Categories
Comportamento Matérias

Justin Bieber brasileiro viraliza nas redes sociais

“Now you got that inhame inhame”. Você provavelmente deve ter visto algum meme do Justin Bieber carioca nas redes esses dias. Nós trocamos uma ideia com o Daniel Xavier, que criou o meme pra entender da onde surgiu a ideia. 

Daniel Xavier, 22 anos, cria da favela do lixo [Cabo Frio], que hoje mora em São Paulo, viralizou na internet nos últimos dias como o Justin brasileiro, mas a história dele nas redes vem de anos. “Vim de família pobre de favela e minhas brincadeiras na infância eram no quintalzinho, de pipa e tal. Fui ter meu primeiro notebook em 2010, que travava pra caramba, mas dava pra ver vídeo no YouTube”. 

Na época, ele já era fã do Justin e criou um canal como Justin Bieber Brasileiro. “Antigamente tinha preconceito que quem era fã do Justin era viado e eu nunca liguei pra isso, sempre fui cria e fã dele”. Daniel é tão fã do artista canadense, dono de hits como “Yummy“, “Baby” e “Sorry“, que tem até algumas tatuagens iguais ao ídolo. 

Nisso, Daniel já começou a criar vídeo na internet do jeito que dava. “Eu nem tinha noção de nada, achava que ia acontecer que nem com o Justin, postar um vídeo na internet e viralizar. Fui crescendo e alguns vídeos meus chegaram a viralizar e bater 1 milhão de visualizações, mas nunca desse jeito”, conta ele. 

A brincadeira que o levou a ganhar mais de 100 mil seguidores no Instagram em um dia veio do nada. “Isso tudo aconteceu depois que eu comprei um Iphone pra melhorar a qualidade dos meus vídeos. Baixei o aplicativo e comecei a brincar com os personagens que tem lá e o que encaixou mais foi o Justin”, explica Daniel. “Gravei o vídeo na barbearia e joguei no Instagram e no Tik Tok e no dia seguinte já tinha viralizado. 

Depois de muitos anos criando conteúdo na internet, Daniel tá ligado que meme é passageiro. “Agora preciso ter mais ideias pra ir mantendo porque os vídeos tão levando alegria pra galera, mas meme é passageiro”, diz. “Nisso de viralizar, consegui o contato com um cara da equipe do Justin e agora só vou parar quando ele me notar”. 

Acompanhe o Justên nas redes sociais: Instagram // Tik Tok // Twitter

Categories
Conte aqui sua historia

“O funk está me salvando do vício”, a história da MC Lalão do TDS

Sexta-feira é dia de Conte Aqui Sua História, dia de conhecer alguém que vai passar uma visão da vida. Hoje quem brota aqui no Portal KondZilla é a MC Lalão, que achou no funk um conforto na luta contra a dependência química. Chega mais. 

“Meu nome é Larissa, tenho 23 anos. Meu vulgo é Lalão, meu nome artístico é MC Lalao do TDS porque eu fui nascida e criada no Taboão da Serra. Vou contar um pouco da minha história pra vocês.  

Eu sempre fui de rimar em rodinha, em escola, na rua. Sempre rimei sério ou zoando, mas sempre entre família ou amigos. Eu tenho um problema com droga, sou dependente química, dois anos tentando parar e quatro meses atrás, depois de um uso abusivo de dois dias, fiquei mal.

Eu já passei por várias coisas: clínica, atendimento e terapia e esse dia cheguei em casa, não tinha ninguém e eu tomei todos os remédios que eu tinha pra ajudar na dependência na intenção de acabar com tudo isso. Graças à Deus não aconteceu nada, to aqui firme e vivona porque me socorreram.

Isso tem quatro meses e dois dias eu acabei saindo de novo, usei de novo e cheguei em casa e falei que não dava mais, que essa vida não dava mais pra mim. É foda, só quem é ou tem alguém na família que é sabe o quanto isso é foda. Eu já to há dois anos tentando parar e não consigo, mas decidi tentar e ficar em casa. 

Nisso que comecei a ficar em casa, batia muita neurose, eu virava dois dias sem dormir, ficava só andando dentro de casa pensando. Foi aí que decidi voltar a escrever. Nas antigas eu escrevia uns raps então voltei a escrever. Isso tem uns quatro meses e até agora to firmona e o funk tem me ajudado nisso. Tem uns funks conscientes, tipo “Toma Juízo”, do MC Menor MR que fala de vício e me inspiro muito nisso. 

Tenho escrito sobre minha história e meu problema com droga, quero passar a visão que essa porra mata e não é brincadeira. Eu ouvi isso minha vida inteira, que droga matava, mas a gente quando é novo acha que não vai acontecer nada e quando vê tá no fundo do buraco.”

https://www.youtube.com/watch?v=QVVfbxSt-RQ

O funk pode mudar vidas e ajudar em muitos momentos difíceis, como está auxiliando a vida da MC Lalão. Se identificou com a história dela? Manda a sua pra gente no e-mail conteaquisuahistoria@kondzilla.com e não se esqueça de nos mandar seu telefone, fotos e redes sociais.

Categories
KondZilla Musica

MC Hollywood fala sobre novo disco comemorando oito anos de carreira

O Tio Holly tem uma caminhada longa no funk, com uns hits inconfundíveis, como “Tipo Rave Balança o Popo“, “Rapidamente Treme o Bumbum” e “É Rave Que Fala Né“. Muito conhecido pelo funk-rave de qualidade e a voz de ópera, MC Hollywood tá preparando um disco pra celebrar seus oito anos de carreira e contou pra gente do Portal KondZilla um pouco sobre. Chega mais. 

