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Coronavírus / Covid-19 KondZilla

KondZilla e YouTube se juntam para mostrar o futuro pós-pandemia

A KondZilla se juntou com o YouTube, com apoio da Estácio e Fiocruz, para criar uma série de quatro episódios do futuro das favelas pós-pandemia. Muita coisa mudou nos últimos 100 dias, desde que a doença chegou oficialmente no Brasil. Para explicar melhor todos os novos aspectos, convidamos YouTubers de diversas regiões do país para passar uma visão do “novo normal”.

Educação online

Uma das principais mudanças que aconteceu em todo o país foi a forma de estudar. Como não era possível ter aulas presenciais, os cursos onlines cresceram, assim como videoaulas no YouTube. A criadora carioca Camilla de Lucas contou como fez para manter as aulas de inglês na pandemia e também falou sobre diversos canais que ensinam matérias do colégio: Matemática, Geografia, Português, Literatura, História, Química, Física, enfim, diversos conteúdos do ensino fundamental e médio.

Se reinventando na crise

Se tem um profissional que percorre a cidade inteira vendo tudo o que acontece, das melhores às piores situações, é o motoboy. Em todo o Brasil tem moto nas favelas e essa é uma das principais formas de conseguir superar a crise: com entregas de app, trampando de motoboy e até mesmo o famoso “Moto-táxi”, presente em diversas cidades.

Rizolito Motoboy encostou pra passar a visão de formas de superar a crise. Com moto e sem moto, afinal, não é todo mundo que deseja subir em cima de duas rodas para ganhar a vida. No papo, Rizolito ainda convida um personagem do Grajaú, zona Sul da capital paulista, que empreendeu, se deu bem e agora não quer voltar pro trampo no shopping.

Convivendo com a COVID-19

Um ponto importante é que a pandemia continua. O Brasil já passou por uma fase muito dura e o número de infectados continua crescendo. Por isso, precisamos aprender como conviver com a doença, prevenindo-a e mantendo a higiene.

A dupla Fraan Ferreira e Luci Gonçalves colaram nas redes sociais pra ajudar o público a entender melhor essa rotina. Muita gente mandou mensagem com dúvidas do seu cotidiano e as meninas de São Paulo e Rio de Janeiro responderam o que deve ser feito. Lógico, com um jeito único de quem veio de quebrada.

Novo normal

Goste ou não, a pandemia nos fez repensar diversos assuntos. Um dos principais é a higiene da população. Aprendemos, desde criança, a lavar as mãos, a evitar de levar a mão suja ao rosto, etc, mas a crise sanitária que tivemos mostrou a importância desses hábitos, podem fazer toda a diferença. 

O humorista baiano Leozito Rocha contou, em pequenas esquetes, como está a vida dele. Chegar em casa e cumprimentar a família continuou da mesma forma? Pegar carro de aplicativo está do mesmo jeito? Se vestir pro crush é a mesma coisa? Leozito responde de uma forma divertida e única.

Tem combinação mais legal que essa? KondZilla e YouTube pegaram o melhor das favelas na plataforma pra mostrar a vida pós-covid.

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Coronavírus / Covid-19 Matérias

DJ Léo da 17, um dos responsáveis por ‘Oh Juliana’, fala sobre caminhada no funk

Mas esse é o Léo da 17, sucesso ca mulherada“, essa é uma das vinhetas mais tocadas do momento, tá ligado né? A assinatura do DJ e produtor Léo da 17 abre o sucesso “Oh Juliana“, do MC Niack, que é atualmente a música mais tocada no Spotify Brasil e passa de mais de 30 milhões de visualizações no YouTube. O Portal KondZilla trocou uma ideia com o produtor e trouxe o papo pra vocês. Chega mais. 

O nome Léo da 17 não é por acaso. Leonardo Messias Nabate, 25 anos, começou no funk como DJ de do Baile da Dz7, no Paraisópolis. “Comecei a tocar ano passado, eu nem pensava em trampar com isso, simplesmente aconteceu por eu ser uma pessoa que curte baile”, comenta ele. “Comecei a tocar no baile apenas levando meu pendrive. Era só diversão mesmo, mas fui criando gosto pela coisa e as pessoas começaram a me incentivei a virar DJ”. 

Léo começou tocando e aí veio a vontade de produzir as próprias músicas. “Aprendi muita coisa com meus amigos que já eram do funk. No começo é difícil você ser reconhecido, ter alguma música na rua, isso vem com tempo e estudo”. 

