tchelinho. “É um desafio que a gente mandou no peito. A gente tá trazendo a música em um remix 150 BPM, é uma responsa”, completa DJ Thai. “To felizão de estar aqui representando o Heavy Baile e o passinho”, diz Sheick.

Mais do que simplesmente dar uma nova roupagem para “Já é Sensação”, o remix também representa o momento do 150 BPM, que cresceu graças ao DJ Rennan da Penha, MC Kevin o Chris, DJ Polyvox e outros. “Eu acho que de um tempo pra cá o 150 BPM engoliu tudo e ainda vai fluir muita coisa. Tem uma galera no rio que já tá puxando o 160, o 170 BPM, mas acho que o 150 ainda vai continuar no grau”, comenta DJ Thai.

Pro Léo Justi, um dos produtores do Heavy Baile, o 150 veio pra somar. “Fico feliz. Tava uma indefinição do que era o funk do Rio e quando chegou o Rennan da Penha e o Kevin o Chris, chegou uma nova cena que influenciou até pra fora do Brasil”.

E aí, podemos cravar que “Já é Sensação 150 BPM” vai estralar no carnaval sim ou claro? Já aprende aí a fazer o passinho foda e bora.

Acompanhe o Heavy Baile: Instagram

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Os melhores descontos da Black Friday

Hoje tá rolando a Black Friday, data especial organizada pelas lojas para disparar os melhores descontos do ano. Explicamos aqui tudo que você precisa saber para se preparar, seus direitos, sites para verificar os preços e lojas, agora o Portal KondZilla traz uma seleção das melhores promoções possíveis pois envolvem comida até aplicativos de viagens de carro.

https://www.instagram.com/p/B5bhy6vB_4m/

A alimentação é um dos maiores prazeres do ser humano, claro que os restaurantes não ficariam de fora da sexta-feira mais barata do ano. O McDonald’s anunciou a Méqui Friday com ofertas como dois clássicos por apenas R$ 4,90, normalmente essa promoção sai por 14,90, entre os clássicos estão o Big Mac, o Cheddar McMelt e o Quarteirão, no aplicativo será disponibilizado sete cupons para aproveitar durante o dia por exemplo: dez cheeseburgers por vinte reais e dois Mc Duplos por dez reais.

O Burger King não fica atrás com seis sanduíches por R$ 15 a promoção “MateMágica” permite a quem comprar a oferta 3×15 e pagar via mercado pago levar o dobro de hambúrgueres pelo mesmo valor, são sete opções no cardápio: Big King, Chicken Sandwich, Cheddar Duplo, Cheeseburger Duplo Bacon, Whopper Jr, Barbecue Bacon e Long Rodeio.

A 99, aplicativo de viagens de carro oferece grande desconto para a sexta-feira para chegar no rolê mais rápido e poder voltar em segurança sem se preocupar com os horários do transporte público, o desconto vai até 80% limitados a R$ 15 por viagem, a promoção é válida em todo brasil para pagamentos com cartão de crédito.

As operadoras telefônicas não ficarão de fora focando em bônus de internet móvel e uso ilimitado de aplicativos como facebook, instagram e twitter. Os cliente da Vivo pelo Vivo Easy receberão 50% do valor da recarga em bônus que ficará disponível por 30 dias. Os clientes da Claro terão benefícios diferentes de acordo com seu plano liberando mais internet móvel sem alterar os preços dos pacotes. A TIM foca todas as ofertas para essa Black Friday em um único pacote o TIM Black oferecendo bônus de até 10 GB de internet.

Quem quer curtir uma pizza se liga que a Pizza Hut, que nois come só nas datas especiais, vai estar com desconto de metade do preço em todas as pizzas. Já pra quem quer comer aquela esfiha, o Habbibs e o Ifood vão vender oito esfihas por apenas R$ 1 e a entrega será gratuita na primeira compra.

Para os amantes de filmes o Cinemark oferece promoção de sessões especiais com ingressos mais baratos até desconto na pipoca. A entrada custará R$ 5,00 e ficará válida até o dia 01 de dezembro. Os filmes que receberão este desconto são: As Golpistas, Aventura em Miniatura, Carcereiro – O Filme, Ford vs Ferrari, Invasão ao Serviço Secreto, As Panteras entre outros.