A ideia de fazer um disco surgiu com a quarentena por causa dos bailes brecados. “Depois que gravei o videoclipe ‘Vai Sentando Amor‘, recebi um som de um parceiro do Guarujá que mistura o funk com eletrônico e nisso já surgiu a ideia de montar um disco”, conta Holly. “Agora a gente precisa lançar bastante música pra movimentar as plataformas digitais porque a divulgação que a gente fazia nos 20, 30 baile que a gente fazia por mês, não tá tendo”. 

O disco vai sair no comecinho de outubro, mas os singles vão começar a sair em breve. “A principal inspiração pro disco é o primeiro single, ‘Brota no After’, que vai sair clipe. Mas vai ter funk-rave, trap que ainda não tinha feito, arrocha-rave, funk 150 BPM. 

Além de fazer uma mistura de ritmos, as letras também vem nessa pegada de relembrar todos esses anos de corre no funk. 

 O primeiro single sai no dia 13 de agosto, então fica ligado no Canal KondZilla e já segue o Hollywood no Instagram porque ele vai postar os bastidores no IGTV. 

Categories
Funk

Audino Vilão ensina Filosofia na linguagem da quebrada

Na maioria das vezes filosofia é uma matéria difícil de entrar na cabeça né!? Aqueles pensamentos profundos, cheio de palavras difíceis fazem os jovens perderem um pouco o interesse pela matéria prejudicando todos. Pensando nisso, o mano Marcelo Henrique, vulgo Audino Vilão, 18, lançou um canal no Youtube onde desmistifica toda a burocracia da matéria e passa seu conhecimento na linguagem da quebrada. Quer saber mais do corre desse mano? Então pega a visão com o Portal KondZilla.  

Já imaginou alguém traduzindo Karl Marx para gírias paulistas ou Nietzsche como o famoso rouba brisa? Audino Vilão, dono do canal no Youtube com quase 90 mil inscritos explicou como surgiu a ideia. “Foi de uma brisa que eu tive de explicar o comunismo de forma engraçada e descontraída, mas na real ficou bem didático o vídeo e eu acabei postando”. Como o sucesso dos conteúdos que ultrapassam a casa dos 200 mil o jovem ficou ainda mais motivado. “As maiores motivações são sem dúvida o tanto de salve que a rapaziada tá me dando falando que gostou, tanto professores, quanto os quebradas”. 

Estudante do 5º período de história a distância (EAD), o sonho de Audino Vilão é ser professor da rede pública e instigar o conhecimento nos favelas. “A cultura suburbana está trabalhando muito bem, temos os rappers atuais fazendo apologia ao conhecimento e instigando a molecada ir em busca, então, eu particularmente como docente, vou fomentar ainda mais isso que está sendo plantado”. 

Entretanto, o jovem reconhece que a ingressão de um favelado na universidade não é tão fácil e listou alguns pontos a existentes a serem vencidos. “Fora se sustentar digo: xerox, passagem de busão e alimentação. Acredito que seja o preconceito de alguns professores e alunos de  cursos mais elitista, as vezes rola também pessoas tentando te desqualificar pela questão social”, disparou ele. 

View this post on Instagram

Bom dia familia naquele piqueee

A post shared by Audino vilão (@audinovilao) on

Como se reconhecer um periférico e os sonhos do Vilão 

Diretamente das quebradas Vila Monte Alegre – Paulínia, interior de São Paulo, Audino Vilão explicou que é muito importante se reconhecer como um periférico para se libertar do preconceito. “Assuma sua quebrada como pátria seja: bairro popular, morro ou invasão, reconheça seus vizinhos como amigos, senta orgulho da comunidade, lutem por um saneamento melhor, luz de qualidade”. Para Audino a parada é se orgulhar da quebrada independente de qualquer coisa e para isso citou o grande compositor de samba Arlindo Cruz para explicar o raciocínio. “É você fazer da sua comunidade como um todo um lugar onde se orgulha de está, acredito que a música “Meu Lugar” do Arlindo Cruz consegue resumir isso”.

Sobre sonhos e futuro do canal que vem transmitindo conhecimento para muita gente de forma simples e fácil disse. “Meu sonho é estabilizar e solidificar o canal e para que eu possa trazer da melhor forma possível o conhecimento pra rapaziada”. O trabalho já está na rua, depois do sucesso, Audino lançou conteúdos como: “Sócrates parado no bailão” , “Aristóteles pagando de coach” e “Bauman: de copão na mão em uma sociedade líquida“. “Estou trampando pra isso, aguardem pluralidade, em breve vou trazer contexto de história e sociologia também”. 

Por fim, Audino Vilão deu o papo para os quebradas. “E aí vilão, suave? Pega a visão, existe golpe de tudo, menos 157 no conhecimento que se já tem! Ninguém tira isso de você então marcha nos estudos”, concluiu.

Vale ressaltar, que além do corre du Audino Vilão no Youtube, nos últimos tempos diversas páginas vem surgindo para mostrar que funkeiro tem visão de progresso quanto a estudo e também incentivar a molecada no corre escolar como: Funkeiros Cults e Professores Funkeiros.

