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Funk

Eco Fada ensina que a favela também pode ser vegana ou vegetariana gastando pouco

O movimento vegetariano e vegano vem se popularizando, fazendo com que cada vez mais pessoas tomem consciência da causa. Mesmo assim, ainda existe um tabu que para aderir a causa precisa ter dinheiro, o que não é bem uma verdade. Pensando nisso, Ellen Monielle, dona do Instagram Eco Fada, passou a compartilhar sua rotina alimentar baseada em produtos do dia a dia para desmistificar essa crença enraizada. Quer saber um pouco mais sobre essa caminhada? Então cola com o Portal KondZilla.

O vegetarianismo ou veganismo podem ser adotados por diversas razões sendo a principal delas o respeito pela vida animal. Entretanto, as vertentes se coincidem mas não são idênticas, existe uma diferença significante.

vegetarianismo – casos mais comuns são entre pessoas que excluem totalmente o consumo de carne animal de suas refeições, porém seguem consumindo leite, ovos e mel;

veganismo – pessoas que excluem qualquer coisa que venha de origem animal indo da alimentação, vestuário, produtos testados em animais, até mesmo lugares que usam animais como entretenimento.

Para que você possa entender mais a praticante do veganismo popular Ellen Monielle, 21, moradora de Natal, Rio Grande do Norte, te passa a visão. “O veganismo popular é um caminho do movimento vegano que reconhece a realidade das pessoas. Você pode ser pobre, periférico, preto e ser vegano. Nessa vertente do veganismo a gente fala sobre raça e classe”.

Além da consciência sobre a vida dos animais a pauta também é referente a saúde da favela. “Nenhuma pessoa pobre precisa comer ultraprocessados tipo linguiça ou salsicha não! Esses alimentos têm impactos muito negativos à saúde, que terão seus efeitos vistos mais tardes se transformando em doenças cardíacas, diabetes e outros”. O número de pessoas com diabete no Brasil subiu 31% segundo levantamento da Federação Internacional de Diabetes feito em 2019. “O que tá acontecendo nas favelas brasileiras é um nutricídio [nutrição + suicídio], ou seja, mortes causadas através de alimentos como esses [embutidos]”, explicou Ellen.

Transição para vida vegetariana até o veganismo

Vale salientar que a luta para se abster das carnes se tornando vegetariano ou vegano não acontece do dia para noite. “Eu já queria virar vegetariana desde os 12 anos porque vi um vídeo sobre a indústria da carne naquela época. Depois que virei vegetariana, vi todas as outras coisas que essa luta envolvia”. Para Ellen ser vegana não é somente sobre deixar de consumir produtos de origem animal, envolve outras causas. “É também uma luta ambiental e política. Envolve acabar com vários outros tipos de opressões na nossa sociedade”.

Se você pensa em sair do arroz, feijão e carne por algum motivo saiba que o início pode ser difícil, mas existe sim um caminho. “No começo do veganismo ou vegetarianismo, ficamos meio perdidos, sem saber o que comer ou o que fazer. Essa foi a maior dificuldade que encontrei, mas depois começamos a se adaptar à nova realidade e encontrar substituições, novos sabores”.

Se você é aquele quebrada raiz, talvez não encontre tantas dificuldade, afinal sabemos a receita para economizar. “Aprendi que dá pra gastar bem menos sendo vegano optando por opções que comemos no dia-a-dia e adaptando”. Lá vai algumas dicas compartilhadas também no Instagram Eco Fadas. “Da pra pegar batata e fazer um “queijo” vegano bem simples e barato, fazer maionese de inhame, molho branco com leite de coco e batata, dentre outros”.

Outra dica muito importante é acompanhar a sazonalidade dos produtos. Nesses períodos os alimentos costumam baixar bastante o preço, possibilitando a você economizar ainda um pouco de grana.

Compartilhando a vida vegana nas redes sociais

Sem depender de carnes e outros derivados de animais para se alimentar a quase 5 anos, Ellen, por influência de amigos, criou o Instagram Eco Fadas onde compartilha algumas receitinhas bem práticas e de dar água na boca, até em viciados em carne e derivados animais – como pode ser o seu caso.