Um ano depois, Léo tá estouradasso com “Oh Juliana”, som produzido por ele e pelo Two Maloka e cantado pelo MC Niack, o mesmo do hit “Na Raba Toma Tapão”. Esse é o segundo som do Niack que estoura no meio da pandemia da covid-19, a mesma que brecou os fluxos e atrapalhou o trampo de vários DJs e outros trabalhadores que sobrevivem da grana dos bailes. “Esse tempo de pandemia complicou muito, pois minha principal fonte de renda era dos fluxos. Tô me virando por enquanto com produção musical e o auxílio do governo”, explica Léo. “Nesse meio tempo me aprimorei mais em produzir, coisa que eu não dava tanta importância antes, pois meu foco era tocar”. 

Antes de “Oh Juliana“, Léo já tinha estourado uns sons, mas nunca do jeito que a música com o Niack está fazendo agora. A música é a mais tocada no Spotify e tem milhões e milhões de visualizações no YouTube. “Está sendo uma novidade, já tive algumas músicas estouradas, mas nada nesse nível”, diz ele sobre o momento. “A sensação é ótima, só dá mais e mais vontade de continuar a fazer o que eu estou fazendo”. 

Acompanhe o Léo da 17: Instagram // YouTube

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Coronavírus / Covid-19

Carnaval de 2021 é adiado em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (24) que o Carnaval de 2021 foi adiado e ainda não há uma nova data prevista pra festa. O motivo do adiamento foi a pandemia da Covid-19. Além das festas de rua, o desfile das escolas de samba também será afetado.

O carnaval não vai ser o único evento de rua afetado pela pandemia. O tradicional Réveillon na Paulista foi cancelado, a Parada LGBTQI+ rolou online neste ano e a Marcha Para Jesus também vai ser online, em novembro. 

Previsto pra acontecer em fevereiro de 2021, o carnaval precisou ser adiado por causa da pandemia da Covid-19. A nova data do feriado ainda não tá certa, mas a Liga das Escolas de Samba propõe que o carnaval comece no final de maio e a Prefeitura estuda uma data no final de julho. 

O carnaval de São Paulo é um dos maiores do país e movimenta milhões de reais anualmente por causa das vendas e do turismo na cidade, que sempre aumenta. Neste ano, foram mais de 600 blocos na rua e mais de 15 milhões de pessoas.

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Coronavírus / Covid-19 Funk Consciente

O funk do MC Marks, compositor de “Deus é Por Nós” e “Céu de Pipa”, é político e motivacional

A pandemia causada pelo novo coronavírus chegou até o Brasil e com o distanciamento social estabelecido, muitas pessoas ficaram sem rumo na vida. Com grande parte dos funkeiros não foi diferente, afinal como sobreviver sem os bailes? Sem dinheiro, sem produtora e prestes a ser pai, MC Marks, compositor dos sons “Deus é Por Nós” e “Céu de Pipa“, passou a viver uma instabilidade financeira e motivacional no início da quarentena e foi onde veio a pedir luz aos céus, o que parece que veio na forma de música. Cola com o Portal KondZilla e saiba muito mais sobre o artista que chegou largar três anos de faculdade pelo funk. 

“Jesus Olhou Pra Mim” fala da atual fase de MC Marks e é a nova aposta do artista

A composição dos sucessos

Nascido nas quebradas de Americanópolis, zona sul de São Paulo, Paulo Alexandre Marques, o MC Marks, veio emplacar os hits “Deus é Por Nós” e “Céu de Pipa”, que juntos somam mais de 65 milhões de visualizações só no Youtube, no início da pandemia, depois de ficar sem produtora e descobrir que seria pai. Mas antes mesmo disso tudo o artista já tinha alguns sucessos na internet como: “Favelado Que Te Ama“, com o MC WM (55 mi), “Logo Eu“- solo (28 mi) e “Sem Boi” – (9,6 mi).

“Chegou a pandemia, descobri que teria um filho e acabei saindo da minha antiga produtora. Já estava sem dinheiro até para comprar as coisas em casa, com tudo isso fiquei mal demais, de verdade, me internei uns dois dias dentro do quarto e só sabia chorar”. Sem saber como faria, Marks pediu uma direção aos céus e veio a música “Deus é Por nós“. “Eu disse ‘Deus se o senhor existe me manda uma mensagem de conforto’ depois disso comecei a tocar umas notas no teclado e a música saiu em segundos, foi tudo muito rápido, foi Deus que me mandou essa música para me salvar dos venenos”, diz ele.

