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Funk Consciente 150BPM Produtor / DJ Bregafunk Funk

MCs Liro, Mari…: 10 promessas para o funk

Entre artistas consolidados e iniciantes, as produtoras costumam trabalhar suas joias para que elas possam brilhar ainda mais no cenário do funk. Por isso, não é surpresa quando notamos um rostinho ou voz diferente estrelando os palcos dos mandelas afora. Com base nos números do Youtube, buscamos alguns nomes que, solo ou não, vêm se destacando como apostas para o futuro. Quer saber mais e conhecer novos sons? Cola com o Portal KondZilla

MC Piedro

Artista da Love Funk Produtora, MC Piedro está com alguns sons andando, como: “Conheci Uma Mina” (1 milhão de visualizações no Youtube); “6 da Manhã“, com MC Lipi (2,7 milhões); “Realidade Capotar“, com MC Paulin da Capital (1,5 milhão); e participação no “Set DJ GM 2.0” (41 milhões). No Insta, Piedro vem crescendo e alcançando assim a marca de 50 mil apoiadores de seu trabalho.

MC Liro 

Artista da Love Funk Produtora e da KondZilla Records, MC Liro vem sendo reconhecido nos últimos meses por mandar bem no funk conciente. O artista é dono de sons como: “Que Saudade Eu Tô” (600 mil visualizações no Youtube); “Saudades da Quebrada” (540 mil); “Vacilei“, com MC Suh (570 mil); “Não Vou Mais“, com MC Lele JP (1,5 milhão); e também participa de “Love Acústico“, do DJ Totu (11 milhões). No Instagram, ele ultrapassa a marca dos 100 mil seguidores e você pode conferir a história dele aqui no Portal KondZilla. 

MC Kako

Passeando entre o funk e o trap, MC Kako é uma aposta da produtora Sonar Music, o artista tem alguns sons na rua como: “Tempo” (260 mil visualizações no Youtube); “Malote no Bolso” (185 mil); “Sabe Aonde que Eu To” com MC Leozinho ZS (600 mil); “Quem Dera” com MC Joãozinho VT (800 mil); e também participa do “Set DJ Boy” (2 milhões). No Instagram, MC Kako tem 16 mil seguidores, mas promete conquistar o coração do público com o funktrap nos próximos tempos.  

MC Luan SP

MC Luan SP é uma aposta da produtora Encontro de MC’s. Aos 14 anos, o artista mirim está nos primeiros passos da carreira e lançou seu primeiro videoclipe com a música “Sou Luz“, onde já alcança a marca de quase 1 milhão de visualizações no Youtube. Luan SP ficou conhecido por aparecer no medley ao lado de MC Neguinho da BRC, já experiente na cena. No Instagram, o artista tem 16 mil seguidores e no Facebook um pouco mais de 21 mil. 

MC Teteu 

MC Teteu ficou conhecido por emplacar o hit natalino de 2019. Exclusivo da produtora GR6 Music, o artista mirim passeia pelo funk ousadia e tem diversas músicas como: “Dingo Bell” (47 milhões de visualizações no Youtube); “Eu Sou Pivete Mas Não to Moscando” (4 milhões); e “Plataforma Guarujá” (3,2 milhões). No Instagram, o artista tem 169 mil seguidores. 

MC Suh e MC Nay 

A dupla Suh e Nay são as minas da Tenera, juntas as artistas da Love Funk Produtora alcançam milhões em sons como: “Tenera” (2,8 milhões de visualizações no Youtube); “Vida Insana” (1 milhão); “De Buxixo to Legal” (900 mil); as artistas participam ainda no “Set Mandrakinhos” (4 milhões). Ambas ultrapassam a marca de 100 mil seguidores no Instagram. 

MC Yuri 

Artista do funk ousadia, MC Yuri é uma aposta diretamente da KondZilla Records. É provável que você tenha ouvido um som dele nos bailes de quebra como: “Toma Na Pepekinha” (4,7 milhões de visualizações no Youtube); “Oh Yasmin” (2,5 milhões); “Porradão” com MC Neguinho do ITR  (950 mil); e sua participação no “Set DJ GM 2.0” (41 milhões). No Instagram, MC Yuri tem 53 mil seguidores. Aqui mesmo no Portal KondZilla, você ainda vai descobrir um pouco da história do artista e ficar sabendo que ele é a voz da vinheta “diretamente estúdios Love Funk“. 

Menor MC
 
Mais conhecido como Maluco No Pedaço, Menor MC é um artista da produtora Gree Cassua. Buscando seu espaço no cenário do funk paulista, ele tem sons como: “Carretão“, com MC Lipi (1,9 milhões de visualizações no Youtube); “Contei nos Dedos” com MC Lukay (300 mil); e “Amigo é Deus” (85 mil); além de participar da cypher “Favela na Cena” (5,3 milhões) e “Set Homenagem aos Relíquias” (5,7 milhões). No Instagram, Menor MC está chegando aos 20 mil seguidores. 

MC Mari 

Passamos por diversos gêneros do funk e agora vamos falar de brega funk, né? Artista da MK Produtora, MC Mari estourou durante a pandemia com o som “Xereca de Mel“, ao lado de Shevchenko e Elloco. Desde então, a artista lançou também o mandela “Soca Socadinha“; juntos, ambos os sons ultrapassam a marca de 30 milhões de visualizações no Youtube. No Instagram, MC Mari tem 145 mil seguidores e você pode conhecer melhor a caminhada da artista aqui no Portal KondZilla.  

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Produtor / DJ Matérias Funk

Da Baixada Santista, Mu540 e Kyan unem funk, rap e trap criando um som único

Não chega a ser uma novidade saber que as favelas vem cantando trap, a diferença é que aos poucos, o som de fora vem criando uma cara própria, misturando as referências de funk e rap ao som genuinamente americano. Alguns artistas de São Paulo já caíram de cabeça nessa febre, como o Hyperanhas, mas a dupla Kyan e Mu540 conseguiu criar uma sonoridade própria. Diretamente da Baixada Santista, os dois crescerem com a influência do funk consciente, rap e agora a unem a influência de sons globais na música e estética do litoral paulista.

