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O Portal KondZilla apresenta: playlist de ano novo

A passagem de ano na grande maioria das vezes é um momento feliz e de renovação para todos nós. Vocês já imaginaram uma vida sem música? Seria horrível não é mesmo? Por isso, é quase impossível pensar em felicidade sem funk. Então se liga, trouxemos várias playlists de ano novo para embrazarmos todos juntos ao som de muito: 150 BPM, brega funk, funk pop e o melhor de 2019. Cola com o Portal KondZilla que essa é a hora.

Playlist: As melhores de 2019

Playlist: 150BPM

Playlist: Funk Romântico

Playlist: Pra Embrazar

Playlist: Bregafunk 2019

Playlist: Funk Consciente 2019

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Funk

As 5 praias favoritas dos MCs pra conhecer no ano novo

Quem mora distante dos litorais sabe que descer para praia nas viradas de ano é quase uma tradição. Seja com os amigos, família, namorado(a) ou quem sabe com aquele romance cultivado durante o ano, é som de verão nos alto falante e partiu. Pensando nisso, o Portal KondZilla elaborou uma lista top de 5 praias queridas pelos funkeiros. Cola com nois e feliz ano novo!

Guarujá

O verão passado ficou marcado pela música “Partiu Guarujá” dos MC Dede e Menor MR e Mitico DJ. Guarujá é um município brasileiro, localizado na região central da baixada santista. Bem conhecido nas músicas é queridinho da massa funkeira e reúne praias como: Enseada, Pitangueiras, Pernambuco, Pitangueiras e entre outras. “É verão que fala? Bora família partiu, guarujá”.

Jurerê

A música “Deixa Os Moleque Voar“, aposta dos artistas MC Dede, Rodolfinho e DJ RD para esse verão começa logo falando da praia de Jurerê, popularmente conhecida como Jurerê Internacional. O bairro de Jurerê fica situado na região norte de Florianópolis (Santa Catarina) entre as praias Canasvieiras e do Forte. Além disso, a Lagoa da Conceição também está por lá hein.

Ilha Bela

“Com céu azul o destino foi uma tal de ‘IlhaBela‘ só de avistar todas as mulheres são belas”. Quem lembra desse som do MC Kevin fazendo referência a praia de Ilhabela? Pois então, Ilhabela é um município de São Paulo, próximo a microrregião de São Sebastião. Lá você vai poder ir em praias como: Praia do Jabaquara, Praia da Pacuíba (pegando uma trilha), Praia Da Armação e Praia do Pinto entre outras. Já dizia MC Kevin, “Acho que é lá o castelo da Cinderella”.

Ubatuba

MC Paulin da Capital e MC Fioti já deram o papo: “hoje é litoral, água de coco whisky a vontade“. Quer saber o resto? o resto é Ubatuba um município localizado também localizado no estado de São Paulo, rodeado pela floresta tropical do parque Nacional da Serra do Mar. Uma curiosidade para quem vai visitar é o Projeto Tamar que protege tartarugas e tem um tanque de visitas. Então já sabe? Colou com crianças ou até você mesmo tem curiosidades? O passeio tá dado.

Maresias

Finalizando com chave de ouro essa vai para aqueles casais apaixonados que vão descer para o litoral e combinar roupa de banho. Mas antes vou deixar a declaração com MC Rodolfinho: “Quem diria, só eu e ela em maresias, que alegria permanece e fica”. Fiquei até com o coração quentinho aqui do outro lado. Maresias é está localizado no sudeste do estado de São Paulo e a praia no bairro homônimo. Vai aqui 10 restaurantes para você viver aquela noite romântica e um feliz ano novo do Portal KondZilla.

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Funk Consciente Funk

2019: o ano do retorno do funk consciente

Que o funk consciente segue vivo no coração das gerações mais novas, a gente sabe, mas com o final do ano aí, vale a pena relembrar as mensagens que marcaram o ano e ensinaram a molecada a fazer o certo. Vem com nois

MC Rodolfinho – Velho Ditado

Logo no começo do ano, MC Rodolfinho lançou “Velho Ditado”, mandando aquele chega pra lá na galera que só quer tirar proveito do sucesso dos outros. É como ele diz na música: “só vai beber da minha água quem passou sede comigo”. O som, assim como “Roda Gigante” e “Nocaute“, foi produzido pelo Djay W, um dos monstros do beat rasteiro.

