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“Sempre usei as piadas para esconder inseguranças”; conheça o humorista Pedro Ottoni, o ATORmentado

Conhecido como ATORmentado nas redes sociais, Pedro Ottoni tem 21 anos e está barulhando a internet com seus vídeos de humor. Alguns de seus vídeos já bateram três milhões de visualizações e ele não para de crescer. O Portal KondZilla trocou uma ideia com o comediante para entender mais sobre a trajetória dele. 

Cria de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, Pedro sempre foi o palhaço da turma: “Eu adorava fazer as pessoas se divertirem. Acho que minha conexão com o humor veio de forma involuntária. Sempre usei as piadas para esconder inseguranças ou escapar de constrangimentos. Mesmo sem perceber, o humor era minha zona de conforto”.

O que começou como brincadeira se tornou trabalho em 2017. “Criei meu canal no YouTube. Pensei que serviria de vitrine porque eu tinha começado minha carreira no teatro na mesma época. Não queria ficar esperando alguém me descobrir”. 

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dica de roteiro 👉🏽 @rodolffosan

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Criar conteúdo na internet nem sempre é sinônimo de sucesso imediato, e Pedro sabe muito bem disso. “Durante três meses produzi vídeos pro YouTube e pro Facebook, sem ter nenhum seguidor ou inscrito, até que um dia meu vídeo falando sobre ranço explodiu no Face. Postei antes de dormir e acordei com 300 mil visualizações. As pessoas começaram a entrar no meu canal e encontraram meses de trabalho. Agora sempre algum conteúdo acaba fazendo sucesso”. 

Em suas redes, Pedro fala sobre tudo que é assunto. Com mais de três milhões de visualizações no Facebook, o vídeo mais recente a viralizar foi um em que ele falava sobre a participação da Jojo Toddynho no reality show “A Fazenda”. “Trabalhar com criação de conteúdo na internet não é fácil. Nem sempre o tema que você aposta dá certo”, comenta. 

Apesar do momento difícil da pandemia, Pedro continua voando alto. “Iniciei o ano gravando um filme que está previsto para sair na Netflix em 2021. Meu Instagram triplicou de seguidores. Estou atingindo objetivos que eu nem acreditava que conseguiria tão cedo”. 

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Empreendedorismo Notícias Matérias

Explicando em detalhes: PIX, o novo recurso gratuito de transferência bancária

Surgiu na internet esses dias uma novidade muito boa pra você que não aguenta mais ter que pagar taxa para fazer transferência bancária. O Banco Central desenvolveu o Pix, o novo modo de pagar transferir e receber grana de uma maneira mais fácil e começa a funcionar em novembro. Se liga:

O que é? 

O Pix é o novo sistema de pagamento do BC (Banco Central), que permite transferências e pagamentos entre bancos diferentes em até dez segundos e isso todo dia – a qualquer hora, inclusive em fins de semana e feriados, acabando com aquele negócio de transferir pro amigo e ele receber só depois de 24h. O recurso digital deve acabar de vez com o DOC (Documento de Ordem de crédito) e o TED (Transferência Eletrônica Disponível) 

A ainda…

O PIX substitui boletos, dinheiro físico e permite pagamento em estabelecimentos comerciais por meio de QR Codes – que devem ser escaneados pelo celular.  

A partir de quando posso usar? 

O sistema estará disponível pra geral a partir de 16 de novembro de 2020.

Como funciona o PIX na prática?

Se você cadastrar seu CPF como Chave PIX pelo banco ou instituição financeira que você já usa no dia a dia, basta informar o seu CPF pro seu parça fazer aquela transferência, sem taxas.  

O que é Chave PIX?

As chaves Pix são os apelidos dos seus dados bancários (banco, agência e conta), que funcionam como atalhos para você fazer ou receber transferências. E ainda é uma facilidade para repassar os dados quando nos solicitam para alguma transação financeira, por exemplo. 

Cadastro:

O processo de cadastramento e escolha das chaves já começou. Para tanto, basta que o cliente peça ao banco ou instituição financeira onde possui conta corrente, conta poupança ou carteira digital. A instituição vai fazer no Banco Central o cadastramento da “chave” escolhida pelo cliente, e que vai fazer a parada toda fluir. 

O que os interessados precisam ter? 

Conta corrente, poupança ou de pagamento pré-pago. 

 É grátis mesmo?