Renan MC cresceu na Praia Grande, Baixada Santista, ouvindo os relíquias locais do funk ostentação, como MC Lon, Boy do Charmes e Neguinho do Kaxeta. Apadrinhado pelo MC Pedrinho Jr., em 2014 Renan começou a escrever e cantar suas músicas. Ele até fez certo sucesso na área, mas nunca conseguiu estourar como queria. Após seis anos de trabalho, ele quase desistiu da música em 2019.

“Teve momentos em que eu achei que ia me tornar um MC famoso. Tive uma oportunidade de fazer uma audição numa grande produtora de São Paulo e não consegui passar. Rodei entre alguns empresários do funk e também não deu certo”, relembra. “Eu fiquei bem desmotivado e estava prestes a desistir de cantar”.

Foi então que um amigo, o videomaker Lucas Zetre, propôs renovar e tentar de novo, desta vez deixando de lado o funk e partindo para o trap. E foi assim que o Renan MC renasceu como Kyan. Aliando-se ao produtor MU540 (se pronuncia Musão) — que já era conhecido por misturar trap, funk e outros gêneros com o estilo “favela trap” —, ele passou meses estudando o novo ritmo até entrar no estúdio e sair com “Mandrake“, sua primeira música no trap, que logo chegou nos ouvidos de ícones do hip hop nacional, como Tasha e Tracie e Don Cesão, fundador da produtora Ceia Ent.

“A primeira música que fiz no trap, sem conhecer ninguém e sem ninguém me conhecer, já chegou no Don Cesão”, comemora Kyan, que atualmente faz parte do time da Ceia, ao lado de nomes como Djonga, Clara Lima e Febem.

Desde então, Kyan sempre acompanhado de Lucas Zetre e MU540, vem soltando músicas que misturam levadas de trap, elementos do grime e drill da Inglaterra e o funk brasileiro. Dois hits recentes, “Menor Magrinho” e “Tropa da Lacoste”, tem samples de músicas do MC Magrinho e do MC Lan, respectivamente. O som de Kyan é uma mistura de movimentos musicais periféricos de todo o mundo, sem se prender a rótulos pré definidos.

Produzindo desde 2012, Mu540 começou a misturar funk com outros estilos por diversão. “Uma vez fiz  remix o de “Dom Dom Dom”, do MC Pedrinho, com “Animals”, do Martin Garrix. Eu nunca ri tanto na vida. Talvez essas ideias tenham surgido porque eu queria fazer algo divertido e eu achava que seria uma surpresa para quem escuta”, diz o DJ.

“Eu sou um artista e não faço um gênero específico. Tô fazendo uma arte do hip hop, mas da minha forma”, afirma Kyan. “O MU540 já era conhecido por misturar funk com outras parada, como garage, umas paradas mais dele. Então a gente já não se rotula em um gênero”, afirma o cantor, que elenca o funk como sua maior referência, especialmente os MCs de ostentação e consciente da Baixada. “Desde os seis anos de idade eu já escutava Duda do Marapé, MC Barriga, MC Careca, Toto e Cabeça… Desde menorzinho eu absorvo tudo isso”.

Para MU540, a parceria funcionou pela dedicação e perseverança de todos os envolvidos. “Deu certo porque a gente quer fazer dar certo e levar a música como nosso ganha pão. E a gente também curte praticamente as mesmas coisas. Toda nossa equipe. Todo mundo na mesma fita com comprometimento”, conta MU540.

Um tema muito abordado por Kyan em suas letras é a periferia e as desigualdades sociais. Em “Menor Magrinho”, ele celebra a sua vitória sobre os estigmas e o sucesso como artista: “Discriminado no preconceito/ Hoje o pós-conceito é nós”. Nos versos de “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda”, ele ironiza aqueles que tentam se apropriar da cultura da favela: “Favelado que usa grife e os grife quer ser os favela”.

Sobre esse último verso, ele conta que quando chegou no trap a moda era usar roupas de grife. “Era só high fashion, coisa que era inacessível pra gente. Quando é que favelado vai poder usar Gucci ou Off White? Quando chegamos com ‘Mandrake’, falamos sobre Nike, Lacoste, Tommy. Roupa que ainda é cara, mas quem mora na favela faz um corre para conseguir e se sente muito bem tendo. A gente acabou fazendo o jogo virar. Os boyzão, os playboy quer usar nossas marcas para se parecer com a gente”, explica.

Por sinal, Kyan considera “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda” como a música favorita do seu repertório. Um dos motivos é o valor sentimental. A faixa foi escrita em janeiro de 2018, (quando ele ainda era o Renan MC) e foi publicada como prévia nas redes sociais. A dona Patrícia, mãe de Kyan, curtiu o som e ouvia sempre, até que aprendeu a cantá-la. É a voz dela cantando que ouvimos no fim da música. 

Mas em 2020 o câncer de mama que Patrícia havia descoberto dois anos antes, piorou e a mãe de Kyan ficou debilitada. Por muito tempo lutou pela vida até que faleceu em abril. Ainda assim, nos seus últimos dias ela ainda lembrava da letra e cantava a música, mostrando o orgulho que sempre sentiu pelo filho. “Ela não lembrava de muitas coisas, mas lembrava da música. E até quando ela mal conseguia falar, ela cantava minha música. Eu já achava uma das minhas músicas mais da hora, mas depois disso ela passou a ter um valor sentimental ainda maior. É como se fosse a última coisa que eu vi a minha mãe falando de mim”, lembra o MC.