MC Menor MR – Dominar o Mundo

Com 22 milhões de visualizações, “Dominar o Mundo”, do MC Menor MR, é um verdadeiro hino para todos que são desacreditados pelo mundão, mas que têm a vontade de mudar de vida e dar uma condição melhor pra família.

MC PP da VS – 40 Metros

O gigante MC PP da VS destruiu tudo com “40 Metros”, um som produzido pelo Guil Beats que fala sobre um enquadro e como a evolução dos negros incomoda os outros. A música ainda foi retratada com um videoclipe em plano sequência dirigido pelo Tico Fernandes. Música foda com videoclipe foda, é a fórmula do sucesso.

MC Alê e MC PLK – Diga Não às Drogas

Em “Diga Não às Droga”, MC Alê e MC PLK tão juntos pra passar o papo pro pessoal ficar longe das drogas, como elas podem destruir a família. É como eles dizem na música “diga não às drogas, pivete vai pra escola, respeita o pai e a mãe que eles querem sua melhora”.

MC Alê – Perdoa Mãe

Um dos sons mais marcantes e emocionantes do ano foi “Perdoa Mãe“, não tem nem como mentir. A música do MC Alê é um pedido de desculpas pra mãe, que sofre ao ver um filho que abandonou a escola, entrou no mundão, mas depois saiu e conseguiu mudar a vida da família.

MC Rhamon – Não Chora Mãe

MC Rhamon, uma das revelações do ano veio com vários consciente, mas “Não Chora Mãe”, que soma mais de 10 milhões de visualizações no YouTube, fala sobre um menor que entra na vida loka pra tentar dar uma melhoria pra mãe, que sofre ao ver o filho nesse caminho.

União é Nois

Um dos princípios do funk consciente é a união, pode ver que vários MCs se reúnem pra passar a visão, cada um somando com sua vivência, seja os da mais antigas com os mais novos, ou MCs de várias regiões. No meio disso surgiu o projeto União é Nois, do Mestre Patrick, que junta os MCs da Encontro de MCs, da KondZilla e o carioca MC Maiquinho pra mostrar que o funk é união e que os funkeiros unidos estão na luta pelas mesmas coisa.

Gangue do Consciente

Falando em união, outro projeto que surgiu em 2019 foi Gangue do Consciente, do DJ Bueno, que reúne MC Lynne, MC Menor MR, MC Paulin da Capital, MC Rhamon, MC DR, MC Willian, MC Nego da 3 e MC Negão do Arizona passando a visão de cria. 

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Conte aqui sua historia Histórias que inspiram Funk

O funk levou o DJ Felipe Único a realizar o sonho de viajar para outro estado

Mais uma sexta-feira, mais uma história. Hoje no projeto Conte Aqui Sua História, quem encostou pra falar sobre si foi o produtor do Espírito Santo, DJ Felipe Único que estourou em 2019 e conseguiu realizar o sonho de tocar fora de sua cidade. Chega mais.

“Tudo começou quando lancei “Mochila Nas Costas / Empurra Empurra”, no mês de setembro. Ela ficou em primeiro lugar das 50 virais do Brasil no Spotify, chegou a viralizar em Portugal e depois no mundo inteiro.

Atualmente a música conta com quase 5 milhões no Spotify e no YouTube já ultrapassa os 10 milhões de visualizações somente em um canal.

Com tudo isso, consegui sair da minha cidade Linhares, no interior do Espírito Santo, para ir fazer shows em São Paulo em dois finais de semanas seguidos (sexta e sábado). Toquei em um lounge na zona sul e em uma cervejada de uma faculdade super famosa. Me senti muito grato, muito realizado. Várias pessoas vieram tirar foto comigo.

O valor daqui [de Linhares, Espírito Santo] já não era muita coisa e ainda assim, só tocava três bailes por ano. Na maioria das vezes, eram com artistas de fora que vinham conhecer os DJs daqui e me chamavam. Aqui eu sou um bosta, mas em São Paulo, não.

Eu sou um artista independente, corro atrás de tudo. Trabalho com funk e músicas desde os meus 11 e 12 anos (2011/2012) correndo atrás e evoluindo sempre, sem depender de ninguém.

