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Kayblack, dono do hit “Jacaré que Dorme”, está fazendo acontecer no trap-funk

Se você não tá viciado em “Jacaré Que Dorme”, já tá errado. O som do Kayblack estourou nos últimos tempos e nós do Portal KondZilla fomos trocar uma ideia com o cantor, que passeia entre o funk e o trap, para entender mais sobre esse novo momento da vida dele. 

Kaique Menezes, 20 anos, mais conhecido como Kayblack, começou a canetar com doze anos influenciado por nomes como MC Daleste, Felipe Boladão, Zói de Gato, Neguinho do Kaxeta.

Antes de estourar os próprios sons, o cantor ajudava na carreira do irmão mais novo, o MC Caverinha, dos sucessos “Só Não Pisa No Meu Boot“, “Flash” e “Tipo GTA“. Mas, agora em 2020, ele resolveu investir no próprio corre. Se liga no flow! 

Hoje artista da Elenko Music, Kayblack começou a escrever na adolescência; quem dava a maior força era um amigo dele que queria se tornar MC: “Na época, eu era muito tímido e ele me incentivava. Comecei a escrever e, na escola, a galera pedia pra eu cantar minhas músicas e eu não cantava porque achava que era tudo ruim”. 

A vergonha do palco é um problema que mexe com muita gente das artes e, pra acabar com esse receio, é preciso travar uma luta contra a timidez. “Superei minha vergonha logo antes de subir no palco pela primeira vez, num concurso em Fábrica de Cultura. Fiquei pensando que eu poderia sair de lá, algo poderia acontecer e eu ia morrer sem realizar meu sonho de subir no palco”, conta. 

De lá pra cá, muita coisa aconteceu e, recentemente, Kayblack estourou alguns hits. “Jacaré Que Dorme”, “Bandido Mau”, “Bvlgari” e “AK Forty Seven” – cada uma das faixas já têm mais de 1 milhão de execuções no Spotify. 

O jeito diferenciado do artista tem referências chavosas: “Minha influência é o Roddy Rich (cantor norte-americano). Através dele, consegui achar um jeito de me encaixar no trap. Comecei a estudar muito o trabalho dele e, quando traduzi as músicas, vi que ele fala muito sobre as vivências dele. Misturei um pouco do flow gringo com minhas referências do Brasil e já era. Pra quem não sabe, várias gírias que uso nos sons fazem alusão ao MC PP da VS, sou muito fã dele”. 

Com o avanço da caminhada, Kayblack ficou craque em misturar ritmos: “Muita gente tem visto que o funk e o rap têm que andar juntos. Fico feliz de fazer parte disso. Antes, eu via que era uma coisa muito separada e começou a aparecer uns pioneiros, tipo o Kyan, misturando os dois ritmos e pensei – ‘Cara, preciso colocar os dois estilos que eu gosto juntos’. Hoje tá todo mundo unido e virou uma coisa só. Tudo é arte de periferia”, comenta. 

Além de ser um monstrão na mescla de beats, ele também tem feito algumas parcerias com outros MCs, como nos sons: “Só Peço a Deus” – com MC Fioti, MC DR, Young DI e Menino GS; e “Festinha das Perturbadas” – com MC Lele JP, MC GP, Negui e Caio Passos. 

Com os shows parados, por conta da pandemia, é difícil medir como as músicas tão tocando na rua. O jeito para se reinventar foi investir em divulgação pela internet: “Comecei a dar muita importância pras redes sociais e pras plataformas. A gente acabou aprendendo mais a trabalhar no digital, mas não vamos ficar só nisso. Quando estamos fazendo muito show, a gente acaba perdendo essa parte de acompanhar as redes e as plataformas, mas estamos vendo que é uma forma de trabalhar também”. 

Nessa batida, Kayblack segue no corre pra continuar entregando hits. “Eu, Kaique, não quero que minhas músicas sejam tipo uma com mais de 100 milhões e as outras não batendo 1 milhão. Prefiro ter várias de 1 a 6 milhões. Não quero ser MC de um sucesso só. Tô preparando muita coisa diferenciada e estudando várias coisas, querendo fugir do normal. Quero inovar e criar minha identidade e que as pessoas me ouçam e pensem – ‘Esse cara é diferente'”.

Para depois da pandemia, o sonho é um só: “Quero fazer baile e sentir essa energia do público que eu só sentia com o meu irmão. Nunca senti isso sozinho e quero muito realizar essa parada”. 

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Rap Funk

Caverinha e MC Kaverinha, MC Fioti e Fióti… conheça xarás do funk e do rap

Você já passou por aquela situação de falar do MC Fioti e a pessoa achar que era sobre o Fióti, da Lab Fantasma, ou vice-versa? Isso é bem comum porque a lista de xarás do funk-rap é até que grande. Tem manos e manas que circulam nestas cenas musicais com nomes iguais ou bem parecidos. Se liga que selecionamos alguns deles!

MC Fioti x Fióti

Esses dois são gigantes. Quem curte funk com certeza já ouviu algum som do MC Fioti, o dono do hit mundial “Bum Bum Tam Tam”, o primeiro videoclipe a atingir um bilhão de visualizações no YouTube. Já no rap, o Fióti é o cara dos negócios da Lab Fantasma e também é cantor. 

MC Dricka x Drik Barbosa

MC Dricka é um dos maiores nomes do funk dos últimos meses. A rainha do mandelão começou cantando putaria e hoje tem se arriscado em outras vertentes. Já Drik Barbosa é uma das brabas do rap e já está há alguns anos no corre da música. 

Caverinha x MC Kaverinha 

O príncipe do trap MC Caverinha roubou a cena em 2019 com o hit “Só Não Pisa No Meu Boot” e acabou se tornando uma promessa da cena. No funk, o MC Kaverinha é um dos nomes do funk consciente e é dono da música “Diário de um Interno”.

MC Niack e DJ Nyack 

Com certeza você deve conhecer o MC Niack, o grande artista da quarentena, dono dos sucessos “Na Raba Toma Tapão” e “Oh Juliana“. E o DJ Nyack, quem manja? Ele acompanha o Emicida há anos e trabalha com rap e R&B.

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Rap Matérias Entrevista

Cria carioca, Ebony lança a braba com o EP “Condessa”

O trap é um dos gêneros mais tocados atualmente. Mesmo com sua origem gringa, aqui a parada ganhou sua própria fórmula dentro das quebradas de cada estado, se aliando a outros estilos como, por exemplo, o nosso funk. A história que você irá conhecer hoje é de Ebony que, aos 19 anos, mostra que bebe nessa fonte de misturas musicais musical, ao colocar no mundo o EP “Condessa”, com seis faixas. Se liga no Portal Kondzilla que a gente desenrola a ideia.

Cria carioca, Ebony esteve envolvida com arte desde cedo. “Sempre fui uma pessoa artística, sabia desenhar, costurar e criar de todas as formas. Só que o clique da música era bem ilusório – muito sonho mesmo. O momento que me vi musicista foi quando já estava lá, quando a parada rolou”, conta. 

Seu primeiro som foi produzido completamente em um aplicativo que modela a voz e tem um catálogo de beats para rimar em cima. Após gravar, soltou nas redes sem pretensão, os números foram crescendo e seu trampo repercutindo na cena, dá para acreditar? Nada de estúdio, tudo no conforto de casa. “Botei no soundcloud, fiz tudo sozinha. Foi divertido escrever e ir mexendo no aplicativo”, descreve em meio a risadas, enquanto relembra do começo.

Depois de lançar a braba, a carioca não parou; compôs singles como “Glossy”, “XOXO”, “Facetime” e ainda colaborou com uma galera pesada da cena do trap, como FBC, WillsBife, Dfideliz, Borges, participou da segunda edição do projeto “Poetisas no Topo” da PineApple Storm e até ganhou o prêmio artista Revelação do Rap no prêmio Genius Brasil em 2019. 

Recentemente, Ebony despontou com o EP “Condessa”, mostrando que sua caminhada não será passageira. Disponível em todas as plataformas digitais, o disco conta com seis faixas produzidas por Celo, AJ, Nagalli, Paiva e Pedro Lotto e dois feats com Sidoka e Yunk Vino. As composições falam falam sobre desejos, poder, medos, compreensão, lugares e histórias reais. Os sons levam títulos pequenos e diretos que se completam e conectam entre si, a escolha da ordem de cada faixa é proposital: “Tem uma ordem cronológica, são fragmentos de histórias que aconteceram e essas vivências não entram nessa linha. Só que a minha evolução sim, por isso as músicas ficaram nessa ordem”.

Meio trapper, meio rapper, a artista  lembra que começou a moldar seu gosto por música e audiovisual ainda pequena, vendo e ouvindo sons do mundo todo;  e se recusa a ter contato apenas com o gênero que representa. Isso com certeza explica o direcionamento dessa mana dentro da cena: estilo de flow, narrativas de videoclipes e por aí vai… Ebony parece sempre estar criando um acervo para o futuro, e de fato está.

Atualmente, a rapper está refletindo muito sobre legado e tudo que isso representa: “Penso o que estou construindo para deixar não apenas para mulheres, mas para o povo preto. O que eu quero como artista é deixar algo para as próximas gerações, que poderão ouvir meu som assim como escuto sons antigos. Eu quero deixar algo que me represente meus pensamentos e convicções. Quero deixar o melhor de mim.”

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Rap Comportamento Histórias que inspiram Matérias

Edi Rock denuncia racismo na música ‘Vida Negras’

No dia 18 de maio, o adolescente João Pedro foi morto durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, no Rio de Janeiro. Nessa mesma semana, Edi Rock estava finalizando a música “Vidas Negras”, um manifesto pela vida da população negra, denunciando o racismo.

No som, Edi Rock, que se destacou no rap no final dos anos 1980 junto ao grupo Racionais MCs, clama “Vidas Negras Importam”. A música, além de ser um manifesto contra a violência contra a população negra, ainda é nome de um movimento que surgiu em 2013. O Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) luta pelo fim da violência policial contra negros.

A música abre com a reportagem citando o caso de João Pedro. O jovem de apenas 14 anos foi baleado em casa durante uma ação da polícia. Depois, o menino foi resgatado por um helicóptero e só foi encontrado na manhã do dia seguinte, no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo.

Além de retratar o caso de João Pedro, o videoclipe da faixa também relembra outros casos de violência como: Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro alvejada em 2018; Ágatha Felix, de apenas 8 anos, que morreu em setembro do ano passado ao ser baleada enquanto estava dentro de uma Kombi, e várias outras pessoas que perderam a vida. O vídeo ainda mostra algumas imagens dos protestos que aconteceram nos Estados Unidos depois da morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos que morreu após um policial branco ficar ajoelhado no pescoço dele por quase nove minutos.

A música faz parte do terceiro disco de Edi Rock, “Origens – Parte 2”, sendo esse a continuidade do “Origens“, lançado pelo rapper em 2019. O novo trabalho ainda não tem data de lançamento e todo o dinheiro ganho com “Vidas Negras” vai para a Central Única das Favelas, a Cufa, responsável por ajudar favelados ao redor do Brasil.

Rap contra a violência

Edi Rock não foi o único, outros artistas se manifestaram sobre a violência e o racismo através de música nos últimos dias. Recentemente, MC Cabelinho lançou a música “Maré“, em que retrata a realidade de muitos dentro das favelas: desigualdade, tráfico e racismo. Em um post no Instagram, Cabelinho se manifestou falando sobre o som e o momento que estamos vivendo: “A guerra deles [Estado] não é contra bandido, é contra nosso povo. Pouco importa se tu tá com um fuzil na mão ou não: Ágatha, João Pedro, George Floyd. A guerra deles é contra preto, pobre e favelado. Já passou da hora de darmos um basta”, escreveu ele.

O rapper canadense Dax também lançou uma música sobre o assunto. “Black Lives Matter” fala sobre como o racismo é algo que a sociedade ensina pros outros e aborda a violência policial.

Já a dupla DaBaby e Roddy Rich, dois rappers que tem chamado atenção nos últimos tempos, alcançaram o top da parada na Billboard em maio com a música “Rockstar”. Eles aproveitaram a visibilidade da música e lançaram “Rockstar (Remix Black Lives Matter)”, falando sobre violência policial.

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Vidas Negras Importam: o que está acontecendo nos Estados Unidos

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Rap Histórias que inspiram

50 anos do Mano Brown, um porta voz das favelas

50 anos atrás nasceu Pedro Paulo Soares Pereira, que no final dos anos 1980 ficaria conhecido como Mano Brown, um dos quatro integrantes do Racionais MCs, o principal grupo de rap do Brasil. Hoje comemoramos o aniversário de um dos maiores ídolos da favela, um porta voz das quebradas.

Nascido em São Paulo, criado diretamente do Capão Redondo, Mano Brown viveu na pele a dificuldade de se crescer na favela, com desigualdade social, o preconceito e o esquecimento da parte dos políticos e, até mesmo, das pessoas do outro lado da ponte.

É sobre suas vivências que Brown, ao lado de Ice blue, Edi Rock e KL Jay, relata nas canções do Racionais MCs. Ao falar sobre o que vivia lá atrás, o que ele via e sabia que acontecia com as pessoas que Brown se tornou a maior referência no quesito dar a voz pras pessoas que precisam.

Além de ter falado sobre o que ninguém falava, Brown e o Racionais ainda criaram uma conexão entre as pessoas da favela e as pessoas da elite, já que o Racionais é ouvido por todas as classes sociais.

Mano Brown, além do Racionais MCs, ainda faz história na carreira solo com o disco “Boogie Night”, de 2016, com um som semelhante aos bailes blacks dos anos 1980, mostrando um lado mais romântico.

Em 2019, o Racionais se reuniu novamente e fez uma turnê especial de 30 anos passando por algumas das principais capitais do Brasil. Os shows mostraram que, por mais óbvio que fosse, as letras da banda ainda falam sobre a atualidade. As pessoas continuam reverenciando e aprendendo com os quatro músicos.

Nesse dia especial em que Brown celebra seus 50 anos, desejamos muita força e agradecemos por tudo que ele fez, direta ou indiretamente, pelas pessoas ao redor do Brasil.

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Rap Matérias

Djonga lança álbum “Histórias da Minha Área” sobre a vida na quebrada

Pra quem acompanha o rap nacional, há alguns anos sabe que a segunda semana de março tem um significado especial. Desde 2017, o rapper mineiro Djonga lança discos anualmente. Agora na última semana, ele lançou o “Histórias da Minha Área”, inspirado na vida dele na zona leste de Belo Horizonte.

Todo ano, o Djonga libera o disco primeiro no YouTube pois sabe que a maioria das pessoas que escutam ele não usam plataformas digitais e dessa vez não foi diferente. Antes de sair nos streamings, “Histórias da Minha Área” chegou de forma gratuita no Youtube.

Lançado há poucos dias, o disco já tem números expressivos: das dez músicas lançadas, sete já passam de um milhão de execuções no YT. O primeiro single do disco é a música “Hoje Não”, que ganhou clipe no mesmo dia do lançamento do álbum. Na música, ele fala sobre racismo e comemora suas conquistas.

O álbum tem 10 faixas e conta com participações de NGC Borges, MC Don Juan, FBC, Bia Nogueira, Cristal e a produção de todas as faixas é do brabo Coyote Beatz.


Djonga e o filho Jorge no estúdio Foto: Reprodução

Desde o lançamento de “Heresia”, em 2017, Djonga tem crescido cada vez mais na cena do rap e arrastando multidões por onde passa. Ele já se apresentou em diversos festivais pelo país e abriu show de gigantes da música como o Racionais MCs, provando que o novo rap está sempre crescendo.

Além do mais, ele tem ajudado a fazer com que as pessoas prestem mais atenção no rap fora do eixo Rio de Janeiro e São Paulo, e pra isso, sempre traz uma galera de BH junto em seus sons, como é o caso de FBC, com quem canta “Irmão de Arma, Irmão de Luta“, do disco Heresia, e Sidoka, do hit “UFA“, do albúm “O Menino Que Queria Ser Deus“.

Mas a influência dele ultrapassa barreiras e hoje, Djonga é ídolo pra muita gente, tanto público, como de rappers da mesma geração que ele, como os mais novos, como o MC Caverinha.

Escute o disco nas redes e acompanhe o Djonga: Instagram

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Rap Comportamento

Olha pro Oclin: Sidoka e FBC falam sobre o uso da juliet no rap

A juliet é um dos acessórios chaves na composição do kit da massa funkeira. Entre seus vários modelos as lupas da Oakley, além de conquistar o coração dos quebrada, vem ganhando espaço também entre os jogadores de futebol e foi adotada pela galera da cena do rap. Com todo o barulho que as juliets vem fazendo, fomos entender mais sobre a ascensão do óculos no rap trocando ideia com Sidoka e FBC. Donos da música “Olha pro Oclin“, eles são uns dos responsáveis pela incorporação do óculos na cena. Cola com o Portal KondZilla e pega a visão.

Não é novidade para ninguém que o rap e o funk são músicas nascidas e criadas diretamente no fundão da favela. Os gêneros musicais se assemelham em diversos aspectos: local de criação, protesto, consumo e agora até mesmo nos acessórios com a juliet. Até o Mano Brown, o monstro do rap nacional, já deixou o papo quando perguntado se preferia juliet ou oclinhos anos 90 disse ele. “Eu gosto de Juliet” 

Outro ponto que mostra a adoção das juliets por parte dos consumidores do rap são os festivais como Sons da Rua e Cena. Ambos rolaram em São Paulo e colando lá pude perceber que a juju é queridinha pela galera que frequenta. Mas não se engane, no escuro o óculos também cai bem. Além disso, foi no Festival Cena, evento que apresentou o melhor do trap, em que Sidoka jogou algumas peças de juliet depois de se apresentar. Acha que acabou? Não, teve ainda o gringo Quavo do grupo Migos recebendo uma juliet cravejada do revendedor Kira Lupas. Outros artistas do rap nacional como: Djonga, Caveirinha e Orochi também usaram a juliet. 

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*CENA 2k19 alterou o nome para CENA 2k20*

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Adiante, o sucesso das lupas da Oakley tomaram até jogadores de futebol, nos últimos dias uma das fotos que fez sucesso nas redes sociais foi do menino Ney, craque do PSG, portando o acessório. Gabriel Jesus, do Manchester City, também é fã do óculos e exibe ele em suas redes. Falando em redes sociais, as juliets ganharam até um filtro próprio no instagram que ainda manda aquele risquinho na sua sobrancelha de bônus. Já dizia MC DedeUm brinde a Juliet“.

Sidoka e FBC passam a visão 

Criado no funk antes mesmo de conhecer a cena trap, as juliets, mizuno, camisa de time e entre outros acessórios, são a cara do trapper Sidoka. “Não tô falando que sou pioneiro das juliet, mas é um bagulho que adaptei para o trap por ter vindo do funk”. Existem outros responsáveis na popularização das juliets além de Sidoka. “Não acredito que sou exclusivamente responsável pelas pessoas terem adotado as juliet no rap. Porém, fico feliz por alguns estarem usando por influência minha”.

Um dos diferenciais de estar usando uma juliet, é que a lupa bloqueia a ‘maldade dos recalcados’. “O conceito da juliet nas minhas músicas é: não importa se está de dia ou de noite, se você está de juliet isso bloqueia sua visão. Você pode ver tudo e ninguém pode ver seus olhos, ou seja, as pessoas não conseguem saber suas intenções”. 

Sidoka deu o papo das suas lupas preferidas. “As que eu mais gosto é a Flak 2.0, a Romeu 2 eu acho muito louca e gosto também da Penny que é a que eu comecei usar todo dia. Essa são as que eu mais gosto”. Resumindo a frase ‘Olha pro Oclin’. “Se você ver um menino de oclin, de noite e de luva você vai saber que sou eu”, disse Sidoka rindo. Conheça os óculos da Oakley 

Experiente, o rapper FBC explicou que o funk e o rap andam juntos. “É natural que isso uma hora iria acontecer. Nunca foi um problema a estética da juliet [no rap] e eu acredito que o funk e o rap podem andar juntos de todas as formas”. São esses acessórios e essa união de movimentos que mostra o sentimento que a favela vive. “É a quebrada, a população negra e periférica que consome essas paradas, então aonde estiver o funk vai estar o rap e vice versa”. Já dizia FBC na música Frank e Tikão: “nunca mais vão me chamar de mal vestido“.

Seja no rap seja no funk, são as lupas da Oakley invadindo os espaços, não tem jeito. E você curte usar uma juliet? Conte para nós nos comentários qual é a sua preferida.

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Rap nacional: apostas do segundo semestre de 2019

O rap nacional tá se fortalecendo a cada dia que passa, isso não é de hoje e nem é novidade, mas conforme o tempo passa, o gênero se torna cada vez maior, com novidades e sons de gente de todos os lugares. No meio do ano já falamos sobre Black Alien, Nego Gallo, Sidoka, Djonga e Coruja BC1, então hoje vamos falar sobre outros sons que foram lançados durante esse segundo semestre de 2019. 

YUNG BUDA 

Depois de dois volumes do EP “Músicas Para Drift” e do “Foodstation“, lançamentos que reúne toda a galera da Sound Food Gang (Buda, Chabazz, Nill, Mano Will e Chinv), Yung Buda lançou recentemente seu primeiro álbum: o “True Religion“. O disco vem com 13 faixas, sendo 11 inéditas. Pra quem curte o Buda por causa das referências que ele traz, principalmente da cultura japonesa, o “True Religion” vem com essa mesma vibe, mas mostra um Buda com mais maturidade e com um som mais lapidado.

 

AMIRI

Responsável por hits como “Apollo/Rude Boy” e “Vida de Negro…“, Amiri é um dos grandes letristas do rap. Depois de quatro anos sem lançar um disco, só atiçando a galera com singles, o rapper Amiri voltou com tudo no “O.N.F.K“, um disco onde ele discute sobre racismo, ancestralidade e amor. 

FEBEM

Febem é outro rapper que veio com um álbum em 2019. “Running” traz um monte de referência, puxando influência do rap dos anos 1990 ao trap, que vem crescendo cada vez mais dentro do cenário. “Camisa de Time“, a oitava música do disco é uma mistura de tudo que se falou esse ano. “Disfarce na bala e camisa de time / bigodin na régua e camisa de time/ dinheiro no bolso e camisa de time”. 

LAURA SETTE

Minas Gerais vem revelando muita gente nos últimos anos, como o Djonga, Sidoka e FBC, e muitos nomes vêm surgindo juntos. Uma das minas de BH que vem chamando atenção é a Laura Sette, que no final do segundo tempo, lançou seu EP de estreia, “Corpo, Alma e Consequência“. 

MAIS SONS

Além de discos, rolou muita música foda, muito videoclipe que rodou bastante e marcou o ano da galera. Sem falar que lançar uns sons separados é um jeito de ir cativando público antes de lançar um compilado de músicas. Um dos maiores sucessos do ano foi sem dúvida “Kenny G”, do Matuê, mas outros sons se destacaram, como “Favela“, do MC Cabelinho com o Filipe Ret, “Senhor“, do FBC com o L7nnon e o BK’, e muito mais. 

Por falar em FBC, o rapper veio com tudo na divulgação do disco “Padrim”. O “15/11” postado por ele, pelos fãs e até por outros artistas e personalidades foi uma das coisas marcantes desse segundo semestre. As gêmeas Tasha e Tracie também aproveitaram 2019 pra lançar um EP. “Rouff” vem com cinco músicas e tem a mescla de influências de música eletrônica, muita garra e muita energia.

Nós já falamos por aqui também, mas vale relembrar que quem lançou um baita disco foi o Emicida. “AmarElo” juntou a paz, a esperança e muitas participações em um dos discos mais marcantes desse ano.

Esse é só um recorte de algumas coisas que saíram nesse segundo semestre. Muita coisa rolou, muita gente nova apareceu e muitos gigantes apareceram com novos lançamentos. Que em 2020, o rap nacional continue daquele jeitão: fervendo.

 

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Vai ter show de graça do Kanye West no aniversário de São Paulo

Um dos maiores nomes do hip hop internacional, Kanye West, trará seu novo show estreado recentemente na Califórnia “Nebuchadnezzar”- uma ópera conta a história de um rei da Babilônia. Ainda não esta claro qual será o local do show, mas é certo o show para a celebração dos 466 anos da cidade de São Paulo. O evento será gratuito no dia 25 de janeiro. Chega mais no Portal KondZilla para entender essa fita.

A notícia foi publicada em primeira mão no jornal O Estado de São Paulo pela jornalista Sonia Rancy que recebeu a confirmação da Bia Doria, esposa do atual governador paulista. “Conseguimos convencê-lo da importância de uma apresentação sua”, disse Bia na entrevista. O show será inspirado na cultura gospel e em passagens bíblicas. Até o momento não foi divulgado mais informações do show.

E aí o que você achou da notícia? Vai perder de ver um dos maiores nomes da música internacional? Então anota na agenda pra não esquecer.

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Jay-Z comemora 50 anos liberando seus discos no Spotify

Neste dia 4 de dezembro o rapper Jay-Z celebra seus 50 anos, mas quem ganha o maior presente são os fãs. Depois de muitos anos sem ter suas músicas liberadas no Spotify, o norte-americano relançou todos os seus discos na plataforma. Parabéns, Jay-Z e muito obrigada!

Em abril de 2017, o rapper conhecido por sucessos como “N**ggas in Paris“, com Kanye West, “99 Problems“, “Empire State of Mind” e muitos outros, retirou praticamente todo seu catálogo de 17 discos do Spotify para lançar sua plataforma de streaming concorrente: o Tidal.

Hoje, todos os 18 discos lançados por Jay-Z desde 1996, com o lançamento de seu primeiro disco, “Reasonable Dout” ao mais recente “4:44“, de 2018, estão de volta. O rapper não falou nada sobre o assunto, e nem se a discografia está de volta pra sempre no Spotify, mas por enquanto, vamos esperar que sim!

Relembre os sucessos do Jay-Z