Gostou do corre do Audino Vilão e acredita que ele pode somar conhecimento para os nossos quebradas? Então se liga, o jovem está fazendo uma vaquinha para conseguir aprimorar os vídeos comprando equipamentos de gravação e você pode somar nessa ajudando no seguinte link

Acompanhe Audino Vilão nas redes sociais: Instagram // Youtube

Categories
Matérias

Uma lista de podcasts feitos por pretos pra você seguir

Não é de hoje que os podcasts estão em alta, depois da febre que foi o YouTube, a nova onda foi a criação dos podcasts, um formato fácil de gravar conteúdo, independente do assunto. A gente já fez uma lista de alguns podcasts de quebradinha pra você conhecer e hoje trazemos mais algumas indicações de programas de podcasters negros pra você acompanhar. 

Juju Denden é a idealizadora do “Podcast Sem Nome. Porém, Preto“. O programa aborda audiovisual criado, produzido e protagonizado por pretos do ponto de vista da galera preta. A criadora explica a ideia surgiu da falta programas parecidos. “A ideia veio ano passado, em 2019, depois de perceber que não tinha nenhum podcast ou canal de informação de cinema preto internacional ou nacional”, explica ela. “Como grandes consumidores de cultura preta, principalmente de filmes e série, a gente sempre precisava de uma busca muito grande pra achar material sobre os filmes e geralmente eram todos de um ponto de vista branco. Então as referências, trocas e referências eram completamente distintas porque não é o lugar de fala das pessoas que estavam ali falando”. 

View this post on Instagram

Este é um post de apreciação aos 34.3% dos indicados ao EMMY 2020, que são excelentemente bons atorxs e pretxs. Yep! Isso mesmo! A premiação dese ano bateu o recorde de indicação de atores negros. Então, não poderíamos deixar de mostrar esses sorrisos que também são os nossos e que nos representam! Abram alas para os nossos indicados preferidos, fora de ordem mesmo: Angela Bassett, Regina King, Kerry Washington, Issa Rae, Lupita, Yvonne Orji, Tracee Ellis Ross, Ocatvia Spencer, Mahershala Ali, Sterling K. Brown, Eddie Murphy, Anthony Anderson, Don Cheadle, Trevor Noah, Laverne Cox, Jeremy Pope, Phylicia Rashad, Cicely Tyson, Thandie Newton, Ron Cephas Jones, Samira Wiley, Jeffrey Wright, Giancarlo Esposito, Zendaya, Billy Porter, Wanda Sykes, Maya Rudolph, Andre Braugher, Dime Davis, Stan Lathan, Nicole Byer, RuPaul, Lawrence Fishbourne, Mamaoudou Argue, Chiwetel Ejiofor, Jasmine Cephas Jones, Corey Hawkins, Stephan James. Watchmen, que tem nossa rainha Regina King, lidera as indicações com 36 indicações. Outro destaque, pra nós, é que INSECURE (pois é nossa série queridinha) recebeu 7 indicações, entre elas: Melhor Comédia, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor elenco, supervisão musical etc…enfim, tudo que a gente gosta e fala bem na série. Mas tem muita coisa, então vamos tentar resumir: Anthony Anderson e Tracie Ellis Ross foram indicados por Black-ish; Don Cheadle por Black Monday; Andre Braugher por Brooklyn 99; Mahershala Ali por Ramy, e pela produção executiva do programa infantil "We are the dream" da HBO; Kenan Thompson por fazer parte do Saturday night Live e o Eddie Murphy por ter sido o melhor convidado (amamos!); Sterling K.Brown por This is us e The Marvelous Mrs Maisel (tão foda que é indicado por papéis em duas séries diferentes!); Billy Porter por Pose; Zendaya por Euphoria; Giancarlo Esposito por The Mandalorian e Better Call Saul; Octavia Spencer por Self made e Kerry Washington por Little Fires everywhere. Bom a lista é imensa, mas já deu pra ter uma noção de tudo. O que acharam?

A post shared by PODCAST S/ NOME; PORÉM, PRETO. (@porempreto) on

Lançado em março e disponível no Spotify, o “Podcast Sem Nome. Porém, Preto” já tem seis episódios que falam sobre diversos temas como a série “Insecure”, a influência do Denzel Washington no cinema, sobre o cineasta Spike Lee e por aí vai. Além da mediação de Juju Denden, o podcast conta com mais uma galera: Aimée Silva, Asindayle Apangesy, Diogo Comum, Licínio Januário e Raul Perez

Além de ser extremamente importante ter pretos falando sobre a arte preta, como explicou Juju sobre a questão das vivências e referências, vale ressaltar que em todos os lugares ou seja qual for o assunto, é importante ter pontos de vistas diversificados. “Nós não somos tokens [uma prática superficial de incluir minorias, como pretos, LGBTS], nós temos lugar de fala em todas as profissões e em várias formas de arte, seja por trás ou na frente das câmeras”, explica Juju. “Trazer outros pontos de vistas (seja a pessoa maquiadora, empresária, videomaker) agrega porque, por exemplo, você não tem como fazer um comercial falando de coisas que você não conhece. Não têm aquele ponto de referência que realmente saiba ou a uma percepção melhor daquilo, como afeta, o que pega bem e o que não pega. Tem que ser diverso porque nós somos diversos”. 

O “Podcast Sem Nome. Porém, Preto” trata sobre audiovisual, mas existem vários outros programas sobre outros assuntos, todos feitos por pessoas pretas. Chega mais:

45 de Acréscimo 

Podcast feito por sergipanos que trata de vários assuntos relacionados ao Futebol. 