Estou muito feliz em estar tocando nas melhores festas de faculdades, um simples menino de 19 anos do interior do Espírito Santo, que não é valorizado tanto na sua cidade e estado, quebrando todas essas barreiras.

Eu sozinho estou sendo o meu próprio empresário, fui pra SP e já mandei ser feita a camisa da produção, pano para por no em cima do palco com a minha caricatura e tal, crachá também foi feito. E também pago três pessoas para trabalharem comigo.

Em 2020, quero ser melhor do que em 2019. Tenho só 19 anos, sou produtor e meu foco vai ser só melhorar e alegrar meu público.

Se você quer embarcar no mundo do funk, se for isso mesmo que você quer, vai pra cima, mete marcha, tem que procurar sempre melhorar. Sou independente e corro atrás de tudo, cuido da minha carreira. Não dependa de ninguém e corra atrás do seu sonho.”

Foda né? 2019 trouxe muitas histórias e você pode participar também. Acesse a página do “Conte aqui sua história“, mande todas as informações e aguarde nosso contato. Em 2020 pode ser você por aqui.

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Comportamento Matérias

Dicas de como manter o cabelo platinado no verão, com Suellen Marques

O verão está chegando com tudo e uma das tendência são os cabelos platinados. Quem tem cabelos loiros sabe que a rotina de cuidados no verão exige atenção. No caso dos fios platinados, a situação é ainda mais complicada, existem algumas dicas e truques que vão te ajudar a manter o estilo na época mais quente do ano. O Portal KondZilla conversou com a barbeira Suellen Marques para passar cinco dicas, chega mais e pega a visão.

1 – Hidratar o cabelo

A hidratação é muito importante para a saúde do cabelo mas no verão a parada é essencial. O ideal é hidratar uma vez por semana pois os produtos de descoloração deixam o cabelo ressecado.

2 – Produtos para usar

Mais uma dica importantíssima são os produtos, o shampoo agora precisa ser aquele que tem matizador para manter o tom desejado e o brilho natural do cabelo.

3 – Produtos para não usar

Se você platinou o cabelo vai ter que esquecer o gel pois nesse caso ele se torna o maior vilão, porque danifica e resseca os fios.

4- Cuidados nos rolês

No verão ir para a praia e ficar na piscina se tornam os lugares favorito para aliviar o calor, mas cuidado! O cloro da piscina e o sal do mar podem ressecar e dar um tom amarelado para o cabelo.

5- Arrumação do cabelo

Por último, troque a forma de pentear o cabelo, abandone o gel e use bastante creme para pentear passando de fio em fio para manter sempre hidratado o cabelo.

E aí sacou as dicas? Todas são fáceis e podem ser realizadas direto da sua casa, agora não existe desculpa para não manter o cabelo platinado durante todo o verão.

Acompanhe a barbeira Suellen no Instagram para pegar mais dicas.

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Funk Consciente Diversidade Histórias que inspiram Matérias Funk

MC William superou as dificuldades para conquistar um videoclipe na KondZilla

Qual o caminho para realizar um sonho? Um cadeirante percorreu aproximadamente 1136 quilômetros de Canoas, Porto Alegre, até São Paulo na sede da KondZilla. MC William, 23, já está no corre do funk e sonhava em se ver na KondZilla, uma forma de promover o seu trabalho Depois de alguns anos tentando, o Kond, da KondZilla acreditou no trampo do MC e decidiu presenteá-lo com um videoclipe para que mais pessoas conheçam seu trabalho e sua trajetória. Quer mais? Ganhou também um banho de loja da Puma e uma cadeira customizada pelo Teydi Deguchi, dono do ateliê Garagem Shibuya. William agora é um artista preparado pro funk. Cola com o Portal KondZilla pra saber mais dessa história.

Favelado, sonhador, cadeirante por sofrer de uma distrofia muscular (uma doença degenerativa dos músculos do corpo) e morador de Rio Grande do Sul, MC William escolheu o funk para passar a visão de superação para molecada. O MC já tá no corre de ser artista há uns 8 anos, primeiro começou no rap, se encontrou no funk e depois de alguns trabalhos publicados na internet realizou o sonho de ter um trampo na KondZilla.

