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Relíquias do funk Funk

“Set DJ Matt-D – Homenagem aos Relíquias 2” traz MC Dricka e MC Livinho como novidade

Criado por Dj Matt-d, o set em homenagem aos relíquias barulhou as favelas nos últimos três meses ( com 40 milhões de visualizações no Youtube). A junção dos artistas estourados atualmente, exaltando músicas que marcaram épocas, elevando o funk para outros patamares, foi abraçada fortemente pelo público. Nessa mesma pegada, foi lançado, na última semana, o “Set Homenagem aos Relíquias 2.0“, que além de vir carregado de referências gringas, também traz MC Dricka, MC Livinho e MC Diouro como novidade. Quer saber mais? Marcha para o Portal KondZilla.

Na batida do trapfunk, os MC’s Leozinho ZS, Vinny, Menor MC, Júlio D.E.R, Lemos, Diouro, Dricka e Livinho compõem o time do set em homenagem aos relíquias 2.0. Os últimos três nomes citados chegaram para compor o time, que não conta mais com MC Lipi. 

Entre referências nacionais e internacionais, os artistas MCs por: Michael Jackson, Chris Brown, 50 Cent, Snoop Dogg, Akon, R. Kelly, Ja Rule, Sean Kingston e The Black Eyed Peas. Além dos relíquias do funk: Catra, Menor do Chapa, Daleste, Felipe Boladão, Nego Blue, Smith, Marcelly e outros. Já falamos como as referências de artistas renomados vêm sendo utilizadas no universo do funk em “Set do DJ Matt-D reúne nova geração do funk em homenagem aos relíquias“.

No quesito números, que apontam o sucesso do projeto, o lançamento da prévia no Instagram de DJ Matt-D ultrapassou a casa das 250 mil visualizações, sem MC Dricka e MC Livinho serem anunciados como novas participações. Ainda em áudio banner, sem videoclipe, a versão final do “Set Dj Matt-D – Homenagem aos Relíquias 2.0” alcança 2,2 milhões de visualizações no Youtube em apenas 5 dias. 

Gosta do projeto criado por DJ Matt-D? Então, se liga que ele também contou um pouco sobre a criação do set e sua história de vida em vídeo lá do Portal KondZilla no Youtube

Acompanhe DJ Matt-D no Instagram para saber mais sobre o lançamento do videoclipe do “Set Homenagem aos Relíquias 2.0”. Manda bala DJ Matt-D, estamos todos ansiosos!

Acompanhe DJ Matt-D no Instagram .

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Relíquias do funk Musica

MC Brankim regrava música “Amor é Só de Mãe” em tributo ao eterno MC Zoi de Gato

Antes de sua partida em um trágico acidente de carro, há 11 anos atrás, MC Zoi de Gato nos deixou o hino “Amor é Só de Mãe“, um som dedicado a todas as coroas batalhadoras do nosso Brasil. Desde então, os anos passam e a música permanece presente no universo do funk. Pensando nisso MC Brankim, com permissão da família do nosso eterno Zoi de Gato, regravou o som que será lançado em breve. Quer saber mais sobre essa bomba? Cola com o Portal KondZilla e pega a visão.  

De onde surgiu a ideia de regravar um som que está no coração da massa funkeira até hoje? MC Brankim explica: “Eu e o Ferrugem [empresário de Brankim] estávamos conversando sobre o nosso passado no funk, aí tivemos a ideia. Um dos motivos foi a aproximação com Zoi de Gato enquanto ele estava entre nós. Inclusive, gravei um DVD com ele na época, então seria muito satisfatório regravar a música, sendo assim fomos de encontro com a família, e eles aceitaram”. [Zoi de Gato morreu em um acidente, em 2009]

Com a autorização, MC Brankim partiu para regravar “Amor é Só de Mãe”; o som foi produzido nos estúdios da KondZilla Records por DJ RD e DJ Loirin, com colaboração de DJ Tyrim, responsável por liberar as vozes de Zoi de Gato. A faixa pronta foi apresentada em primeira mão para a família de Zoi de Gato, e atualmente passa pelo processo de planejamento para um videoclipe.

MC Brankim confessa que se emocionou com o processo: “Foi uma sensação incrível, em todos os momentos que eu lembrava dele me emocionei, foi uma experiência de vida. Ele foi muito positivo para o funk. Não tem jeito! É um ícone da cena amado por muitos”. 

Mostrando a regravação para dona Katia, mãe de Zoi de Gato

Com a ideia fora do papel, a equipe KondZilla e MC Brankim foram até as quebradas da Vila Natal, Zona Sul de São Paulo, onde apresentaram a música em primeira mão para Dona Kátia e Nego Lau, mãe e irmão de Zoi de Gato. Quer conhecer mais sobre a quebrada onde Zoi de Gato nasceu? Tem um documentário na quebrada do eterno no canal Kelvy Lopes.  