A mãe de Kyan tinha orgulho do seu filho e sabia, antes de todo mundo, que ele e sua arte tinham um enorme potencial. Dois meses depois após sua morte, “Nóis é Ruim e o Cabelo Ajuda” virou clipe e tornou-se um hit com dois milhões de visualizações —  com aquela mesma letra de 2018 que a dona Patrícia gostava de cantar. Kyan homenageou a memória de sua mãe e está voando enquanto artista. O talento que antes era percebido por sua mãe e mais uns poucos agora está mais evidente do que nunca e à vista de todos.

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Funk Consciente Produtor / DJ Matérias Funk

O funk da Baixada Santista ao longo dos anos

Recentemente, a morte do MC Felipe Boladão completou dez anos. Boladão, ao lado dos MCs: Careca, Barriga, Duda do Marapé e Primo, continua sendo inspiração para muitos artistas, sejam do movimento funk ou não. Os MCs do começo do funk paulistano pavimentaram o caminho pra o surgimento de novos funkeiros, principalmente na vertente do funk consciente, que continua inspirando a molecada.

O começo do funk na Baixada Santista

Depois de nascer no Rio de Janeiro, o funk chegou na Baixada Santista antes de subir pra capital paulistana. Apesar da influência do funk melody carioca, a Baixada se estabeleceu com o funk consciente, que na época muitos chamavam de funk de relato. O funk de relato nada mais é que aquela música que passa a realidade das favelas nas letras, no caso de MCs que se consagraram: Felipe Boladão, Neguinho do Kaxeta, Barriga, etc, eram sobre a vida nas favelas, mais ou menos como o rap fez na capital – podemos dizer assim.

Diretamente de Santos, o produtor de rap e funk, DJ Cuco, responsável pela produção de “A Viagem”, do Felipe Boladão e que trabalhou com outros relíquias, como MC Duda do Marapé, MC Careca e muitos outros, conta que no começo do movimento ele não levava o funk tão a sério. “Eu sempre curti rap desde moleque e meio que tinha uma rixa [entre os movimentos] ‘funk só fala merda e o rap que fala coisa daora'”, relembra ele. “Só virei a chave quando comecei a trabalhar com funk e vi que tinha muito a ver com rap. Eu percebi que tinha outro linguajar, outro jeito de falar, mas o que eles expunham eram as mesmas coisas [que o rap], mas com outro olhar”, comenta Cuco.

Assim como o rap foi, e continua sendo importante nesse processo de contar histórias de quem vive na favela, o funk veio nessa mesma pegada. Apesar de haver diversos tipos de funk, como o ostentação e o pop por exemplo, o funk consciente, que começou na Baixada nos anos 2000 ainda é lembrado e serve de referência para muitos MCs da nova geração.

“O funk da Baixada se estabeleceu com funk de letra. Essa característica, que tinha proximidade com o rap, foi a responsável pela capital abraçar o funk também”, explica Cuco. “Sem a Baixada, esse tipo de funk consciente que se faz hoje seria diferente. Não é atoa que vejo o Neguinho do Kaxeta, que é das antigas, sendo referência até hoje”.

Influência do trap no funk

Diretamente da Praia Grande, DJ Mu540, produtor de 24 anos que produz há praticamente 10 anos tanto na Baixada como na capital e responsável pelos sons: “Mandrake” do Kyan (2 milhões de visualizações) e “Tang” da dupla Tasha e Tracie (250 mil), concorda e destaca: a influência dos consagrados da Baixada vai além do funk. “Eu vejo influência desses MCs, sejam os que já foram ou os que ainda tão aqui em várias pessoas e até em outros ritmos musicais, como o forró, a pisadinha, que pegam referências daqui, tipo “Ela é Top“, do MC Bola“.

Um bom exemplo de que a música ultrapassa barreiras é que o recifense Dadá Boladão, ícone e um dos principais nomes do brega-funk, se inspirou no Felipe Boladão pra criar seu nome artístico. A admiração pelo cantor é tanta que Dadá tem até o nome do ídolo tatuado no pescoço.

Outro artista da nova geração que bebeu da influência dos relíquias da Baixada é promissor MC Kabeça. O MC do Guarujá ganhou destaque em 2019 quando realizou o sonho de gravar com a KondZilla por causa do Caldeirão do Huck. “Sempre fui apegado ao funk consciente, mostrar a realidade da favela sem muita ostentação. A vida real mesmo pras pessoas verem que o funk não é só putaria que nem elas pensam”, comenta Kabeça sobre a escolha da vertente que canta hoje.

A Baixada renovada

Hoje, grande parte da nova geração do consciente está em São Paulo. “Aqui na Baixada, de forma geral, o trap tá com muita força e as batalhas também com muitos MCs de alto nível”, comenta DJ Cuco sobre o que que tá pegando atualmente. “Acho que o funk e o rap viraram mais indústria pop, o pessoal daqui começou a reproduzir coisas que dão certo. Não sinto mais tanta identificação da Baixada Santista nas músicas daqui que chegam pra mim. Tem muita coisa boa sendo feita, mas falta uma cara mais da Baixada”.

Como o DJ Cuco citou, o trap tem tomado conta da Baixada, claro que em vários outros lugares do Brasil também, e o produtor Mu540, que produz trap, concorda com isso. “O trap da Baixada tá vindo mais misturado com funk e a gente tá passando mais a visão, costurando mais as ideias. Temos a Influência do funk consciente, do Boladão, do Careca, do Barriga”, explica ele.

Pra quem vê de fora, talvez possa parecer que o funk da Baixada foi marcante, mas que hoje não é tão relevante. Só sem o funk da Baixada, muita coisa não existiria, provavelmente nem a KondZilla, que nasceu no Guarujá e produziu o 1º videoclipe “Megane” do Boy do Charmes, de São Vicente.

O caminho que os artistas da Baixada trilharam, abriram as portas para nova geração de hoje. O movimento de anos atrás, e da nova geração da Baixada, carregam a mesma luta nas mensagens. “Esses caras como o Duda do Marapé e o Felipe Boladão deixaram o funk legível pra favela e pra todos. Eles mostraram que o funk consciente existe e a gente [nova geração] tenta manter o legado que eles deixaram”, diz MC Kabeça.

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Produtor / DJ Matérias Funk

9 funks para conhecer o DJ GM, produtor de ‘Eu Achei’, ‘Motoloka’ e ‘Virgem’

Você sabia que grande parte das músicas estouradas nos últimos meses são produção do DJ GM? Se você é atento aos carimbo das músicas deve até ter uma noção, mas não associa o rosto do DJ que tem mais de nove sons produzido por ele barulhando nas ruas. Por isso vamos conhecer mais o trabalho do produtor e DJ GM. Versátil nos trabalhos, ele passeia pelo: brega funk, trap e mandelão, além dos funk consciente e funk de grau. Cola com o Portal KondZilla e conheça 10 funks produzidos por ele.

Os produtores musicais e DJ de funk estão deixando de ficar atrás das mesas de som e conquistando destaque na cena nos últimos anos. Muitos deles estão conseguindo popularizar seus trabalhos através de carimbos e sets musicais, que reúnem diversos artistas estourados, como foi o caso do DJ W, inclusive falamos da caminhada dele aqui no Portal KondZilla.

Atualmente, quem vem fazendo barulho nas ruas é Gabriel Martins Silva, 24, nascido e criado na favela do Sapé, zona oeste de São Paulo, mais conhecido como DJ GM (siglas das iniciais de seu nome de batismo). Com quase 10 anos no corre do funk, antes de GM estourar como DJ ele chegou a ser produtor de shows de artistas como MC Neguinho do ITR dono do hit “Popotão Grandão“, já trabalhou na rede de restaurante OutBack e só veio estourar seus primeiros sucessos como produtor musical a poucos meses,com: “Virgem” ,”Motoloka“, e “No Batidão“, por exemplo. Pega a visão dos trabalhos do DJ GM:

“Set DJ GM” – MC’s Dede, Menor MR, Lipi, Paulin da Capital, Nathan ZK, DR, Lemos, DN, Piedro e Ygor JD

“Set DJ GM 2.0” – MC’s Paulin da Capital, Lipi, Magal, Lele JP, Dricka, Nathan ZK, CL, Neguinho do ITR, Barone e Yuri

“Motoloka” – MC Lipi (Prod. DJ GM)

“Eu achei”- MC Paulin da Capital (Prod. DJ GM)

“Virgem” – MC Henny e MC Lya (Prod. DJ GM)

“Pepekinha Malvada” – MC CL e MC Anônimo (Prod. DJ GM)

“Vitória Chegou” – MC Lipi (Prod. DJ GM)

“No Batidão” – MC Henny, Bella Angel e Melody (Prod. DJ GM)

“Não Quero Love” – Hyperanhas. Feat Henny (Prod. DJ GM)

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Produtor / DJ Matérias

Compositor MC EZ dá 5 dicas para compor letras

Muitos podem não saber, mas o MC EZ é o compositor de vários hits que nasceram aqui na KondZilla, como é o caso de “Olha a Explosão”, do Kevinho, e das músicas do MC Doni, de “Sintonia”, que ele escreveu com o Jottapê. Chega mais pra conhecer sobre ele e ainda tirar umas diquinhas de como escrever.

Jottapê, Alok e EZ

Ezequias Rocha Gomes, 36 anos, de Taboão da Serra, mais conhecido como MC EZ, começou a compor há mais de 15 anos. “Eu cresci dentro de um orfanato e lá despertou a parada da música em mim”, conta ele. “Sempre curti rimar, música e comecei cantando num grupo de RAP, o R.A.P, como backing vocal”.

Carreira de Compositor

A veia da escrita veio naturalmente já que EZ sempre curtiu escrever e sempre teve facilidade. “O processo foi muito natural. Eu colava com o DJ Biel Bolado, que hoje é da KondZilla, e sempre chegava os caras pra gravar música com umas letras nada a ver e eu ajudava eles a melhorar. Fui fazendo isso e deu no que deu”.

Apesar de ter escrito muitos hits durante a carreira, o som que mudou a vida do compositor foi “Olha a Explosão“, primeiro sucesso do Kevinho, que hoje passa de 1 bilhão de visualizações no YouTube. Ele também escreveu “Pega a Receita“, “Facilita“” ambas do Kevinho e as três músicas de “Sintonia“: “Te Amo Sem Compromisso“, “Passei de Nave” e “Não Vai ser Fácil“. “Me orgulho de todas as músicas que fiz, mas ‘Olha a Explosão‘ foi a que mudou minha vida, me deu uma casa”, comenta ele.

Compor é um exercício de criatividade e quando ela vem não tem jeito. “Eu vivo cantarolando então sempre que vem alguma coisa na minha mente, eu já escrevo. Tento sempre andar com um caderno e uma caneta”, comenta ele. “Me inspiro pelas gírias novas que aparecem, no que a galera diz na rua”.

Por falar em inspiração, tem muita gente por aí querendo ser MC. Nessa época em que estamos mais em casa do que na rua, podemos tentar exercer alguns hobbies, ou seja, pra você que sonha em ser MC (ou até mesmo já começou no corre), bora escrever bastante.

5 Dicas para compor letras

1 – Estudar a melodia: a melodia é o mais importante, estuda bem ela pra poder fazer a letra.
2 – Referências: estudar o que tá dando certo de melodia. Música é que nem moda, sempre muda.
3 – Refrão: o refrão tem que ser marcante, então tem que trabalhar muito ele, tem que ficar na cabeça, ser forte.
4 – Revisão: tem que revisar a música pra ter certeza que ela tem um começo meio e fim. Se tiver, a chance de dar certo é maior.
5 – Amor: tudo que a gente vai fazer, temos que fazer com muito amor e ir pra cima.

E aí, anotou? Já aproveita as dicas do EZ e joga seus pensamentos no papel, sejam eles de sentimentos bons ou ruins. Escrever é um jeito de nos expressar e pra quem quer ser MC, é muito legal manjar bastante da escrita. Então vamos treinar!

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Funk Consciente Produtor / DJ Funk

DJ Biel Bolado, produtor de “Perdoa Mãe”, é a cara do funk consciente

Ser DJ não é apenas apertar o play. Ser DJ e produtor musical então muito menos. Criar uma música quase do zero envolve diversos fatores: vivências, sentimentos, estudo e muita força de vontade para lançar trampos diferentes e Biel Bolado é um dos que estão fazendo isso na cena. Se juntar todos os maiores sucessos do produtor entre eles: “Perdoa Mãe“, “Respeita Nóis“, “Filha do Policial” e “Chuto o Balde” são mais de 160 milhões de visualizações. Pega a visão com o Portal KondZilla.

DJ Biel Bolado no estúdio da produtora Encontro de MC’s

Sensibilidade e força de vontade. Foi assim que Gabriel dos Santos, mais conhecido como DJ Biel Bolado, o brabo do funk consciente, iniciou sua carreira no cenário musical fazendo de tudo um pouco: DJ, diretor e até editor de vídeos.

“Sempre tive facilidade de aprender as paradas, até hoje se eu ver alguém fazendo algo eu também consigo. Já é de mim, é mais do que força de vontade, quando quero aprender alguma coisa me esforço até conseguir”, comenta ele sobre ter desenvolvido suas técnicas sozinho. “Foi assim que aprendi a produzir, virava noites e noites estudando, quebrando a cabeça até sair alguma coisa”, explicou Biel Bolado.

Trabalho árduo é sinônimo de resultados extraordinários. Não é à toa que os crias do funk consciente reconhecem de longe o toque da vinheta ‘Biel Bolado’, seja em Perdoa Mãe“, do MC Alê, “Respeita Nóis“, parceria da dupla MC Digo STC e MC Neguinho da BRC, “Filha do Policial“, do MC Kaverinha ou em muitas outras produzidas por ele. Todas as produções dele juntas ultrapassam a casa dos 160 milhões de visualizações no YouTube.

Edição do videoclipe “Diário de um Interno”, do MC Kaverinha pelos olhos do DJ Biel Bolado

“No consciente eu me identifico, as melodias, a tristeza das músicas, eu sou essa parada”, comenta ela. Mas Biel Bolado não produz só música de visão, ele vem se arriscando em outros gêneros. “Eu produzo [outros gêneros] também, mas sou melhor no consciente do que no funk ousadia. Inclusive, não curto muito trabalhar com ousadia, acredito que tem pessoas que produzem muito melhor do que eu”, disse o DJ.

Sentimentos

Videoclipe “Diário de um Interno” vai ser lançado no próximo dia 8 no canal Encontro de MC’s

MC LP, de apenas 12 anos, compositor da música Vários Se Jogou na Vida Loca“, fala em “O funk consciente vive nas crianças sobre não ter o que comer dentro de casa e a relação com o funk nesse contexto. Assim como LP, Biel Bolado enxergou nas dificuldades uma forma de mostrar seu talento.

“Meus amigos que colavam lá em casa moravam tudo em barraco no meio da favela. Às vezes eles chegavam até com fome porque não tinha um rango em casa e eu pagava uns lanche para eles”. Diretamente lá das quebradas do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, Biel transformou dias difíceis em música. “Com isso você vai enxergando o sofrimento das pessoas e acaba tomando para você também”.

Mas para o DJ não tem erro, entre os venenos e alegrias da vida, o segredo do sucesso é só um. “Força de vontade, ir pra cima. A única coisa que pode te impedir é você mesmo”.

Diretor de videoclipe

Como citamos lá no início do texto além de DJ, Biel Bolado também é diretor de videoclipe e muito dessa caminhada se deu através dos corre do Kond, da KondZilla. “Uma das minhas primeiras referências foi o Kond quando ele começou a lançar os videoclipes. Fiquei maluco assistindo e fui pra cima pesquisar na internet como fazia”, diz ele. “Até adicionei ele no facebook e ele me deu algumas dicas”.

Conhecimento, força de vontade e com os equipamentos de vídeo, o jeito era colocar a cara nas ruas. “Comprei minha primeira câmera, uma T2i, e comecei fazer uns clipe na quebrada mesmo cobrando um valor simbólico”. Atualmente dirigindo uns videoclipe pela Produtora Encontro de MC’s, Biel trabalhou em projetos como Bye Bye Sofrimento” 3,3 milhões, “Eu Sou Revelação” 4,7 mi e lança o videoclipe “Diário de um Interno” no próximo dia 08/02 também no canal no Encontro de MC’s

Timidez

Em um papo que foi do trabalho de jovem aprendiz até a carreira construída no funk, descobrimos que DJ Biel Bolado é tímido e que o trampo foi o que ajudou ele superar um pouco essa questão. “Sempre fui reservado, essas paradas de ficar falando, cantando, se comunicando direto com os outros nunca foi comigo”.

Dividido entre o universo dos computadores, o amor pelos fãs e a fama, o produtor prefere ficar nos bastidores e longe dos holofotes. “Pra falar a verdade, não gosto muito de estar fazendo um rolê no shopping e as pessoas me reconhecerem pedindo foto. Mas é mais por eu ser tímido, mesmo assim, faz parte [do sucesso], eu amo os meus fãs. Porém, por mim eu ficava só nos bastidores sem k.o”, disse ele sorrindo.

Vivendo e aprendendo, Biel Bolado nos ensinou que a pegada é correr atrás, afinal só assim conseguimos alcançar os nossos objetivos. Com vários sucessos andando nas pistas, o sonho do DJ é desembarcar na gringa. “Minha meta é produzir um trabalho internacional, gravar umas paradas fora do Brasil”.

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Produtor / DJ Bregafunk Matérias

Produtor musical de “Tudo ok” e “Hit Contagiante”, JS o Mão de Ouro comemora o crescimento do ritmo

Se o brega funk está onde está hoje, uma das pessoas que foi fundamental para esse processo de crescimento do ritmo é o JS o Mão de Ouro, produtor de hits como “Surtada“, “Hit Contagiante“, “Sentadão” e “Tudo Ok“. No corre há oito anos, hoje JS colhe os frutos de sua dedicação. 

Assim como muitos artistas, JS, Jonathan Ramos do Santos, de apenas 23 anos, precisou ralar até ter reconhecimento. Cria do Jardim Paulista Baixo, lá de Pernambuco, o produtor foi estourar depois de oito anos de carreira.  “Tô nessa caminhada vai fazer oito anos, só comecei a ter reconhecimento de 2019 pra cá depois de ‘Hit Contagiante'”, comenta JS o Mão de Ouro. 

Na época do remix de “Evoluiu” com o Felipe Original, que deu origem a “Hit Contagiante“, ele ainda era JS no Beat. O remix em brega funk da música do Kevin o Chris se tornou um sucesso tão grande que é até difícil de contar quantas visualizações o hit tem no YouTube já que são vários uploads diferentes, mas podemos dizer que tem mais de 100 milhões de views. No Spotify, o som já foi ouvido mais de 83 milhões de vezes. É hit que chama?

Essa foi a primeira de uma sequência de sucessos, depois veio “Surtada“, um brega trap com Dadá Boladão, que soma mais de 150 milhões de visualizações no YouTube. “Essa música a gente fez do zero. Dadá colou no estúdio que eu tinha em Recife, a gente passou o sample do trap pra brega e fizemos a letra”, comenta ele. 

Depois de “Surtada”, vieram mais duas: “Tudo Ok“, com Thiaguinho MT e Mila, e “Sentadão”, com Pedro Sampaio e Felipe Original. Entre as dez músicas mais tocadas no Spotify Brasil, três são produzidas por ele. Além de ser um sucesso do próprio JS, todos esses números também mostram o crescimento do brega funk. “É muito legal ver que o brega tá se expandido cada vez mais”, comemora o produtor. “É bom ver que os artistas do Recife tão crescendo e que os artistas dos outros lugares tão apostando no brega e crescendo também, tipo meu amigo Thiaguinho MT”.

 

Além do crescimento do ritmo e do reconhecimento dos artistas do brega, o movimento ainda tem outro ponto crucial: o passinho, que além de ajudar a divulgar as músicas e ser a cara do ritmo, ainda tem um valor social. “A dança tirou muitos jovens das drogas, isso que é legal. A galera da vida errada foi pro passinho”.

Nova batida

Um dos motivos do sucesso tremendo das músicas produzidas pelo JS o Mão de Ouro é a diferença que ele trouxe pro hit. A base do brega é batida de latinha, mas ele trouxe algo mais especial pras suas produções. “A latinha já existia no brega funk e eu atualizei ela com as panelas da minha vó”, conta ele. “Fiquei batendo a panela no fone e sai juntando todos os sons que saia. Assim surgiu essa batida nova, que explodiu”. 

Trazer uma novidade pro cenário musical não é só sorte, JS diz que pra chegar onde está hoje, existe muito estudo envolvido. Ele, inclusive, considera que todos esses quase oito anos esperando pra estourar foram de preparação e aprendizagem. “Comecei a produzir vendo tutoriais no YouTube”, comenta JS sobre o pontapé inicial. “A gente estuda ouvindo tudo que é tipo de música. Isso ajuda a abrir nossa mente”. 

Desses estudos surgiu a união do brega com o trap em “Surtada”, e JS garante que quer continuar experimentando outras misturas. “Quero fazer um brega com reggae, com reggaeton. To dando uma estudada”, comenta ele. Quando a gente colou no estúdio dele lá na produtora Los Pantchos, do Marcelo e Rita Soares, para a entrevista, rolou uma sessão super especial dos próximos lançamentos do JS e olha, ainda tem muita mistura inusitada vindo por aí que não vou soltar spoiler. 

Próximos passos

Por causa do sucesso, JS acabou vindo pra São Paulo. Contratado pela Los Pantchos, o produtor está há três meses morando na capital paulistana. Além de continuar os trampos aqui de São Paulo e continuar estudando misturas, JS pretende se colocar mais e mais nas músicas. Uma amostra disso é “Ela Fez um Lomotif“, com Thiaguinho MT, que ele também canta. 

“Acho muito legal ver os DJs cantando mais, tipo o Pedro Sampaio e o Dennis DJ”, diz ele sobre o reconhecimento que os produtores. “Quero cantar mais nas minhas músicas. Na música com Thiaguinho e Rennan que vai sair, eu canto também”. 

Seja no passinho, na produção ou no gogó, o JS o Mão de Ouro é um dos nomes pra se ficar de olho em 2020. Se em 2019 ele foi um dos destaques, agora é só ficar aguardando as próximas peripécias do produtor. 

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Produtor / DJ Matérias

DJ Ery viu nos bailes de rua uma oportunidade de trabalhar com o que gosta

Lá em 2018 falamos da potência que são os DJ dos baile de rua. Quase um ano e meio depois, os fluxos continuam lançando diversos artistas que em sua grande maioria se descobrem grandes dançarinos, MC’s, DJ ou seja qual for sua posição no meio do funk. É o caso de DJ Ery, mais conhecido como o maestro dos fluxos, um jovem de 23 anos, que começou a produzir seus sets que acumulam alguns milhões depois de frequentar o baile da Dz7. Brota no Portal KondZilla pra conhecer mais uma história de realização no funk.

“Eu ia para os bailes com um pendrive e fazia de tudo pra que tocassem minhas músicas”, explicou DJ Ery, que hoje lança artistas nos fluxos, mas batalhou para ser descoberto também. “Fiz muito isso até meu trampo começar a rodar”.

“Fluxo de rua significa tudo pra mim. Começou como diversão, eu ia pra curtir e hoje é a minha profissão, devo tudo aos fluxos de São Paulo”. Assim como no caso do DJ, os bailes deixam de ser apenas uma diversão e acabam gerando renda a seus frequentadores. É a cultura gerando empregos.

“Maestro Dos Fluxos vem do meu diferencial. É como se eu tocasse o baile como um maestro mesmo, meu público é minha orquestra”. Uns regem orquestras, outros regem tapinha no vento, é o efeito do mandelão. “Consigo contagiar todo mundo com minhas produções, as pessoas sentem a música”, diz ele.

Você já foi ao baile e sentiu que poderia trabalhar com algo que viu por lá? As oportunidades estão onde menos esperamos. Fala aí se não é o sonho de qualquer um unir o que gosta de fazer a um trabalho que pode te gerar uma renda mensal. Isso é o verdadeiro sentido de juntar o útil ao agradável. Conte para nós do Portal KondZilla nos comentários.

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Produtor / DJ Matérias Funk

Pedro Sampaio é DJ, cantor, produtor e o novo queridinho do funk

Se você tá ligado no funk, no pop ou no funk pop você já deve ser se pego cantando PE-DRO SAM-PA-IO do nada. Pois é, um dos artistas revelação dos últimos tempos vem lançando só pedrada desde o ano passado. Ainda não sabe de quem eu to falando? Então chega mais.

Com apenas 21 anos, o DJ produtor e cantor Pedro Sampaio lançou sua primeira música em 2018, mas descobriu o dom pra música aos 13 anos. Com quase dois anos de carreira, Pedro já acumula milhões de plays e com seu último lançamento, “Sentadão“, com Felipe Original e JS o Mão de Ouro, ele alcançou o top 3 músicas mais tocadas do Spotify.

Um dos sucessos de Pedro é com a nossa amada Lexa, que curtiu ele pelo jeito alegre e divertido dele. E esse jeitão do produtor reflete em todas as músicas dele, se liga:

SENTADÃO

O mais novo sucesso de Pedro Sampaio, “Sentadão”, é um brega-funk com dois nomes essenciais do ritmo: JS, o Mão de Ouro e Felipe Original, o mano do “Hit Contagiante“. A música surgiu meio que do nada, quando Pedro foi visitar Olinda e conheceu o Felipe. A vibe tava tão boa que eles decidiram que ao invés de remixar um som do Pedro, fazer uma música do zero. Ainda bem, né? O hit deu tão certo que já tem mais de 13 milhões de visualizações no YouTube e já tá em terceiro lugar no top 50 Brasil do Spotify.

CHAMA ELA

Já diz a música: “Pedro Sampaio no beat, ela vem”. O hit de Lexa com Pedro Sampaio, que é um verdadeiro hino, tem tudo que uma música pop boa tem que ter: um beat daora, uma letra que a gente sente a necessidade de cantar o dia inteiro e aquela quebra pra se acabar de rebolar.

VAI MENINA

“Vai Menina” foi um dos primeiros sons do Pedro Sampaio a cair no gosto de geral. A música foi a primeira que o produtor lançou em 2019, e podemos dizer que ele já entrou no ano daquele jeitão.

BOTA PRA TREMER

Na moral, olha esse videoclipe. Música boa e um clipe criativo tem tudo pra dar certo, né? Por isso mesmo que “Bota Pra Tremer” passa das 37 milhões de visualizações no YouTube. Esse clipe também, na minha visão, é uma puta dica pra quem quer soltar um clipe, mas não tem muito recurso. Não é todo videoclipe que precisa ter aquela MEGAAA produção, ter um monte de coisa, às vezes editando dá pra fazer algo super daora.

FICA À VONTADE

“Fica à Vontade” é outro som perfeito pra dançar e a letra também é super chiclete. O videoclipe tem 13 milhões de visualizações no YouTube e foi lançado em maio deste ano.

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Produtor / DJ Matérias Funk

Descubra a geração dos ‘MCs-produtores’

O funk, como qualquer outra vertente musical, é feito de diversas pessoas além do MC. Entre empresários, DJs e compositores, um personagem que está em alta e com uma certa relevância para o público é o produtor, que é responsável pela produção da música – em linhas gerais, ele que faz a ‘batida’. E, mais recentemente, o funk conheceu uma figura nova nessa engrenagem: o MC-Produtor, um cara que tem talento para cantar e manja de produção. O Portal KondZilla explica um pouco de como esse personagem ‘2 em 1’ vem crescendo.

A produção musical no funk evoluiu bastante desde a virada da década. Quase em conjunto com o crescimento do funk em São Paulo, a produção deixou de ter aqueles ares rudimentares de “colagem de samples” para ganhar um semblante quase a “nível pop” na qualidade. A maior mudança ocorreu no formato de produção. Agora, as músicas contam com elementos novos e muito cuidado com todas as partes da música: seja a melodia, seja a linha de baixo, seja a batida, seja os efeitos de voz. Por conta disso, o trabalho da produção começou a ser muito mais respeitado e estudado por quem vive no funk. Até porque, o público agora, já reconhece qual produtor fez qual música.

É bom lembrar que a figura de artistas seguindo a carreira de MC-produtor não é algo inédito no funk, há relatos de MCs que já se aventuravam nisso há uma cota. A diferença é que a categoria ganhou mais “participantes” e podemos citar vários de sucesso, como: MC Lan, MC Gustta, MC Fioti, MC Menor da VG, MC WM. Todos produzem e cantam, cada um com sua peculiaridade.

Foto: Leo Caldas // Portl KondZilla

Atualmente, o MC WM – como produtor, ele usa o ‘codinome’ de DJ Will, o Cria – é um desses MCs-produtores. Wiliam Almeida Araujo, 28, começou na produção porque não era muito fã da sua voz, mas o desejo de mexer com música falou mais alto (já contamos a história dele nesse texto aqui).

Depois de ter se apresentado ao mundo da produção como “DJ Will, o Cria”, o cara perdeu a vergonha que tinha da sua voz rouca e decidiu também se aventurar na carreira de MC. Eis que nascia o MC WM. Sim, como você já deve saber, as duas profissões podem caminhar lado a lado.

“Quando a agenda como MC está cheia, fica difícil você ter uma atenção grande as produções. No meu caso, eu passei a cuidar mais dos MCs da minha produtora, quando eles têm alguma música para soltar ou querem um conselho em alguma produção. No momento, está difícil fazer algum trabalho para algum cantor de fora”, explica WM.

Um ponto que também é fundamental para esse crescimento dos MCs/produtores é a popularização da internet. Hoje, você consegue dominar qualquer programa de produção assistindo a diversas video-aula no YouTube. Sobre o Acid Pro, programa mais utilizado pelos produtores de funk, existem dezenas de tutoriais na internet ensinando cada detalhe. Bastar dar as caras no programa e ir aprendendo.

Foto: Ryck Rodriguez // Portal KondZilla

Outro exemplo dessa versatilidade é o MC Fioti (aliás, também já contamos a história dele aqui no Portal KondZilla, saca só a matéria). Quando começou no funk, viu nas produções uma chance de poder ser notado fazendo seus próprios trabalhos. A fita era que o movimento funk em geral não via com bons olhos quem trabalhava como MC e produtor. Era como se um atrapalhasse outro. Ademais, o rapaz conseguiu mostrar que esse raciocínio não é certo.

Com o passar do tempo, Fioti evoluiu seu trabalho tanto quanto MC, tanto quanto produtor e sua produção cantada por ele próprio já ultrapassou 300 milhões de visualizações. Eis que surge o dilema: será que o artista cantando e produzindo, deixaria alguém ‘de fora’ meter a mão – literalmente – no seu trabalho? Fioti responde.

“Hoje, eu não deixaria ninguém produzir as minhas músicas”, conta. “Como eu faço primeiro a letra, tenho uma ideia de melodia que se encaixa perfeitamente naquilo. Seria impossível um outro produtor conseguir fazer um trabalho como eu penso. Porém, isso não quer dizer que eu não reconheça o trampo deles, porque tem muito produtor bom na pista”, esclarece.

Aquelas produções simplistas do começo dos anos de 2010 perderam espaço para os graves estrondosos do movimento atual. Fioti e Lan cansaram de lançar músicas nessa pegada. Produzir algo mais trabalhado, com instrumentos de fora, ser mais cuidadoso ao fazer uma produção focada nos graves – muitas vezes até distorcendo – pode alavancar seu trabalho. E é sempre válido lembrar: não existe uma única fórmula para o sucesso. É até bom reafirmarmos isso: 10 entre 10 artistas que conversamos deixaram claro que (novamente) NÃO EXISTE FÓRMULA PARA O SUCESSO. Mas existe esforço e determinação.

Foto: Renan Felix // Funk na Caixa

Agora imagina você acumular essas funções de MC e produtor, ainda ser independente, ter que fechar shows ‘sozinho’ e cuidar de todos o problemas do backstage? Essa é a ‘dor de cabeça’ do MC R1, dono do sucesso “Então Rebola” e “Treme Bunda“, na estrada há quase uma década.

Rodrigo Santos, 28, trampa de casa e tem orgulho de ter um estilo fora da caixa. O seu repertório de shows conta com remixes de diversos sucessos de ritmos variados que ele transforma em funk. E isso também chamou a atenção de MCs, que quiseram dar uma inovada nas suas músicas. “Eu faço um trabalho bem diferenciado da maioria, com pegada de outros ritmos, sem deixar o batidão de lado. E tenho orgulho disso, até porque, faço tudo [relacionado] a minha carreira por conta própria”.

Sim, o MC R1 tem um acúmulo de funções que até lembram uma época não tão distante no começo do movimento, onde todo o trabalho era feito pelo próprio artista. Porém, o MC-produtor-empresário faz questão de manter o profissionalismo em todas as questões, mesmo sabendo que haverá prejuízos.

“Tenho que me preocupar com todos os detalhes. Hoje, estou mais experiente e já passei por vários perrengues. Uma vez, um contratante do Ceará me pagou o suficiente para eu ir, mas chegando lá não pagou para eu e minha equipe voltar, tive que pagar do bolso”, conta Rodrigo. “São coisas que o tempo nos ensina, mas não troco minha independência por nada”.

Foto: Renato Martins // Portal KondZilla

Depois de conversar com tanta gente, chegamos a uma conclusão sobre um ponto bom e um ruim de ser MC-produtor: a parte boa é que você consegue idealizar a música por completo, não tendo que passar pelo “filtro” de uma outra pessoa – o que algumas vezes pode desandar a parada. A parte ruim é que não tem como você se especializar, pois cedo ou tarde, um dos trabalhos vai te exigir mais tempo. E você vai precisar escolher uma frente para seguir.

Para finalizar, podemos dizer que a geração millenium tem o privilégio de dominar mais ferramentas e tem acesso a informação, diferente do que há 20 anos atrás. Essa é a geração que se encaixa nesta dualidade de tarefas, como o MC-produtor. Citamos pelo menos 10 casos de sucesso nessa carreira dupla, que requer uma dedicação dobrada. E isso não quer dizer que a pessoa que só produza esteja ultrapassada, ou quem só cante também não tá com nada. Queremos mostrar que há uma diversidade de talentos no universo funk. Cabe a você escolher o seu e trilhar sua caminhada.