MC William em São Paulo

Depois de viajar pelo menos 4 horas de avião, artista chegou em São Paulo acompanhado do produtor e encostou na Kondzilla em São Paulo, e essa fita toda foi para lá de emocionante. Nosso primeiro encontro depois de falar no Whats App, foi na primeira locação de gravação do seu videoclipe: A favela 12 do Cinga. O cantor expressava alegria misturada com gratidão no rosto e parecida viver um sonho. “Parece que eu estou sonhando acordado mas se for um sonho eu não quero nem acordar mais”, conta o MC. “Eu jamais imaginei que estaria aqui hoje e isso para mim é gratificante demais”.

De bate pronto ele lembrou a luta até conseguir conquistar o videoclipe. “Venho desde 2017 mandando várias mensagens para o Kond e também para o perfil da KondZilla, e vocês me receberam de surpresa”. William lembra o momento exato de receber a notícia e a importância da família em sua vida. “Eu estava tirando um sono da tarde e quando acordei vi uma mensagem do Wenderson França, repórter da KondZilla. A primeira coisa que fiz foi mostrar para minha coroa, nem eu, nem ela, ninguém acreditava. Comecei chorar de imediato”.

Aquele era o momento de se apresentar ao funk e mostrar sua história. “Pra mim, o videoclipe significa poder levar a voz periferia de Rio Grande do Sul, quebrar as barreiras e o preconceito através da música”. Ele é mais um cria do funk consciente. “O funk consciente é mensagens positiva, visão de quebrada. Eu pego tudo o que vivo, procuro sempre escrever sobre superação, letras que vai incentivar a molecada da periferia”, explicou William.

Usando sua doença para inspirar o próximo

As gravações do videoclipe de MC William aconteceram KondZilla também e ele pode realizar mais um sonho, o de conhecer os MCs Digo STC e Neguinho da BRC que fizeram uma participação no vídeo e até gravaram um medley que está no Facebook.

Entre os intervalos das gravações troquei uma ideia novamente com MC William, falando sobre desafios, ele deu logo o papo sobre sua distrofia muscular. “Pra mim é normal, não tem diferença, é como se eu estivesse andando ou correndo”. Se a vida não é fácil, imagina conviver com uma doença que prejudica seus movimentos.

As dificuldades existem mas faz parte da vida de qualquer outro ser humano. Para William, além de realizar seu sonho, a caminhada era também sobre ajudar outras pessoas através de suas vivências e poder trocar histórias de vida com artistas de SP, que correram e alcançaram o sucesso. Assim como Kond e o próprio MC William.

“Além das limitações temos que quebrar as barreiras. O que eu quero é acabar com o preconceito, isso sim é uma missão enorme e muito importante. Quero ser representante da minha quebrada do Rio Grande do Sul. Ser inspiração para molecada”.

Favela Venceu

Foi por essas e por outras que a KondZilla resolveu ajudar MC William. A história de determinação, de lutar pelo sonho e vencer qualquer obstáculo buscando passar a visão de superação, de que é possível realizar nossos sonhos através do funk, é a história de vida dele.

Essa não é a primeira vez que a produtora realiza o sonho de alguém, em 2017, o MC Discolado ganhou um videoclipe da casa. Infelizmente, a empresa KondZilla recebe muitas mensagens de artistas e pessoas solicitando ajuda de alguma forma todos os dias e também temos nossas limitações. Sempre que possível, a KondZilla se dispõe a estender as mãos como foi com o MC William ou com MC Discolado. O importante é nunca desistir de que é possível realizar os sonhos e continuar seguindo em frente.

O sonho de qualquer jovem de favela é poder levar uma vida tranquila e poder ajudar os seus. Por isso, ter um videoclipe na KondZilla seja para MC William, MC Discolado ou MC Kabeça, três jovens que perseveraram, não é somente sobre o nome que a produtora carrega, mas sim sobre quem sabe ver a carreira deslanchar e ver as oportunidade chegarem para então transformar os dias difíceis em dias de glória.

“Pra sonhar não tem limites, o céu não tem limites, basta você acreditar e ter fé que você vai alcançar”. Não pode desistir a caminhada é longa mas é alcançável. “O foco é nunca desistir dos seus sonhos vamos acreditar nos nossos objetivos. Eu acreditei e hoje estou aqui a favela venceu”. Do Guarujá pro Caldeirão do Huck, até a KondZilla MC Kabeça também viu sua vida mudar.