O Lado Negro da Força

O programa é voltado para a cultura nerd, abordando assuntos diversos como filmes, quadrinhos, séries e tudo mais, sempre no ponto de vista da galera negra.

HyCast

O HYcast também é um podcast voltado pra cultura pop, mas acaba também falando de outros temas que envolvem a sociedade, sempre com um tema mais humorístico. 

Lado Black

O podcast Lado Black aborda diversos assuntos diferentes ao longo dos episódios, tem programas sobre história, assuntos que ganham notoriedade no dia a dia, filmes e muito mais. 

Categories
Bregafunk Matérias

MC Mari estourou no bregafunk durante a quarentena

Apesar da falta de baile, festinhas e sociais, teve muito funk estourado durante os últimos meses. Já falamos de alguns, como: “Na Raba Toma Tapão”, do MC Niack. Um dos sons que rodou pra caramba nas redes sociais foi “Xereca de Mel“, da MC Mari com a dupla Shevchenko & Elloco, que já tem mais de 15 milhões de visualizações no YouTube. O Portal KondZilla bateu um papo com a cantora baiana pra saber mais sobre esse sucesso. Chega mais. 

Antes de se tornar um brega-funk, “Xereca de Mel” era “Soca Socadinha“, um mandelão que a MC Mari fez com produção do DJ Will DF. Essa mistura tem bastante a ver com a vida da cantora de apenas 23 anos, nascida na Bahia. 

Mariana Kruschewsky, antes de se jogar no funk, passou por outros estilos musicais. “Comecei a cantar com 10 anos. Passei por algumas bandas de forró na época que morei em Sergipe e depois quando voltei pra Bahia, com 16 anos, entrei na banda ‘Na Pegada da Loira’. A gente fez sucesso com a música ‘Novinha Inteligente’’, comenta ela sobre o começo de sua carreira musical.

Apesar do começo no forró e de gostar de vários estilos musicais, MC Mari sonhava com o funk. “Sempre escutei funk, eu ia em festas e os bailes na Bahia eram mais diferentes, com mais paredões automotivos”. 

Com o sucesso de “Xereca de Mel”, MC Mari pode relembrar os velhos tempos. “Fiquei surpresa porque pude retornar às minhas origens de uma forma ou de outra. Sou nordestina com muito orgulho”, diz ela. “A música foi uma das mais ouvidas no Brasil e viralizou de uma forma que todo mundo tava gravando vídeo com ela. Não existe felicidade maior”. 

Com vários sons rolando nas redes sociais, a cantora baiana quer se jogar em vários gêneros da música brasileira.

Em tempos tão diferentes como esses que a gente viveu dentro de casa, MC Mari aproveitou pra compor mais músicas e descansar. “O resultado de tanto tempo compondo foi acertar mais alguns hits, como ‘Linguadinha’, ‘Cafetão e Cafetina’,’ e ‘Ai Amor‘, todas com mais de um milhão no YouTube”. 

De onde vieram esses hits vem muito mais e MC Mari tá focadona nos trampos, então já já teremos mais sons estourados por aí. 

Categories
Produtor / DJ Matérias Funk

Da Baixada Santista, Mu540 e Kyan unem funk, rap e trap criando um som único

Não chega a ser uma novidade saber que as favelas vem cantando trap, a diferença é que aos poucos, o som de fora vem criando uma cara própria, misturando as referências de funk e rap ao som genuinamente americano. Alguns artistas de São Paulo já caíram de cabeça nessa febre, como o Hyperanhas, mas a dupla Kyan e Mu540 conseguiu criar uma sonoridade própria. Diretamente da Baixada Santista, os dois crescerem com a influência do funk consciente, rap e agora a unem a influência de sons globais na música e estética do litoral paulista.

Renan MC cresceu na Praia Grande, Baixada Santista, ouvindo os relíquias locais do funk ostentação, como MC Lon, Boy do Charmes e Neguinho do Kaxeta. Apadrinhado pelo MC Pedrinho Jr., em 2014 Renan começou a escrever e cantar suas músicas. Ele até fez certo sucesso na área, mas nunca conseguiu estourar como queria. Após seis anos de trabalho, ele quase desistiu da música em 2019.

“Teve momentos em que eu achei que ia me tornar um MC famoso. Tive uma oportunidade de fazer uma audição numa grande produtora de São Paulo e não consegui passar. Rodei entre alguns empresários do funk e também não deu certo”, relembra. “Eu fiquei bem desmotivado e estava prestes a desistir de cantar”.

Foi então que um amigo, o videomaker Lucas Zetre, propôs renovar e tentar de novo, desta vez deixando de lado o funk e partindo para o trap. E foi assim que o Renan MC renasceu como Kyan. Aliando-se ao produtor MU540 (se pronuncia Musão) — que já era conhecido por misturar trap, funk e outros gêneros com o estilo “favela trap” —, ele passou meses estudando o novo ritmo até entrar no estúdio e sair com “Mandrake“, sua primeira música no trap, que logo chegou nos ouvidos de ícones do hip hop nacional, como Tasha e Tracie e Don Cesão, fundador da produtora Ceia Ent.

“A primeira música que fiz no trap, sem conhecer ninguém e sem ninguém me conhecer, já chegou no Don Cesão”, comemora Kyan, que atualmente faz parte do time da Ceia, ao lado de nomes como Djonga, Clara Lima e Febem.

