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Robozões: um confere nas motos mais citadas e usadas em clipes de MC’s do funk

Nos últimos meses, diversos sons vêm citando alguns modelos de motos, podemos dizer dizer que é o fenômeno “funk grau e corte”, responsável por relatar a paixão em cima de duas rodas e também o sonho da molecada de ter um robozão para desbravar o mundo. Além disso, muitas motos, geralmente as nomeadas nas músicas, também são usadas para ilustrar os videoclipes. Você já se perguntou quais os modelos delas? Separamos alguns para te apresentar. Cola com o Portal KondZilla e nos conte qual é o seu preferido.

Tiger Triumph

Presente em diversos videoclipes, a Tiger Triumph é uma das mais queridinhas dos quebradas. Muito desejado, o modelo conquistou espaço no clipe de uma música intitulada de “Agência da Tiger“, de MC Alê e MC Modelo. 


GS – F800

A GS F800 é mais uma das motos que costuma aparecer bastante em videoclipes, uma das últimas presenças do robozão no canal KondZilla foi no videoclipe “Dick Vigarista“, do Coringa, vulgo MC Kauan.

Tenera 

Já imaginou alguém casando com uma moto? Pois bem, a Tenera é mais um modelo que ganhou música, onde MC DR casa com o robô e MC Dede é o padre


Multistrada – Ducati 

“Olha esses robôs, multistrada e carenagem” – esse é um trecho do “Olha Esses Robôs” uma parceria dos MC’s Lipi e Digo STC. Além da multistrada, diversas outras motos aparecem em cena. 

R – 1200

A R-1200 também é um robô que tem espaço no coração da massa funkeira, não é atoa que conseguimos citar facilmente mais de um videoclipe que ela aparece como: “Vrum Vrum Vral”  – de MC Lan e MC Rick; “Zig Zag“, de MC Dede 

Africa Twin 

MC IG e MC Lele JP já deram o papo: “E a Africa Twin ronca alto igual trovão“. Não precisamos dizer mais nada não né?!

Kawasaki Ninja

Como um bom hino para os robozão, o som “Olha esses Robôs” – de MC Lipi e MC Digo STC – citado um pouco acima, além da Multistrada, também apresenta Kawasaki Ninja. 

Hornet

Gostou da Hornet? Busca lá no “Cemitério de Nave” na mão do MC DR. Podemos ressaltar que ela é uma relíquia entre os quebradas.  

CBR – 1000

A CBR-100 é aquela toda carenada que os favela fica mais enjoado do que piloto profissional. Por chamar atenção, o modelo também costuma aparecer sempre nos videoclipes de funk e está no som dos MC’s Nathan ZK e Digo STC “Giro na Quebrada“. 


XJ6

Giro louco na quebra com o mozão é de XJ6, mas se formos pelo som do MC Paulin da Capital “Giro Loko” podemos decidir também entre uma GS ou 1200. 


XT – 660

É meio que impossível falar em moto e não passarmos por “Motoloka” de MC Lipi, não é mesmo?! Então desentoca os robôs e marcha que o clipe traz a XT 660.


Acha que faltou algum robô nessa lista? Deixa nos comentários que iremos trazer a parte 2, mostrando um pouquinho mais da paixão dos MC’s pelas motos e um pouco mais do funk grau e corte.

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MC Dede canta as superações com MC Alê em “Vida de Rei”

Quando um relíquia e um da nova geração do funk se juntam não tem pra ninguém, os números apontam para o sucesso, é mais de 1 milhão de visualizações em apenas 3 dias. Mas qual é o segredo? A experiência de MC Dede e a inovação de MC Alê reunidos no lançamento de “Vida de Rei“. Já conferiu esse lançamento? Cola com o Portal KondZilla e fique por dentro de tudo o que aconteceu.