“Eu já mostrava um pouco do que preparava no meu insta pessoal e também fazia algumas comidinhas pros meus amigos provarem. Eles me incentivaram muito a começar a compartilhar e falar sobre o assunto, foi aí que criei o @eco.fada“.

Depois de conquistar visibilidade no Twitter ao explicar o que é veganismo popular e como cozinhar algumas receitas, Ellen cresceu com o Eco Fada também no Instagram, onde passou a incentivar outras pessoas a conhecerem o universo vegetariano e vegano. No mundo do funk, Anitta é muito conhecida por levar a causa vegana.

“Fico extremamente feliz e emocionada quando alguém diz ‘mudei tal coisa porque você falou’ ou ‘agora consigo diversificar mais minha alimentação’. E a cada dia que passa, vejo mais pessoas falando sobre o tema, criando receitas acessíveis e mostrando que o veganismo não é só pra gente branca e rica”.

Se interessou pela causa ou ficou com alguma dúvida? Acompanhe a galera pela hashtag #veganismodequebrada no Instagram e Twitter para saber mais sobre.

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Bastidores Funk

MC Lya e Mila cantam sobre saudade de rolê em novo videoclipe

As artistas da KondZilla Records Mila, do hit “Tudo Ok” (167 milhões de visualizações no YouTube) e MC Lya, da música “Virgem” (43 milhões) se juntaram pra fazer um som que resume bem a saudade que a gente tem de dar aquele rolê histórico. “Saudade Né Minha Filha” fala sobre sentir falta de sair com as amigas, fazer aquele estrago e só voltar pra casa no dia seguinte. Chega mais.

“A música em parceria com a MC Lya surgiu como uma ideia nossa de retratar esse sentimento de saudade que estamos vivendo nessa quarentena, e um deles é curtir com as amigas sem ter hora pra voltar”, comenta Mila.

O nome do som, “Saudade Né Minha Filha”, virou meme na internet nos últimos meses. A fala foi dita pelo Dr. Drauzio Varella em uma reportagem especial sobre a vida de mulheres trans presas e acabou virando bordão nas redes sociais.

Mila quebrou tudo no final de 2019 e no começo de 2020 com o hino “Tudo Ok“, ao lado de Thiaguinho MT e JS o Mão de Ouro. Logo no comecinho da quarentena, Mila veio com outro sucesso, “Amor Que Tu Perdeu“, dessa vez ao lado do Jottapê.

Como os shows pararam logo que o distanciamento social começou, Mila desacelerou o ritmo. “Nessa quarentena voltei a me dedicar ao piano, sou apaixonada, e também voltei a me exercitar em casa. Estou lendo bastante, tentando criar e trabalhar em cima do que podemos no momento. Desacelerei totalmente”, diz a cantora sobre o que tem feito nos últimos tempos. “Estou morrendo de saudade de voltar pra minha correria, para os palcos, onde é meu lugar”.

Enquanto a vida não volta ao normal, bora dar aquele play em “Saudade né Minha Filha” e dançar no quarto mesmo porque é isso que tá tenda e tudo bem porque o importante agora é a gente se cuidar!

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KondZilla Funk

KondZilla lança programa inédito de funk nas rádios Globo Rio e BH FM

Gosta de sintonizar na rádio e ser surpreendido com umas músicas inéditas? Então se liga no “Pancadão KondZilla”, mais uma novidade da casa, exibido nas rádios Globo Rio aos sábados das 15h às 16h e BH FM aos domingos, das 17h às 18h. Quer animar o seu final de semana escutando o melhor do funk? Então cola com o Portal KondZilla e pega a receita.

Comandado por Juninho Love, DJ Buiu e Robert Andare, o “Pancadão KondZilla” estreou no último final de semana, 27 e 28 de junho,nas rádios Globo Rio e BH FM trazendo o melhor do funk para os amantes do gênero que vem cada dia que passa conquistando mais e mais o mundo.

O programa que tem aproximadamente uma hora de duração é dividido em quatro blocos sendo eles: sucessos, apostas, brega funk e o melhor da cena trap e por fim o um momento de nostalgia com os melhores funks da KondZilla.