O som “Céu de Pipa” surgiu nas ruas logo em seguida e foi um achado nos cadernos de composições do artista que vem tentando carreira há quase 10 anos. Ainda assim, para ele a música é um sonho. “É um sonho porque essa não é a nossa realidade. O preto, pobre, favelado não é respeitado em lugar nenhum, pelo contrário é discriminado, oprimido, maltratado, jogado de canto da sociedade sempre”. Para Marks o som é o desejo de ver a favela sorrir. “Uma parada que eu queria que fosse realidade, [cantou alguns versos da música] mas eu acho que nunca vai acontecer e se acontecer não sei se vou estar vivo para ver a favela toda linda”.

Sonhei que a favela 'tava linda
Que todas paredes tinha tinta
Criançada corria na meio da rua
E o céu 'tava cheio de pipa
Ninguém com barriga vazia
E as dona Maria sorria
Tinha até barraco com sacada
Virado de frente pra piscina, acredita?

Letras que inspiram

Pegando o gancho, para Marks, apesar de gostar e ser um dos sons que mais consome, ele não canta funk consciente e sim motivacional, com palavras de conforto que serve até para ele mesmo. “A minha música é motivacional, as minhas letras quando eu escrevo, mesmo que com uma melodia triste e falando sobre coisas tristes, coloco sempre palavras para motivar as pessoa que estão ouvindo”.  

Tudo começou no pagode, mas a veia para o funk cantou mais forte quando o gênero embalou de vez nas favelas de São Paulo. “Comecei cantar mais ou menos em 2012, mas antes tinha um grupo de pagode, quando o funk ficou forte de vez em São Paulo peguei gosto e desde então nunca mais parei”. Até hoje MC Marks tem um tom mais melódico que lembra os pagodes quando canta e também em suas letras.

Já as dificuldades para poder seguir em busca do sonho não foram poucas não. “Não foi nada fácil até eu conseguir estourar meu primeiro som, tive que sair de casa para morar na produtora, tinha trabalho, fiz três anos de faculdade de sistema da informação e larguei tudo”. Entretanto, o mais árduo foi sair de casa e a possibilidade de poder ser desgosto para família por um momento. “O complicado é que minha mãe é solteira, eu trabalhava e ajudava ela dentro de casa, do nada falei que iria sair, morar em uma produtora, digamos que não iria trabalhar e nem estudar? Minha família em si ficou meio decepcionada, mas era uma parada que estava dentro de mim”.

Sucesso na pandemia, sonhos e a desigualdade no Brasil

Com a pandemia os bailes todos tiveram de ser interrompidos por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), com isso Marks não faz baile e logo não consegue levantar renda. “Esperar nove anos para isso e quando rola não pode fazer baile é de se pensar né? Mas tudo é no momento de Deus, talvez se não tivesse essa pandemia eu não teria um olhar tão abençoado para o meu interior”. O importante é levar a mensagem e quando tiver que ser vai ser. “Então, não tendo show pra mim está bom também, o que importa é levar a mensagem para cada um, motivar o dia de cada um, quando tiver de ser vai ser o que importa é que levei minha mensagem para mais de 40 milhões de pessoas [quantidade de visualizações na música mais estourada]”.

Sobre sonhos na música o artista disparou. “Meu maior sonho dentro da música é conseguir comprar uma casa para a minha família e deixar ela com a cabeça tranquila”.  No que se refere a conquista ele disse. “Conquistei o meu público, meu carro, é pouco, mas eu já me sinto realizado para quem não tinha nada”.

Com sons cercados de críticas sociais, MC Marks prometeu trazer mais músicas que alertam a favela e pediu por um olhar mais justo para os quebradas. “Que todos sejam respeitados, que tenham um olhar mais justo em relação a dinheiro e divisão de bens, com menos diferenças sociais. O nosso Brasil tem muita diferenças social e está escancarado”. O artista diz se sentir vivendo no tempo da escravidão diante de tudo isso. “Beleza vamos viver no capitalismo, vamos, mas não precisa o rico ter milhões na conta e o pobre dez reais, isso é ai pra mim é como se vivêssemos na escravidão mesmo. Minhas músicas são um como um ato político mesmo, e sem defender bandeira nenhuma, mas sempre pela favela”.