Gratidão. “Eu só tenho a agradecer vocês e o Kond por está me proporcionando viver esse momento e alavancando a minha carreira”. Obrigado universo. “Sonho realizado né mano, isso ai não tem palavra, não tem o que falar”.

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Rap

Rap nacional: apostas do segundo semestre de 2019

O rap nacional tá se fortalecendo a cada dia que passa, isso não é de hoje e nem é novidade, mas conforme o tempo passa, o gênero se torna cada vez maior, com novidades e sons de gente de todos os lugares. No meio do ano já falamos sobre Black Alien, Nego Gallo, Sidoka, Djonga e Coruja BC1, então hoje vamos falar sobre outros sons que foram lançados durante esse segundo semestre de 2019. 

YUNG BUDA 

Depois de dois volumes do EP “Músicas Para Drift” e do “Foodstation“, lançamentos que reúne toda a galera da Sound Food Gang (Buda, Chabazz, Nill, Mano Will e Chinv), Yung Buda lançou recentemente seu primeiro álbum: o “True Religion“. O disco vem com 13 faixas, sendo 11 inéditas. Pra quem curte o Buda por causa das referências que ele traz, principalmente da cultura japonesa, o “True Religion” vem com essa mesma vibe, mas mostra um Buda com mais maturidade e com um som mais lapidado.

 

AMIRI

Responsável por hits como “Apollo/Rude Boy” e “Vida de Negro…“, Amiri é um dos grandes letristas do rap. Depois de quatro anos sem lançar um disco, só atiçando a galera com singles, o rapper Amiri voltou com tudo no “O.N.F.K“, um disco onde ele discute sobre racismo, ancestralidade e amor. 

FEBEM

Febem é outro rapper que veio com um álbum em 2019. “Running” traz um monte de referência, puxando influência do rap dos anos 1990 ao trap, que vem crescendo cada vez mais dentro do cenário. “Camisa de Time“, a oitava música do disco é uma mistura de tudo que se falou esse ano. “Disfarce na bala e camisa de time / bigodin na régua e camisa de time/ dinheiro no bolso e camisa de time”. 

LAURA SETTE

Minas Gerais vem revelando muita gente nos últimos anos, como o Djonga, Sidoka e FBC, e muitos nomes vêm surgindo juntos. Uma das minas de BH que vem chamando atenção é a Laura Sette, que no final do segundo tempo, lançou seu EP de estreia, “Corpo, Alma e Consequência“. 

MAIS SONS

Além de discos, rolou muita música foda, muito videoclipe que rodou bastante e marcou o ano da galera. Sem falar que lançar uns sons separados é um jeito de ir cativando público antes de lançar um compilado de músicas. Um dos maiores sucessos do ano foi sem dúvida “Kenny G”, do Matuê, mas outros sons se destacaram, como “Favela“, do MC Cabelinho com o Filipe Ret, “Senhor“, do FBC com o L7nnon e o BK’, e muito mais. 

Por falar em FBC, o rapper veio com tudo na divulgação do disco “Padrim”. O “15/11” postado por ele, pelos fãs e até por outros artistas e personalidades foi uma das coisas marcantes desse segundo semestre. As gêmeas Tasha e Tracie também aproveitaram 2019 pra lançar um EP. “Rouff” vem com cinco músicas e tem a mescla de influências de música eletrônica, muita garra e muita energia.

Nós já falamos por aqui também, mas vale relembrar que quem lançou um baita disco foi o Emicida. “AmarElo” juntou a paz, a esperança e muitas participações em um dos discos mais marcantes desse ano.

Esse é só um recorte de algumas coisas que saíram nesse segundo semestre. Muita coisa rolou, muita gente nova apareceu e muitos gigantes apareceram com novos lançamentos. Que em 2020, o rap nacional continue daquele jeitão: fervendo.

 

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Funk

Tudo o que você precisa para curtir o baile da noite de natal

O dia 24 de dezembro é marcado como a véspera de Natal, o dia que todos se reúnem para trocar presentes e degustar os aperitivos da ceia. Entretanto, dentro da favela os jovens carregam uma frase clássica, quem nunca ouviu a fala: “até meia noite é com a família, depois com os amigos?”, isso é sinônimo de baile na certa. Pensando nisso, o Portal KondZilla fez um compilados de coisas que foram usadas durante o ano e que você não pode deixar faltar no baile da noite de natal. Cola com nós que foguete não tem ré. 