Desde então, Kyan sempre acompanhado de Lucas Zetre e MU540, vem soltando músicas que misturam levadas de trap, elementos do grime e drill da Inglaterra e o funk brasileiro. Dois hits recentes, “Menor Magrinho” e “Tropa da Lacoste”, tem samples de músicas do MC Magrinho e do MC Lan, respectivamente. O som de Kyan é uma mistura de movimentos musicais periféricos de todo o mundo, sem se prender a rótulos pré definidos.

Produzindo desde 2012, Mu540 começou a misturar funk com outros estilos por diversão. “Uma vez fiz  remix o de “Dom Dom Dom”, do MC Pedrinho, com “Animals”, do Martin Garrix. Eu nunca ri tanto na vida. Talvez essas ideias tenham surgido porque eu queria fazer algo divertido e eu achava que seria uma surpresa para quem escuta”, diz o DJ.

“Eu sou um artista e não faço um gênero específico. Tô fazendo uma arte do hip hop, mas da minha forma”, afirma Kyan. “O MU540 já era conhecido por misturar funk com outras parada, como garage, umas paradas mais dele. Então a gente já não se rotula em um gênero”, afirma o cantor, que elenca o funk como sua maior referência, especialmente os MCs de ostentação e consciente da Baixada. “Desde os seis anos de idade eu já escutava Duda do Marapé, MC Barriga, MC Careca, Toto e Cabeça… Desde menorzinho eu absorvo tudo isso”.

Para MU540, a parceria funcionou pela dedicação e perseverança de todos os envolvidos. “Deu certo porque a gente quer fazer dar certo e levar a música como nosso ganha pão. E a gente também curte praticamente as mesmas coisas. Toda nossa equipe. Todo mundo na mesma fita com comprometimento”, conta MU540.

Um tema muito abordado por Kyan em suas letras é a periferia e as desigualdades sociais. Em “Menor Magrinho”, ele celebra a sua vitória sobre os estigmas e o sucesso como artista: “Discriminado no preconceito/ Hoje o pós-conceito é nós”. Nos versos de “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda”, ele ironiza aqueles que tentam se apropriar da cultura da favela: “Favelado que usa grife e os grife quer ser os favela”.

Sobre esse último verso, ele conta que quando chegou no trap a moda era usar roupas de grife. “Era só high fashion, coisa que era inacessível pra gente. Quando é que favelado vai poder usar Gucci ou Off White? Quando chegamos com ‘Mandrake’, falamos sobre Nike, Lacoste, Tommy. Roupa que ainda é cara, mas quem mora na favela faz um corre para conseguir e se sente muito bem tendo. A gente acabou fazendo o jogo virar. Os boyzão, os playboy quer usar nossas marcas para se parecer com a gente”, explica.

Por sinal, Kyan considera “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda” como a música favorita do seu repertório. Um dos motivos é o valor sentimental. A faixa foi escrita em janeiro de 2018, (quando ele ainda era o Renan MC) e foi publicada como prévia nas redes sociais. A dona Patrícia, mãe de Kyan, curtiu o som e ouvia sempre, até que aprendeu a cantá-la. É a voz dela cantando que ouvimos no fim da música. 

Mas em 2020 o câncer de mama que Patrícia havia descoberto dois anos antes, piorou e a mãe de Kyan ficou debilitada. Por muito tempo lutou pela vida até que faleceu em abril. Ainda assim, nos seus últimos dias ela ainda lembrava da letra e cantava a música, mostrando o orgulho que sempre sentiu pelo filho. “Ela não lembrava de muitas coisas, mas lembrava da música. E até quando ela mal conseguia falar, ela cantava minha música. Eu já achava uma das minhas músicas mais da hora, mas depois disso ela passou a ter um valor sentimental ainda maior. É como se fosse a última coisa que eu vi a minha mãe falando de mim”, lembra o MC.

A mãe de Kyan tinha orgulho do seu filho e sabia, antes de todo mundo, que ele e sua arte tinham um enorme potencial. Dois meses depois após sua morte, “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda” virou clipe e tornou-se um hit com dois milhões de visualizações —  com aquela mesma letra de 2018 que a dona Patrícia gostava de cantar. Kyan homenageou a memória de sua mãe e está voando enquanto artista. O talento que antes era percebido por sua mãe e mais uns poucos agora está mais evidente do que nunca e à vista de todos.

Assista também

Categories
Funk

5 funks que estouraram durante a pandemia para você pegar a visão parte 2

A pandemia causada pelo novo coronavírus (covid-19) pegou todo mundo desprevenido não é mesmo!? Os bailes pararam, mas os lançamento não, saiu muita música feita em ‘home estúdio’ e acredite, além dos hits que surgiram, teve também novos artistas conquistando notoriedade na cena do funk durante o isolamento social. Inclusive, já falamos de 5 funks que estouraram durante a pandemia e agora trouxemos mais uma versão com novas músicas e artistas. Ficou curioso? Então cola com o Portal KondZilla e pega a visão.

“Tudo no Sigilo” – Vytinho NG e MC Bianca 

Se reunirmos todas as versões, banner e videoclipe oficial “Tudo no Sigilo” ultrapassa a marca dos 110 milhões de visualizações no Youtube. O som foi o que colocou o nome dos artistas  Vytinho NG e MC Bianca nas pistas, entretanto, a música é mais uma das que andou na quarentena impossibilitando os donos do sucesso a fazerem bailes. Por um outro lado a composição agitou o baile em casa de muita gente. 