Depois de ver o resultado, Dona Kátia ficou comovida: “Faltam palavras depois de uma homenagem dessa. Eu quero agradecer à KondZilla, o Ferrugem e a todos que participaram desse projeto”. Em abril, completaram 11 anos que estou sem meu filho. Muitas vezes, escutamos artistas colocando voz em cima da dele, mas chegar junto, homenagear, se preocupar foram poucos, e um dos que sempre estiveram aqui foi o DJ Dele [DJ Tyrim]

Vale ressaltar que todo o dinheiro proveniente dos direitos autorais da regravação de “Amor é Só de Mãe” será direcionado para a família de MC Zoi de Gato; assim como já aconteceu com diversos artistas, que vêm citando MC Zoi de Gato em suas composições: MC leozinho Zs no “Set DJ Matt D” e MC Brinquedo e MC Don Juan no trap “Fábrica de Bico“. 

Para acompanhar o lançamento dessa bomba, que ainda não tem data prevista, fiquem ligados no Portal KondZilla e no Instagram do MC Brankim.

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Relíquias do funk Funk

Set do DJ Matt-D reúne nova geração do funk em homenagem aos relíquias

Dessa vez o DJ Matt-D foi longe demais. O brabo que produziu “Maloka Firmeza”, do MC Nathan ZK, e “Só Relíquia”, do MC Lipi, reuniu um time pesado no set “Homenagem Aos Relíquias”. Por ordem de aparição: MC Lemos, Menor MC, Lipi, Vinny, Júlio D.E.R e Leozinho ZS chegam cheios de referências aos hits das antigas num beat pesado de trap-funk. Pega a visão!

Já conhecido do público do hip hop, esse recurso de usar referências nas letras cada vez mais vem sendo difundido no funk. MC’s como Hariel, Brinquedo e Pedrinho já tem usado essa técnica, como nas faixas “Deus e Família”, em que Hariel menciona Felipe Boladão, e “Fábrica de Bico“, um trap do Brinquedo com o Pedrinho que é uma referência clara ao finado MC Zói de Gato. Esses são apenas dois exemplos de vários sons que a galera vai fazendo referência às antigas.

A ideia do Set “Homenagem Aos Relíquias” nasceu da vontade do DJ e dos MC’s de inovar, Matt-D deu o papo sobre a gravação da música: “A gente marcou uma sessão de estúdio, queria fazer um set, mas a gente tinha que fugir do padrão (…) foi aí que a gente bolou a ideia de homenagear os relíquias, pegar um trecho de cada música antiga que marcaram nossas vidas”.

A identificação da galera com o som foi imediata, o IGTV no instagram do MC Lipi bateu mais de 600 mil de visualizações e o banner da música já conta com mais de 500 mil visualizações em 5 dias. “A gente não imaginava que ia viralizar assim como viralizou só na prévia”, diz Matt-D. 

De Daleste e Juninho JR à Natiruts e Charlie Brown Jr, a Homenagem Aos Relíquias traz versos dos MCs e músicas que estouraram no passado num estilo extremamente atual do trap. Se liga em algumas das referências:

MC Lemos: “Cada dia um baile, cada baile um kit novo, assim que é, elas tá no pé”. Quem não colocou “Tá Bombando” dos MC’s Samuka e Nego pra tocar no volume máximo em 2012?

Menor MC: “Quero ser feliz também, imagina eu na quebra de nova Teneré”. Se você já ia cantando “navegar nas águas do teu mar” na sequência, tamo junto! Natiruts imortalizou essa. 

MC Lipi: “Cheguei, cheguei saí fora voltei, mas enjoado, só kit raro”. Precisa nem falar, né? “São Paulo“, do MC Daleste, é tipo hino pra funkeiro.

MC Vinny: “Especialmente pros moleque doido que neles eu me amarro, foda-se os falsos, essa vai dedicada pros amigos” . Vinny resgatou lá de 2011 o som “De Onde Eu Venho Tem Mais”, dos MC’s Pikeno e Menor. 

MC Julio D.E.R: “Contando os plaquê de cem, hoje eu tô bem, elas vem e se envolve”. Essa até os mais novos vão lembrar, “Plaquê de 100“, do MC Guimê foi um dos maiores hits em 2012. 

MC Leozinho ZS: “Não quero buxixo, só quero dinheiro. Quero paz pros maloqueiro e se vir me atrasar é só bala de AK”. Leozinho ZS joga duas referências nesse verso: aos MC’s Zói de Gato e Tartaruga, dois relíquias do funk.

De fato essa rapaziada veio avançada nas referências, só clássicos que marcaram diversas gerações. O mundo continua girando, mas quem marcou continua sendo referência pra diversas gerações que tão chegando no funk.