Já na primeira semana de programação deu bom como explicou o apresentador Juninho Love. “Teve uma repercussão legal, a galera do Rio de Janeiro aceitou bem, vem tendo uma procura e o melhor vai ser todo final de semana nas Rádios Globo Rio e BH FM Belo Horizonte”.

Gostou da novidade? Então, anota aí, o próximo encontro do “Pancadão KondZilla” é no próximo sábado, 4 de julho, na rádio Globo Rio das 15h às 16h e no domingo seguinte (5), na rádio BH FM das 17h às 18h. Esperamos por vocês com o melhor do funk veiculado pela produtora dona do maior canal de funk do mundo.

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Funk Consciente Histórias que inspiram Matérias

Aos 12 anos, MC Fefe passa a visão no funk consciente pra molecada e pros relíquias

contamos como o funk consciente tem resgatado jóias preciosas de dentro das favelas, dando assim, voz a quem fica limitado a dizer o que sente muitas das vezes. Consciente é: visão, favela, realidade, responsabilidade, mas também é amor, companheirismo e expectativa de progresso. Tudo isso, Felipe Daniel Augusto, 12, morador das quebradas Lauzane Paulista, Zona Norte,tem feito. Provavelmente você já ouviu falar do garoto prodígio MC Fefe,, mas se não vamos te contar a caminhada dele. Cola com o Portal KondZilla.

Com sucesso atrás de sucesso nas ruas os números apontam para um futuro promissor: “Vários se Jogou na Vida Louca” – MC LP 16 milhões de visualizações no Youtube; “Expondo meu Sentimento” – MC Ryan SP 17 mi; “Joga Esse Bumbum” 3,1 mi; “Meiotinha” 2,3 mi e “Hora da Virada” 2 mi.

MC Fefe iniciou o papo dizendo que a ficha do sucesso ainda não caiu.”Sempre soltamos trabalho com intuito de eles andarem, mas é inesperado ver as músicas batendo mais de um milhão”. Ao mesmo tempo o resultado é o combustível do trabalho. “Mas quando vem o resultado a sensação é diferentes, isso dá gás para trabalharmos mais”.

Com base na explicação de Fefe fica: o que um garoto de apenas 12 anos espera do funk? “O que eu espero do funk é reconhecimento, não estou só pelo dinheiro, isso é consequência do trabalho, almejo somente o mais simples de tudo mesmo”.

Imediatamente ele trás para a conversa o nome de um dos artistas relíquia mais influente para nova geração do funk. “O cara que eu mais idolatro é o MC Neguinho do Kaxeta, quero ser igual ele um dia”. Com tudo isso, qual é o significado do funk para Fefe? “Funk é amor, irmandade, companheirismo, mas também é tristeza, raiva, desabafo o funk é tudo”, disse com ar de reflexão.

Início da carreira

Influenciados por outros gêneros musicais fora do funk Fefe contou quando começou a cantar. “Comecei a cantar com quatro anos de idade, mas no funk mesmo foi quando eu tinhas uns sete ou oito anos”. Para a família, o artista mirim levar a música como profissão não foi uma surpresa. “Como eu canto desde cedo foi bem tranquilo para a minha família eles aceitaram de boas”.

Já a imersão no funk paulista em si para os familiares foi um choque. “Eu gostava mais de pagode, MPB e quando decidir canta funk foi meio um baque”. O receio veio através das mortes de artista do eixo capital baixada ocorridas entre os anos de 2010 e 2013 quando Fefe ainda era muito pequeno. “Eles [família] tinham um pouco de medo até pela morte de alguns artistas do funk que ocorreu, mas mesmo assim, sempre me apoiaram para eu continuar”.

Caçula de quatro irmãos, também envolvidos na indústria musical, atualmente MC Fefe é reconhecido até mesmo na escola. “Na escola os professores me conhecem, pedem pra tirar foto, pra eu manda vídeo para os filhos, é legal bem legal todo esse reconhecimento”.

Processo de composição MC Fefe

Seja boa ou ruim as vivências dentro da favela é o que traz as ideias para as composições do artista mirim. “Penso sempre nas coisas que está acontecendo dentro das favelas que eu presencio e também nas paradas que sabemos que vai acontecer no futuro”. Nem tudo é só tristeza a favela também tem fé no futuro. “Muitas das vezes eu tento relatar da forma mais positiva possível também”.