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Live ‘Show da Black Friday’ reúne Kekel e Kevinho e terá transmissão no Canal KondZilla

Saiba como se preparar para a Black Friday

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Live ‘Show da Black Friday’ reúne Kekel e Kevinho e terá transmissão no Canal KondZilla

Amanhã, dia 29, é o dia da Black Friday, data perfeita para realizar compras devido as grandes promoções das lojas e para garantir que você aproveite o máximo esse momento a Play9 e o Youtube se uniram para transmitir a maior live brasileira: “Show da Black Friday” às 21h. O especial terá apresentação do Felipe Neto, além de outros youtubers convidados como Giovanna Ewbank, Christian Figueiredo, Diva Depressão entre outros, a música fica por conta do MC Kekel e Kevinho. Chega mais no Portal KondZilla para saber tudo.

https://www.youtube.com/watch?v=hVrgOuCVwvQ

A transmissão ao vivo terá cinco horas de duração diretamente do YouTube Space Rio e será exibida simultaneamente em dez canais incluindo os canais: KondZilla, Felipe Neto, Canal Nostalgia e Desimpedidos, convocando um time de youtubers de peso como: Felipe Castanhari, Fred, Franciny Ehlke, Bruna Gomes, Bruno Correia e Luci Gonçalves.

Com coprodução da Dia Estúdio, a live contará com game show com muitos prêmios ao vivo para o público além das atrações musicais dos meninos dos hit’s MC Kekel e Kevinho para colocar todos para dançarem durante a live. Grandes marcas estarão presentes na live como Americanas, Adidas, Carrefour, Etna, Chevrolet e PicPay apresentando ofertas de produtos como smartphones, eletrônicos, roupas, móveis até carros em primeira mão, não dá para perder.

A live segue o modelo de outras transmissões ao vivo do Youtube no Brasil, como o Debate Presidencial 2018 e a Parada LGBTQIA+, unindo a influência e dinâmica dos youtubers o projeto mistura entretenimento e promoções exclusivas. Durante o programa serão discutidos tendências de consumo na busca do Google e muitas novidades.

Show da Black Friday
Data: 28 de novembro
Horário: 21h às 2h
Onde: Transmissão ao vivo nos canais KondZilla, Felipe Neto, Desimpedidos, Nostalgia e outros que serão anunciados posteriormente.

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Bregafunk Matérias

Brega e trap combinam mais do que você imagina, conheça o MC Draak

O brega funk é um ritmo filho, vamos dizer assim, do brega, a música romântica do Recife. Conforme o brega funk foi crescendo, desde 2018, quando começou o boom do ritmo, cada vez mais artistas foram pipocando pra somar junto ao movimento pernambucano. Vimos versões de brega de funks 150 BPM, de funks paulistanos e até de música sertaneja. Agora, mais uma vertente do brega está vindo: o brega trap. Brota que o Portal KondZilla foi atrás de saber mais sobre essa possível nova moda.

“Se formos analisar, faz muito sentido essa mistura. Ambos os movimentos do trap e do brega foram criados na favela. Os dois ritmos e os passinhos já tiraram muitos [jovens] da criminalidade”, diz MC Draak, sobre o brega trap. “Eu, por ser fã de trap, quis juntar algumas ideias do trap com o brega”.

Anderson Sadrak Nascimento da Silva, vulgo MC Draak, de apenas 22 anos, entrou no brega funk em 2016, depois de começar cantando música pop. Só em 2018 ele conseguiu virar um som, “Senta Malvada”, com o MC Jeffinho e Marley no Beat, que hoje já tem mais de 4 milhões de visualizações no YouTube.

Já em 2019, Draak foi começando a misturar o trap em seu som. Ele começou colocando adlibs (falas improvisadas, como o “skrt” do Migos que são muito comuns no rap). “Também quis ir incorporando o flow na melodia, juntei o estilo de se vestir, o estilo de vida e nasceu o brega trap daquele jeitão”, diz ele. “É legal que você se sente no trap, mas ao mesmo tempo pode lançar o passinho”.

O primeiro brega trap oficial do MC foi “Se Solta“, com o MC GW, com direito a um videoclipe bem na estética do trap gringo. “Gosto muito do Lil Skies, Lil Peep, Lil Pump, XXXTentacion“, comenta sobre suas referências.

Draak não é o único que chapa num trap gringo. Segundo ele, o trap tem bastante fã no Recife e o ritmo é tocado inclusive nos bailes de brega funk. “Quando vem um artista de fora fazer show aqui, o pessoal curte, mas quando é show da cena underground, o pessoal não apoia muito”, passa a visão da cena. “Foi por isso, inclusive, que quis fazer o brega trap e juntar a galera dos dois ritmos”.

Dadá Boladão e o brega trap

Recentemente, o brega trap atingiu outro patamar com o lançamento da versão brega funk de “Surtada“, do Oik, mano carioca que faz trap. Apesar de ser mais brega funk, o som é um dos primeiros, se não o primeiro, a mesclar o trap com o brega.