Você sabe quais são as semelhanças do MC Dede e MC Alê? Não? Vou te contar quebrada. Do extremo leste de São Paulo, Cidade Tiradentes, Dede surgiu no cenário do funk em 2009 como o moleque do kit e mais de 10 anos depois ele sobrevive passando a visão dos sonhos da quebrada. Enquanto MC Alê, diretamente do outro lado da cidade, mais precisamente São Bernardo do Campo, vem dando o papo sobre o justo dentro da favela em suas músicas há mais ou menos três anos. E, assim como MC Dede, vem resistindo ao passar do tempo.

“Sabe os moleque que é zika, é aqueles do kit” é assim que o mano 2D começa o som “Vida de Rei”, som que retrata o momento dos artistas mesmo depois de passar por muitos venenos nas antigas. A música ainda fala dos momentos cabuloso de tempos difíceis como depressão e falta de moral com as novinhas. Mas tá ligado, agora os menó é novidade e como diz a própria música ‘o guarda roupa tá forte. Quer? Kit nois tem de balde [sic]’.

Rodando o Brasil com agenda de shows cheia, os artistas ainda buscam momentos de glória na música produzida por DJ RD e deixam claro ‘daqui em diante é vida de rei’. O som é semelhante a “Olha o Kit” de MC Dede que tem aproximadamente 5 versões e também fala sobre se vestir bem e ter peças maladas de sobra dentro do guarda roupa. É realmente vida de rei ou não é?

Aproveite para seguir os artistas nas redes.

MC Dede: Instagram
MC Alê: Instagram

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Funk Ostentação Matérias Entrevista Funk

Marcado pela ostentação, MC Taz está de volta à cena

Lá em meados de 2010, o funk ostentação deu uma cara para o funk paulistano, até então uma espécie de cópia do que rolava no Rio de Janeiro. A nova vertente foi aclamada pelo público e até os dias de hoje é lembrada por fãs com certo saudosismo. Entre os que se destacaram está o MC Taz, personagem que escreveu seu nome no funk com as músicas “Deixa Rolar“, “O Filho do Dono” e “Vem Com a Gente“. E nós, do Portal KondZilla, fomos visitar o cantor na sua quebrada para trocar uma ideia sobre a sua relação com a região e sua carreira.

Obviamente, nosso rolê pelo Capão teve muitas referências do grupo Racionais MCs, ícone do rap nacional e que já destacou a comunidade da zona sul de São Paulo em diversas letras. Lucas Gomes, 23, se diz fã do quarteto paulistano, mas não conhece o Mano Brown, que é nascido no Capão Redondo.

“A galera têm essa ideia de que quem mora no Capão tromba a galera [do Racionais MCs] em toda esquina, mas não é bem assim. Eles têm uma influência na quebrada, até pela importância deles na música”, conta Lucas. “Eu sou fã deles, escuto desde moleque. Eles são tipo uma referência para mim”.

O bairro do Capão Redondo está localizado no Sul de São Paulo e tem uma população aproximada de 300 mil habitantes, ficando entre as cinco comunidades mais populosas da cidade. Seus primeiros ‘ocupantes’ foram imigrantes alemães, lá em meados de 1915, segundo informações da Prefeitura de São Paulo.

A admiração pelo rap e pelo Racionais não foram o suficiente para Lucas tentar a vida fazendo umas rimas conscientes. Lá em meados de 2010, quando Taz ainda estava no Ensino Médio, o funk ostentação começava a invadir São Paulo, e os grandes nomes dessa vertente vinham da Zona Leste.

“Lukinhas”, como era conhecido na época, tinha como referência os trabalhos do MC Lon e do MC Dede. O garoto começou a lapidar o dom de rimar ainda no colégio, e com o funk crescendo na capital, ele via o rap perder espaço cada vez mais espaço para o ritmo carioca. Com umas letras no caderno e umas rimas no YouTube, o garoto recebeu sua primeira chance graças a um dos seus ídolos.

“Lembro que a primeira vez que subi no palco foi graças ao MC Lon, num evento que rolou aqui no Capão, lá em 2012. Eu cantei uma música dele, e foi uma sensação incrível subir no palco com um artista que você admira”.