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Relíquias do funk Funk

Live na sexta (31), lembra os 50 anos do 1º Baile da Pesada

No dia 31 de julho (sexta-feira), vai rolar uma live em homenagem aos 50 anos do Baile da Pesada. A festa, criada em 1970 pelos DJs Big Boy e Ademir Lemos, é considerada um marco na história do funk nacional. O Portal Kondzilla te conta o que foi o Baile da Pesada e traz uma entrevista com Leandro Petersen, filho do DJ Big Boy e organizador desse evento que reunirá grandes nomes da música black e funk, como Dom Filó, Corello, Mr. Paulão, Peixinho e Marlboro. Conheça agora um pouquinho da história do início do funk carioca.

Hoje em dia, basta uma breve pesquisa na Internet para escutar artistas de qualquer canto do mundo. Essa facilidade não existia nos anos 1970. Os discos internacionais eram caros e, alguns deles raramente eram encontrados nas lojas brasileiras. Fosse nas rádios ou nas festas, os DJs eram figuras fundamentais para que o público acompanhasse as novidades da música mundial. Um dos grandes responsáveis por conectar a população carioca ao que lançava nos Estados Unidos e na Europa foi Newton Duarte, mais conhecido como Big Boy. 

Professor de geografia, radialista e DJ, ele acumulou ainda jovem uma vasta coleção de discos de diversos gêneros musicais. Fã dos Beatles, reza a lenda que ele conseguiu a façanha de entrar no estúdio onde o grupo ensaiava em Londres e gravar escondido uma prévia de Let it Be, tornando-se o primeiro a tocar a música no Brasil. Big Boy também foi pioneiro ao integrar em seus sets artistas de soul e funk como James Brown e, por isso, seu trabalho é considerado fundamental para a propagação da “música black” no Brasil. 

Big Boy e sua coleção de discos

Na década de 1960, o rock e o soul tornaram-se cada vez mais populares no mundo todo. Estes gêneros musicais surgiram nos Estados Unidos em um período marcado pela luta de minorias políticas que reivindicavam igualdade de direitos. Movimentos como o Black Power e o Partido dos Panteras Negras trouxeram a luta antirracista para o centro do debate. Não só por lá como em outros países atravessados pela desigualdade entre negros e brancos. O soul e o funk, gêneros que tinham entre seus ícones artistas como Aretha Franklin, James Brown e Otis Redding, constituíram uma espécie de trilha sonora da luta por um mundo livre do racismo.

Junto ao DJ Big Boy, o dançarino e agitador cultural Ademir Lemos, criaram os ‘Bailes da Pesada’, que ocorriam no Canecão no início dos anos 1970 e agradavam à massa com as novidades do rock, funk e soul internacionais. No Rio de Janeiro, o interesse pelo soul e funk, mais especificamente, crescia entre artistas, ativistas e produtores negros mobilizados pelos ideais do orgulho negro. Festas dedicadas à música black começavam a surgir pelos subúrbios da cidade e o sucesso do Baile da Pesada serviu como uma faísca para que elas tomassem proporções ainda maiores.

Ademir Lemos e Big Boy

Apesar do sucesso, o Baile da Pesada rapidamente seria cancelado, dando lugar a um show fixo de Roberto Carlos no Canecão. Mas as músicas que Ademir Lemos e Big Boy ajudaram a divulgar ganhariam cada vez mais entusiastas no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo. Em 1975, poucos anos depois do Baile da Pesada, dezenas de equipes de som dedicadas à “música black” embalavam cerca de 1 milhão de dançarinos negros todos os fins de semana pelos subúrbios cariocas, movimento que ficou conhecido como Black Rio. Embora os bailes black não tenham sido necessariamente uma consequência do Baile da Pesada, Big Boy e Ademir Lemos foram fundamentais para que a música negra estadunidense chegasse a paisagem sonora brasileira.

O movimento Black Rio plantou as bases do que veio a ser o funk nacional. Basta comparar as fotos dos bailes antigos com os atuais: as grandes caixas de som, os DJs comandando as festas e os milhares de dançarinos suburbanos e favelados mostram que os pilares do funk nacional foram construídos lá atrás. Algumas equipes surgidas na década de 1970 como a Furacão 2000 e a Cashbox continuaram a existir por décadas, agitando milhares de pessoas. Mais do que isso, a partir dos anos 1990 elas se tornaram gravadoras independentes e foram responsáveis por lançar uma série de MCs e DJs que fizeram sucesso por todo o país. De uma forma ou de outra, Ademir e Big Boy foram visionários e contribuíram para este movimento que mudaria os rumos da música brasileira.