Estreitando ainda mais a relação do brega funk com o trap, nesta semana, Dadá Boladão voltou com o videoclipe de “Diabinha“, um remix brega da música de mesmo nome do Diomedes Chinaski, um dos principais nomes do trap nacional.

Ainda é cedo pra Dadá Boladão e Diomedes Chinaski com ‘Diabinha‘ cravar que o brega trap é a nova sensação, mas já vimos que o pessoal está se empenhando em fazer com que a nova vertente do brega se desenvolva ainda mais.

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Funk

KondZilla ganha prêmio no Digital Awards 2019

O ano tá quase acabando, mas ainda temos muitas novidades e conquistas. A KondZilla venceu na categoria música e podcast na quarta edição da premiação Digital Awards. Nós já havíamos vencido a mesma categoria em 2018, e agora levamos novamente! Chama fio.

Em sua 4ª edição, o Digital Awards tem como objetivo premiar a galera que se destaca com seus trampos na internet, dividindo tudo nas seguintes categorias: música e podcast; mídias sociais; sites e blogs; youtube; produtos digitais; aplicativos e inovação digital. Tudo é votado pela Academia Digital Awards Brasil.

A premiação aconteceu nesta terça-feira, 26 de novembro, no Pavilhão Anhembi em SP. Quem comanda o evento é ninguém mais ninguém menos que Ivan Moré, palestrante e apresentador que ficou conhecido por apresentar o “Globo Esporte”.

Ainda esse ano, no Prêmio Jovem Brasileiro, nós ganhamos uma categoria exclusiva só com os videoclipes da KondZilla e ainda faturamos um prêmio por “Sintonia”.

Foguete não tem ré, por isso, fica de olho que ainda temos muito o que conquistar!

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Notícias Matérias

Saiba como se preparar para a Black Friday

A Black Friday deste ano acontece no dia 29, nesta sexta-feira, diversas lojas aproveitam o mês inteiro de novembro e alguns chegam até dezembro, enquanto outras sobem preços artificialmente para ofertarem promoções falsas na sexta-feira mais barata do ano. Chega mais no Portal KondZilla para saber como se preparar para não sair no prejuízo na hora de comprar o desejado kit.

A data é conhecida por cair na última sexta-feira de novembro momento em que as empresas e marcas separaram os melhores descontos que variam de 50% até 70% de descontos, a Black Friday no Brasil começou mesmo em 2010 e só envolveu lojas online, mas se expandiu para lojas físicas.

Se você já sabe o que pretende comprar na data é importante acompanhar os preços para garantir os melhores descontos. Uma forma de fazer isso é através de sites e aplicativos de comparação de preço e monitoramento de descontos, estes sites disponibilizam o histórico do valor do produto e permitem criar alertas para quando atingir um valor desejado. Veja como eles funcionam:

No site Buscapé o cliente consegue visualizar direto na página inicial as melhores ofertas daquele momento selecionadas pelo site, é possível pesquisar um produto específico além de ter acesso ao histórico de até seis meses da variação de preço e opções de lojas que vendem o mesmo produto. O BondFaro possui as mesmas ferramentas com diferencial da apresentação da ficha técnica.

O site JáCotei precisa de um cadastro, além de conferir o histórico dos produtos e mostrar opções de lojas e preços, é possível sinalizar a média de preço para o seu produto e se chegar perto o site te avisa por e-mail ou através do aplicativo disponível para IOS e Android. Outro site que também oferece opção de alerta é o Vigia de Preço.

Além de ficar atento para garantir os preços é bom saber que os seus direitos estão garantidos da mesma forma que acontece numa compra realizada fora da data especial, direito de se arrepender da compra dentro de sete dias, não ser confundido, ou seja não ser enganado pela propaganda, e também direito à troca. Outra dica é pesquisar no site Reclame Aqui para ter acesso ao histórico de comentários de outros consumidores para verificar a reputação da loja, o Procon de São Paulo separou ainda uma lista de sites que devem ser evitadas.

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Histórias que inspiram Matérias

BBC News destaca trabalho da KondZilla pelos 27 bilhões de views

Nesta quarta-feira, 27, a BBC News divulgou uma matéria especial sobre trajetória da KondZilla. No vídeo Konrad Dantas fala sobre o crescimento, desafios do mercado audiovisual e entretenimento com enfoque no funk. Contendo 27 bilhões de visualizações (no dia da matéria era 26 bi), o canal KondZilla se tornou o o canal de música mais assistido do mundo.