“Tudo Aconteceu” – MC Du Black e Delacruz 

Com 43 milhões de visualizações no Youtube “Tudo Aconteceu” é uma composição dos cariocas MC Du Black e Delacruz, ambos já conhecido pela cena musical e até mesmo pela massa funkeira. O som se popularizou em meio a pandemia e faz alusão a um romance daqueles que deixa qualquer um caidinho deixando “Tudo Acontecer”.

“Vai Luan”- MC Moana e DJ Luan

Saudades de um mandelão né? Então pega a visão, entre versões ousadia e light o som “Vai Luan” de MC Moana, com produção do DJ Luan, que fez muita gente embrazar durante a quarentena. O funk acumula mais de 36 milhões de visualizações no Youtube. A música também foi responsável por colocar o rosto de MC Moana e DJ Luan de vez na cena do funk. 

“Vitória Chegou” – MC Lipi 

Com 32 milhões de visualizações no Youtube o som “Vitória Chegou” relata um pouco da história de vida do MC Lipi. Entre venenos e conselhos, o artista mostra na música que a caminhada até o sucesso e a conquista por um espaço dentre destaque da cena do funk paulista não foi nada fácil. O som foi um dos mais pedidos nas redes sociais na primeira versão de 5 funks que estouraram durante a pandemia.

“E aí! como Cê Tá?” – MC Ryan Sp 

MC Ryan SP é mais um dos artistas que conseguiu emplacar e cresceu no funk paulista. Além, do som “E ai! Como Cê Tá?” que tem aproximadamente 12 milhões de visualizações no Youtube, o artista também faz parte do som político “Vergonha pra Mídia”, que mais barulho a quarentena. No caso de “E aí! COmo Cê Tá?”, Ryan SP relata as botas tomadas e os casos de amor falido antes da fama, o artista mostra ainda como tudo ficou depois do sucesso.

Categories
Relíquias do funk Funk

Live na sexta (31), lembra os 50 anos do 1º Baile da Pesada

No dia 31 de julho (sexta-feira), vai rolar uma live em homenagem aos 50 anos do Baile da Pesada. A festa, criada em 1970 pelos DJs Big Boy e Ademir Lemos, é considerada um marco na história do funk nacional. O Portal Kondzilla te conta o que foi o Baile da Pesada e traz uma entrevista com Leandro Petersen, filho do DJ Big Boy e organizador desse evento que reunirá grandes nomes da música black e funk, como Dom Filó, Corello, Mr. Paulão, Peixinho e Marlboro. Conheça agora um pouquinho da história do início do funk carioca.

Hoje em dia, basta uma breve pesquisa na Internet para escutar artistas de qualquer canto do mundo. Essa facilidade não existia nos anos 1970. Os discos internacionais eram caros e, alguns deles raramente eram encontrados nas lojas brasileiras. Fosse nas rádios ou nas festas, os DJs eram figuras fundamentais para que o público acompanhasse as novidades da música mundial. Um dos grandes responsáveis por conectar a população carioca ao que lançava nos Estados Unidos e na Europa foi Newton Duarte, mais conhecido como Big Boy. 

Professor de geografia, radialista e DJ, ele acumulou ainda jovem uma vasta coleção de discos de diversos gêneros musicais. Fã dos Beatles, reza a lenda que ele conseguiu a façanha de entrar no estúdio onde o grupo ensaiava em Londres e gravar escondido uma prévia de Let it Be, tornando-se o primeiro a tocar a música no Brasil. Big Boy também foi pioneiro ao integrar em seus sets artistas de soul e funk como James Brown e, por isso, seu trabalho é considerado fundamental para a propagação da “música black” no Brasil. 

Big Boy e sua coleção de discos

Na década de 1960, o rock e o soul tornaram-se cada vez mais populares no mundo todo. Estes gêneros musicais surgiram nos Estados Unidos em um período marcado pela luta de minorias políticas que reivindicavam igualdade de direitos. Movimentos como o Black Power e o Partido dos Panteras Negras trouxeram a luta antirracista para o centro do debate. Não só por lá como em outros países atravessados pela desigualdade entre negros e brancos. O soul e o funk, gêneros que tinham entre seus ícones artistas como Aretha Franklin, James Brown e Otis Redding, constituíram uma espécie de trilha sonora da luta por um mundo livre do racismo.

Junto ao DJ Big Boy, o dançarino e agitador cultural Ademir Lemos, criaram os ‘Bailes da Pesada’, que ocorriam no Canecão no início dos anos 1970 e agradavam à massa com as novidades do rock, funk e soul internacionais. No Rio de Janeiro, o interesse pelo soul e funk, mais especificamente, crescia entre artistas, ativistas e produtores negros mobilizados pelos ideais do orgulho negro. Festas dedicadas à música black começavam a surgir pelos subúrbios da cidade e o sucesso do Baile da Pesada serviu como uma faísca para que elas tomassem proporções ainda maiores.

Ademir Lemos e Big Boy

Apesar do sucesso, o Baile da Pesada rapidamente seria cancelado, dando lugar a um show fixo de Roberto Carlos no Canecão. Mas as músicas que Ademir Lemos e Big Boy ajudaram a divulgar ganhariam cada vez mais entusiastas no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo. Em 1975, poucos anos depois do Baile da Pesada, dezenas de equipes de som dedicadas à “música black” embalavam cerca de 1 milhão de dançarinos negros todos os fins de semana pelos subúrbios cariocas, movimento que ficou conhecido como Black Rio. Embora os bailes black não tenham sido necessariamente uma consequência do Baile da Pesada, Big Boy e Ademir Lemos foram fundamentais para que a música negra estadunidense chegasse a paisagem sonora brasileira.

O movimento Black Rio plantou as bases do que veio a ser o funk nacional. Basta comparar as fotos dos bailes antigos com os atuais: as grandes caixas de som, os DJs comandando as festas e os milhares de dançarinos suburbanos e favelados mostram que os pilares do funk nacional foram construídos lá atrás. Algumas equipes surgidas na década de 1970 como a Furacão 2000 e a Cashbox continuaram a existir por décadas, agitando milhares de pessoas. Mais do que isso, a partir dos anos 1990 elas se tornaram gravadoras independentes e foram responsáveis por lançar uma série de MCs e DJs que fizeram sucesso por todo o país. De uma forma ou de outra, Ademir e Big Boy foram visionários e contribuíram para este movimento que mudaria os rumos da música brasileira.

Big Boy faleceu prematuramente em 1977, aos 33 anos. Seu legado, no entanto, é lembrado até hoje por todos aqueles que se debruçam sobre a história do funk nacional. Ademir Lemos ainda agitaria a noite carioca por muitos anos. Em 1989 ele atacou como MC no disco Funk Brasil que foi produzido por Marlboro e é considerado o marco do funk nacional. Ademir morreu em 1998, aos 52 anos. Sua trajetória representa uma espécie de elo entre o Baile da Pesada e o funk produzido no Brasil. A live do próximo dia 31 de julho promete reunir a nata da música black em uma bela homenagem a estes mestres.

Entre as equipes de som pioneiras do movimento Black Rio estavam a Soul Grand Prix, criada pelo DJ Dom Filó, e a Black Power, comandada pelo Mr. Paulão. Essas duas lendas estarão presentes na live não só como discotecários, mas também para um bate-papo sobre a história do funk. Corello DJ, que trabalhou na Soul Grand Prix e cunhou a expressão “charme” para descrever o estilo mais lento e melodioso de soul que virou sucesso no Rio de Janeiro, é outro confirmado. Peixinho, antigo assistente de Big Boy e DJ Marlboro, ícone do funk nacional, completam a lista de convidados. O bate-papo terá início às 20h e as apresentações ocorrerão das 21h à 1h da manhã. Abaixo, vocês conferem nossa entrevista com Leandro Petersen, filho de Big Boy e organizador dessa homenagem a estes verdadeiros patrimônios de nossa cultura.

Leandro Petersen em frente a coleção de discos do pai

Grande parte dos funkeiros mais jovens desconhece a importância de Big Boy para a história do funk e da música brasileira em geral. Como você resumiria para esse público o legado que seu pai deixou na música?

O Big Boy foi um grande propagador da música pop entre os jovens, na virada dos anos 60 para os 70. Isso se deve a basicamente dois motivos: primeiro porque ele detinha um grande conhecimento sobre a cena musical estrangeira desde a adolescência. Ele conseguia discos importados com pais de amigos que trabalhavam em companhias aéreas, sintonizava rádios americanas através de radioamador (ondas curtas), frequentava lojas que importavam discos de rock. Ele começou a trabalhar em rádio justamente porque seu conhecimento sobre rock chamou a atenção dos programadores mais antigos.

Em segundo lugar, Big Boy foi um grande comunicador. Ele sabia como se dirigir à garotada mais jovem, que era o seu público alvo. Estamos falando de uma época em que um locutor de rádio tinha que ter a voz grave, empostada. Ele rompeu com tudo isso. Seu estilo de locução era frenético, sua voz estridente, com uma sonoplastia ruidosa, tudo muito louco. Sua saudação diária aos ouvintes era “Hello, crazy people!” (Na tradução livre: “olá pessoas loucas), isso já diz muita coisa.

Essas duas características o transformaram num “porta-voz” da juventude em matéria de música. Seus programas na Rádio Mundial eram obrigatórios para quem quisesse se manter atualizado. Ele vivia buscando novidades, viajava com frequência ao exterior só para comprar discos. Ele se orgulhava em dizer que o material tocado em seus programas pertencia a seu acervo pessoal, não à rádio. Quando veio o Baile da Pesada, em 1970, o funk foi se consagrando como o estilo dominante nas pistas e ele já tinha um vasto acervo de músicas nesse estilo.

O Big Boy acumulou um acervo impressionante com cerca de 20 mil vinis. Como foi a manutenção desse acervo por tantos anos e qual o seu sentimento ao se debruçar sobre ele?

O acervo dele é realmente impressionante e, de certa forma, é o maior elo entre mim ele. Eu não o conheci pessoalmente, porque sua morte aconteceu quando eu tinha apenas 8 meses de vida, mas convivi com seus discos desde sempre. Lembro que quando eu era bem pequeno tinha uma mala grande que morava embaixo da minha cama. Um dia fui abrir e eram discos. Acho que tinham sido da última viagem que ele fez e não chegou a abrir.