Big Boy faleceu prematuramente em 1977, aos 33 anos. Seu legado, no entanto, é lembrado até hoje por todos aqueles que se debruçam sobre a história do funk nacional. Ademir Lemos ainda agitaria a noite carioca por muitos anos. Em 1989 ele atacou como MC no disco Funk Brasil que foi produzido por Marlboro e é considerado o marco do funk nacional. Ademir morreu em 1998, aos 52 anos. Sua trajetória representa uma espécie de elo entre o Baile da Pesada e o funk produzido no Brasil. A live do próximo dia 31 de julho promete reunir a nata da música black em uma bela homenagem a estes mestres.

Entre as equipes de som pioneiras do movimento Black Rio estavam a Soul Grand Prix, criada pelo DJ Dom Filó, e a Black Power, comandada pelo Mr. Paulão. Essas duas lendas estarão presentes na live não só como discotecários, mas também para um bate-papo sobre a história do funk. Corello DJ, que trabalhou na Soul Grand Prix e cunhou a expressão “charme” para descrever o estilo mais lento e melodioso de soul que virou sucesso no Rio de Janeiro, é outro confirmado. Peixinho, antigo assistente de Big Boy e DJ Marlboro, ícone do funk nacional, completam a lista de convidados. O bate-papo terá início às 20h e as apresentações ocorrerão das 21h à 1h da manhã. Abaixo, vocês conferem nossa entrevista com Leandro Petersen, filho de Big Boy e organizador dessa homenagem a estes verdadeiros patrimônios de nossa cultura.

Leandro Petersen em frente a coleção de discos do pai

Grande parte dos funkeiros mais jovens desconhece a importância de Big Boy para a história do funk e da música brasileira em geral. Como você resumiria para esse público o legado que seu pai deixou na música?

O Big Boy foi um grande propagador da música pop entre os jovens, na virada dos anos 60 para os 70. Isso se deve a basicamente dois motivos: primeiro porque ele detinha um grande conhecimento sobre a cena musical estrangeira desde a adolescência. Ele conseguia discos importados com pais de amigos que trabalhavam em companhias aéreas, sintonizava rádios americanas através de radioamador (ondas curtas), frequentava lojas que importavam discos de rock. Ele começou a trabalhar em rádio justamente porque seu conhecimento sobre rock chamou a atenção dos programadores mais antigos.

Em segundo lugar, Big Boy foi um grande comunicador. Ele sabia como se dirigir à garotada mais jovem, que era o seu público alvo. Estamos falando de uma época em que um locutor de rádio tinha que ter a voz grave, empostada. Ele rompeu com tudo isso. Seu estilo de locução era frenético, sua voz estridente, com uma sonoplastia ruidosa, tudo muito louco. Sua saudação diária aos ouvintes era “Hello, crazy people!” (Na tradução livre: “olá pessoas loucas), isso já diz muita coisa.

Essas duas características o transformaram num “porta-voz” da juventude em matéria de música. Seus programas na Rádio Mundial eram obrigatórios para quem quisesse se manter atualizado. Ele vivia buscando novidades, viajava com frequência ao exterior só para comprar discos. Ele se orgulhava em dizer que o material tocado em seus programas pertencia a seu acervo pessoal, não à rádio. Quando veio o Baile da Pesada, em 1970, o funk foi se consagrando como o estilo dominante nas pistas e ele já tinha um vasto acervo de músicas nesse estilo.

O Big Boy acumulou um acervo impressionante com cerca de 20 mil vinis. Como foi a manutenção desse acervo por tantos anos e qual o seu sentimento ao se debruçar sobre ele?

O acervo dele é realmente impressionante e, de certa forma, é o maior elo entre mim ele. Eu não o conheci pessoalmente, porque sua morte aconteceu quando eu tinha apenas 8 meses de vida, mas convivi com seus discos desde sempre. Lembro que quando eu era bem pequeno tinha uma mala grande que morava embaixo da minha cama. Um dia fui abrir e eram discos. Acho que tinham sido da última viagem que ele fez e não chegou a abrir.

Depois de um tempo minha mãe catalogou todos os LPs, lembro do mar de discos espalhados pela casa enquanto ela fazia o trabalho. Lembro também de ouvir muita música. Sempre tinha um som rolando lá em casa e isso era muito bom. Quando veio a adolescência, comecei a me interessar por rock e sempre que descobria uma banda diferente ia na estante lá de casa e os discos estavam lá. Eu tinha a coleção completa (até 1977, ano em que ele morreu) de Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd, Black Sabbath e diversos outros. Minha casa vivia cheia de amigos, que iam pra lá escutar música. Hoje eu brinco dizendo que baixo muita música. “Baixo” da estante pra ouvir no toca-discos.

Mas tem o lado difícil também. Os discos ocupam muito espaço, é preciso manuseá-los constantemente para evitar fungos. Gostaria que esse acervo estivesse num museu, é um projeto que tenho para o futuro.