“No começo era eu com uma Canon 5D editando no meu quarto, sem equipe fazendo reunião na praça de alimentação do shopping. Hoje nós temos duas companhias, dois prédios de três andares, temos quase 70 artistas”, conta Kond sobre a crescimento da empresa.

Durante a entrevista, ele ainda comenta sobre a evolução da música e da tecnologia, usando o exemplo de que no começo de sua carreira, o funk que estava em alta era o ostentação e isso foi por conta de um motivo sociais e econômicos. “O crédito estava com a Classe C. Todo mundo achava que estava com o poder. Depois a economia mudou e começou a se falar de empoderamento”, explica ele.

Os números conquistados até aqui mostram o poder da favela, a importância de celebrar e valorizar a cultura, o resultado quando a periferia é empoderada é claro a expansão de histórias e a qualidade artística produzida invade o mundo.

Hoje já somos mais de 53 milhões de inscritos no YouTube, acumulamos mais de 27 bilhões de visualizações, quatro vezes a população do planeta e ainda não paramos de crescer porque foguete não tem ré e a KondZilla ainda tem muito o que conquistar. Vem com nois!

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Matérias Sintonia

Sintonizado com as atrizes de Sintonia

Pode cravar que a série “Sintonia” foi um sucesso.  No evento Semana das Minas, que rolou na faculdade Fiam Faam, na unidade Ana Rosa, Bruna Mascarenhas (Rita), Júlia Yamagichi (Scheyla) e Danielle Olímpia (Cacau) deram uma palestra visando o empoderamento feminino, preconceito, dificuldades, funk e ainda revelaram algumas curiosidades sobre os bastidores de “Sintonia”, considerada a segunda melhor estreia para uma série nacional no Brasil.

Em defesa das mulheres, as atrizes falaram sobre como o poder feminino tem conquistado cada vez mais espaço dentro da sociedade, superando preconceitos e desigualdade. Elas usaram como exemplo a personagem Rita, que na série sempre fazia os seus corre vendendo produtos nas plataformas do metro para conquistar os seus objetivos, uma garota cabeça, de atitude e determinada a quebrar os padrões.

O que não é muito diferente da vida real das atrizes, Bruna, por exemplo, trabalhava em restaurantes, mas o sonho de atuar era maior. Ela intercalava os horários de trampo com testes de elenco. Encorajada a encarar todos os desafios, ela saiu de sua cidade natal (Rio de Janeiro), para conquistar um dos papéis principais de “Sintonia”.

Julia, que interpreta Scheyla, é formada em Relações Públicas e patroa na sua área de formação, conquistou o seu espaço em duas séries nacionais, com esforço e dedicação. Já Danielle é formada em teatro e foi escolhida no meio de 40 pessoas para assumir o papel, e o mais gratificante para ela é poder influenciar positivamente milhares de mulheres a lutarem por os seus direitos.

Ao perguntar sobre o momento mais marcante na série, Bruna respondeu “foi a periferia, o que o funk representa na vida das pessoas que moram em comunidade, que não é só uma cultura que surgiu dos becos e vielas e que pra muitos o ritmo musical é uma válvula de escape para uma vida melhor, a chave de uma casa nova pra mãe, a chave de um carro novo para o pai. Nas pausas das gravações eu observava as crianças cantando ao redor da comunidade, dando voz a esperança do Kond chegar e falar: ei garoto, você vem trabalhar comigo”.

Outro momento marcante para Bruna é a manifestação cultural. A cena mostra Rita curtindo o baile funk ao lado dos amigos Doni (Mc Jottape) e Nando (Christian Malheiros). Ela considera o baile como um grito de liberdade para os moradores da comunidade, o ambiente ideal para embrazar com a banca, se refugiando dos problemas e das condições precárias de quem vive a realidade da quebrada.

Uma aluna da faculdade perguntou para as meninas qual foi a maior dificuldade que elas enfrentaram para gravar a série, e para a curiosidade de todos elas responderam que foi aprender o dicionário da quebrada. Elas precisaram ter aulas com o MC Jottape e MC M10 o (formigão em “Sintonia”) para aprender que “chave” significa estiloso, “liga nois” é “conta comigo”, “passa a visão” quer dizer “dica”, “goma” representa “casa” e que “pocas ideia” na verdade é “não quero saber”.

Em um momento de fortes emoções elas abriram o jogo com os alunos da FIAM FAAM, disseram que estão sintonizadas porque todo o veneno que passaram para chegar até onde chegaram foi válido, cada gota de suor foi recompensada e que são gratas por exibir em “Sintonia” a realidade das comunidades no Brasil para 194 países.

Mas sem a maldade, ficou marcado através da voz feminina que quebrou os paradigmas em Sintonia é que ‘Se mexerem com as minas, vamos te levar pras ideia’.