Depois de um tempo minha mãe catalogou todos os LPs, lembro do mar de discos espalhados pela casa enquanto ela fazia o trabalho. Lembro também de ouvir muita música. Sempre tinha um som rolando lá em casa e isso era muito bom. Quando veio a adolescência, comecei a me interessar por rock e sempre que descobria uma banda diferente ia na estante lá de casa e os discos estavam lá. Eu tinha a coleção completa (até 1977, ano em que ele morreu) de Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, Black Sabbath e diversos outros. Minha casa vivia cheia de amigos, que iam pra lá escutar música. Hoje eu brinco dizendo que baixo muita música. “Baixo” da estante pra ouvir no toca-discos.

Mas tem o lado difícil também. Os discos ocupam muito espaço, é preciso manuseá-los constantemente para evitar fungos. Gostaria que esse acervo estivesse num museu, é um projeto que tenho para o futuro.

Na live do dia 31 estarão presentes grandes ícones dos bailes Black e do funk carioca. O que você espera dessa reunião com tantas figuras fundamentais como Dom Filó, Corello, Paulão, Peixinho e Marlboro?

O Baile da Pesada é considerado o marco zero desse movimento dos bailes aqui no Brasil. Começou com uma temporada no Canecão com Big Boy e Ademir Lemos e depois seguiu pelos clubes de subúrbio no Rio, com o Peixinho tocando no lugar do Ademir. Quando chegou no subúrbio, exerceu sua influência sobre os frequentadores, que se organizaram e criaram suas próprias equipes de som. Os bailes funk surgem aí, através de pessoas como Mr. Funky Santos, Dom Filó, Mr. Paulão e tantos outros que criaram as equipes de som como a Furacão 2000, Soul Grand Prix, Black Power, A Cova, Dynamic Soul, Cash Box, etc.

Corello e Marlboro são da segunda geração, eram frequentadores dos bailes e depois seguiram outro caminho musical, quando a soul music já tinha perdido espaço para a disco music e as outras variáveis do funk. Reunir esse time foi uma grande honra pra mim. Mesmo faltando tantos nomes de peso, conseguimos juntar quem estava lá início do movimento com quem deu continuidade e até mesmo o ressignificou. Eu espero ouvir grandes histórias e, acima de tudo, escutar muita música boa!

Seu pai sempre exerceu aquilo que os artistas fazem de melhor: aglomerar. Poderia falar um pouco sobre como a pandemia afetou os planos iniciais pro baile e qual a importância de se fazer arte nesse contexto?

A ideia original era fazer um bailão mesmo, com essa mesma turma, num espaço grande. O projeto estava pronto e ia seguir para captação, mas veio a pandemia e tive que adaptar para a live. Vamos deixar o baile para os 51 anos, tudo bem.

Quanto à arte, acho que é fundamental nesse período em que estamos. Quantos de nós estão em casa assistindo filmes e séries, vendo lives, ouvindo música, lendo livros, enfim, consumindo arte? A arte é o que nos mantém sãos, deveria ter o seu valor mais reconhecido e deveria ser mais incentivada. A pandemia veio num momento em que o setor já sofria pelo desmonte promovido pelo governo e aprofundou muito a crise. Mas somos persistentes, iremos passar por essa também e tenho certeza de que vamos sair ainda mais fortes.

A Live acontece nesta sexta-feira, 31 de julho, às 19:00. Acompanhe pelo link.

Categories
Comportamento

No Dia do Motociclista veja canais sobre moto

Hoje, dia 27 de julho, é o dia do motociclista no Brasil, dia pra celebrar toda a galera que vive a vida em duas rodas. Pra lembrar o dia, fizemos uma lista da galera que produz conteúdo sobre moto, seja motovlog, vídeo de grau e corte, sobre peças e derivados pra você acompanhar. Pega a visão.

Morena do Xjtão

A Morena do Xjtão já apareceu no canal do Portal KondZilla e no canal dela tem vídeo sobre tudo, motovlog, histórias de situações que ela já passou nas ruas e muito mais.

Thays RX

A Thays RX é uma das minas que fala de moto no YouTube com mais inscritos. No canal dela também tem os mais variados tipos de conteúdo tudo envolvendo o mundo das motos.

Hugo Mil Grau

O Hugo Mil Grau é outro que já deu as caras no canal do Portal KondZilla e em seu próprio canal tem mais de 3 milhões de inscritos e vídeo sobre moto, carro e derivados.

Puxou Cortou Raspou

Comandado pelo Eder Grau o canal Puxou Cortou Raspou tem mais de 1 milhão de inscritos e um conteúdo bem diversificado pra galera que curte motovlog e vídeo de grau.

Renato Garcia

Se você curte moto é quase impossível que você não tenha ouvido falar no Renato Garcia, o gigante tem mais de 18 milhões de inscritos no YouTube e cria conteúdo voltado pros amantes das duas rodas, mas também praqueles que piram em carros, principalmente, carros customizados.

Amanda da 160 

Outra mina foda no toque é a Amanda da 160, que tem vídeos de motovlog, customização de moto a até conteúdo ensinando a andar de moto, pra quem sonha em lançar uma moto, mas tem medo. 

Motoka Cachorro

O Motoka Cachorro é outro gigante do YouTube de moto e tem vários vídeos mostrando motos diferentes. 

Rizolito Motoboy

Rizolito mostra a vida de motoboy em São Paulo. Sempre com um papo de visão, bom humor e rodando a cidade inteira, Rizolito é figura conhecida no Youtube. Quem já deu um rolê na moto dele foi o MC Alê.

Lucas Motovlog

Falou em motovlog é com o Lucas Motovlog. No canal dele tem vídeos mostrando muita moto diferente e é perfeito pra quem tá começando a manjar de moto.