Na live do dia 31 estarão presentes grandes ícones dos bailes Black e do funk carioca. O que você espera dessa reunião com tantas figuras fundamentais como Dom Filó, Corello, Paulão, Peixinho e Marlboro?

O Baile da Pesada é considerado o marco zero desse movimento dos bailes aqui no Brasil. Começou com uma temporada no Canecão com Big Boy e Ademir Lemos e depois seguiu pelos clubes de subúrbio no Rio, com o Peixinho tocando no lugar do Ademir. Quando chegou no subúrbio, exerceu sua influência sobre os frequentadores, que se organizaram e criaram suas próprias equipes de som. Os bailes funk surgem aí, através de pessoas como Mr. Funky Santos, Dom Filó, Mr. Paulão e tantos outros que criaram as equipes de som como a Furacão 2000, Soul Grand Prix, Black Power, A Cova, Dynamic Soul, Cash Box, etc.

Corello e Marlboro são da segunda geração, eram frequentadores dos bailes e depois seguiram outro caminho musical, quando a soul music já tinha perdido espaço para a disco music e as outras variáveis do funk. Reunir esse time foi uma grande honra pra mim. Mesmo faltando tantos nomes de peso, conseguimos juntar quem estava lá início do movimento com quem deu continuidade e até mesmo o ressignificou. Eu espero ouvir grandes histórias e, acima de tudo, escutar muita música boa!

Seu pai sempre exerceu aquilo que os artistas fazem de melhor: aglomerar. Poderia falar um pouco sobre como a pandemia afetou os planos iniciais pro baile e qual a importância de se fazer arte nesse contexto?

A ideia original era fazer um bailão mesmo, com essa mesma turma, num espaço grande. O projeto estava pronto e ia seguir para captação, mas veio a pandemia e tive que adaptar para a live. Vamos deixar o baile para os 51 anos, tudo bem.

Quanto à arte, acho que é fundamental nesse período em que estamos. Quantos de nós estão em casa assistindo filmes e séries, vendo lives, ouvindo música, lendo livros, enfim, consumindo arte? A arte é o que nos mantém sãos, deveria ter o seu valor mais reconhecido e deveria ser mais incentivada. A pandemia veio num momento em que o setor já sofria pelo desmonte promovido pelo governo e aprofundou muito a crise. Mas somos persistentes, iremos passar por essa também e tenho certeza de que vamos sair ainda mais fortes.

A Live acontece nesta sexta-feira, 31 de julho, às 19:00. Acompanhe pelo link.

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Nove anos sem Duda do Marapé um dos relíquias da Baixada Santista

O Duda do Marapé é ídolo de muitos dos seus ídolos de hoje. Um dos nomes mais marcantes do funk da Baixada, Duda foi morto no dia 12 de abril de 2011. Uma verdadeira relíquia do funk, Duda é lembrado até hoje por muita gente. Vamos relembrar um pouco a história deste cantor e manter vivo seu trabalho.

Cria da do Morro do Marapé, em Santos, Eduardo Antônio Lara, mais conhecido por todos como Duda do Marapé, é dono de músicas como “Lágrimas“, “Bonde dos Régias” e “Ideias Ideias“. É comum ver pessoas citando o funkeiro como um compositor foda.

Duda fazia funk de relato assim como Felipe Boladão. A música mais famosa do Duda, “Lágrimas“, ele fez enquanto estava no privado e a música fala sobre isso.

Quando foi assassinado em abril de 2011, Duda tinha apenas 27 anos e deixou duas filhas. Uma delas, ano passado, lançou uma música em homenagem ao pai. Seguindo os mesmos passos, MC Manu do Marapé, lançou a música “Pai, te amo tanto”.

A música fala sobre a falta que faz o pai e Manu relata que o funk pede paz. Ela ainda fala como quer um dia reencontrar o pai e cantar com ele.

Fazendo falta, principalmente na vida das filhas e do restante da Família, Duda do Marapé deixou seu legado e jamais será esquecido.

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3 músicas para relembrar o eterno Felipe Boladão, 10 anos depois de sua morte

Pra quem viveu o funk paulistano nos anos 2000, falar em funk consciente nos remete imediatamente a Felipe Wellington da Silva Cruz, o eterno Felipe Boladão. É realmente quase impossível pensar em funk consciente e não lembrar de um dos maiores letrista que o gênero musical teve durante sua caminhada até a chegada da nova geração do funk consciente que tem levantado a bandeira. Cola com o Portal KondZilla e vamos juntos relembrar a história de um ícone do funk. 