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Musica Entrevista

MC Tha prova que funk e religião podem se misturar

Cria da Cidade Tiradentes, zona Leste de SP, MC Tha vem se destacando no cenário musical. Além de estar confirmada como atração no Lollapalooza 2020, ela tem circulado por festivais menores ao redor do país e provavelmente deve aparecer como destaque em listas de melhores discos com o lançamento de seu primeiro disco, o “Rito de Passá“, disco que tem influências do funk e da espiritualidade. Chega mais pra conhecer a artista.

Funk e religião são dois dos grandes pilares nas quebradas – como já foi mostrado em “Sintonia“. Podemos dizer que a religião evangélica é uma das mais populares, mas óbvio que cada um escolhe a religião que mais te completa, e no caso de Thais Dayane da Silva, mais conhecida como MC Tha, foi a umbanda. “O funk chegou em mim primeiro. Sempre tive uma conexão com a espiritualidade, acompanhava minha avó na igreja, gostava muito, mas entendia que lá não era meu lugar”, explica Tha sobre o que a pegou primeiro, a religião ou a música. “O funk eu conheci bem novinha e aos 15 comecei a cantar nos bailes de quebrada, arrisco dizer que eu fui a primeira MC mulher do meu bairro”, o berço do funk em São Paulo.

“Eu tinha receio de terreiro, assim como a maioria dos jovens que crescem em periferia tem, ainda mais nos dias de hoje em que o “Deus” da periferia é um “Deus” evangélico e tudo o que não faz parte disso é considerado do demônio, mas eu tinha curiosidade por aquele mistério”, comenta ela sobre como começou sua descoberta religiosa. “Fui passar a me interessar mais e entender a Umbanda e o candomblé, depois de grande”.

Como Tha diz lá em cima, o corre no funk começou cedo, aos 15 anos. Hoje, ela já está com 26 e são praticamente dez anos na música. “Comecei a cantar na Cidade Tiradentes por incentivo de amigos que também eram MCs. Tínhamos um bonde chamado Bonde Sinistro e um dia eu compus uma música que falava o nome de todos os meninos e meninas que participavam. O pessoal gostou e eu fui fazendo show em várias quebradas e lançando as músicas que eu fazia. Isso em 2009”, relembra ela. “Depois de um tempão eu comecei trabalhar e pagar minha faculdade. Fiquei um tempo sem cantar e depois voltei já com essa ideia de misturar o funk com outros estilos musicais que eu gosto”.

Uma das potências culturais da quebrada são as Fábricas de Cultura, que promovem shows, eventos e tudo relacionado à música, arte, temáticas sociais e afins. Tha trampou em uma dos 18 aos 23 anos. “As Fábricas têm uma importância imensa. Eu cresci e aprendi muita coisa lá dentro porque eu tinha contato com várias manifestações culturais fora o funk e isso foi ampliando a minha bagagem e interesse pelas coisas. Acredito que seja assim pra quem desfruta das atividades. É uma chance que a periferia tem de ter experiências de troca e acesso à arte”.

Quando voltou a se dedicar mais a música, Tha voltou com tudo e agora em 2019, lançou seu primeiro álbum, o “Ritmo de Passá”, que tem aquela mescla de referências musicais e fala bastante sobre espiritualidade. “Sempre fui muito aberta a coisas novas e desde o começo eu sempre quis tentar misturar o funk com outras coisas, mas naquela época o funk ainda era bem fechado”, comenta ela sobre o conceito do CD. “Quando passei a sair mais do meu bairro pra estudar e trabalhar, fui conhecendo muita coisa nova e pessoas também. Daí entendi que eu podia criar a minha forma de expressar o funk, que não precisava ser igual ao que todo mundo faz. Falo de questões pessoais assim como o funk padrão, mas uso outras palavras, outros modos e tudo é muito natural”.

As primeiras músicas de Tha, “Olha Quem Chegou” e “Pra Você” têm uma pegada bem funk mainstream mesmo, e agora, com as letras e produções mais pessoais, com a inclusão das influências da umbanda, MC Tha se tornou singular no cenário musical, já que a artista une duas coisas consideradas opostas.

Há quem possa achar estranho a mistura da religião com o funk, mas Tha não sofreu nenhuma represália. “Pelo contrário, fui muito bem aceita. Sinto que existem jovens carentes de alguém que represente a umbanda e o candomblé e que fale dessas questões abertamente”.

Para MC Tha, o funk é mais que um ritmo musical. “O funk é movimento social, mesmo que de forma um pouco desorganizada, desarticulada, mas talvez é aí que se esconde o poder”.

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