O Capão Redondo também sofre com a falta de assistência por parte do Estado. Essa ausência faz com que a figura do MC se torne uma das poucas referências de sucesso a ser seguido, uma espécie de espelho do bem para molecadinha. E, por muitas vezes, esse apoio do público mais novo é o combustível para o cantor ir além, já que ele agora tem que ser um modelo a ser seguido.

Foi com o ’empurrãozinho’ dessa galera, principalmente dos amigos mais próximo, que Taz decidiu mergulhar de cabeça nessa parada de ser MC. E pra se ter uma noção de como os parças foram importante na caminhada do Taz, eles ajudaram até dando dica nas letras e produções do cantor.

Não tardou pro sucesso chegar. Seu primeiro grande hit foi “Deixa Rolar“, lançado em 2013 e ultrapassou a marca de 25 milhões de visualizações, colocando o cantor no mapa do funk.

“Essa música [Deixa Rolar] mudou a minha vida, fez com que eu conhecesse lugares que eu nunca imaginei. Lembro que um dos meus sonhos – e de muitos funkeiros também – era cantar na [casa noturna] ‘Nitro Night’, e eu realizei isso graças a essa música”, conta.

Caso você não saiba, a Nitro Night é uma espécie de ‘templo sagrado’ do funk, no qual 10 entre 10 funkeiros sonham em cantar. A casa é uma das poucas especializadas em música de periferia na Zona Sul paulistana.

Voltando a falar do Taz, o cantor aproveitou o sucesso de “Deixar Rolar” ao máximo. No entanto, ele explica que há alguns anos o funk era totalmente diferente do que é o som de hoje, com peculiaridades que o tempo levou.

“Naquele tempo, há uns três, quatro anos, o funk não era tão profissional como hoje. Além disso, lançávamos menos músicas, lembro que trabalhei um bom tempo com a ‘Deixa Rolar’. Hoje tá uma loucura, tem MC lançando música todo dia”, diz Taz, ao comparar a época do funk ostentação com o momento atual do funk.

E depois do boom do seu primeiro hit no movimento, o funk ostentação começava a perder força para putaria, que crescia graças às produções do DJ Perera e as músicas dos MCs Livinho, Pedrinho, Menor da VG, e aquela turma toda que surgiu na Zona Norte de SP e mudou o foco do funk.

Junto a essa queda da ostentação, Taz enfrentou outro problema que é recorrente no mundo artístico: a orientação errada por conta de pessoas que não visam o bem do artista.

“Infelizmente, algumas pessoas têm uma mentalidade pequena, gananciosa, e isso acaba atrapalhando sua vida profissional. E junto a isso, eu sou um cara do funk ostentação, essa é minha marca. Então com a queda da ostentação, fiquei um tempo de lado e tal”, lamenta o cantor.

Entre 2014 e 2016, a carreira do MC deu uma estagnada. A mistura da queda da ostentação com a falta de uma estrutura por trás que o ajudasse a pensar só em cantar foram fundamentais para essa “pausa”.

E mesmo com as dificuldades, Lucas nunca desistiu do sonho, sempre de olho no mercado e nas novidades do funk. Contando com a ajuda dos amigos que sempre estiveram lado a lado, ele vem voltando a tocar nas quebradas de São Paulo. Uma pessoa que foi fundamental na carreira do cantor é o DJ Saha [o moleque de camiseta azul na foto junto com Taz], que está com o MC desde o começo de carreira, produzindo e tocando, e faz questão de deixar claro que “não troca o Taz por ninguém”.

Mesmo vivendo um momento de transição, o cantor não ficou parado. Uma das características do Taz é diversificar o trampo, sempre tentando lançar hits diferentes, como a música “Festa Lá em Casa“. No último mês, ele lançou sua mais nova música de trabalho, “De Quebrada“, que já tem mais de um milhão de visualizações no YouTube.

“Durante o tempinho que tive dificuldades, eu pensei em parar. Mas graças a minha família e meus amigos, mantive o foco. Graças a Deus, me cerquei novamente de pessoas boas e consegui voltar”, conta o MC. “Aprendi muita coisa que serviu de experiência. Hoje o funk está diferente, está mais profissional e pede que você se atualize a cada dia, lance trabalhos novos constantemente. Estou me adaptando a este novo momento”.

O MC Taz é um dos MCs marcados pela onda da ostentação e será sempre lembrado pelo público que viveu aquela época. E mesmo com todas as mudanças que o ritmo passou desde sua chegada em São Paulo, o cantor segue com seu espaço no funk.

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MC Dede, orgulho de Cidade Tiradentes e espelho para molecada

Gravação de videoclipe de funk na quebrada é tipo jogo de Copa do Mundo. Ruas lotadas, bares com movimento acima do normal, a molecada se amontoando para conseguir ver algo e registrar o momento de alguma forma. Quando colei na gravação do clipe do Dede foi assim, e reparei que um dos diversos garotos ali presente, estava triste. Seu tamanho impedia que ele tivesse uma visão clara da situação.

– Pai, vamos mais para frente. Ali, ali ó, com o Dede!

Assim começava o dia. Hoje ele é um dos exemplos de sucesso para a molecada de Cidade Tiradentes, distrito localizado no extremo leste de São Paulo. Pra sacar como é essa situação, o Portal KondZilla participou das filmagens do seu mais novo videoclipe e retrata mais sobre a relação CT-Dede

Para situar um pouco melhor, antes de se tornar o MC Dede, Josley Caio de Faria, 28, nasceu e foi criado em Cidade Tiradentes. A ideia de cantar surgiu em 2009, e o máximo que conseguia era se apresentar em quermesses e festas menores em toda a Zona Leste. O garoto ficou conhecido como o ‘Menino do Kit’, já que acertou com a música “Olha o Kit”, na época da explosão do funk ostentação na capital.

De 2009 até o momento atual, o MC se segurou firme e passou por todas as fases do funk desde então, acumulando sucessos como “Os Mlk é Mídia“, “Pam Pam Pam“, “Passei de Oakley“, “Pow Pow, Tey Tey” e construindo uma carreira no funk.

Agora, o “Menino do Kit” é pai de família, com 28 anos nas costas e esperando o nascimento do segundo filho, diferente daquele garoto que frequentava quermesses para mostrar o trabalho. Com essa longa trajetória na música, ele faz com que todos, desde a criançada de agora até a galera mais velha, vejam nele um exemplo de sucesso pessoal e profissional.

Colamos na CT por volta da 15h. Era uma tarde típica de inverno brasileiro, onde o sol está presente, mas parece não cumprir a função de aquecer. E a notícia de que rolaria uma gravação de videoclipe de funk já tinha tomado a quebrada. As ruas por onde passávamos dentro de uma van estavam tomadas, e algumas pessoas faziam uma espécie de procissão, acompanhando a van de forma messiânica.

Enquanto o diretor do videoclipe, Gabriel Zerra, procurava o melhor lugar para realizar a gravação, o ‘Messias’ da CT aproveitou o tempo ocioso para tirar algumas fotos e falar ao Portal KondZilla a importância daquela quebrada na sua vida.

“Ah, aqui é minha casa, meu ouro. Aqui é onde está a minha inspiração, meu foco é nela [na quebrada]. Várias vezes pensei em desistir. Você tem responsabilidades, daí não consegue emplacar [uma música], chega uma molecada nova também fazendo um trampo legal”, conta. “No entanto, minha família, meus amigos e principalmente meus fãs sempre me ajudaram e não me deixaram desmoronar. Nesse mundo do funk, se você não tiver a cabeça boa, você não consegue se manter”.

Depois que o MC deu uma atenção pra galera, começaram as gravações. A rua Apóstolo Matheus foi tomada por moradores das mais diversas idades, as lajes se tornaram uma espécie de camarote, onde as pessoas se espremiam para acompanhar a filmagem.

Há alguns anos, Dede e o funk viviam outra realidade, longe do glamour e dos holofotes. MCs ainda não tinham uma vida financeira invejável, muito menos uma disciplina de trabalho profissional, com direito a auxílio de especialistas em canto e impulsionamento de carreira, por exemplo.

“Quando eu comecei, lá em 2009, não tinha muito recurso, cantava em quermesses, em cima de caixote. Daquela época, sou um dos poucos que conseguiu se manter”, explica o MC.

A Cidade Tiradentes conta com cerca de 280 mil habitantes, é um dos distritos mais populosos do município de São Paulo e, segundo a prefeitura, abriga o maior conjunto habitacional da América Latina, com cerca de 40 mil unidades populares.

Josley conta que o sonho de ser MC era presente na mente de muitos na CT. Ele se perde ao tentar contar a quantidade de amigos que, nas antigas, tentaram trilhar o mesmo sonho junto com ele, mas ficaram pelo caminho pelos mais diversos motivos.

“O meu recado para a molecada que quer seguir esse caminho do funk é que nunca desistam dos seus sonhos. Acredito que eu seja um bom exemplo disso”, finaliza.

As horas passam e as gravações vão rodando por parte da Cidade Tiradentes. Ruas e vielas são tomadas por câmeras e gente querendo ver tudo de perto. E mesmo com todo o barulho e incômodo, os moradores parecem não se incomodar.

Em um dos ‘sets’, no interior de um beco, um morador até se assusta. Não à toa. Uma renca de gente na porta da sua casa, câmera, luz e todo material que uma gravação tem direito ao redor do seu lar não é comum, ainda mais às cinco da tarde. Outro morador vai até a janela e confere, assustado, tudo o que acontece. De prontidão, Dede aparece e explica o que tá rolando e a importância da ajuda do morador com o colega da quebrada. E a reciprocidade vem de prontidão, logo o morador dá uma força.

Essa não foi a primeira intervenção do MC com os moradores durante as gravações, era uma espécie de pedido de ajuda para um semelhante, no qual o trabalho final ajudaria a todos da comunidade.

Cai a noite. Após mais de cinco horas de trabalho, as gravações chegam ao fim e o cantor sai do beco improvisado no set em direção ao público que acompanhava de olhos vidrados na gravação, aguardando pelo momento de atenção com o cantor. Dezenas de selfies com os fãs fecham a noite para depois Dede tomar o rumo de casa.

E lembra daquela criança, que no meio da multidão queria dar um jeito de ver o Dede? Seu pai deu uma resposta que resume o desejo de muitos na quebrada.

– É filho, quem sabe um dia você vira um MC também, né?

A impressão era que Dede havia se tornado uma espécie de ‘orgulho da Cidade Tiradentes’. Sabe aqueles caras do interior, que ganham o mundo com seu trabalho, se tornam famosos e ganham a chave da cidade, são conhecidos e amados por todos? Esse é o Josley, cria da Cidade Tiradentes.

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Falamos com o MC Guimê sobre a carreira e a nova música “No Auge”

Figura conhecida no baile funk, Guilherme Dantas, o MC Guimê, começou a chamar a atenção do público no início do funk ostentação em São Paulo, no começo da década. Natural de Osasco, Vila Izabel, virou símbolo do movimento e abriu as portas para novos MCs da capital paulista. Hoje, com 24 anos, o MC se considera muito mais maduro do que na época que começou, a ponto de lançar um álbum com diversas colaborações. Somado a tudo isso, tem no currículo as músicas: “Tá Patrão“, “Plaque de 100“, “País do Futebol” e o mais recente lançamento “No Auge“. O Portal KondZilla aproveitou esse momento para falar um pouco mais da carreira do artista e do seu mais novo trabalho.

“Quando assinei com a KondZilla Records, queria um videoclipe com o Konrad colocando as mãos na câmera. Decidimos fazer uma parada que lembrasse um pouco aquele Guimê do “Plaque de 100“, com uma cara de 2017. Sei que o público quer algo parecido com aquilo, meio underground, e posso garantir que a pegada é essa. A música tem a produção do DJ Jorgin, que o público também já conhece e gosta do trabalho”, afirma Guimê. “A expectativa é uma das melhores possíveis e estou bastante ansioso. Tenho a certeza de que a dupla Guimê e KondZilla é uma fórmula de sucesso”.

Voltando um pouco no tempo, as músicas “Tá Patrão” e “Plaque de 100” foram ícones do movimento do funk ostentação em São Paulo lá no início desta década, época em que o funk começava a subir da Baixada para a capital e definir uma identidade própria. Naquele momento, MC Guimê ainda era garoto novo que se jogava no sonho de ser MC. Junto do diretor KondZilla, trabalhou e definiu o que seria o novo modelo de funk em São Paulo. Mas Guimê quis ir além.

“Eu nunca quis ter um rótulo, mas existe, sim, esse rótulo de que o Guimê é o cara do funk ostentação, ou então o MC Guimê é o cara que faz umas rimas. Mas, eu quero ser o cara que tem a versatilidade e consegue seguir em outros estilos, consegue ter um caminho diferente, consegue ter essa elasticidade de ir para todo lugar e voltar para minha origem”.

Pouco depois de estourar com as música “Tá Patrão” e “Plaque de 100”, MC Guimê ganhou o Brasil fazendo parcerias em músicas como “País do Futebol”, com Emicida e Neymar, e despontando em novos horizontes.

Essas conquistas fizeram com que Guimê marcasse toda uma geração e levasse o funk a um patamar jamais imaginado. “Acho que superei o primeiro passo para o MC de funk ser visto como músico, como um artista. Também comecei a quebrar essa barreira [das casas] e fico muito feliz por isso, de poder entrar na casa de várias pessoas e culturas diferentes”, conta o MC num bate-papo rápido durante uma passagem dele pela produtora.

Com uma carreira estabilizada e o reconhecimento de outras vertentes musicais, o MC lançou seu primeiro em álbum autoral em 2016, chamado “Filho da Lua”, um sonho realizado para o cantor. O trabalho conta a participação de diversos artistas, como Marcelo D2 e Mr. Catra.

“Comecei a entrar em outros estilos musicais, e como esse é meu primeiro álbum, foi um sonho realizado pra mim. Eu pensei que tinha que trazer essa identidade do MC Guimê que se mistura com outros estilos musicais. Então esse foi um dos meus principais focos na produção das músicas, coloquei vários artistas participando do álbum, eu quis mesmo ter essa onda de misturar geral”, conta, com o entusiasmo de um sonho realizado.

Hoje, Guimê está com 24 anos, e seis anos se passaram depois do início do sucesso em sua vida. O MC diz estar mais maduro do que antes, mais profissional e tem uma visão sóbria da trajetória que trilhou na música até os dias de hoje, como também do reconhecimento que seu trabalho obteve. Dentre as diversas conquistas na carreira do cantor (são muitas, ele chegou a ser capa da revista Veja em 2013 e também foi entrevistado no Programa do Jô), ainda faltam duas: levar seu trabalho para os EUA e gravar com os Racionais MCs.

E toda essa sobriedade e trabalhos diversificados fazem do MC Guimê uma referência para molecada que deseja trilhar um caminho no funk. E para essa galera, o cantor tem um recado.

“Primeiro aprendizado é a humildade. Parece até meio clichê, mas é a realidade. Seja humilde, porque de certa forma, tudo acontece. E todo o artista deve sofrer desse mal, de não acreditar que acontece com ele, mas acontece tanto o bem quanto o mal. As vezes, tem um pessoal que acha que está no auge porque tem um milhão de views na internet, e não é assim. Tem muita gente foda que não tem acesso nenhum [nos vídeos]. Acredito que a música e a arte vai além dos views, e a pessoa tem que ter essa visão”.

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Funk Ostentação – O Filme

Direção: Konrad Dantas e Renato Barreiros

Ano: 2012