Sim, os bancos arcam com os valores da operação que, para o consumidor, não há custo algum. Para comerciantes que vendem com o PIX, a taxa será muito menor. 

Confira muito bem os dados, antes de pagar ou transferir:

Uma vez enviada, a transferência ou o pagamento com o PIX não podem ser revertidos. 

Haverá limite de transações?

Até o momento, não foi fixado um número limite de transações, mas as instituições bancárias poderão fixar um valor máximo praticável.

O PIX é bom pro meu negócio?

Sim, o recurso é uma forma fácil de interação com clientes, que permite pagamento via  feito via QR Code. O dinheiro cai na hora na sua conta, e as taxas são bem atrativas. E ainda é possível parear com qualquer aplicativo de pagamento. 

É possível fazer agendamentos?

Sim, se a instituição disponibilizar o serviço, é possível agendar o PIX para uma data futura. Mas, se no dia agendado, o pagador não tiver dinheiro na conta, a transação não será aprovada.  (Aí é tiração, parceirx! rs) 

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Empreendedorismo Tecnologia

Portal KondZilla e Iti estreiam a série “Na real com o Dinheiro”, com o Favelado Investidor

O mundo mudou e a forma de se relacionar com o dinheiro também. Muitas vezes, quando falamos de dinheiro nas periferias do Brasil a fora, surgem dúvidas, inseguranças e um medo de como agir. Por isso, o Portal KondZilla e o Iti lançam a série “Na Real Com o Dinheiro”, que traz o Murilo Duarte, o Favelado Investidor, pra dar o papo reto sobre como usar soluções bancárias digitais para problemas financeiros reais. Desde de ter conta em banco até receber no crédito sem maquininha, Murilo vai trazer exemplos de empreendedores de favela para apresentar soluções em 3 episódios. 

Uma das principais soluções para vários problemas é ter uma conta digital no Iti. O aplicativo é gratuito e para todo mundo. Basta você se cadastrar com um CPF ou CNPJ e já pode usar sua conta digital direto do celular. Com ela, você consegue receber transferências de outros bancos, receber pagamentos no crédito, criar QR Codes para receber pagamentos e também transferir para qualquer banco sem taxas.

Essa ferramenta facilita a tarefa de empreender. Fica mais seguro também porque não precisa carregar mais dinheiro em espécie e você consegue controlar todos os gastos na palma da sua mão. Pra quem tá abrindo um negócio também é um ótimo recurso, já que serve para receber pagamentos e também para transferir. Tudo isso sem taxas.

Para apresentar a melhor forma de usar o Iti, o Favelado Investidor vai encontrar empreendedores de favela que enviaram dúvidas para ele sobre problemas que estão passando. As perguntas vão desde entender um meio rápido de receber pagamentos enquanto prepara pedidos, até mesmo a achar formas criativas para ter mais clientes.

Diretamente da zona oeste de São Paulo, da quebrada do João XXIII, Murilo cresceu no YouTube mostrando que a favela pode investir também. Não é porque você nasceu em uma comunidade que você tem que passar perrengues financeiros. O Favelado Investidor vai apresentar histórias de outros manos e manas pra você se inspirar e usar na sua vida também.

Acompanhe no canal Portal KondZilla os episódios da série “Na Real com o Dinheiro”.

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Conte aqui sua historia Funk Consciente Matérias Funk

“São sete anos de caminhada entre dificuldades e conquistas, mas jamais pensei em desistir”, conheça o MC Deeh RP

Hoje, o Conte Aqui Sua História chega com mais um relato motivacional pra você que está pensando em desistir. Quem manda o papo é o MC Deeh RP, diretamente de Ribeirão Preto, São Paulo. Se liga no corre dele:

“Salve Família, meu nome é Deivison, vulgo no funk MC Deeh RP, tenho 27 anos e sou de Ribeirão Preto (SP). Antes de começar a citar sobre minha caminhada no funk, quero agradecer a Kondzilla pelo espaço que está me proporcionando em contar um pouco da minha história no funk, como tudo aconteceu.

Bom, como todo menor sonhador, meu sonho era ser jogador de futebol. Lutei por muitos anos para realizar esse sonho, mas vi muitas coisas erradas ali no meio e em 2013 tentei minha última vez no futebol, uma chance de jogar no profissional em um time da 4ª divisão. Fui, porém não estava feliz vivenciando aquele momento e foi, em um final de semana que voltei para casa, que parei para pensar, falei com Deus e, conversando com minha esposa, decidi não voltar mais e abandonei a carreira no futebol de vez. Foi nessa época que o funk começou a entrar mais a fundo na minha vida, foi uma válvula de escape.

Minha mãe sempre fala que quando eu era criança eu já amava a música. Ela trabalhava em uma lanchonete que tinha música ao vivo e, nos intervalos das bandas, ela conta que eu pegava o microfone para cantar músicas do Mamonas Assassinas. Sem perceber a música já estava comigo desde muito cedo, sempre foi minha segunda paixão.

Desde pivete sempre ouvi funk, desde os mais relíquias, mas nunca tinha pensado em virar MC, sempre escrevi poemas até mesmo para disputar campeonatos na escola, voltados para poemas, mas nunca parei para escrever música em si. Em 2013, dei o pontapé inicial, assim que larguei o futebol já comecei a escrever uns funks só que no estilo mais “reto”, sem muita melodia e falando mais sobre motivação, comecei a pegar muito amor no funk e vi uma oportunidade imensa de poder me expressar, passar mensagens, levar alegria para as pessoas fazendo o que amo e ainda futuramente conseguir sobreviver cantando funk. 

Minha maior inspiração foi o MC Daleste e depois MC Felipe Boladão, ouvindo as músicas deles comecei a levar mais a sério e escrever letras um pouco melhores. Cheguei a dar uma pausa no funk porque minhas músicas não eram tão boas, mas nunca pensei em desistir.

Foi passando o tempo, fui me aperfeiçoando e comecei a desenrolar mais nas letras, fazendo meu corre honestamente para juntar dinheiro e um dia produzir meu som. Consegui juntar uma grana e mandei produzir minha primeira música, “E Nessa Loka Vida”, de produção simples, mas fiquei feliz por ter conseguido um avanço. Essa deu uma boa andada, teve outras que mandei produzir, mas não ficaram muito boas, depois vim com a “Sede ao Pódio”, que ficou com uma produção mais moderna e as pessoas gostaram bastante, mas a que mais ficou com a cara do funk atual, voltada para o funk mais dançante foi a última que lancei “Ex tá no Passado”. Fiquei muito feliz em conseguir soltar uma música com mais qualidade em vista das que eu já tinha lançado, começando a valorizar de verdade meu trabalho como MC.

Dei uma atenção para o meu canal, até porque utilizo ele para lançar minhas músicas, então eu precisava deixar mais profissional, fiz capa e tudo que precisava, também comecei a fazer vlogs e, mesmo com um computador bem ultrapassado, tento editar meus próprios vídeos, corro atrás de aprender tudo que está ao meu alcance. 

Nos meus vlogs, eu mostro um pouco mais do meu dia a dia, incentivando as pessoas a também correrem atrás dos seus sonhos, já diz na bíblia em Lucas 1:37: ‘Porque para Deus nada é impossível’, então, sempre digo para quem me manda mensagens dizendo que quer ajuda para ser MC: Tenha fé que sua vitória vai chegar assim como a minha está chegando, Trabalhe dignamente e faça seus sonhos acontecerem.

Hoje eu trabalho como auxiliar de eletricista e, quando aparece, faço uns trampos de informática também e é dessa forma que consigo salvar as contas e ainda, mesmo que aperte um pouco, junto um dinheiro para produzir minhas músicas e já penso em fazer um clipe também, devagar as coisas  veem acontecendo e Deus vem me abençoando cada vez mais.

Bom, é isso família, essa é a minha história no funk, como tudo surgiu, são sete anos de caminhada entre dificuldades e conquistas, mas jamais pensei em desistir. Espero que tenham gostado e jamais desistam daquilo que Deus prometeu para vocês. Não deixem que tirem os sonhos que Ele tem para vocês dos seus corações, pause quantas vezes for necessário, mas jamais desistam, fé pra TUDO, um forte abraço.”

Se identificou com o MC Deeh RP e tem uma história de superação pra contar pra gente? Manda no e-mail conteaquisuahistoria@kondzilla.com e não se esqueça de nos mandar seu contato, redes sociais e fotos. Até mais!

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Esporte Tecnologia

Anitta estreia no mundo dos games jogando Free Fire

A gente tá ligado que muita gente curte game e funk na mesma proporção e os dois mundos sempre se encontram, tipo quando o Nobru bota funk pra tocar nas lives dele, ou até mesmo quando os influencers de Free Fire participaram do videoclipe de “Zé Guaritinha”, o  hit do Jottapê com o Mano Brown que fala sobre o jogo. Agora quem se jogou na onda dos games foi a Anitta, se liga:

A quarentena fez com que muita gente virasse gamer ou se tornasse ainda mais viciado, como é o caso do PK. Ele contou ao Portal KondZilla que começou a jogar Free Fire durante a pandemia, rolou até um freestyle. Dá o play no vídeo:

Agora, a mais nova gamer da vez é ninguém mais ninguém menos que Anitta. A artista vai fazer lives semanais no Facebook Gaming, uma área da rede social especial pra transmissões ao vivo, com um squad formado por ela, Samira Close, Rebeca e Uma Dani.

Na última semana, rolou a primeira live da funkeira e ela jogou Free Fire com a Samira Close. A live tá disponível e você pode assistir abaixo:

A era gamer chega para todos: Anitta feat Samira Close!

A patroa chegou e tá mais on do que nunca!A minha estreia no Facebook Gaming é nesta quinta-feira (3) a partir das 20h e para chegar com tudo vou receber a drag queen gamer Samira Close para jogar Free Fire comigo. Quem vai estar online com a gente?!#AnittaGamer #FacebookGaming

Posted by Anitta on Thursday, September 3, 2020

Além do Free Fire, Anitta ainda vai aparecer jogando Euro Truck Simulator, The Sims e outros games. 

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Matérias Educação

ResistEnem promove ajuda aos estudantes de escola pública que vão prestar o Enem 2020

O projeto ResistEnem surgiu da vontade de ajudar os alunos de escola pública a ingressarem no ensino superior, principalmente, neste momento em que, por causa da pandemia, muitos estudantes não estão conseguindo estudar. Cola com o Portal KondZilla pra entender mais sobre.  

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Como o ResistENEM funciona? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ De segunda a sexta-feira teremos 2 blocos de matérias por dia, um de manhã e um de tarde. Cada bloco contará com material de apoio para estudo, exercícios e respostas. No fim de cada dia e nos finais de semana teremos o plantão de dúvidas. Se liga nas próximas dicas para não perder nada! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 1- E por onde começar? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Para cada bloco de matéria, às 9h e às 14h, enviamos o material de suporte para você estudar, com conceitos teóricos das matérias. Esse material vai te ajudar a entender o assunto e é super importante que você anote as dúvidas e aplique o que entendeu nos exercícios, que vamos falar na sequência. Segue com a gente. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 2- Hora de aplicar o que aprendeu! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Depois de estudar o material de suporte, é hora de exercitar com as questões que o nosso time de especialistas selecionou. Às 11h e às 16h enviamos as atividades, mas ainda sem as respostas! Nessa hora é legal tentar fazer os exercícios, e anotar todas as dúvidas que ainda ficaram. E por último, enviamos as respostas dos exercícios, todos os dias às 12h e às 17h. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 3- Calma, ainda tem o plantão! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Mas se ficou alguma dúvida sobre o assunto ou nas questões, chama a gente no plantão. Temos professores específicos para cada matéria, disponíveis para te ajudar em qualquer lugar das 18h às 22h. Aproveite: os plantões também são espaços para interação, discussão e debate. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Fica ligado para não perder nada! #educacaoresiste #educação #enem2020 #enem

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A ideia de criar o ResistEnem veio com a pandemia. “O projeto surgiu em 14 de maio deste ano. Até então não sabíamos que o Enem seria adiado e estávamos putos com isso. A ideia inicial era ajudar os vestibulandos que foram prejudicados por conta da quarentena, em especial os alunos de escola pública que tiveram suas aulas suspensas”, explica o designer e jornalista Jairo Malta, um dos voluntários do projeto.

No começo, a proposta era fazer plantões de dúvidas via Whatsapp. “Escolhemos esse app por ser um dos apps mais acessíveis e populares e que demanda baixo custo de internet”, diz Jairo. Conforme mais voluntários foram surgindo – hoje são 120 -, o ResistEnem foi tomando mais corpo e hoje consegue contemplar todas as áreas de ensino do Enem, além de também oferecer suporte jurídico e psicopedagógico. 

Diretamente de Diamantino, Mato Grosso, Caio Morais, 18, está estudando pelo ResistEnem tem dois meses. “O projeto está me ajudando na minha rotina de forma sensacional, pois eu posso conversar com os docentes de várias áreas do conhecimento e sem contar que posso conhecer outros alunos de todas as localidades, o que favorece e muito”, comenta ele sobre a experiência.

Saúde Mental

Um dos pontos levantados por milhares de estudantes e professores para pedir que o Enem 2020 fosse adiado foi a questão psicológica não favorável para os estudos, já que a pandemia trouxe muita preocupação pra geral: desemprego, medo de pegar a doença e afins. Isso sem falar na pressão de passar num vestibular, que já assombra os estudantes anualmente. 

Pensando nisso, o ResistEnem montou um suporte psicopedagógico pros alunos. “Entendemos que era importante esse apoio para estudantes e voluntários pra realizar um amparo, assim como orientações pedagógicas para a construção de material didático e informativo de qualidade. Temos uma escuta emergencial para os voluntários do projeto, com psicólogos disponíveis das 8 às 22h, todos os dias. No caso dos alunos, os psicólogos do projeto estão mapeando todos os lugares com atendimentos gratuitos e/ou de instituições de ensino nas cidades que estão alunos do projeto”, relata Jairo.

Se interessou pelo projeto e quer se voluntariar ou quer ser aluno? Segue o ResistEnem pelo Instagram e fica de olho. 

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Esporte Matérias Funk

Sarra Yoga leva prática elitizada para as favelas

Já imaginou o Yoga sendo praticado com aquele mandelão nas caixas? É assim que a carioca Tainá Antonio, 24, Cientista Ambiental por formação, vem democratizando esse rolê com a Sarra Yoga, que executa as posturas e alongamentos no ritmo do funk. Quer saber mais desse corre? Então cola com o Portal KondZilla e pega a receita. 

“A sarra yoga é uma metodologia marginal minha, que basicamente mostra numa brincadeira como práticas ancestrais de origem africana se conectam com o funk e o yoga, não só fisicamente (movimentos), mas na filosofia também”, conta a Tainá Antonio, yogui da Baixada Fluminense.  

Ela explica também que a Sarra Yoga, em específico, nasce para incorporar homens e democratizar a parada nas favelas. “O Yoga é tão elitizado que, mesmo que ele chegue na periferia, a galera (principalmente homens negros jovens) não querem aderir, então unifiquei o funk para que assim eles pudessem acessar um pouco da minha perspectiva sobre yoga”.

Ao contextualizar a criação do espaço @Yogamarginal, que mescla o yoga Indiano e o Africano, mostrando que a prática pode sim ser acessível para a quebrada, Tainá manda o papo reto: “O yoga que a gente conhece hoje é esse do mercado e mídia – mulheres brancas, magras, fazendo uma postura muito difícil, com roupas bonitas, num tapete bonito, num ambiente silencioso. Então a democratização que o yoga marginal busca não é lutar por um espaço dentro desse yoga elitizado e racista, mas construir uma perspectiva outra de autocuidado, que parte da nossa própria vivência em comunidade e aumenta nossas possibilidades como seres viventes e comunitários”.

Através do Instagram, essa mina oferece aulas abertas, com contribuição livre (de 0 a 20 pilas); ou aulas fechadas pelo Zoom (por 60 reais mensais). 

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Como pesquisadora de mim e da minha prática minha hipótese é de que o funk existe desde que o mundo é mundo, e o yoga também. Não o nome, a sistematização, mas a filosofia e a prática de liberdade dos quadris e kundalini. Por isso eu gosto muito quando cada vez mais as duas práticas estão juntas no mesmo nível de espiritualidade e cura de si. O SarraYoga não é atoa, não veio do nada. Até porque com meu trabalho eu posso tudo, só não posso qualquer coisa. SarraYoga tem objetivo certo: mais preto no yoga, mais yoga na periferia. Troca de movimentos com ambientação histórica, prática livre com muito resgate ancestral. Afinal, minha brincadeira tem fundamento e muito muito estudo. Mas só eu sei como desde sempre posicionar racial e politicamente o Yoga Marginal me fez perder muitos trabalhos. O mundo do yoga não estava preparado e por isso, venho junto com os meus agora construindo outro yoga. Mas não vou esquecer de que perdi dinheiro, trabalho, evento porque não levo yoga sem falar de África e o rebolado ancestral que nos mantém de pé. Isso é importante. Afinal é meu trabalho e sou muito bem formada pra receber bem pelo que faço mas não é assim. Cada vez mais sim tenho conseguido me manter com yoga e compartilhando do jeitinho que eu acredito. E vejo como os profissionais de yoga -agora- já se permitem compartilhar um yoga menos elitizado, menos hierárquico, mais rebolativo. Mas saibam todos que não foi sempre assim e como esperado mulheres jovens negras de periferia fizeram esse trabalho sabendo que perderiam o espaço no "mundo do yoga" mas compartilhar o yoga no seu mundo. Funk e yoga não são patrimônio nosso, e jamais reinvindicaremos esse lugar, mesmo o sarrayoga. Nosso objetivo segue o mesmo: preto no yoga por uma Yoga preta honrando quem veio antes afinal ancestralidade afrobrasileira não é brincadeira. Eu me oriento olhando pra trás.

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Tainá praticando o Sarra Yoga ao som Tu Gosta, Não Gosta – Jaula das Gostosudas

Yoga está no quadradinho, funk riscado, romano, passinho dos malokas, passinho de BH, magrão, e Tainá chama a geral pra colar nesse bonde: “Revolução é o corpo negro vivo em sua plenitude. Ninguém precisa fazer yoga pra isso não, mas todo preto precisa saber que pode fazer se quiser e que mais importante que isso. Vai me dizer que pegar um trem lotado e se concentrar pra não cair em cima de ninguém, não é yoga? Yoga tá em cada casa da favela. Em cada domingo em família com samba e churrasco. Retomemos nosso legado”.

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Esporte Matérias Funk

MC Kekel lança “O Pai Tá On” em homenagem ao craque Neymar

MC Kekel, amigo de Neymar, fez um funk em tributo ao jogador. “Ele é meu amigo e um cara incrível, além de um dos maiores craques do futebol mundial. Fiz essa música para levantar a torcida mesmo, para todo mundo dançar e vibrar por ele em campo.”

Nas últimas semanas a internet foi tomada pela onda do “O Pai Tá On”, um bordão em homenagem ao Neymar Jr, atual camisa 10 do Paris Saint German. Motivada pela volta do “estilo raiz” do jogador, a galera se empolgou com o bom momento do jogador no time, além da volta do moicano, da juliet e da caixa de som tocando funk no volume máximo em suas chegadas aos estádios.  

Depois de ficar de fora das duas mais recentes decisões do PSG na Champions League por conta de lesão, o atacante revelado pelo Santos parece estar mais focado do que nunca para a buscar o título do principal campeonato do continente europeu, sendo considerado por muitos o principal jogador da competição.

Cria da baixada santista, Neymar Jr já é o craque que possui mais assistências na história da Liga dos Campeões, com 24 passes decisivos até o momento.

Antes mesmo de lançar o som oficialmente, Kekel mandou a música pros familiares e amigos de Neymar, além do próprio jogador, que já repostou e todos entraram na onda.

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Cria carioca, Ebony lança a braba com o EP “Condessa”

O trap é um dos gêneros mais tocados atualmente. Mesmo com sua origem gringa, aqui a parada ganhou sua própria fórmula dentro das quebradas de cada estado, se aliando a outros estilos como, por exemplo, o nosso funk. A história que você irá conhecer hoje é de Ebony que, aos 19 anos, mostra que bebe nessa fonte de misturas musicais musical, ao colocar no mundo o EP “Condessa”, com seis faixas. Se liga no Portal Kondzilla que a gente desenrola a ideia.

Cria carioca, Ebony esteve envolvida com arte desde cedo. “Sempre fui uma pessoa artística, sabia desenhar, costurar e criar de todas as formas. Só que o clique da música era bem ilusório – muito sonho mesmo. O momento que me vi musicista foi quando já estava lá, quando a parada rolou”, conta. 

Seu primeiro som foi produzido completamente em um aplicativo que modela a voz e tem um catálogo de beats para rimar em cima. Após gravar, soltou nas redes sem pretensão, os números foram crescendo e seu trampo repercutindo na cena, dá para acreditar? Nada de estúdio, tudo no conforto de casa. “Botei no soundcloud, fiz tudo sozinha. Foi divertido escrever e ir mexendo no aplicativo”, descreve em meio a risadas, enquanto relembra do começo.

Depois de lançar a braba, a carioca não parou; compôs singles como “Glossy”, “XOXO”, “Facetime” e ainda colaborou com uma galera pesada da cena do trap, como FBC, WillsBife, Dfideliz, Borges, participou da segunda edição do projeto “Poetisas no Topo” da PineApple Storm e até ganhou o prêmio artista Revelação do Rap no prêmio Genius Brasil em 2019. 

Recentemente, Ebony despontou com o EP “Condessa”, mostrando que sua caminhada não será passageira. Disponível em todas as plataformas digitais, o disco conta com seis faixas produzidas por Celo, AJ, Nagalli, Paiva e Pedro Lotto e dois feats com Sidoka e Yunk Vino. As composições falam falam sobre desejos, poder, medos, compreensão, lugares e histórias reais. Os sons levam títulos pequenos e diretos que se completam e conectam entre si, a escolha da ordem de cada faixa é proposital: “Tem uma ordem cronológica, são fragmentos de histórias que aconteceram e essas vivências não entram nessa linha. Só que a minha evolução sim, por isso as músicas ficaram nessa ordem”.

Meio trapper, meio rapper, a artista  lembra que começou a moldar seu gosto por música e audiovisual ainda pequena, vendo e ouvindo sons do mundo todo;  e se recusa a ter contato apenas com o gênero que representa. Isso com certeza explica o direcionamento dessa mana dentro da cena: estilo de flow, narrativas de videoclipes e por aí vai… Ebony parece sempre estar criando um acervo para o futuro, e de fato está.

Atualmente, a rapper está refletindo muito sobre legado e tudo que isso representa: “Penso o que estou construindo para deixar não apenas para mulheres, mas para o povo preto. O que eu quero como artista é deixar algo para as próximas gerações, que poderão ouvir meu som assim como escuto sons antigos. Eu quero deixar algo que me represente meus pensamentos e convicções. Quero deixar o melhor de mim.”

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MC Liro manda o papo pra rapazeada não cair na vida loka

Há um ano no corre do funk consciente, MC Liro, apesar de ter apenas 21 anos, tem muita lição pra ensinar por meio de suas músicas. Recentemente, o cantor lançou “Não Vou Mais“, com ninguém mais ninguém menos que o MC Lele JP. No som, os dois passam a visão da melhoria e conscientizam os fãs a não se envolverem com o mal caminho. A letra diz muito sobre o corre do MC Liro, e o Portal KondZilla trocou uma ideia com ele pra entender mais. Se liga. 

Com mais de 1 milhão de visualizações no YouTube, “Não Vou Mais” é papo sério e reto: os MCs falam sobre parar de roubar e refletem sobre o assunto. O tema é bem próximo dos dois, já que ambos caíram na vida loka e depois acharam no funk uma forma de conscientizar os outros a não seguirem o mesmo caminho. “Iniciei no funk quando fui preso. Fiquei seis meses na cadeia e lá dentro não tinha nada pra fazer. Então comecei a escrever e a cantar na roda que eles faziam durante os dias de visita”, comenta MC Liro. 

Já na rua, Liro conseguiu um trampo e gravou um vídeo cantando, que acabou viralizando e fez com que ele se jogasse com tudo no mundo do funk. “No começo, minha mãe nem acreditava em nada. Hoje, ela é uma das minhas maiores fãs e tem muito orgulho de mim”. 

Podemos dizer que o mundão está girando, mas antes disso, Liro passou muito veneno. Com apenas 21 anos, o jovem foi criado em Campinas e dos 6 aos 16 anos passou os fins de semana em São Paulo vendendo pano de prato pra ajudar na renda de casa. 

Antes mesmo de se iniciar na vida loka, Liro pensava em ser jogador de futebol, chegou até a jogar no Campeonato Paulista sub-20, mas abandonou o sonho da bola quando foi preso. Na cadeia, começou a escrever e hoje acumula composições gravadas por outros artistas consagrados, como MC Kelvinho, MC Fioti, MC Lon, MC Paulin da Capital, entre outros. “Percebi que minhas letras eram boas quando os caras que eu admiro começaram a gravar minhas músicas”, explica ele. “Minha missão no funk é poder passar pra todos que me escutam que ainda há esperança. As crianças se inspiram em mim por minha história de vida, por eu não desistir e o segredo de tudo é a gratidão!”.