Umbrella 


Foto por: Jeferson Delgado 

Vamos começar diretamente por um dos itens mais importante os guarda chuvas de marcar mais conhecido pelos quebradas como umbrella. O item sem dúvidas é um fenômeno dos rolês de favela e vem conquistando as pessoas não é de hoje seja: Oakley, Lacoste, Mizuno, Red Bull ou Wilson a galera que está portando. Por isso, não deixe de brotar com o seu no baile da virada do ano. Quer saber mais sobre esse item cola na matéria “Guarda-chuvas lotam os bailes

 

Juliet 

Foto por: reprodução 

Ainda falando sobre os adereços a lupa é uma peça chave para compor o kit que você vai precisar para colar nos baile da noite de virada do natal. Inclusive fica o questionamento no fluxo de rua o que tem mais umbrella ou juliet? Eu ainda arriscaria dizer que as juliets saem na frente. Por isso, coloque mais esse item aí na lista e bora curtir. Conheça mais sobre óculos Juliet da oakley no Portal KondZilla do Youtube.  

 

Passinho 

Uns vão de tapa no vento, outros ficam no vai e volta com os dedinhos balançando para o amigo, alguns mandam logo o passinho dos NGKS e tem quem se arrisca no brega funk. Falou de baile não tem como deixar os passinhos de fora, afinal, quem consegue ficar sem dar uma embrazada mesmo que seja na maciota no rolê? Então, sem dúvidas esse é mais um dos item importante que não podemos deixar de fora nessa virada de ano.

 

Combo ou água mineral?

Foto por: reprodução do Google

 

As bebidas são algo mais delicado o que não pode mesmo é ficar de boca seca depois de mandar muitos passinhos. Então esse fica a critério de quem decidir esticar para o baile depois das 00h do dia 24 para o 25. Alguns preferem se refrescar tomando uma água mineral com a garrafinha de cabeça para baixo, abrir ela pela parte comum ficou no passado. Outros preferem mandar aquele combo de whisky, tem até quem goste de tomar umas brejas, mas a bebida do momento é a gin tônica. Qual é sua favorita? 

 

Mandar o platinado no cabelo 


Foto por: reprodução das redes sociais 

Por último vem dar aquela platinada no cabelo que é quase tão importante quanto lançar uma umbrella no baile. A diferença é que os quebradas manda na maioria das vezes o loirin com o cabelo na régua especialmente para a virada de ano, é realmente como uma espécie de ritual. MC Paulin da Capital, MC Digo STC, MC Alê e o MC Sorriso dos NGKS já garantiram seus platinados. Aproveitando o gancho não esqueça de deixar o corte na estica e o bigodin finin, hein rapaziada!

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Funk de MG Matérias Funk

DJ e Produtora, Ray Lais apresenta as produções de funk das minas

O funk tem poucas DJs e produtoras mulheres, mas esse cenário vem mudando com a luta e persistência de novas artistas. No Rio de Janeiro, a DJ Iasmin Turbininha se tornou um dos ícones da nova geração do 150 BPM. Em Belém, a DJ Meury vem fazendo sucesso com o seu tecnofunk (uma mistura do tecnomelody paraense com funk). E em Belo Horizonte outra mina vem conquistando espaço com suas produções: a DJ Ray Lais, que está estourada com a música “De 38 Carregado”, da MC Dricka. Em apenas uma semana o clipe já acumula 2,6 milhões de visualizações.

Ray Lais tem 20 anos e entrou no funk em 2016, quando tinha apenas 17 anos. Na época ela morava no bairro do Planalto, Zona Norte de BH, e decidiu virar DJ quando passou a frequentar algumas festinhas e resenhas regadas a pancadão. “Falei pros meus amigos que queria virar DJ e eles já falaram pra começar a produzir, porque não tinha nenhuma mulher em BH que produzia nem nada. Alguns amigos me ajudaram a produzir e aí fui aprendendo”, conta.