Para Fefe compor umas letras sobre a realidade das periferias o ajudou até mesmo expressar o que sentia. “Melhorou muitas coisas, às vezes quando não consigo falar alguma coisa, eu me expresso em forma de canção por exemplo”. A música evoluiu também a relação entre mãe e filho. “Eu troco ideia com a minha mãe, é a única pessoa que consigo me abrir de verdade, depois vou para o quarto e faço uma música, o diálogo serve como meio caminho andado para composição do som”.

O intuito é também passar a visão do certo e errado para os mais velho não cair no erro. “Falar sobre a realidade da favela é mil grau porque podemos passar a visão para os cara mais velho e também para os mais novos”. O objetivo é único. “Escrevo uns consciente para tocar na ferida e as pessoas não fazerem as coisas errada”.

Primeiro sucesso

Falamos aqui como o funk consciente vive nas crianças com MC LP, MC Bielzinho e MC Bebê King e o quarto elemento dessa história que não pode comparecer no dia foi MC Fefe. A música cantada pelos garotos no medley feito nas quebradas do Jardim Peri Alto, que por fim, acabou com um videoclipe interpretado por MC LP e MC Fefe, atualmente alcança a marca de 16 milhões de visualizações no Youtube.

Na época MC LP disse sobre o som “Vários se Jogou na Vida Louca”. “Fiz a música em casa porque um amigo do meu primo foi roubar e acabou morrendo. Peguei meu caderno e esperei as palavras virem na minha mente e de imediato veio ‘vida louca’ depois quem se joga ‘vários’. Aí eu cantei no baile e fizemos o medley aqui no morro até que estourou”.

Com a explosão da música Fefe conquistou reconhecimento de diversos artistas e foi contratado pela produtora Sonar Music onde permanece até o momento. O artista mirim contou como foi chegar na gravadora e está ao lado de nomes renomados da indústria. “Aquele momento que eu estava na mesma gravadora com uns artistas que é referência pra mim foi único vou levar para toda a minha vida”.

Por fim, MC Fefe passou a visão para a molecada de favela que também carrega o sonho de ser artista dentro de si. “O conselho que me deram e eu acatei é: não pode desistir, as pessoas vão falar de você, vai ter as barreiras, mas desistir deve está fora da lista de opções. Cabeça erguida e marcha nos trabalhos”.

Acompanhe MC Fefe no Instagram

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Coronavírus / Covid-19 Notícias

Grande São Paulo avança para fase amarela: novas medidas devem valer a partir de 3 de julho

O Governo do Estado de São Paulo anunciou em coletiva de imprensa na última sexta-feira (26) o avanço da cidade de São Paulo para a fase amarela. Segundo o plano do governo, nesta fase é permitido a abertura de limitada a 40% da capacidade de salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes. Estende-se também o horário de 4h para 6h de funcionamento para escritórios e comércios. Prefeito de São Paulo informou que aguardará esta semana para que medidas possam ser implantadas na capital a partir do dia 3 de julho, sexta-feira.

Para o avanço de qualquer município para uma nova fase do Plano São Paulo é preciso que não ocorram novos casos da doença e que tenham vagas nas UTI. Segundo os números apresentados pelo governo estadual, as internações na UTI diminuíram e há cada vez mais leitos livres, enquanto o de novos casos está estável, o que permite esse avanço. Essa era a expectativa do governo com a reabertura de escritórios e parte do comércio.

Mesmo com o avanço da capital e outros municípios para a fase amarela, o governador reforçou que a quarentena em São Paulo se estende novamente até 14 de julho com a recomendação de continuar em casa. A covid-19 ainda não tem cura e o melhor remédio ainda é o distanciamento social.

“O sexto período da quarentena começa no dia 29 de junho e vai até 14 de julho. Estamos completando 100 dias de quarentena em 1º de julho. E o novo mapa do Plano São Paulo continua sendo uma ferramenta técnica muito importante para planejamento e execução de todo o combate à pandemia no estado”, disse o governador João Doria. “O Plano SP completa 30 dias na próxima terça (30) e vem seguindo seu curso com sucesso e credibilidade”.