Antes, vamos falar um pouco sobre funk consciente. O que talvez muitos de vocês não saibam é que o gênero musical veio diretamente do Rio de Janeiro, os cria dos morros cariocas quem cantavam o consciente misturado com o proibidão. Era a forma encontrada por eles de relatar os acontecimentos diários nas comunidades, bem, como a falta da presença do estado.

Com isso, o funk consciente conquistou o seu reduto em São Paulo, mais especificamente na Baixada Santista. Já em cenário paulista o gênero ganhou a massa funkeira e se espalhou também pela capital, invadindo as quebradas e dando espaço para outros artistas cantarem para o mundo a realidade das favelas e também passar a visão do certo pra muito menor. 

Já sabendo o que é o gênero, bora conhecer algumas músicas do Boladão 

1 –  A Viagem 

Em “A Viagem” Felipe Boladão retrata a partida de seus amigos em forma de canção. Quando lançada a música teve grande repercussão no cenário do funk, quase todas as pessoas que escutavam e escutam o som até os dias de hoje, acabam com os olhos marejados de lágrima. É impossível escutar e não lembrar daquele amigos que se foi por coisas da vida ou até mesmo por se jogar na vida louca.

2 – Tá Difícil

Tá Difícil” retrata os desacertos do dia a dia, mas passa a visão para molecadinha não desistir mesmo em meio a situações sombrias. Em um dos versos Felipe Boladão dá o papo “Correndo atrás eu vou seguindo a caminhada”, ou seja a vida não pode parar. 

A música ainda fala de jogar aquele kit e colar no baile para esquecer os problemas. Afinal, “quem canta seus males espanta”. 

3 – Mundo Moderno 

Com letras sempre muito melódicas Felipe Boladão tinha realmente o jeito de passar a mensagem. Em “Mundo Moderno” o cantor retrata basicamente o crescimento que encontramos durante os desacertos vividos no dia a dia, principalmente para quem é morador de comunidade. Ainda assim, Boladão faz questão de deixar claro que no final nossa história pode ter um final feliz. A vida para Felipe Boladão era realmente o “Paraíso do lado do inferno” como dita por ele mesmo também em “Mundo Moderno”.

Sobre a morte de Felipe Boladão e seu DJ

Felipe Boladão e seu DJ Felipe da Silva tinham vinte anos de idade quando foram assassinados. Os dois estavam indo para um baile funk na cidade de São Paulo, quando suas carreiras e vidas foram interrompidas.

O crime ocorreu na noite do sábado, dia 10 de Abril de 2010, na Vila Glória, onde o DJ Felipe morava. Enquanto Felipe Boladão e o DJ aguardavam carona, dois indivíduos em uma moto pararam no local e dispararam contra os artistas. Eles chegaram a ser socorridos, mas faleceram a caminho do hospital.

Quase 10 anos depois as mortes seguem sem uma solução.

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DJ Baphafinha é a enciclopédia do funk da Baixada Santista

São poucas as pessoas que conhecem tanto do movimento funk que aconteceu na Baixada Santista durante a década dos anos 2000 quanto Leonardo Tadeu Pimenta, 36, mais conhecido como DJ Baphafinha. Com mais de 20 anos de estrada, e boa parte desse tempo dedicado ao funk, o DJ recebeu o Portal KondZilla no seu estúdio em Santos, para contar um pouco mais sobre a sua história, que se mistura com a história do funk do litoral de São Paulo.

E como descrever o trabalho de um cara que tem de experiência na música o que eu tenho de tempo de vida?

A história do DJ Baphafinha, uma das principais figuras do funk da Baixada, surgiu há pouco mais de 20 anos, quando ele ainda era garoto. Carismático e querido no litoral, ele trabalha com música desde os anos 90, produzindo os principais MCs do início do funk paulista, como Duda do Marapé, Danilo e Fabinho, Renatinho e Alemão, Careca, Primo, entre outros. Inclusive, foi ele quem produziu a música “Fubanga Macumbeira” que, segundo o documentário “Funk Ostentação“, é considerada a primeira produção original de funk da Baixada. E é com todo esse histórico que Baphafinha segue com fôlego e se apresentando em boa parte das casas noturnas do litoral de São Paulo.

O DJ começou na música graças a influência do seu irmão mais velho, o DJ Baphafa, e conheceu o funk carioca graças a coletânea “Funk Brasil”, do DJ Marlboro, lançada em 1989. “Eu estava começando a tocar na noite, [um som] mais funk soul mesmo, quando meu irmão me apresentou o vinil do Funk Brasil, de um tal de Lourival Fagundes trouxe do Rio de Janeiro para Baixada. Eu fui testar para ver a aceitação do público e acabou vingando, a galera gostou”, comenta Baphafinha.