Ela começou fazendo montagens que estouraram nos bailes de favela da cidade. Depois, em novembro de 2017, fez sucesso com a música “Menina da Zona Sul“, do MC Kaio e MC Rick, dois dos maiores MCs da nova cena funk de Belo Horizonte. “As montagens estavam tocando bem mas essa música foi a que explodiu mesmo”, diz Ray.

Mas a caminhada não foi fácil. Meses depois de “Menina da Zona Sul”, em 2018, Ray engravidou com 18 anos e passou por uma série de problemas pessoais com a família. “Eu parei. Não tava produzindo direito e show tava fazendo só às vezes. Não sei se cheguei a entrar em depressão, eu só sei que eu não tinha forças pra nada. Soltava uma música ou outra, desanimada. Não tinha muito ânimo, não vinha ideia na mente”, recorda.

Além dos problemas pessoais, Ray Lais diz que enfrentou muito preconceito. “Ainda tem gente que fala que eu não produzo. Acho que as pessoas não aceitam pelo fato de ser mulher”, critica. “Eu vejo que tem muita mulher que quer produzir, mas é muito difícil lidar com o preconceito e tudo mais. O que eu vi dessas mulheres que falam que produzem param no meio da carreira”.

Com o apoio dos fãs, a DJ foi superando as dificuldades e se reergueu. As críticas e o preconceito de pessoas que zombam de seu talento acabaram virando combustível para música. Em “38 Carregado”, Ray colocou na música um áudio de um cara debochando dela dizendo que “essa muié aí nem produz, só coloca o nome na música e compra a música”. “Um amigo meu me mostrou o áudio desse menino. E eu decidi colocar na música. Depois o menino falou que era brincadeira, foi no meu show e até pediu pra tirar foto”.

Quem canta “38 Carregado”, maior sucesso de Ray, é a MC Dricka, de São Paulo. O papo entre as duas começou pelo Instagram e depois rolou o encontro em BH, quando Dricka passou lá para gravar algumas músicas. A princípio, foi gravar com o DJ João da Inestan. Mas Ray chamou a cantora para dar uma passada em seu estúdio. “Ela foi na minha produtora e gravou três ou quatro vozes exclusivas pra mim. Uma delas foi essa do “38”. Eu nem imaginava que ia estourar. Fiz a produção e soltei só a prévia e já tava estourada, todo mundo comentando”.

A música está começando a chegar nos bailes de rua de São Paulo, mas já toca muito em Belo Horizonte e já teve até duas versões bregafunk em Recife — uma dos MCs Augusto e Joãozinho com O Brutto e Tinho do Coque e outra de Vitinho Polêmico. Para Ray Laís, o sucesso aconteceu por juntar duas mulheres de duas cenas diferentes. “Acho que estourou pelo fato da gente ser mulher, e aí já fecha do lado contrário dos homens. O que os homens fazem contra as mulheres, a gente faz contra eles. Aí se juntou as quebradas de São Paulo e BH e explodiu”.

Aproveite para acompanhar o trampo da Ray Lais nas redes: Instagram // Twitter // Facebook // SoundCloud

Assista também:

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Lançou a música “Quem Disse” da MC Lynne no projeto “Escute as Minas”, do Spotify

O Spotify convidou em agosto deste ano MC Lynne para participar do projeto “Casa de Música Escute as Mina”. O projeto que visa dar mais representatividade às mulheres dentro do cenário musical chegou ao seu fim e finalmente o som “Quem Disse” está nas pistas. Cola com o Portal KondZilla.

Durante os meses de funcionamento a casa reuniu 12 produtoras e 24 artistas trabalhando em cima desse projeto, todo dirigido por mulheres. Entre vivências e workshops elas tiveram a oportunidade de se capacitar em cima de 4 pilares: Criação, Produção, Divulgação e Circulação.

MC Lynne se mostrou muito satisfeita com o resultado e mandou o papo da importância de projetos como o “Escute as Minas” do Spotify. “Foi incrível trabalhar durante esse tempo na Casa de Música do Spotify com as meninas. Para nós, que estamos acostumadas a desenvolver nossas paradas sempre em um meio totalmente masculino, lá era mais importante ainda por ser um trabalho 100% feminino. Nos sentimos acolhidas e bem representadas”.

Escute na plataforma do Spotify “Quem Disse” e conheça mais sobre MC Lynne em: Do gospel ao funk, MC Lynne quer viver da arte de cantar.

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