Mesmo com o governo do estado permitindo o avanço da capital, houve uma recomendação para que aguardasse mais uma semana antes da aplicação das novas medidas. Uma das justificativas é que a doença tem um ciclo de 10-14 dias para apresentar os sintomas, e com isso o estado poderia confirmar se a abertura do comércio no começo do mês está controlado e se os números são reais. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, presente no anúncio aceitou o pedido.

“O município vai acatar essa solicitação do Centro de Contingência. Vamos, durante a semana que entra, conversar e dialogar com os setores que agora podem voltar a funcionar na fase três, avançar e, se tudo der certo, assinar os protocolos, para que eles possam aguardar o resultado na sexta-feira (3) da semana que vem. Se o resultado confirmar o município na fase amarela, eles poderão reabrir a partir 6 de julho”, reforçou o prefeito.

Por enquanto, nada muda na capital de São Paulo. Durante a semana governo do estado e prefeitura devem anunciar novas medidas para a capital.

Para saber mais do último relatório do governo, acesse por esse link.

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Diversidade Funk

Artistas LGBTQI+ pra você conhecer e ouvir

Estamos no mês do Orgulho LGBTQI+ e a data serve pra celebrar as conquistas do movimento. Um assunto que é legal a gente parar pra pensar é o seguinte: quantos artistas LGBTQI+ vocês escutam? É muito importante que nós sempre procuremos artistas que não são iguais a gente pra aprender mais. Então se liga nessa galera que a gente separou pra você conhecer.

Quebrada Queer

O Quebrada Queer é um coletivo de artistas LGBTs formado por Lucas Boombeat, Guigo, Harlley, Murillo Zyess, Apuke e Tchelo Gomez. O grupo usa o rap pra se expressar e falar sobre homofobia e outros temas vividos por eles.

DJ Iasmin Turbininha

A DJ carioca Iasmin Turbininha é uma das grandes representantes do funk carioca dos últimos anos. Ela tá sempre um passo a frente da maioria e tem diversos podcasts com vários tipos de funk: 150 BPM, 170 BPM, arrochafunk e por aí vai.

MC Persan

Novo no cenário do funk, MC Persan veio pra representar os gays do funk. Por enquanto, ele só tem a lançada a música “Mundão Girou”, mas já tá mostrando que tem o dom pro negócio e logo em seu primeiro som já veio com aquela mensagem pra boy que não valoriza a gente, que merece levar o troco.

Ludmilla

Ludmilla já é conhecida por geral, né? Ela assumiu seu relacionamento com a dançarina Brunna Gonçalves no ano passado. A Lud tem milhares de hits há muito tempo, mas recentemente ela lançou um EP do pagode que é tudo que a gente precisava.

Rosa Luz

Rosa Luz é uma artista com vários talentos: cantora, performer e criadora de conteúdo. Em seu trabalho, ela reflete sobre racismo e transsexualidade, falando sobre suas vivências.

Lia Clark

Lia Clark é uma artista drag queen. O tom do trabalho é aquela mistura que a gente ama de pop com funk e várias outras influências musicais.

Urias

Urias é uma das revelações musical dos últimos tempos, mas já tá quebrando tudo. “Diaba”, videoclipe lançado ano passado, ganhou como melhor direção de arte na premiação Berlin Music Video Awards, ficando na frente de gigantes como a artista Dua Lipa e o duo Chemical Brothers.

MC Dricka

MC Dricka, a rainha do fluxo também é LGBT e tem crescido cada vez mais. A mandrakona é foda no mandela e já acumula hits, como “Empurra Empurra” e “Bate Bate”.

Jup do Bairro

Diretamente do extremo sul de São Paulo, Jup do Bairro usa sua voz potente para debater sobre temas relacionados com questões sociais e o corpo, suas vivências e outros temas. Ela lançou recentemente o EP “Corpo Sem Juízo“, com produção da Badsista, participação de Deize Tigrona e diversas reflexões.

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Conte aqui sua historia Histórias que inspiram Matérias

Depois de um acidente, MC Patif voltou pro funk pra passar a visão pra juventude

Hoje no Conte Aqui Sua História, projeto que a KondZilla abre espaço pra você falar do seu corres, vamos conhecer mais sobre o MC Patif. Diretamente do Guarujá, ele carrega consigo as feridas da vida depois de um acidente, mas que nunca desistiu do sonho de ser MC. Chega mais.

“Salve família, me chamo Carlos, tenho 25 anos e sou mais conhecido como MC Patif, sou de Guarujá – São Paulo e vim resumir um pouco da minha história pra vcs.

Sempre tive o sonho de ser MC, desde pequeno sempre escutei funk, acompanho o Kondzilla desde o começo. A cada videoclipe que assistia aumentava meu desejo de me tornar um MC. O pessoal sempre me zoava quando eu dizia isso porque eu era muito tímido. Porém eu era muito novo e por não ter dinheiro para gravar minhas músicas, guardei aquele sonho por anos.

Tempos depois, em 2013, eu tava trabalhando em um mercado e conheci meu ídolo Kond, e naquele dia resolvi voltar com meu sonho do funk.

Foi no Estúdio Progresso Records do MC Gringo Jpsa que realizei o sonho de ter minhas letras produzidas.

Depois de ter minhas primeiras músicas e as coisas começando a andar, sofri um acidente. Sempre me perguntam sobre as cicatrizes que tenho no braço, são queimaduras de terceiro grau que tive causadas um incêndio que aconteceu na minha casa em 2014, são as tatuagens que a vida me deu.

O acidente quase me fez desistir do funk, mas voltei a cantar por causa dos meus fãs e porque eu sabia que ainda não tinha dado nem 1% da minha capacidade no funk. Meu sonho é levar a visão pra todos os menor de comunidade.

Tantos anos tentando e agora em junho a vocalista do Bonde do Forró, Juliana Bonde, dançou minha música “Soltinha” na live dela. Depois disso começou a chover proposta de produtoras. Nunca desistam dos seus sonhos!”

MC Patif é a prova de que quem sonha consegue, depois de muitas situações difíceis na vida, ele não desistiu do sonho de viver do funk e está começando a colher os frutos dele. Se identificou com a história dele? Manda a sua pra gente no e-mail conteaquisuahistoria@kondzilla.com com suas fotos, redes sociais e o contato pra gente falar com você.

Acompanhe o trabalho do MC Patif nas redes sociais: Instagram

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Matérias

Gírias das quebradas de São Paulo para você aprender

“Salve parça”.”Mó fita tio”. Você sabe quais são os sentidos dessas frase? Caso você seja morador das quebradas de São Paulo provavelmente já ouviu alguém falar e consequentemente consegue entender bem os significados. Pensando nisso, trouxemos algumas gírias bastante usada no estado de São Paulo. Cola com o Portal KondZilla e se identifica. Aproveite pra conferir as gírias da série Sintonia também.

 

Pra contextualizar, gírias são expressões utilizada geralmente em contextos informais, ou seja, naquele bate papo com os aliados da favela. Elas costumam representar a fala um grupo ou região. Logo as gírias de São Paulo na grande maioria podem ser diferentes das do Rio de Janeiro, por exemplo.

Gírias

Mano

Mano pode ser uma pessoa. Pode ser usado na pergunta ou até como um respiro na fala. Exemplo: o mano tomou um enquadro (abordagem policial). Mano do céu, papo reto?

Mandrake

Estiloso ou descolado. Exemplo: Aquele maluco está usando uma lupa (óculos) mandrake ou aquele mano é mandrake (estiloso).

Bala

Algo bom ou extraordinário. Exemplo: mano você viu aquele boot? Coloquei nos pés ficou bala ou aquele robozão (moto) é bala.

Encosta ou encostando

Ir ou indo. Exemplo: Ta de quebrada? To encostando ai na sua ou vamos encosta lá no shopping comprar um panos (roupa) mandrake.

Goma

Casa. Exemplo: to encostando ai na sua goma ou vamos lá na minha goma?

Agradece

Agradecer ou derivado do obrigado. Exemplo: Salve mano, tranquilidade? Deixei uma camiseta mandrake para você lá na sua goma (casa). Só agradece meu bom.

