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Explicando em detalhes: PIX, o novo recurso gratuito de transferência bancária

Surgiu na internet esses dias uma novidade muito boa pra você que não aguenta mais ter que pagar taxa para fazer transferência bancária. O Banco Central desenvolveu o Pix, o novo modo de pagar transferir e receber grana de uma maneira mais fácil e começa a funcionar em novembro. Se liga:

O que é? 

O Pix é o novo sistema de pagamento do BC (Banco Central), que permite transferências e pagamentos entre bancos diferentes em até dez segundos e isso todo dia – a qualquer hora, inclusive em fins de semana e feriados, acabando com aquele negócio de transferir pro amigo e ele receber só depois de 24h. O recurso digital deve acabar de vez com o DOC (Documento de Ordem de crédito) e o TED (Transferência Eletrônica Disponível) 

A ainda…

O PIX substitui boletos, dinheiro físico e permite pagamento em estabelecimentos comerciais por meio de QR Codes – que devem ser escaneados pelo celular.  

A partir de quando posso usar? 

O sistema estará disponível pra geral a partir de 16 de novembro de 2020.

Como funciona o PIX na prática?

Se você cadastrar seu CPF como Chave PIX pelo banco ou instituição financeira que você já usa no dia a dia, basta informar o seu CPF pro seu parça fazer aquela transferência, sem taxas.  

O que é Chave PIX?

As chaves Pix são os apelidos dos seus dados bancários (banco, agência e conta), que funcionam como atalhos para você fazer ou receber transferências. E ainda é uma facilidade para repassar os dados quando nos solicitam para alguma transação financeira, por exemplo. 

Cadastro:

O processo de cadastramento e escolha das chaves já começou. Para tanto, basta que o cliente peça ao banco ou instituição financeira onde possui conta corrente, conta poupança ou carteira digital. A instituição vai fazer no Banco Central o cadastramento da “chave” escolhida pelo cliente, e que vai fazer a parada toda fluir. 

O que os interessados precisam ter? 

Conta corrente, poupança ou de pagamento pré-pago. 

 É grátis mesmo?

Sim, os bancos arcam com os valores da operação que, para o consumidor, não há custo algum. Para comerciantes que vendem com o PIX, a taxa será muito menor. 

Confira muito bem os dados, antes de pagar ou transferir:

Uma vez enviada, a transferência ou o pagamento com o PIX não podem ser revertidos. 

Haverá limite de transações?

Até o momento, não foi fixado um número limite de transações, mas as instituições bancárias poderão fixar um valor máximo praticável.

O PIX é bom pro meu negócio?

Sim, o recurso é uma forma fácil de interação com clientes, que permite pagamento via  feito via QR Code. O dinheiro cai na hora na sua conta, e as taxas são bem atrativas. E ainda é possível parear com qualquer aplicativo de pagamento. 

É possível fazer agendamentos?

Sim, se a instituição disponibilizar o serviço, é possível agendar o PIX para uma data futura. Mas, se no dia agendado, o pagador não tiver dinheiro na conta, a transação não será aprovada.  (Aí é tiração, parceirx! rs) 

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Empreendedorismo Tecnologia

Portal KondZilla e Iti estreiam a série “Na real com o Dinheiro”, com o Favelado Investidor

O mundo mudou e a forma de se relacionar com o dinheiro também. Muitas vezes, quando falamos de dinheiro nas periferias do Brasil a fora, surgem dúvidas, inseguranças e um medo de como agir. Por isso, o Portal KondZilla e o Iti lançam a série “Na Real Com o Dinheiro”, que traz o Murilo Duarte, o Favelado Investidor, pra dar o papo reto sobre como usar soluções bancárias digitais para problemas financeiros reais. Desde de ter conta em banco até receber no crédito sem maquininha, Murilo vai trazer exemplos de empreendedores de favela para apresentar soluções em 3 episódios. 

Uma das principais soluções para vários problemas é ter uma conta digital no Iti. O aplicativo é gratuito e para todo mundo. Basta você se cadastrar com um CPF ou CNPJ e já pode usar sua conta digital direto do celular. Com ela, você consegue receber transferências de outros bancos, receber pagamentos no crédito, criar QR Codes para receber pagamentos e também transferir para qualquer banco sem taxas.

Essa ferramenta facilita a tarefa de empreender. Fica mais seguro também porque não precisa carregar mais dinheiro em espécie e você consegue controlar todos os gastos na palma da sua mão. Pra quem tá abrindo um negócio também é um ótimo recurso, já que serve para receber pagamentos e também para transferir. Tudo isso sem taxas.

Para apresentar a melhor forma de usar o Iti, o Favelado Investidor vai encontrar empreendedores de favela que enviaram dúvidas para ele sobre problemas que estão passando. As perguntas vão desde entender um meio rápido de receber pagamentos enquanto prepara pedidos, até mesmo a achar formas criativas para ter mais clientes.

Diretamente da zona oeste de São Paulo, da quebrada do João XXIII, Murilo cresceu no YouTube mostrando que a favela pode investir também. Não é porque você nasceu em uma comunidade que você tem que passar perrengues financeiros. O Favelado Investidor vai apresentar histórias de outros manos e manas pra você se inspirar e usar na sua vida também.

Acompanhe no canal Portal KondZilla os episódios da série “Na Real com o Dinheiro”.

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Empreendedorismo Comportamento

Desempregado, Felipe Abreu fundou sua própria marca de roupa

Concluir o ensino médio é uma incógnita para grande parte dos jovens, principalmente, pros periféricos, afinal vários questionamentos surgem: vou para universidade; como faço para encontrar um emprego; o que vai ser da minha vida agora? Essas e outras questões bateram no Felipe Abreu, 20, morador do São Gonçalo, Rio de Janeiro. Desempregado e sem conseguir uma oportunidade de emprego, Felipe criou sua própria marca de roupa a base do improviso e segue sonhando. Cola com o Portal KondZilla e entenda mais dessa história. 

Nenhuma empresa me contratava, hoje eu sigo criando a minha“. Foi assim que Felipe Abreu, criador da marca Chain Break, viralizou no Twitter. A fundação da marca nasceu do sonho do garoto de ingressar na universidade e ao mesmo tempo auxiliar a coroa nas despesas de casa. 

“Quando concluí a escola, minha mãe queria que eu conseguisse um trabalho para ajudar ela em casa porque somos só nós dois, mas eu não queria só trampar e não ingressar no ensino superior, coisa que ninguém da família infelizmente conseguiu”, comenta ele. Entretanto, sem uma indicação seria bem difícil de Felipe encontrar um trabalho. “O problema foi que quando entrei na universidade, descobri que a grade era integral e para conseguir um emprego teria que ter uma indicação de horário flexível, e eu não tinha ninguém para ser essa pessoa na minha vida”.  

Sendo o primeiro da família a conseguir ingressar no ensino superior, abdicar do sonho estava fora de cogitação. “Mesmo com tudo isso eu estava bem motivado por ter conseguido uma vaga em uma universidade pública”. Então o caminho encontrado foi a criação da Chain Break. “Mas é aquilo, tinha que ajudar minha mãe em casa, então pensei que era a hora de vou essa ideia da marca em prática”. 

Sem um investimento inicial, o jeito foi recorrer ao pouco dinheiro da bolsa de transporte para iniciar o projeto lá em 2018. “A maior dificuldades é a falta de investimento porque não sabemos se o dinheiro investido vai voltar, pensa, eu precisando de dinheiro e dedicando o que não tinha em uma marca”. A tentativa inicial não deu certo, mas Felipe seguiu tentando. “A primeira produção, fiz com a grana de uma bolsa de transporte que eu recebia para ir pra faculdade, estava na férias e pensei ‘vou investir agora e quando voltar, já vou ter recuperado’, mas acabou que esse dinheiro que usei na primeira coleção não rendeu”. 

Processo criativo e viralização nas redes sociais

Sem os recursos necessários, Felipe entendeu que criatividade é a chave do negócio. “Eu faço tudo em casa, estampo as peças na mesa, a criatividade está em tudo que eu preciso, não só nas estampa e produto final”. Enquanto o sucesso não vem é tudo no improviso. “Preciso ter criatividade até pra ter ideia de como consigo fazer sem ter os recursos ideais, porque não tenho”.  

Quem não está na internet não está em lugar nenhum e a redes sociais deram um gás no negócio de Felipe. “A primeira viralização foi em junho deste ano quando postei falando que não estava conseguindo auxílio e as pessoas começaram visualizar minha marca, consegui 40 pedidos, coisa que jamais imaginava porque na minha primeira coleção demorei o ano todo pra vender 18 peças”. Ainda com a viralização os frutos estão começando a brotar, mesmo assim Felipe da o papo, desistir não é uma opção. “Mesmo assim é tudo muito recente, ainda está sendo algo que está acontecendo, então não tem como eu falar que tenho colhido grandes frutos disso, mas estou na luta”. 

Vale ressaltar que o jovem Felipe Abreu é responsável por todos os processos da loja que vem conquistando força depois de viralizar no Twitter, fazendo com que o empreendedor possa viver o sonho da universidade e auxiliar sua mãe nas despesas de casa. Histórias como essa nos mostra ainda que é possível encontrar caminhos mesmo que difíceis para realizarmos o nossos sonhos, então é aquilo, marcha nos progressos. 

Acompanhe a loja de Felipe Abreu no Instagram  

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Empreendedorismo Matérias

Microempreendedoras podem receber auxílio de R$ 500 das Casas Bahia

Nesses tempos difíceis toda ajuda é bem vinda. A Fundação Casas Bahia anunciou uma bolsa para as mulheres microempreendedoras das favelas de São Paulo e Rio de Janeiro com cursos capacitantes e uma bolsa de R$ 500 para até 2 mil mulheres. Chega mais pra entender.

Em parceria com o Aliança Empreendedora, Tamo Junto e banQi, a Casas Bahia está com inscrições abertas para o Fundo Emergencial Mulher Empreendedora até o dia 29 de maio de 2020. O programa visa selecionar até 2 mil mulheres das comunidades de SP e RJ, sendo 200 por semana, para ajudá-las a manter e investir em seus estabelecimentos.

Quem pode se inscrever?

Mulheres acima de 18 anos;
Possuir CPF ativo;
Ser empreendedora por conta própria, informal ou microempreendedoras individuais
Ser moradora de comunidade ou área periférica das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro;
Grau de vulnerabilidade
Possuir uma conta ativa no aplicativo do banQi;
Assinar o Termo/Recibo de doação.

Como me inscrevo?

Pra se inscrever, basta acessar o site, assistir todos os vídeos de capacitação e concluir a inscrição. A seleção vai ser feita com base nos critérios citados acima e levando em conta que a candidata tenha visto todos os vídeoaulas, respondido todas as perguntas e preenchido o formulário corretamente. Vale lembrar que ter feito tudo isso não garante a bolsa. A resposta vai pelo e-mail da candidata.

Como vou receber?

A doação no valor de R$ 500 vai para uma conta do BanQi da candidata. Além da obrigatoriedade da conta ativa, antes de receber, a pessoa precisa assinar os termos da doação, depois o valor cai na conta da escolhida.

Leia o regulamento completo aqui.

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Coronavírus / Covid-19 Empreendedorismo Matérias

Influencers de favela dão dicas financeiras para sobreviver na pandemia

Já faz mais de um mês que o surto de covid-19 chegou no país. Rio de Janeiro e São Paulo são duas das cidades que já enfrentam o distanciamento social, com muitas pessoas parando de trabalhar, fazendo home office e até mesmo fechando estabelecimentos. Ficou complicado fechar a conta no mês quando está tudo parado, principalmente pra quem é de favela. Por isso, separamos algumas dicas de influencers de favela, sobre como sobreviver nessa crise:

Favelado Investidor – Ganhar dinheiro na Crise

Se tem uma coisa que todo mundo está querendo saber, é como fazer um pouco de dinheiro nessa quarentena. Afinal, muita gente está em casa, muita gente parou de trabalhar e por conta disso, tá com tempo para pensar em novos projetos. Murilo, o Favelado Investidor, indica ferramentas para você que está com tempo livre para procurar novas formas de ganhar dinheiro.

Nath Finanças – O que fazer com as contas básicas?

Se você tá no aperto, existe uma solução com as contas básicas. Em São Paulo já foi anunciado que algumas pessoas vão ter a conta de água paga pelo governo estadual. Também já falamos que é possível estender o prazo de empréstimos com o banco, para ter mais respiro durante 2 até 3 meses. A conta de luz das famílias de baixa renda também será paga pelo governo federal. Com isso, vale a pena você revisar todas as suas contas e ver com as operadoras quais que são possíveis de esticar o prazo de pagamento. Nath Finanças te ensina como fazer isso.

Nath Finanças – O que fazer com prestações de casa e carro?

O governo já está ajudando nas contas básicas, mas nem tudo fica a cargo do estado. Por isso, Nath traz aqui a solução de quem está pagando a prestação de outros produtos, como carro e casa. Se você está nessa situação, Nath Finanças traz algumas dicas pra te ajudar a se livrar de mais uma conta nesse período.

Blogueira de Baixa Renda – Como funciona a economia nas favelas

A quarentena impacta diretamente a economia porque mexe na rotina das pessoas, principalmente, porque esvazia as ruas e o comércio. Nem sempre as pessoas entendem como essa economia é impactada e é nesse sentido que a Blogueira de Baixa Renda explica porque é importante ajudar o comércio local e também porque é importante não estocar muitos produtos. Ela dá algumas dicas de sobrevivência em tempos de crise, como ajudar o próximo, colega e vizinho, para que assim, todos passem melhor essa crise.

Essas são algumas dicas de influencers de favela que lidam diariamente com essa crise. Já passamos o primeiro mês e estamos entrando no segundo mês de quarentena, aos poucos todo mundo vai se adaptando a situação. É importante lembrar dos auxílios que os governos vêm disponibilizando: o governo federal liberou o auxílio emergencial de R$600; o governo estadual de SP liberou o auxílio merenda para os alunos de escola pública e também cestas básicas; a prefeitura de SP liberou o auxílio de R$600 para catadores.

Aos poucos, vamos sobrevivendo a esta crise financeira que impactou todo mundo. Enquanto isso, respeite a quarentena e fique em casa!

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Coronavírus / Covid-19 Empreendedorismo Matérias

Barbeiros contam as dificuldades financeiras que enfrentam com o surto do covid-19

Grande parte da economia do Brasil e do mundo parou com o surto do novo coronavírus (Covid-19). Dentro das favelas não foi diferente: barbeiros, manicures, lava rápidos, lojas de roupas, bares e muitos outros comércios tiveram que baixar suas portas por precaução e determinação do governo. A questão que ficou foi: como essas pessoas vão sobreviver sem seus trabalhos? Quais são os caminhos para enfrentar essa crise? Pensando nisso, conversamos com três barbeiros de zonas diferentes de São Paulo e Rio de Janeiro: Camilo Gabriel (Capão Redondo), Maurício du Corte (Guarulhos) e Suellen Marques (Rio de Janeiro), que relataram como estão passando esses dias difíceis. Cola com o Portal KondZilla e pega a visão da Favela.

Camilo Gabriel – Capão Redondo, São Paulo

Como está seu bairro com o surto?
Aqui no Capão, com o coronavírus, está tudo parado só os comércios essenciais e autorizados estão aberto. As pessoas têm encontrado dificuldades para fazer quase tudo, principalmente, as coisas do dia a dia.

Você teve que suspender os atendimentos?
Eu tive que suspender totalmente as minhas atividades na barbearia. Até tentei encontrar um caminho para continuar trabalhando, na quinta-feira saiu o decreto, quando foi na sexta-feira eu ainda abri e continuei atendendo os clientes um por vez, utilizando luvas, máscara e mantendo a higienização do local, que foi a forma que encontrei para seguir trabalhando. Mas a Defesa Civil passou no meu estabelecimento e pediu o fechamento geral até segunda ordem.

Qual é a maior dificuldade para sobreviver nesse momento?
É a escassez e o valor das coisas comuns do dia a dia mesmo, como alimentos ou álcool em gel, por exemplo, que acabou e se você encontrar está muito caro. Essas são as dificuldades, está tudo mais que o dobro. Fui no mercado e um arroz que eu pagava R$14 estava R$24, acho até que isso é uma forma de se aproveitar da situação.

Você pensou em alguma solução para reverter essas dificuldades?
A única solução é que as pessoas estão se ajudando e sendo solidárias umas com as outras. Se alguém vai no mercado, aproveita para fazer também a compra dos idosos. Eu estava com dois pacotes de máscara para distribuir algumas, está todo mundo trocando informações. Acredito que essa é a maior solução para reverter todas essas dificuldades que tem acontecido.

Manda um recado para que a galera se previna
Se previnam, não desacreditem, a prevenção é o único remédio que temos agora e não tem porque não utilizar. Não podemos ser negligentes de forma nenhuma, a prevenção é a nossa cura. Cuidem dos seus velhinhos que agora que veremos o quanto somos todos iguais!

Suellen Marque – Jacarepaguá, Rio de Janeiro

Como está seu bairro com o surto?
No bairro em que eu moro e atendo (Praça Seca Jacarepaguá) já sentimos o efeito da Pandemia. Não digo todos, mas 70% das pessoas estão com o ritmo habitual de trabalho alterado.

Você teve que suspender totalmente os atendimentos?
Sim, eu tive que suspender totalmente os atendimento. Pois trabalhamos em 4 pessoas, então já tem uma certa aglomeração apenas entre nós barbeiros dentro do espaço, que é pequeno, e tem também a soma física dos clientes. Mas antes disso, foi a falta de cliente que nos afetou bastante.

Qual é a maior dificuldade para sobreviver nesse momento?
Acredito eu, como barbeira, que a maior dificuldade em si é em ser autônomo. Porque nós que trabalhamos por conta própria vivemos aquela famosa frase: ‘se não trabalhar não ganha’ e isso é complicado porque quando chega o dia de pagar as contas elas devem ser pagas do mesmo jeito.

Você pensou em alguma solução para reverter essas dificuldades?
Pensei em fazer atendimentos a domicílios como já faço com alguns clientes que são jogadores de futebol. Porém, se nós pegarmos um BRT, uber ou até ir por conta própria teremos contato com o mundo externo ficando expostos a pessoas e objetos infectados. O pior está na volta para casa porque corremos o risco de levar esse vírus para dentro do nosso lar, onde alguns barbeiros tem filhos pequenos, pai, mãe, avós idosos.

Manda um recado para que a galera se previna?
Eu aconselho a galera que atua nesse ramo a ficar dentro de casa, eu como barbeira estou vivendo na pele todas as dificuldade que estamos passando. Porém, vivos conseguimos pagar as contas atrasadas, agora doente é muito mais difícil.

Mauricio du Corte – Guarulhos, São Paulo

Como está seu bairro com o surto?
O meu bairro tem alguns comércios cumprindo as ordens do nosso governador, mas tem pessoas que também não estão cooperando, isso é preocupante. A polícia passou esses tempos e mandou quem ainda estava aberto fechar totalmente.

Você teve que suspender totalmente os atendimentos?
Tive que suspender os atendimentos da minha barbearia porque nós temos contato muito próximo das pessoas, tocamos nelas, falamos próximo e acredito que não é uma máscara ou uma luva que vai evitar a transmissão do vírus. Então, temos que realmente suspender as atividades e manter o que foi determinado.

Qual é a maior dificuldade para sobreviver nesse momento?
O maior problema é a falta de dinheiro, porque não temos uma grana guardada e toda semana pagamos uma conta, pagamos outra, uma semana sim, uma semana não, fazemos compra pra dentro de casa. Jamais vamos contar com um surto desses, nunca imaginamos passar por uma situação dessa. Mas isso mostra o quanto temos que nos prevenir, principalmente na vida financeira, poupar, guardar um dinheiro porque nunca sabemos o dia de amanhã.

Você pensou em alguma solução para reverter essas dificuldades?
Eu não pensei em nenhuma solução até mesmo porque as pessoas não estão podendo sair de casa, ter contato uma com as outras. Aqui no bairro está tudo vazio.

Manda um recado para que a galera se previna?
Que venhamos cooperar para o nosso bem, para o bem do próximo e juntos venceremos esse momento tão difícil das nossas vidas.

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Empreendedorismo Histórias que inspiram Matérias

Os corre de quem trabalha no carnaval

O carnaval tá aí batendo na porta e esta data é perfeita para lucrar, sabemos que a quebrada é pra lá de esperta e sabe aproveitar bem os momentos para ganhar aquela graninha extra. Seja vendendo bebidas, fantasias, doleiras entre outras coisas que são essenciais para a curtição completa dos blocos de rua. Chega mais no Portal KondZilla para saber de todo o corre que essa galera faz para vender no carnaval.

Quando pensamos em carnaval o que não pode faltar? As bebidas é claro, desde água até destilados em geral que todo mundo curte. O carnaval de São Paulo é sempre patrocinado por alguma marca de bebida, como a Ambev o que facilita na organização e distribuição de pessoas pra trabalhar com as vendas. Para participar dessa facilitação, é necessário fazer um cadastro. Conversei com a Thais de 32, que mora em Itaquera e irá junto do seu marido Daniel trabalhar no carnaval.


Thais e Daniel.

“Tivemos que nos inscrever pelo site Carnaval de Rua SP, foi muito difícil fazer a inscrição pois toda hora o site caia. Depois foi agendado um entrevista para explicarem a retirada dos Kits”, explica Thais


Daniel no bloco de rua com a banca montada.

A vendedora contou a facilidade de vender com o cadastro da prefeitura, pois os vendedores possuem o benefício de ter locais específicos para comprarem, o que deixa a revenda mais interessante. “O lucro é todo nosso, não se paga nada para a prefeitura. Com a lista dos bloquinhos, conseguimos passar no máximo por três bloquinhos no dia o que vale muito a pena, sempre vendemos tudo”.

A locomoção é o ponto mais crítico para os vendedores, afinal a cidade fica intransitável. As ruas estão fechadas e o metrô está lotado com a galera, o que dificulta a passagem dos materiais pesados (tipo o isopor cheio de bebida e gelo).

A moradora de Santo André, Julia, de 22 anos, é motorista de aplicativos e o trampo de vender bebidas está na sua rotina. Começou na virada de 2018 vendendo na praia e depois passou para os fluxos. “Eu vou no que vai estourar. O que estiver estourando eu vou e já deixo separado o gelo com coco. Tipo, hoje vai ter o Baile do Vero, então eu me preparo e vou”, conta a motorista e vendedora.

Já o Eliviton Nunes, de 28 anos, morador de Pirituba, zona oeste de São Paulo, irá fazer todo o corre pela primeira vez. Ele tem um motivo. “Primeiro questão de grana, um amigo meu vendeu ano passado e se comparar o que eu ganhei com os dias 15/02 e 16/02, que foram os primeiros blocos de rua, de fato dá pra ganhar uma grana boa sim”, conta animado.


Eliviton Nunes

Para quem acha que acabou depois de um dia longo vendas o trabalho acabou? Ainda existe outro passo: o abastecimento. “É uma correria, quando termina os blocos temo que ir abastecer no mesmo dia se não corremos o risco de ficar sem mercadoria para trabalhar no outro dia” conclui Eliviton, que está animado com o carnaval.

O carnaval é a principal festa dos brasileiros, onde muita gente se diverte ao mesmo tempo que tem muita gente que trabalha. Se você se identificou com a história e viu a oportunidade de trabalhar, se prepara para o cadastro do próximo ano. Pra quem é fã de carnaval, aproveita que dia 01 de março tem Bloco da KondZilla.

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Empreendedorismo

Google Brasil ensina empreendedores a expandir seus negócios

Aconteceu ontem (9), na sede do Google Brasil o evento Google para PMEs, que contou com Natália Pegoraro, o casal Adriana Shak e Ogyen Shak, e Larissa Souza dos Santos, para compartilhar suas histórias de superação dentro do mercado mostrando como fazer da internet o braço direito do seu negócio na jornada de se estabelecer no mercado. O Portal KondZilla esteve presente pra vir te passar a visão.

O evento veio com o objetivo de apresentar como o Google pode ajudar as pequenas e médias empresas através das ferramentas Google ADS e Google Meu Negócio. Para isso, eles reuniram três empreendedores de diferentes estados que passeiam por universos diferentes se tratando de vendas e estilo de negócio, mas, que no final, passaram por lutas parecidas até conseguirem se estabelecer no mercado.

O painel com os empreendedores foi dividido entre as seguintes empresas:  O Amor é Simples, e-commerce voltado para noivas, fundado por Natália Pegoraro, de 31 anos, que elaborou a ideia ao encontrar dificuldades na hora de conseguir um vestido de noiva simples, bonito e barato mas com uma característica única e empoderada.

Depois vem o Espaço Tibet, fundado pela gaúcha Adriana Shak e seu marido, o tibetano Ogyen Shak, que nos explicou como surgiu o restaurante do casal. “Como sou refugiado do Tibet, quando eu abri o restaurante no Brasil, as pessoas tinham os preconceitos delas. Mas eu ensinei à elas que primeiro precisa conhecer para depois apontar”. Adriana ainda fez um panorama sobre a recepção de seus clientes e como o casal lida com o preconceito. “Eu acredito que a cultura tibetana já tem essa sabedoria. Ela contempla, é voltada para mente, autoconhecimento é uma cultura de paz. Então os tibetanos te ensinam a navegar entre as diferenças e tudo fica mais fácil”.

Por último, mas não menos importante, ainda teve a Snack Saudável, rede de alimentação equilibrada para crianças fundada por Larissa Souza dos Santos, moradora de Ji-Paraná, interior de Rondônia, uma mãe que quebrava a cabeça pensando em alternativas rápidas e saudáveis para o lanche de suas duas filhas e acabou encontrando em suas preocupações a oportunidade do negócio que mudaria sua vida.

As ferramentas Google para periferia
Rodrigo Rodrigues, 40 anos, diretor de soluções a clientes do Google, explicou que para os empreendedores de quebrada as ferramentas são bastante úteis e ajuda a expandir os negócios gratuitamente. “Tem dois pilares: o de desenvolvimento de produto e o de educação e treinamento. Quando falamos do ponto de visto do produto, as empresas podem passar a aparecer no Google de forma gratuita. E aí na maioria das vezes estamos falando dos microempreendedores que estão veiculando seu produto ou serviço localmente. Então o ‘Google meu negócio’ é uma plataforma gratuita que possibilita a esse microempreendedor a aparecer para o seu consumidor”. Mas tudo requer um estudo. “Do ponto de vista de educação, estamos constantemente com treinamentos tanto presenciais como online, mostrando como esses empreendedores podem aproveitar todas essas oportunidade que o meio online permite de conectar com novos consumidores ou potenciais consumidores”.

Você é um empreendedor de quebrada e não sabe como fazer com que os seus negócios cresçam ainda mais? Então não deixe de acessar as plataformas do Google e colocar o seu estabelecimento ou serviço no mapa facilitando o consumidor a te encontrar. Saiba mais sobre os treinamentos do Cresça Com o Google.

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Empreendedorismo Bem Estar Comportamento

Conheça o Indique uma Preta, rede de apoio para mulheres negras

Existe uma disparidade sociorracial entre pessoas negras e brancas no Brasil, ou seja, a população negra, principalmente feminina, é prejudicada nas condições de equidade e oportunidades. Pensando nessas questões, a consultoria e grupo de apoio Indique uma Preta tem mobilizado um trabalho incrível que vem beneficiando muitas mulheres. O Portal KondZilla colou na primeira roda de conversa sobre a autoestima e saúde mental da mulher negra e trocou um papo com as fundadoras dessa iniciativa.


Co-fundadoras Amanda Abreu, Daniele Mattos e Verônica Dudiman

Entenda a desigualdade racial

A população negra está em desvantagem no mercado de trabalho, segundo pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) os resultados apontam para a realidade no país. O que é ainda mais gritante quando a ocupação diz respeito à cargos administrativos, gerenciais e cargos executivos.

Aprofundando mais no tema, as mulheres negras são as mais prejudicadas nesse problema. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa econômica aplicada) estão 50% mais suscetíveis ao desemprego. E ainda, segundo os indicadores do ETHOS, as mulheres negras mesmo com ensino superior concluído necessitam de políticas que possibilitem suas oportunidades, pois 0,4% estão em cargos executivos.

O Indique uma Preta: História e iniciativas

Segundo Daniele Mattos, idealizadora e co-fundadora, tudo começou há três anos com suas próprias experiências no seu primeiro estágio na agência de publicidade Mutato. Na empresa, ela sentiu profundamente a falta de mulheres negras em ocupações administrativas ou executivas. Cada vez que ocupava novos espaços, ela se sentia mais sozinha pela falta de referências, gerando o sentimento de solidão, o que ela chama de ‘solidão da negra única’.

Assim que abriu uma vaga de estágio nesta empresa ela viu a oportunidade de ampliar a representatividade. Daniele incentivou a contratação de mais uma mulher negra e para isso criou um grupo no Facebook, publicando a vaga e promovendo a campanha de preenchê-la por mais uma mulher negra. Infelizmente, a iniciativa não deu certo para preencher a vaga, porém, o grupo que divulgou deu certo, tanto que surgiu uma foto de uma menina que conquistou uma vaga pela ajuda do grupo.

Foi quando Daniele sentiu a necessidade levar a sério aquela ideia e convidou a publicitária Amanda Abreu, articuladora ativa no grupo das vagas, para ajudá-la nessa proposta que tempos depois virou uma rede de apoio. As duas perceberam que muitas discussões no grupo eram sobre o mercado de trabalho e como se portar na hora de enviar um currículo, um portfólio, como se portar na entrevista, dúvidas comuns para uma candidata a vaga. Daí nasceu a necessidade de sair da rede virtual e passar a ter encontros presenciais para fortalecer a noção de mercado e mundo corporativo de mulheres negras.

O primeiro Workshop de planejamento aconteceu para ajudar as meninas em um dia de imersão com profissionais da área. Neste dia, conheceram a Verônica Dudiman, colaboradora ativa do grupo do facebook. Assim, o grupo já estava com 3 pessoas: Daniele, Amanda e Verônica. Além das participantes dos eventos e do grupo digital.

Desde então, tem rolado encontros para colocar em prática essa assistência, trocar práticas, workshops, consultorias e rodas de conversa. Já rolou um evento sediado na empresa do Facebook, onde foram convidadas 30 meninas pretas para passar o dia inteiro no prédio da empresa e aprender lições de comunicação. “A gente deu preferência para meninas que querem entrar no mercado de trabalho e não conseguem, aquelas que estão desempregadas no mercado de comunicação. Chamamos palestrantes e participantes mulheres que já estão no mercado publicitário há bastante tempo para passar o dia conversando e ver a potência criativa, intelectual e cognitiva das meninas”, comenta Daniele.


A visita ao facebook. Foto: Lidiane Angelo

O Indique uma Preta contou para nós que estão articulando encontros que acontecerão na quebrada também. O grupo acredita que é muito importante atuarem nos espaços de poder, como as empresas, pois são lugares que sempre são negados às mulheres negras. Além disto, é nesses lugares que a rede de apoio trabalha pra inserir as mulheres, assim criando oportunidades e ascendendo a entrada.

Amanda Abreu comentou um dos motivos de reforçar a entrada nesses espaços. “No meu caso, e acho que também das minhas duas sócias também, esse espaço sempre foi solitário. Fui a única negra da minha turma da faculdade, sempre fui umas das únicas negras a estar dentro de agências de publicidades realizando trabalhos intelectuais e por quê sempre fui a única? Porque a sociedade não dá oportunidades para mulheres negras, porque somos um país racista, porque a branquitude ainda entende que o trabalho da mulher negra, exclusivamente, é o de trabalho de base’’.

Outra ideia forte do grupo é a importância de incluir pessoas que são parceiros na luta anti-racistas, pois contribuem para somar no fortalecimento do movimento. “Acredito que vem uma série de coisas antes, em todo esse nosso trampo do Indique Uma Preta, acho que ocupar espaços de poder é essencial e não depende essencialmente de nós, pessoas pretas. Precisamos, e com urgência, dos aliados também, das pessoas que se intitulam anti-racistas para que a gente consiga de fato chegar lá. Porque ainda somos poucos que estamos nesse local de poder’’, dispara Amanda.

A primeira roda de conversa sobre a autoestima e saúde mental da mulher negra

A roda aconteceu na casa de cultura Ayne, um espaço acolhedor e que desenvolve seus trabalhos voltados para as mulheres. As palestrantes convidadas foram: a psicóloga e pesquisadora de gênero e raça Mariana Matos, a empresária e hair stylist Regiane Alexandre, a estrategista Taís Santos e a advogada Tamires Sampaio. Quem mediou a conversa foi a co-fundadora Amanda Abreu.

O papo foi muito acolhedor, já que o ambiente com mulheres que compartilham de experiências semelhantes possibilitou uma troca muito valiosa. Muitas questões debatidas como o racismo afeta a vida das mulheres e o mercado de trabalho. No entanto, o foco e o que ligava todas pautas levantadas eram a saúde mental e a importância do autocuidado.

“Quando a mulher negra adentra espaços de poder não quer dizer que vai ser um espaço confortável. É importante, sim, que essa mulher negra seja acolhida”, comenta Verônica Dudiman. “Como ela é acolhida? A partir de estar próxima ao seus pares, como nesse dia, todas ali juntas, cuidando da saúde mental, que é totalmente negligenciada’’.

Para se ter uma noção, Mariana Matos levantou inúmeras reflexões sobre a importância de mulheres negras cuidarem de sua saúde mental para que fiquem firmes no cotidiano profissional ou militante. Bem como, sobre a importância de buscar a ajuda de profissionais negros, principalmente porque a saúde da mulher negra é diferente da mulher branca.

Outro ponto importante foi levantado pela advogada e mestranda Tamires Sampaio sobre como o racismo estrutural afeta a mulher negra. O fato da violência obstétrica, a falta de acesso ao atendimento da ginecologia e de informação sobre saúde podem cumprir o papel da manutenção desse sistema.

Tais Santos e Regiane de Alexandre dialogam sobre estética. Tais, que trabalha pra um empresa de cosméticos femininos, fala sobre a importância de estar nesse espaço ocupando uma posição que pode mudar a representatividade. Mas para além disto, o quanto cuidar de si mesma é importante para ter condições de enfrentar a adversidades nesses lugares. Regiane que trabalha com estética, acredita que é uma forma segura de mulheres negras cuidarem uma das outras e na fala de buscar ajuda de outras mulheres. Além do mais, estar bem é mais do que o visual.

As mulheres que participaram da roda puderam interagir com perguntas e depoimentos. Isso possibilitou que a identificação e novas ideias pudessem ser compartilhadas. É exatamente por isso que o encontro se torna seguro e familiar.

Quer saber mais do corre dessas minas fodas? Acompanhe o Indique uma Preta nas redes sociais.

Indique Uma Preta – @indiqueumapreta
Dani Mattos – Co-fundadora – @danimattxs
Amanda Abreu – Co-fundadora – @aabreuamanda
Verônica Dudiman – Co-fundadora – @veronicadudiman

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Favelas podem girar mais de R$ 7 bilhões em 2019

Uma pesquisa do Outdoor Social revelou que as dez maiores quebradas do Brasil devem movimentar mais de R$ 7 bilhões no ano de 2019. Ainda existe muito preconceito com a galera de quebrada, achando que o pessoal das favelas não consomem nada, não tem suas economias guardadas e coisas afim, né? Esse estudo revela que, sim, a favela consome muita coisa e ajuda a movimentar a economia.

De acordo com a pesquisa, o que mais movimenta a economia da quebrada é os mantimentos de casa, material de construção e remédios.

ComunidadePotencial de consumo em 2019

Rocinha (Rio de Janeiro) – R$ 1,23 bilhão

Rio das Pedras (Rio de Janeiro) – R$ 1,04 bilhão

Sol Nascente (Brasília) – R$ 910 milhões

Baixadas da Estrada Nova Jurunas (Belém) – R$ 729 milhões

Casa Amarela (Recife) – R$ 706 milhões

Paraisópolis (São Paulo) – R$ 706 milhões

Heliópolis (São Paulo) – R$ 685 milhões

Coroadinho (São Paulo) – R$ 662 milhões

Baixadas da Condor (Belém) – R$ 555 milhões

Cidade de Deus (Manaus) – R$ 549 milhões

Como dá pra ver pela tabela, só as favelas da Rocinha e o Rio das Pedras movimentam sozinhas mais de R$ 1 bilhão sozinhas. É muito dinheiro para um universo de pessoas que não tem prioridade com instituições financeiras.

Por causa da falta de oportunidade no mercado de trabalho, a solução de muita gente da quebrada é virar empreendedor e tentar girar aquela graninha pra sustentar a casa. Essa é a realidade de muitas pessoas, tanto que a maior parte dos microempreendedores e donos de pequenas empresas são da favela. Mas, como grandes bancos e empresas ainda têm muito preconceito com os quebradas, eles ainda não abriram suas portas pra essa galera classe mais baixas. Muitos desses empreendedores não têm contas em bancos.

Além dos trabalhos “informais” serem um empecilho na hora de fazer empréstimos, abrir contas e coisas do tipo, a questão da moradia também é motivo pros grandes bancos pesarem na hora de ajudar o pessoal da quebrada, o que é absurdo, ainda mais se a gente levar em conta o tanto de gente que conseguiu mudar de vida empreendendo, né?

Essa pesquisa do Outdoor Social só vem pra fortalecer ainda mais a visão de que as portas pro pessoal das favelas têm que ser abertas de uma vez por todas, já que não existe desculpa e nem tem que existir desculpa pra não incluir esse público.

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