Por fim, Marks deixou algumas palavras para os fãs. “Só agradeço, espero que a mensagem chegue de uma forma da hora para vocês, tenho recebido muitas mensagens de pessoas que estavam desacreditadas da vida, na depressão ouviu o meu som e conseguiu um gás isso é foda. A mensagem de apoio e o conselho do artista. “Não desistam da vida, é bem difícil em meio a tantas turbulências, mas temos que encontrar o lado bom dela todos os dias. Se Deus é por nós, quem será contra nós?”, finalizou fazendo referência a sua música “Deus é Por Nós”.

Acompanhe MC Marks no Instagram

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Coronavírus / Covid-19 Matérias

Documentário mostra como o funk paulistano reagiu ao novo coronavírus

Sabemos que a pandemia do novo coronavírus afetou a vida de todo mundo, causando aí muitas mudanças. Uma delas foi o distanciamento social, que fez com que muita gente precisasse trabalhar de casa ou parar de trabalhar pra tentar conter o avanço do vírus. Isso claro, afetou o funk e o mini-documentário “Na Batida da Pandemia” reflete isso. Chega mais.

O vídeo surgiu como parte do projeto Curta em Casa, do Instituto Criar, que lançou a temática de conteúdos relacionados com a pandemia. O edital abriu dois meses atrás e foram 980 inscrições e 200 selecionados.

Repórter aqui do Portal KondZilla, Wenderson França, diretamente da Cidade Tiradentes, resolveu fazer um documentário falando como o pessoal do funk reagiu a tudo isso. “Eu escolhi o funk por ser o lugar onde eu passeio e tenho propriedade pra falar sobre, mas o principal ponto foi mostrar que o funk gera receita e que tem pessoas que dependem diretamente do movimento para sobreviver”, explica Wenderson, que dirige e roteiriza o conteúdo.

No curta, podemos ver não só empresários, como o Kond, da KondZilla, e MCs como o Jottapê e o Alves, do NGKS, mas também outros personagens que participam do funk, como produtor, diretor e dançarina. Assim conseguimos ter uma visão ampla de como todas as áreas do funk foram afetadas. “A ideia é exaltar o movimento do funk e dizer ‘estamos aqui, dependemos disso e precisamos de auxílio até mesmo por parte do governo’, comenta França.

O documentário tá concorrendo pra ser exibido na plataforma do SPcine e ainda numa mostra internacional. Então corre pro YouTube pra dar aquela moral dando um like porque a votação é pelos likes e vendo mais vídeos do projeto Curta em Casa.

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Coronavírus / Covid-19 Notícias

Entenda como vai funcionar o plano de reabertura da cidade de São Paulo

Nesta sexta-feira (3), a Prefeitura de São Paulo anunciou a reabertura de restaurantes, bares e salões de beleza a partir da próxima segunda-feira, dia 6 de julho.

Para a reabertura, os restaurantes, bares e salões devem seguir os protocolos de segurança: fazer triagem rápida dos funcionários todos os dias, os ambientes devem ser abertos e ventilados. Os estabelecimentos também devem respeitar o horário de funcionamento de até 6h, podendo ficar aberto até às 17h, além de manter somente 40% da capacidade máxima de pessoas.

Próximos passos

Além do anúncio da Prefeitura, o Governo de São Paulo também anunciou que a reabertura, prevista para o dia 27 de julho, de cinemas, teatros, salas de espetáculos, museus, galerias, bibliotecas e centros culturais. As academias também vão poder reabrir, mas as atividades em grupo e o uso do vestiário estão cortados. Todas as academias devem limpar os equipamentos três vezes ao dia, com funcionamento também de somente 6h e capacidade reduzida.

Para que esses setores abram, a cidade precisa ficar estável por quatro semanas agora na fase amarela, pra cidade poder avançar pra fase verde no final do mês de julho.

Com essa nova fase de reabertura, as atividades e comércios que já estavam funcionando durante quatro horas, podem passar para as 6h de funcionamento.

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Coronavírus / Covid-19 Notícias

Grande São Paulo avança para fase amarela: novas medidas devem valer a partir de 3 de julho

O Governo do Estado de São Paulo anunciou em coletiva de imprensa na última sexta-feira (26) o avanço da cidade de São Paulo para a fase amarela. Segundo o plano do governo, nesta fase é permitido a abertura de limitada a 40% da capacidade de salões de beleza e barbearias, bares e restaurantes. Estende-se também o horário de 4h para 6h de funcionamento para escritórios e comércios. Prefeito de São Paulo informou que aguardará esta semana para que medidas possam ser implantadas na capital a partir do dia 3 de julho, sexta-feira.

Para o avanço de qualquer município para uma nova fase do Plano São Paulo é preciso que não ocorram novos casos da doença e que tenham vagas nas UTI. Segundo os números apresentados pelo governo estadual, as internações na UTI diminuíram e há cada vez mais leitos livres, enquanto o de novos casos está estável, o que permite esse avanço. Essa era a expectativa do governo com a reabertura de escritórios e parte do comércio.

Mesmo com o avanço da capital e outros municípios para a fase amarela, o governador reforçou que a quarentena em São Paulo se estende novamente até 14 de julho com a recomendação de continuar em casa. A covid-19 ainda não tem cura e o melhor remédio ainda é o distanciamento social.

“O sexto período da quarentena começa no dia 29 de junho e vai até 14 de julho. Estamos completando 100 dias de quarentena em 1º de julho. E o novo mapa do Plano São Paulo continua sendo uma ferramenta técnica muito importante para planejamento e execução de todo o combate à pandemia no estado”, disse o governador João Doria. “O Plano SP completa 30 dias na próxima terça (30) e vem seguindo seu curso com sucesso e credibilidade”.

Mesmo com o governo do estado permitindo o avanço da capital, houve uma recomendação para que aguardasse mais uma semana antes da aplicação das novas medidas. Uma das justificativas é que a doença tem um ciclo de 10-14 dias para apresentar os sintomas, e com isso o estado poderia confirmar se a abertura do comércio no começo do mês está controlado e se os números são reais. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, presente no anúncio aceitou o pedido.

“O município vai acatar essa solicitação do Centro de Contingência. Vamos, durante a semana que entra, conversar e dialogar com os setores que agora podem voltar a funcionar na fase três, avançar e, se tudo der certo, assinar os protocolos, para que eles possam aguardar o resultado na sexta-feira (3) da semana que vem. Se o resultado confirmar o município na fase amarela, eles poderão reabrir a partir 6 de julho”, reforçou o prefeito.

Por enquanto, nada muda na capital de São Paulo. Durante a semana governo do estado e prefeitura devem anunciar novas medidas para a capital.

Para saber mais do último relatório do governo, acesse por esse link.

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Coronavírus / Covid-19

“Eu sinto mais falta do amor ao próximo”, comenta Bronks sobre a quarentena

A gente tem falado com a juventude de favela pra saber sobre como eles tão lidando com a quarentena. Uma pessoa que não podia faltar aparecer por aqui é o Bronks. Quem não tá moscando sabe que ele é o Torto de “Sintonia”, é presença constante no Portal KondZilla e tá sempre passando a visão no Instagram dele. Então chega aí pra saber mais. 

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BOM DIA 🌞

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No Brasil, a quarentena tá rolando desde o meio de março naquele esquema, quem pode fica em casa e quem não tem como, sai apenas pro necessário, tipo trampar e ir no mercado. “Meu dia a dia tem sido de muito aprendizado nessa quarentena, nesse mundo de restrições, não podendo ir e vir. Onde o amor de Deus tem se esfriado no coração de muitos”, comenta ele sobre esse momento. 

Como não podemos sair pra nos divertir, ficar em casa e achar outros meios de matar o tempo tem sido a receita pra passar os dias. “Para me distrair eu tenho me desligado da TV e ficado muito mais tempo na Netflix, no YouTube, fazendo meus conteúdos com meus amigos e família. Pessoas que sempre estiveram do meu lado. E também gosto de passar um tempo com meus animais, isso alivia minha alma e a minha mente”, diz Bronks. 

“Eu sinto mais falta do amor ao próximo e da união porque fazer mídia ajudando os outros na quarentena é fácil, quero ver visitar a favela e ver a necessidade do dia a dia desde sempre. A tempestade nunca parou em alguns lugares”, comenta Bronks sobre seu maior sentimento durante a quarentena.

Enquanto estamos em casa, muitos de nós já estamos fazendo planos do que vamos fazer quando a vida voltar ao normal. “Quando a quarentena acabar eu vou ajoelhar no chão e tirar meu dia pra agradecer o dobro que eu já agradecia, e vou colocar aquele louvor “quando estiver frente ao mar e não puder atravessar chame esse homem com fé, só Ele irá te ajudar”.

Se você tá aí querendo um lazer, já dá play no Os Manos da Responsa, uma série que mostra amigos que vivem na mesma quebrada que estão cansados de injustiça e resolvem agir.

E não se esquece de seguir o Bronks no Instagram e no Youtube.

 

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Coronavírus / Covid-19 Notícias

Governo de São Paulo, junto de farmacêutica chinesa, vai testar e produzir vacina contra covid-19

Em coletiva de imprensa, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou uma parceria entre o Instituto Butantan e a Sinovac, empresa farmacêutica chinesa, para a produção e testes de uma nova vacina contra o coronavírus (covid-19). A parceria prevê ao menos 9 mil testes em voluntários e se tudo der certo, fornecimento até julho de 2021. A vacina ainda está em testes, por conta disso, não existe uma data certa de quando ela estará disponível.

“Hoje é um dia histórico para São Paulo e o Brasil, assim como para a ciência mundial”, disse o governador. “O Instituto Butantan fechou acordo de tecnologia com a gigante farmacêutica Sinovac Biotech para a produção da vacina contra o coronavírus. A vacina do Butantan é das mais avançadas. Estudos indicam que ela estará disponível no primeiro semestre de 2021. Com ela, poderemos imunizar milhões de brasileiros”, declarou Doria na coletiva.

A vacina teve sucesso em pelo menos mil pessoas na China, nas fases 1 e 2 da farmacêutica. Antes de abrir os testes para o público, houve testes em laboratórios e com macacos. Por conta do sucesso da Sinonav, agora o Instituto Butatan vão definir um acordo para transferir essa tecnologia de produção em massa da vacina, para em seguida, disponibilizar a vacina ao SUS (Sistema Único de Saúde), que ficará responsável pelo fornecimento em todo o país. Antes de seguir para o público, a vacina precisa de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Essa parceria entre o Butantan e a Sinovac é prova do apoio e investimento do Governo de São Paulo em ciência e tecnologia. E também na cooperação internacional e na boa relação com as nações”, completou Doria.

Você pode obter mais informações do desenvolvimento da vacina por este link.

Fonte: Governo de São Paulo.

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Coronavírus / Covid-19 Notícias

Brasil é o país com o maior número de contágio de covid-19 nas duas últimas semanas

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (5), o Brasil se tornou o epicentro da pandemia do coronavírus. Isso significa o país é o lugar com o maior número de contaminações nas últimas duas semanas. Já são mais de 614 mil casos e mais de 34 mil mortes.


Foto: Marcello Casal // Agência Brasil

Em números gerais, os Estados Unidos continuam com o maior número de infectados e de mortos. Lá são mais de 1,8 milhão de infectados e 108 mil mortes. Em segundo lugar está o Reino Unido, com mais de 228 mil casos e quase 40 mil mortos. O Brasil tá no terceiro lugar, com os dados que citamos acima, mas nas últimas duas semanas, o país foi o que mais teve número de infectados. Foram 304 mil novos casos só nos últimos 14 dias, pra comparar, no mesmo período, os EUA, o país que lidera no ranking de mortes e contaminados, registou 295 mil casos.

No mês de maio, em apenas dois dias o índice de isolamento social do Brasil passou de 50%. Desde o dia 11 de março, quando as aulas e alguns serviços começaram a parar, na maior parte dos dias o país se manteve em 40% de isolamento social. Um número ainda baixo se comparado com o mínimo de 70% estabelecido pela OMS.

Apesar dos números crescentes, apenas algumas cidades testaram o lockdown, termo usado pra quando fecham determinados lugares de uma maneira bem restrita, como Niterói, no Rio de Janeiro e Belém no Pará. Outras cidades entraram em lockdown em maio, mas a medida ainda não teve efeito para que os números de novos contágios e mortes diminuíssem.

Os governantes e prefeitos consideram o lockdown uma medida extrema, por isso não adotaram totalmente ainda. Aqui em São Paulo, foi adotado do “feriadão”, a antecipação de alguns feriados pra tentar fazer com o que o isolamento social aumentasse. Outra medida foi a construção de quatro hospitais de campanhas, para aumentar o número de leitos de UTI.

Vale lembrar que algumas cidades brasileiras já tentaram sair da quarentena, mas não deu certo, como foi o caso de Blumenau, em Santa Catarina, que teve um aumento de 173% no número de casos após a cidade ser reaberta. A mesma coisa aconteceu no município de Jacobina, na Bahia.

Vacina

No meio de tudo isso, foi anunciado que a partir do dia 15 de junho começam os testes de uma vacina desenvolvida na Universidade de Oxford. O Brasil foi um dos países escolhidos e a vacina vai ser testada em dois mil voluntários de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Com as novas notícias, precisamos reforçar o recado: quem puder, fique em casa, quem precisar sair, não se esqueça da máscara e de higienizar sempre as mãos. Vamos nos cuidar!