À época, Baphafinha conta que as produções de funk – todas exclusivas do Rio de Janeiro -, eram feitas a mão, literalmente. As fitas de rolo (essa da foto) eram o meio de produção lá no início dos anos 90. Tempo depois, chegaram as fitas MD – a mãe do pendrive. E mesmo com toda a dificuldade, aliada a falta de tecnologia acessível na produção, ele não desistiu.

Outra situação que acontecia nessa época, era a escassez de casas noturnas. Tanto para se apresentar, quanto casas que fossem abertas ao ritmo carioca que ainda era desconhecido no estado de São Paulo. Mesmo assim, o DJ acreditou na música carioca e se manteve fiel ao estilo que consagrou o seu nome no litoral.

“Em Santos, eu era um dos únicos DJs de funk e muitas casas sabiam disso. Já fecharam muitas portas na minha cara, mas eu confiava no meu trabalho e acreditava no funk. Nunca pensei em mudar, ficar tocando outras músicas”.

As primeiras composições propriamente paulistas surgiram no final da década de 90, sempre exaltando as comunidades de cada MCs, como na música “Porta Voz” da dupla Careca e Pixote.

“O litoral de São Paulo importou muita coisa boa do Rio de Janeiro. Coisas boas, como as composições engraçadas, a questão dos MCs serem duplas em sua maioria. Mas também importamos algumas coisas ruins, como a divisão de comunidades na hora do baile em ‘Lado A x Lado B’, o que gerava as brigas de corredor”, explica o DJ.

E os bailes da época se assemelhavam a jogos de futebol, com estádios, digo, pistas lotadas, sinalizadores, bexigas e muito incentivo ao MC da quebrada que subia ao palco. Tinha até umas camisetas personalizadas para cada bairro. Ou melhor, as camisetas ainda tem.

Com o passar do tempo, depois da virada dos anos 2000, a Baixada Santista foi criando uma identidade musical própria do ritmo carioca. Todavia, mantendo suas raízes no rap. Novos artistas surgiram e as letras começavam a ser cantadas referente a própria realidade, deixando as letras cariocas apenas como influência.

Nessa época, Baphafinha se destacou dentre os poucos produtores do litoral. Ele, inclusive, participou de vários sucessos desse momento, como “A Firma É Forte”, do MC Neguinho do Kaxeta, produzindo e divulgando nas pistas quando atacava de DJ. Sua autoria como produtor ficava apenas nos bastidores. O DJ faz um paralelo com os dias de hoje, explicando que não era necessário repetir o nome dele durante a música ou mandar salve.

“Na época, não tinha essa de mandar salve para o produtor no meio da música, fazer carimbo para o DJ três vezes. Para mim, a produção é uma arte, o produtor não precisa ficar se rotulando na própria produção”, comenta. “Hoje, o produtor tem um peso na música, precisa aparecer. Mas eu, como DJ, faço questão de tirar o nome do produtor das músicas que eu toco. E os caras nem acreditam que eu consiga fazer isso [risos]”, diz Baphafinha, que se destaca pelas versões sem vinheta.

Pode parecer saudosismo, mas o DJ santista aponta que os anos 2000 foram os melhores anos do funk de São Paulo, quando surgiram nomes como os MCs Careca, Primo, Neguinho do Kaxeta, Barriga, Renatinho e Alemão, Felipe Boladão… ok, a lista é grande.

E Baphafinha era visto como “mais” que apenas um produtor musical. Para muitos cantores, ele era um conselheiro, alguém que realmente entendia como a engrenagem funcionava. Tipo um pai mesmo.

“Eu tinha uma relação boa com todos eles, com vários tinha uma relação mais estreita. Um que era um filhão para mim era o Duda [do Marapé]. Sabia que quando tinha alguém chamando ‘Leonardo’ no portão, era ele. Só ele e minha mulher me chamam de Leonardo. Isso porque, muitas vezes, ele pulou o muro da minha casa onde ficava meu antigo estúdio. Eu ficava puto, falava que ia colocar uns cachorros para pegar ele (risos)”.

Com a série de assassinatos que vitimou quatro cantores (Careca, Felipe Boladão, Duda do Marapé e Primo), entre os anos de 2010 e 2012, todos no mês de Abril, o litoral de São Paulo deu uma freada na produção de músicas e artistas de funk.

Esses crimes mexeram com a vida de Baphafinha, não só pelo medo – que envolvia todas as pessoas com alguma relação com o funk -, mas também por conta da relação próxima que tinha com cada um deles.

“Na época, eu pensava em mil coisas, mas não tinha certeza de nada. E, até hoje, ninguém sabe o motivo [das mortes]”, conta. “Trabalhar com esses caras era foda. Eles, com certeza, fazem falta para o funk hoje em dia”.

E junto das mortes, houve o surgimento do funk ostentação, que foi abraçado pela capital São Paulo.