Fita

Situação, assunto ou intenção. Exemplo: mó fita o que aconteceu ontem lá no baile ou estava suave no baile o cara encostando em mim toda hora já logo pegue a visão de qual era a fita dela estava cheio dos perreco pro meu lado.

Perreco

Briguento ou mentiroso. Exemplo: estava ontem com os aliado na quadra jogando um fut tinha uns cara lá chegando forte louco pra arrumar um perreco ou para de ser perrequeiro que você não encostou no fut ontem nada.

Moiado

Pode dar errado ou deu errado. Exemplo: ia trombar aquela mina (mulher) mas moio o pai dela brecou ela de sair ou queria comer um lanche lá na tia mas moiado fim de mês minha verba (dinheiro) não caiu ainda na conta.

Relíquia

Antiguidade ou sabedoria. Exemplo: sabe aquele mano lá que encosta com nós? Ele é relíquia gosta de funk desde a época do Neguinho do Kaxeta ou tá com dúvida se deve pegar essa oportunidade? Conversa com seus pais ele é relíquia vai saber te passa a visão.

Liga nois

Conta comigo. Exemplo: mano estou precisando de alguém pra colar comigo no rolê sexta-feira. Demorou, liga nois que nós cola.

Banca

Reunião de amigos. Exemplo: e aí, está de bobeira? Vamos colar lá na banca dos amigos ou vou encosta ali na banca dos aliado

Sem visão

Vacilão ou sem respeito. Exemplo: o mano estava falando na banca que não respeita os pais, maluco totalmente sem visão

Trampo

Trabalho. Exemplo: amanhã tenho que acordar cedo pra ver um trampo ou estou cansado acabei de chegar do trampo.

Desacerto

Deu errado. Exemplo: fui ver um trampo ontem e não deu certo maior desacerto ou ia deixar o cabelo na régua hoje mas o cabeleireiro está fechado maior desacerto.

Na maldade

Intenção ruim. Exemplo: estava descendo a rua tinha dois cara em uma moto na minha maldade ou o mano logo pisou no meu boot já fui na maldade dele.

Mala

Bem vestido ou arrogante. Exemplo: colei no baile final de semana com um kit mala ou não vou colar com aquele mano não mala pra carai ele.

Lupa

Óculos. Exemplo: comprei uma luta da Oakley mala ou vou lançar uma lupa foda.

Zé povinho

Fofoqueiro. Exemplo: mano colei no baile ontem escondido da minha mina mas moio tinha vários zé povinho lá ou estava dando uma festa de quebras em casa e os zé povinho tudo de olho.

Bandida

Elogio pras minas de quebrada. Exemplo: viu a mina que passou? Bandida demais ela ou estou apaixonado por uma bandida.

Gostou da lista de algumas gírias usadas nas quebradas de São Paulo? Então deixa nos comentários alguma gíria que você quer saber o significado que iremos trazer a parte 2 dessa matéria, fica de olho que apresentaremos também as gírias usadas no funk consciente e as gírias do universo grau e corte.

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Matérias Funk

Carolinne Silver dá o papo sobre quarentena e o futuro da carreira

A quarentena fez todo mundo se adaptar a uma nova rotina, daqueles que começaram a trabalhar de casa ou tiveram que mudar a rotina, a pandemia mudou o nosso dia a dia. A mesma coisa aconteceu com a Carolinne Silver, youtuber com mais de 2 milhões de inscritos, conhecida por fazer conteúdo de funk, e cantora, que tem conquistado seu espaço no funk e já acumula alguns milhões com “Ponto G” (2 milhões), com a MC Henny. Chega mais.

Antes de se lançar como cantora, Carolinne ficou conhecida por causa de seu canal no YouTube, que tem quase 3 milhões de inscritos e 4 anos de conteúdo postado. “Comecei a gravar escondido da minha mãe e viralizei fazendo vídeo de playlist de funk. Depois com um vídeo imitando MCs“, conta a youtuber sobre o começo de sua caminhada no funk. “Lancei algumas músicas no meu próprio canal, mas precisava de mais coisas. Agora to na Love Funk e tamo andando com os trabalhos”.

Carolinne começou a cantar com seis anos, com 12 gravou a primeira música e fez o primeiro show em Osasco, onde ela morava antes de se mudar pra Zona Leste de São Paulo. Um dos sons que ela lançou em seu próprio canal, “Tá Chovendo Homem“, tem mais de um milhão de views e o hit “Ponto G“, com a MC Henny, no canal da Love Funk, tem mais de dois milhões.

Porém, com a chegada do novo coronavírus no Brasil, a carreira teve que dar aquela brecada. “No começo eu achei que ia passar rápido, sempre fazia chamada em vídeo com os amigos, fiz muito Tik Tok e atualizei minhas séries. Eu tenho um problema que eu não curto ficar parada, gosto de estar na ativa fazendo as coisas que eu gosto. Ficar só em casa sozinha bate muito desânimo, ai foi que eu decidi ‘voltar com o canal’, que tava parado há um mês”, comenta Carolinne sobre o que tem feito na quarentena.

O medo da pandemia, a vontade de sair e o tédio tem feito muita gente ficar com o psicológico abalado. “Melhorei muito meu psicológico depois que eu mudei pra ZL. Minha mãe me ajuda bastante, quando ela vê que eu to muito deitada sem querer fazer nada, ela me dá ideias de conteúdos pra gravar. E eu também converso com meus amigos e vejo que tá todo mundo no mesmo barco”, diz ela sobre como tem feito pra não cair na bad durante esses dias.

“Tenho muita saudade de fazer show, de ir pra rolê, ir pra praia, andar na paulista no domingo, das minhas aulas de teatro”, comenta Carol sobre a rotina que sente falta. Por enquanto, ela tem sonhado com o futuro na música e continua trabalhando com o Instagram e o YouTube. “Gravei dois clipes, todos com muito cuidado e equipe mega reduzida. Em ‘Mandrakona‘, eu quis representar bem as minas e já está com mais de 200 mil visualizações em menos de um mês, sem eu nem ter música estourada ainda, espero que vire hit”.

Além de pensar alto na carreira de cantora e a vontade de voltar pra vida normal, Carolinne ainda espera que as pessoas tenham aprendido com a pandemia. “Espero que as pessoas tenham aprendido a dar valor às coisas mínimas que é o toque e como ele é importante”.

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Educação

Governo de São Paulo planeja volta às aulas presenciais em setembro

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (24), o plano de retomada das aulas presenciais a partir do dia 8 de setembro. Chega mais pra entender.

A proposta é que todas as cidades paulistanas retomem as aulas presenciais na mesma data e a previsão do governo é que no começo de setembro o estado inteiro já esteja na fase amarela de flexibilização, há pelo menos um mês. O plano envolve todo o sistema estudantil de São Paulo, do infantil até o ensino superior.

Segundo o governador de São Paulo João Doria (PSDB), o plano de retomada inclui protocolos de distanciamento social, monitoramento da saúde dos alunos, higiene pessoal e dos ambientes das escolas.

A primeira etapa da retomada das aulas presenciais consiste no retorno de apenas 35% dos alunos pra garantir um espaço de 1.5m de distância. Em alguns casos não será possível essa regra, por exemplo no ensino infantil com bebês e crianças pequenas.

Já a segunda etapa prevê 70% dos alunos estudando de maneira presencial, porém, pra que ela entre em ação, pelo menos 60% dos departamentos de saúde (hospitais, postos de saúde, etc) de São Paulo devem estar na fase verde, permitindo assim uma flexibilização maior.

O terceiro e último passo do plano de retomada prevê a volta de 100% dos alunos, mas assim como na segunda fase, ela depende do estado dos departamentos de saúde e só vai entrar em prática caso 80% dos departamentos já estejam na fase verde.

No estado de São Paulo, as aulas estão suspensas desde o dia 16 de março deste ano, quando vários setores da sociedade começaram a fechar para aderir ao isolamento social.

Apesar de ter uma previsão para a volta às aulas, os próximos passos da retomada não tem data porque elas dependem de como a pandemia vai estar controlada. O Brasil já passou dos 1 milhão de casos do novo coronavírus e mais de 50 mil pessoas já morreram.

Leia o plano de retomada na íntegra.