“São Paulo deu uma outra cara para o funk, a parada está mais estruturada. O que falo para molecada, quando tenho a chance de trocar uma ideia com eles, é passar uma visão de quem viveu a história, que o funk não é só o agora, tem toda uma história por trás. É passar esse conhecimento”.

Hoje, Baphafinha não está tão envolvido nas produções de funk, porém, está mais ativo como DJ. Inclusive, há dois anos, ele criou uma festa para relembrar os tempos do funk relíquia da Baixada. A festa “Som dos Bailes” é sucesso de público e também conta com convidados do Rio de Janeiro, DJs e MCs que fizeram sucesso nos anos 90 ou 2000.

E mesmo com todas as dificuldades da montanha russa do funk, Baphafinha se mantém na ativa e mantendo viva a história da Baixada. Para quem, como eu, viveu de perto a ‘época de ouro’ da Baixada, é difícil não lembrar com certo saudosismo. Não é a primeira vez que troco uma ideia com o Baphafinha, e ele sempre tem uma história nova pra contar sobre aquele tempo. Foi mais de uma hora e meia de papo, mas poderia ter sido umas cinco horas que ainda seria pouco para falar dos mais de 20 anos de experiência do DJ.

Portanto, se você quiser saber um pouco mais sobre a história da música eletrônica da Baixada Santista, Leonardo Tadeu Pimenta é uma boa referência. Acompanhe o trabalho do DJ Baphafinha pelas redes: Facebook // SoundCloud .

O DJ Baphafinha veste o CapZilla Rosas. Adquira o seu também na nossa loja!

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Relíquias do funk Funk

O show de retorno da dupla Danilo e Fabinho, lembrou os bons tempos da Baixada

No último sábado (20), a dupla Danilo e Fabinho – conforme falamos nessa entrevista – fez seu show de retorno na casa noturna Concais, em Santos. Após uma pausa de cinco anos, uma das duplas de maior sucesso no funk paulista está de volta e nós, do Portal KondZilla, estivemos presente na festa para contar um pouco de como foi esse a festa de retorno, um marco para o funk da Baixada.

O show foi realizado no Terminal Concais, uma das maiores casas de show do litoral paulista. Chegamos lá por volta das 23h, e logo de cara já percebemos que o clima da festa era especial. A média de idade do público era diferente do que costumamos ver em bailes funks, estava próxima dos 30 e, na sua maioria, era formada por casais.

Ao entrarmos na casa – que rapidamente lotou – tivemos a certeza que ali seria uma noite diferente. Demos uma passada no camarim e colamos nas estrelas da noite, a dupla Danilo e o Fabinho, que já estavam, digamos, aquecendo os motores. “Estamos ansiosos, mas estamos pronto. Parece que vão ser mais cinco anos até chegar a hora de subirmos no palco”, brincam os dois no começo da noite.

Seguindo uma espécie de linha do tempo, o DJ Anderson, um dos responsáveis por entreter o público até o único show da noite, foi mandou benzão. Desde o melody de Claudinho e Buchecha, até o consciente do MC Barriga, enquanto o público parecia mais que satisfeito em lembrar das músicas que fizeram a juventude dos presentes.

Se tratando de um show de volta de uma dupla da Baixada, as músicas que mais contagiaram o público, obviamente, foram dos artistas do litoral. E teve de tudo na noite, incluindo reações inesperadas. A cada música, estranhos se entreolhavam e cantavam junto, como se dissessem: “cara, esse tempo era foda, né?!”. E, com o passar do tempo, teve gente que não conseguiu segurar a emoção e foi às lágrimas.

Na pista, o clima era de nostalgia total, com uma mescla entre a galera mais velha – que lembrava os tempos antigos – com a molecada mais nova. Já na área VIP, o público podia trombar um desses artistas da antiga, tipo o Kbeça, da dupla Totto e Kbeça, ou o Bola (do hit “Ela não anda, ela desfia“), ex-dupla Bola e Betinho. E foi um festival de selfies com esses artistas, que a todo momento escutavam pedidos de “volta”. Haja nostalgia, amigo.

E chegava a grande hora. O relógio já marcava 4h30, quando Danilo e Fabinho foram anunciados. O público veio abaixo. Na verdade, veio acima e foi difícil conter uma invasão em massa ao palco. Porém, como próprio Danilo disse, aquilo mostrava o carinho – e a saudade do público.

Foi cerca de 1h20 de show. No ‘cardápio’, músicas como ‘Tô Bolado’, ‘Pelo Amor de Jorge’, ‘Sempre Te Ter’, ‘Conquista e Dignidade’, o set list é grande para uma dupla de 20 anos. E foi. O público presente no Concais teve a certeza que a dupla Danilo e Fabinho está de volta. E quem sabe, o funk da baixada também. Confira como foi a festa pelas fotos abaixo: